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Acessório permite ler livros em tablets enquanto se corre em esteiras

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‘Run-n-Read’ faz tela de tablet se ajustar à visão durante corrida. Projeto tenta colocar aparelho à venda por US$ 55 nos EUA.

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'Run-n-read' permite correr e ler livros em tablets (Foto: Divulgação/Weartrons)

‘Run-n-read’ permite correr e ler livros em tablets (Foto: Divulgação/Weartrons)

Um acessório promete ajudar quem gosta de correr em esteiras e ler livros no formato digital no iPad, adaptando a tela aos olhos do usuário e facilitando a leitura. Chamado de “Run-n-Read” (corra e leia, em tradução), ele possui um sistema que consegue fazer o texto na tela “pular” em sincronia com os olhos durante a corrida.

O acessório pode ser colocado na cabeça, usando uma faixa, ou na gola da camiseta. Usando um aplicativo, a tela do tablet – que é colocado no painel da esteira –  e o sensor entram em sincronia, fazendo com que, aos olhos do corredor, a tela fique estática na mesma posição, mas, na realidade, ela está acompanhando o movimento dos olhos durante a corrida.

Para avançar uma página, basta tocar uma vez no aparelho e, para retroceder, são dois toques.

O acessório funciona com tablets com sistema iOS e Android e será vendido nos Estados Unidos por US$ 55. A Weartons, que criou o clipe, tenta arrecadar fundos para conseguir lançar o aparelho comercialmente (clique aqui para acessar o site).

 

Alunos “tiram nota boa” e 50 professores fazem clipe completo do Gangnam Style

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Escola britânica fez promessa a alunos que atingissem meta

Veja abaixo o clipe completo da promessa paga aos alunos

Veja abaixo o clipe completo da promessa paga aos alunos

Publicado por R7

A escola Penketh High School, na cidade de Warrington, noroeste do Reino Unido, teve que pagar uma promessa feita a seus alunos.

Uma vez que os estudantes atingiram a meta de nota a ser alcançada no GCSE – teste aplicado a estudantes do ginásio em colégios do País de Gales, da Inglaterra e Irlanda do Norte -, o diretor Jeff Hughes teve que gravar o clipe da música Gangnam Style, do cantor sul-coreano Psy.

Para a megaprodução, o diretor teve que contar com a ajuda de 50 professores da escola. Veja abaixo como ficou o clipe.

 

Registre sua vida em um diário ou morra

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Roberta Fraga, no Livros e Afins

Não sei ao certo se isso vale, na verdade, foi um ardil para atrair uma leitura de, quem sabe uns dois parágrafos deste post. O fato é que me martela na cabeça a ideia de escrever em diários e como eu nunca consegui estou aqui divagando. Parece assim uma visão tão romântica: posso até ver a moça abrindo, sorrateira, o diário que esconde num lugar bem secreto (que é embaixo do travesseiro), com aquela chave tão secreta (que seu irmão mais novo nem usa porque abre com um clipe), escrevendo com uma caneta tão discreta e sóbria (aquela prateada com brilhinhos e pompom rosa na ponta e que balança mais fortemente, quando no diário é lembrando o nome daquele garoto – ou garota – especial).

Pronto. Minha visão romântica disso! Romântica? Romântica nada, romântica uma ova (essa expressão é do tempo da minha avó), escrachada! Deve ser por isso que não consigo me imaginar escrevendo um diário. Olha que já tentei… Tá! Tentei duas vezes, mas quando vi, grandes dilemas pessoais (do tipo não estou mais aguentando a depilação a cera, gente isso é sério!) misturarem-se com lista de compras encabeçadas por cebolas, vi que a coisa não ia para frente.

Escrever diários é para os fortes. Ninguém quer ler seu diário para saber se você está com problemas financeiros ou dos roncos intermináveis do seu marido, das birras do seu filho e sua dificuldade com elas, do seu chefe exigente, dos conflitos modernos femininos, quando aquela maquiagem caríssima te deu alergia. E olha que esse último conflito pode dar ainda pano para a manga (outra expressão da grandma), se você ousou comprar (por sentimento de justiça digno e autocomplacente) a bendita maquiagem no cartão de crédito do seu solícito (ou desatento) marido, ou namorado, ou peguete, ou ficante, ou tico-tico no fubá, ou amigo colorido, ou sei lá o que você tenha (amante virtual, amante platônico, Gasparzinho ou cunhado ou cunhada mesmo – neste último caso já cheira a vingança… Pronto: outro dilema pessoal desinteressante).

As pessoas querem grandes dramas (reais ou não, razão pela qual, se for escrever um diário, minta bastante), querem grandes personagens, grandes fatos. As pessoas querem saber que você guarda dinossauros no banheiro ou se no seu armário (closet para aumentar a carga dramática) você guarda esqueletos, vampiros, zumbis, corpos ou cabeças encolhidas. É isso! Coisas fantásticas o bastante para fugir do lugar comum: a falta de vagas no estacionamento da escola do seu filho.

Seja gentil com os fatos, mas não exatamente fiel a eles. Certa vez, no antigo Programa Livre, comandado pelo Serginho Groisman, o entrevistado, nada menos que Fernando Sabino, disse que começou a escrever porque mentia demais. E fez isso por sugestão de seu pai. Viu que funciona?

Tenha muita seriedade com uma atividade como esta. Poker face é para o fracos, tenha um semblante translúciso, em se tratando de segredos pessoais. Faça com que as pessoas suponham que você é bem informado, ao tomar suas notas (usando aquela carinha). Leve a sua atividade a sério. Tem que parecer sério. Mas cuidado, para não parecer tão bem informado assim: sua vida pode correr riscos.

O fato é que toda essa abobrinha tem que ser impactante para o bem ou para o mal.

Eu sei, eu sei, este material seria para falar de grandes diários da história, mas o cotidiano me empurrou para cá: a vala comum dos desesperados! Então, vou ficar mesmo por aqui que é para não acabar revelando uma ou outra página daquele meu diário que vou começar hoje… Nem tem páginas o danando… Mas, aquele caderninho da Hello Kitty bem que é fofo, né?

Aí vem as preciosas dicas e lista, porque tenho mania de listar coisas

Se for escrever um diário:

* minta muito, minta bastante: minta datas (você não conseguirá escrever todos os dias e nem terá paciência para isso), minta fatos (aumente, reduza, invente, simplesmente de modo que você seja uma heróina, ou herói, desses sempre injustiçados, mas cobertos de razão), minta pessoas (se está faltando pessoas, invente-as em número e qualidade), melhore ou piore as pessoas que existem;

* faça daqueles segredos cabeludos ainda mais cabeludos, mas deixe claro no registro que é de outra pessoa e não seu;

* vitimize-se;

* use registros de grandes personagens de grandes histórias como sendo seus, claro, guardadas as devidas proporções, porque se você for enfrentar moinhos de vento na cozinha sua credibilidade pode cair um pouco e você poderá acabar sendo interpretado equivocadamente quanto a sua saúde mental;

* se a mentira for muito absurda, use-a como recurso de comparação, metáfora ou hipérbole;

* crie crises que não existiram de verdade, mas se certifique de encerrá-las em tempo hábil e de modo final e convincente;

* lembre-se de escrever ao final do diário, bem no finalzinho, que se trata de uma obra de ficção e que qualquer semelhança é mera coincidência;

* plante dúvidas atrozes na cabeça do leitor;

* finja que esconde o diário muito secretamente;

* finja que é sério;

* solte a criatividade.

* não leve necessariamente a sério tudo o que eu falei;

* em caso de incêndio, queime primeiro o seu manuscrito.

E a conversa era para ser séria…

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