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Por que entrar para um clube do livro?

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Ler é uma experiência sensorial: o cheiro das páginas, o peso nas mãos, o recorte afiado das páginas roçando as falanges

Ler é uma experiência sensorial: o cheiro das páginas, o peso nas mãos, o recorte afiado das páginas roçando as falanges

 

Participei de um grupo de leitura e descobri que compartilhar histórias tem um poder bem maior do que imaginamos

Marcela Campos, no Papo de Homem

Ler pode ser uma coisa solitária. Não que eu possa negar a delícia que é cobrir o corpo com uma manta quente e, com um livro apoiado nas coxas, viajar por algumas horas. Mas descobrir a possibilidade de compartilhar o que se lê é bastante tentador. Que atire a primeira pedra quem nunca fechou um livro com olhos de interrogação ou línguas quentes para recontarem histórias à sua própria versão. Depois de alguns anos lendo a sós, procuramos companhia.

É claro que já sabia que estes clubes existiam. Aquele filme com Robin Williams e alguma vivência deram conta de apresentar o conceito. Mas clubes de leitura são um tanto quanto intimistas, quase como redutos misteriosos que adentram mundos aos quais não pertencemos. Em alguma hora de nossas vidas a chance bate à porta, e eu é que não fui doida de recusar a primeira chamada.

Boa lábia convenceu um amigo a me acompanhar na leitura de junho. Uma prateleira vazia e – pasmem – uma lista de próximas leituras zerada me permitiram o luxo de engolir o que viesse em mãos. Foi com essa determinação e certa liberdade que caminhamos até a Livraria Zaccara numa quarta à tarde pra comprar Foe.

O livro da vez era do sulafricano J.M. Coetzee, que eu não conhecia, mas já é famoso por obras como Desonra e um prêmio Nobel de Literatura. Tudo certo, tudo promissor… Até eu fechar o livro me perguntando que raios de sentido aquelas palavras todas faziam. E aí eu comecei a me sentir profundamente grata por ter me inscrito num clube do livro.
Ler é hábito

Quem não consegue passar na frente de uma livraria sem conter o comichão entende o que estou dizendo.

É daqueles hábitos que impregnam na pele logo na adolescência, e quando nos damos conta já perdemos o sono e viramos madrugadas. Não é uma questão de treino, mas de se jogar na teia, achar a história que te gruda os olhos, e a partir daí construir o que poderíamos chamar de vício. Descobrir a leitura é como descobrir a sexualidade: fazemos na surdina, aos poucos, tateando com calma, até descarrilhar de uma vez, sem volta.

A maioria das pessoas que lê muito não vai saber te apontar uma razão do porquê de fazer o que faz: necessidade, prazer, aprendizado, tédio, mãos vazias ou simplesmente porque sempre foi assim.

Costumo dizer que é mais fácil quando o hábito vem de casa. É deitar no colo da mãe que corre os olhos por um romance espírita, admirar o pai que lê até panfleto de supermercado e acumula as respostas pras infindáveis perguntas de uma criança de cinco anos. É imitar e querer juntar dois com dois naquele primeiro livrinho inflável, pra usar na banheira, que tem mais imagens do que palavras. É dormir com a voz materna nas orelhas, contando diferentes versões do João e o Pé de Feijão. Ler é emocional.

Mas pode ser que você ainda esteja procurando motivos pra terminar este artigo se você não é nem daqueles que petiscam um livro por ano. Um clube de leitura, afinal, é pra quem devora obras renomadas, dignas de Nobel e atemporalidade, né?

Não. Assim como a gente não nasce gostando de miojo, nem com aquela mania de escovar os dentes sempre da mesma maneira, o hábito de ler pode ser adquirido. Não posso dizer que é fácil, mas eu tenho certeza que todos temos dentro de nós um apego gostoso por histórias outras que não as nossas próprias vidas, e daí pra ler sem parar é um passo.

A dica é descobrir a história que vai te deixar na fissura – fica mais fácil se você já tiver uma ideia de que gêneros te prendem no cinema e nas séries. Depois, prometer a si mesmo que vai passar das cinquenta primeiras páginas. Quando der conta de si, vai fechar seu primeiro livro querendo mais.

Não comece com preocupações intelectuais. Não vá me pegar um Dostoiévski. Corta essa de julgar o livro dos outros no metrô. Comece pelos mais populares, porque se assim o são, é porque há razão para tal. E associar o momento da leitura a situações confortáveis também ajuda.

Depois que o vício tomar conta fica bem mais fácil expandir sua capacidade de apreensão de conteúdo e concentração. Aí vai ser fichinha acabar com os mais longos e encarar assuntos que não seriam seu primeiro interesse, mas podem te surpreender positivamente. Ah, e também os clássicos.

Entrar pra um clube de leitura se você ainda não lê é uma excelente ideia e um ótimo instrumento de pressão. Ter uma meta pode ajudar bastante pra que você avance na leitura obrigatoriamente em determinado tempo – você não vai querer ser o único da roda que não leu. Além disso, os insights que saem nessas conversas ajudam a afiar as capacidades de interpretação de texto e a delícia de viajar na história.

É sempre tempo pra começar, amigo.

O clube do livro preenche buracos

Entre as top dez sensações do mundo está o sentimento de fechar um livro inquieto com as palavras finais. Aquele remelexo de quem se questiona o porquê daquela história ter sido contada, o que esse autor está tentando me dizer ou o que aconteceu com a Maricota que sumiu no capítulo catorze. Tem obra que deixa buracos e a gente não consegue nem saber se gostou ou não gostou, se fez sentido ou não fez e se deu barato ou não deu.

É aí que cada livro é um pouquinho planejado pra que a atividade não seja solitária. A mão que treme pra ligar e marcar um café com o teu amigo que te emprestou essa porcaria inconclusiva encontra acalento num clube do livro.

Lá é o espaço de desabafar e assumir que você não entendeu absolutamente nada, e que ficou completamente possesso com aquele final. É o espaço de ouvir interpretações diferentes e juntar lé com tré, formando um conjunto mais harmonioso e possivelmente surpreendente. É ali que a gente aprende a ver pelos olhos alheios e expande a nossa capacidade de interpretação de texto pra possibilidades nunca antes imaginadas.

Ali aprendemos a ler pessoas – e a nós mesmos

Sentada junto ao pessoal, percebi que cada um lê uma história. Nem de longe um livro é obra de seu autor, senão de cada um que a reconstroi nas suas cabeças. A troca de versões em si é bem interessante, mas melhor ainda é perceber que cada história é em parte constituída pela personalidade de cada leitor.

Os tais buracos que bons autores são capazes de deixar em suas histórias são preenchidos com quaisquer referências de mundo que tenhamos. Assim, projetamos emoções, reações a certezas em cima daqueles personagens, imaginando como devem ter se sentido nas situações propostas e como provavelmente reagiram, mesmo que essas partes não estejam impressas no papel.

Cientes disso e com audições atentas, conseguimos perceber juízos de valor e necessidades (mais…)

Com um ano de existência, clube de assinatura de livros comemora expansão

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Foto: Divulgação / Tag

Foto: Divulgação / Tag

 

Confirmando que ler nunca sai de moda, a Tag Experiências Literárias aumentou não só o espaço físico, mas também o número de funcionários

Fernanda Pandolfi, no Zero Hora

Não foi fogo de palha. Com um ano de história da Tag Experiências Literárias – espécie de clube de assinatura de livros –, Pablo Soares Valdez só tem a comemorar.

Subiu o número inicial de sócios de 200 para 6 mil, passou de um escritório de 50 metros quadrados para um de 300 metros quadrados e conta com uma equipe de 10 colaboradores, sendo que no princípio eram cinco.

– E pretendemos fechar o ano com mais de 20 funcionários, já com planos de mudar para um escritório maior ainda – comemora.

E um detalhe: o faturamento da empresa chegou a quase R$ 500 mil. Confirmação de que ler nunca sai de moda. Aliviada em saber.

Emma Watson quer começar um clube do livro sobre feminismo e pode contar com a ajuda de J.K. Rowling e Taylor Swift!

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LONDON, ENGLAND - MARCH 31:  Emma Watson attends the UK premiere of "Noah" at Odeon Leicester Square on March 31, 2014 in London, England.  (Photo by Anthony Harvey/Getty Images)

(Photo by Anthony Harvey/Getty Images)

 

Publicado na Folha Vitória

Emma Watson é realmente um exemplo a ser seguido! A eterna Hermione de Harry Potter, que inclusive aprovou a atriz que irá reviver a personagem no teatro, tornou-se uma das vozes de uma geração de mulheres ao se afirmar como feminista.

Sempre que pode, a estrela encoraja garotas e ensina a melhor forma de lidar contra o machismo, ainda mais depois que se tornou embaixadora sobre o assunto na Organização das Nações Unidas. Agora, por meio do Twitter, ela anunciou que irá começar uma espécie de clube do livro para falar sobre o feminismo. Antes de anunciar a escolha final, Our Shared Shelf, Emma pediu sugestões de nome aos seus seguidores:

Oi, time! Quero começar um clube do livro sobre feminismo, mas até agora só consegui pensar Clube do Livro Feminista e Clube do Livro da Emma Watson.

Segundo informações do The Guardian, os fãs da atriz logo começaram a sugerir nomes, como por exemplo, Wats Up Fems, Hermione’s Army e Watson Your Shelf. Pouco tempo depois, ela agradeceu a ajuda:

Obrigada a todos que sugeriram ideias e sugestões. Isso foi MUITO legal da parte de vocês. Mais informações chegarão em breve…

Ainda de acordo com a publicação, Emma afirmou que irá tentar recrutar J.K. Rowling, autora de Harry Potter, e também Taylor Swift, para se juntar ao seu clube do livro. Além disso, a atriz obteve respostas de atrizes e outras pessoas famosas, que gostaram bastante de sua ideia.

Em seu Facebook, Emma explicou ainda mais sobre esse seu novo projeto:

Como parte de meu trabalho com as mulheres das Nações Unidas, eu comecei a ler o máximo de livros e trabalhos sobre igualdade que eu conseguia. Há tantas coisas incríveis por aí! Engraçadas, inspiradoras, tristes, que te provoca a pensar, empoderadoras! Eu tenho descoberto tantas coisas que, às vezes, sinto que minha cabeça está prestes a explodir… Decidi começar um clube do livro feminista, já que quero compartilhar o que estou aprendendo e quero ouvir suas opiniões também.

Ela continua:

O plano é selecionar e ler um livro por mês e então discutir a publicação durante a última semana do mês (para dar tempo de todo mundo ler!). Postarei algumas perguntas/citações para começar, mas adoraria que isso se tornasse uma discussão aberta com e entre vocês. Sempre que possível, eu gostaria de ter o autor ou outra voz relevante sobre o assunto, se juntando à conversa.

Um clube do livro para… ‘bebuns’?

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Relaxing with snack and book outside

Publicado no Brasil Post

Literatura e álcool. Aí estão duas coisas que você pode achar que não combinam, mas combinam, sim. Duvida? Você precisa conhecer o Clube do Livro para Bebuns, Meetup organizado pela publicitária e designer Ana Luiza, de 28 anos.

“Hoje em dia, os perfis estão bem separados. Tem uma galera intelectual que defende uma vida saudável e o pessoal que vai pro bar e só quer aproveitar a vida!”, diz a organizadora do grupo, questionada sobre a possibilidade de reunir os diferentes estereótipos.

Mas ela lembra que não foi sempre assim. “Isso era diferente antigamente. Grandes escritores tinham uma vida boêmia e bebiam (MUITO). Acho que isso os ajudava a se soltar mais para escrever melhor”, completa.

Você pode ter imaginado grandes filósofos gregos em noites boêmias há milênios atrás, certo? Não, não precisa ir tão longe. Pense em Nelson Rodrigues. Pense em Mario Quintana. Reza a lenda que a relação de ambos com os livros e com os copos eram igualmente… digamos… intensa!

Mas por enquanto, os escritores bebuns brasileiros não estão na pauta do Clube do Livro para Bebuns, marcado para um sábado, 24 de outubro (veja o local e outros detalhes aqui). O autor em debate será Nick Hornby, com a obra “Funny girl”.

Bebuns, mas… não tanto!

Apesar da pegada álcool-friendly, a criativa organizadora adverte: “Não estamos fazendo apologia a encher a cara. O importante deste grupo é juntar essas pessoas, discutir as visões e se divertir”, explicou. “Até deixamos claro que você não precisa ler o livro em questão nem ficar bêbado no encontro”.

E tudo isso, em um ótimo clima de amizade e descontração. Nada de barracos! “As pessoas ultimamente estão tão ligadas em defender seus partidos e opiniões que esquecem que a troca de conhecimentos e percepções é uma das maiores riquezas”. Alguém discorda?

Se você ainda não se inscreveu para a première do Clube do Livro para Bebuns, inspire-se nas palavras de Ana:

“O Meetup é maravilhoso por aproximar pessoas. Acho que isso melhora o nosso conhecimento. Tem de se encontrar, trocar ideia e aprender com isso. A experiência é sempre única”. Pronto, agora clique AQUI  e boa bebedeir… quer dizer, leitura! <3

Segundo livro escolhido por Mark Zuckerberg trata da diminuição da violência no mundo

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Segundo livro escolhido por Mark Zuckerberg trata da diminuição da violência no mundo

Marcos Vinicius Brasil, na Info

O cofundador do Facebook continua mantendo sua resolução de ano novo, de ler um livro a cada duas semanas. E o segundo título escolhido por ele foi Os anjos bons da nossa natureza – Por que a violência diminuiu, de Steven Pinker. O livro, lançado no Brasil pela Companhia das Letras, trata de como a violência diminuiu na sociedade global ao longo da história, e como essa tendência pode ser sustentada.

“Eventos recentes podem fazer parecer que a violência e o terrorismo são mais comuns do que nunca, então vale a pena entender que toda a violência, incluindo o terrorismo, na verdade está diminuindo com o passar do tempo”, escreveu Zuckerberg. “Se entendermos como estamos conseguindo isso, podemos continuar nossa trajetória em direção à paz.”

Zuckerberg também convidou quem quiser acompanhá-lo na leitura a discutir o livro na página A Year of Books, uma espécie de clube do livro que ele criou dentro do Facebook.

No começo do ano, o cofundador do Facebook divulgou que leria um novo livro a cada duas semanas, como sua resolução de ano novo, escolhida a partir de sugestões enviadas por usuários da rede social.

O primeiro livro escolhido por ele foi O fim do poder, de Moisés Naím. O título chegou a se esgotar na Amazon americana.

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