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Livro conta bastidores da eleição do Papa Francisco

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Obra de Gerson Camarotti é fruto da cobertura de dois conclaves em Roma. Para autor, visita de Bergoglio ao Brasil se relaciona com reforma da Igreja.

Renan Ramalho no G1

"Segredos do Conclave", de Gerson Camarotti (Foto: Reprodução/Geração Editorial)Na mesma semana em que desembarca no Brasil o Papa Francisco, chega às livrarias do país um livro que conta os bastidores de sua escolha para o comando da Igreja Católica e as esperanças depositadas no pontífice para uma reforma da maior e mais antiga instituição religiosa do mundo.

Em “Segredos do Conclave” (Geração Editorial, 304 páginas), o repórter da GloboNews e blogueiro do G1 Gerson Camarotti relata não apenas os conchavos e intrigas que elevaram o argentino Jorge Mario Bergoglio ao posto mais alto da Santa Sé, mas faz também um prognóstico da guinada evangelística que o primeiro papa jesuíta da história pretende dar ao catolicismo, principalmente a partir da América Latina.

O livro é fruto da experiência do jornalista na cobertura dos dois últimos conclaves do Vaticano e o intervalo entre eles.

Já no primeiro capítulo, Camarotti narra em detalhes a sutil articulação de cardeais latinos, africanos e asiáticos em busca de uma renovação da Cúria ante o establishment europeu no conclave de março.

 

 

 

Leia trecho do livro
     Jamais a Santa Sé seria a mesma depois daqueles dias surpreendentes, entre os meses de fevereiro e março de 2013. Foi possível acompanhar uma sequência de fatos inéditos que teve início com a decisão de Bento XVI de renunciar a seu pontificado. Isso não ocorria no Vaticano havia seis séculos. O gesto revolucionário de Bento XVI abriria espaço para a realização de mudanças que ele próprio não conseguiu fazer durante os oito anos que ficou à frente da Igreja.     Foram dias turbulentos na cúria romana, marcados por uma forte disputa de poder entre os cardeais. Vieram à tona novos escândalos de pedofilia. O cardeal de Edimburgo renunciou ao posto para evitar o desconforto dos colegas no Conclave. Em meio à crise envolvendo o Banco do Vaticano, foi escolhido às pressas um novo presidente para o Instituto para Obras Religiosas (IOR). Pouco antes, em dezembro de 2012, o papa já havia concedido o perdão a seu mordomo, que vazara os documentos secretos do Vaticano.

     Foi nesse ambiente de águas agitadas, como registrou o próprio Bento XVI, que se realizou o Conclave que elegeu o papa Francisco. Fechados na Capela Sistina, os cardeais sinalizariam claramente um movimento de mudança na Santa Sé. Isso começou a ficar claro um pouco antes, já nas reuniões das congregações gerais. Os purpurados que chegavam dos continentes mais distantes cobravam transparência da cúria romana. Estavam assustados com o noticiário e queriam abrir a caixa‑preta do Vaticano.

     Foi esse sentimento de mudança que permitiu que surgisse com força a candidatura do arcebispo de Buenos Aires, cardeal Jorge Mario Bergoglio.

O jornalista mostra, por exemplo, que nas conversas reservadas, Bergoglio surgiu forte desde o início, mas sua campanha era imersa em segredo e passava longe das especulações na mídia justamente para preservá-lo de ataques que poderiam minar sua pretensão. Enquanto Bergoglio era figura ausente nas apostas dos principais vaticanistas, foi Camarotti, aliás, um dos primeiros na imprensa mundial a detectar a preferência dos latinos pelo argentino, em detrimento do brasileiro Odilo Scherer, até então apontado como um dos favoritos (relembre aqui no post de seu blog).

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Diminuir deserção é o grande desafio para universidades latino-americanas

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Publicado no Terra

As universidades da América Latina se encontram em “pleno replanejamento” e enfrentam o desafio de reduzir a alta deserção, avançar em matéria de educação em linha e melhorar a qualidade do ensino sem deixar de lado os mecanismos para o acesso em massa.

A América Latina, com quase 600 milhões de habitantes, tem mais de “10 mil instituições de educação, 37% delas universidades que abrigam cerca de 19 milhões de estudantes”, disse à Agência Efe Pedro Henríquez-Guajardo, diretor do Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e no Caribe (IESALC).

Perante a “grande” proliferação de universidades que houve nos últimos anos, o que permitiu aumentar o acesso à educação superior na região, a IESALC pede “que as instituições tenham foco, vejam por onde têm que ir e possam se colocar à altura dos tempos”.

“Enquanto não avançarmos no caráter de universidade do século XXI e no conceito da mesma nos âmbitos de formação, pesquisa e vinculação com o meio, vai ser muito difícil alcançarmos instituições de classe mundial”, alertou o diretor do IESALC, um órgão da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Entre os maiores desafios que o sistema enfrenta agora está o objetivo de conseguir que os estudantes terminem seus estudos, concordaram reitores e outras autoridades universitárias latino-americanas reunidos recentemente em um seminário no Panamá organizado pela IESALC.

“Os dados são duros no âmbito da deserção e a principal causa é sócio-econômica”, afirmou Henríquez-Guajardo, que disse que na região a cobertura líquida em ensino superior alcança um máximo de 44%.

É “indiscutível” o aumento na matrícula na região nos últimos anos, “mas seria preciso ser um pouquinho mais exaustivo e levar a análise até o final: quantas dessas matrículas que aumentaram efetivamente alcançaram o rendimento final e retorno”, questionou o diretor do IESALC.

No caso da Argentina, que junto com o Brasil e México têm o maior número de universidades e as mais bem posicionadas, há um “alto nível de matrícula, mas como contrapartida também há índices muito altos de deserção, particularmente nos primeiros anos” da carreira.

“Os índices de graduação na Argentina são muito baixos”, acrescentou em declarações à Agência Efe o membro do Conselho de Administração do IESALC e vice-presidente da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM), reitor Alvor Cantard.

O também reitor da Universidade Nacional do Litoral da Argentina atribuiu o fenômeno não só ao tema econômico, mas também às deficiências na qualidade do ensino em nível meio.

Uma forma de aumentar o nível de graduação universitária pode ser o uso das tecnologias de informação e a comunicação (TIC), além da educação em linha, “a revolução do conhecimento”, como chamou Henríquez-Guajardo.

Em matéria do uso das TIC em ensino universitário “acho que, em linha gerais, estamos alguns passos atrás, não há dúvidas, por questões” como acesso à banda larga e sua velocidade, características que além disso variam muito entre os países da região, reconheceu Cantard.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) alertou que a América Latina conta com um serviço lento e caro de banda larga, e apenas uma de cada oito pessoas tem acesso a ela.

As autoridades universitárias da região tem consciência de que “a educação aberta, à distância e on line em suas diferentes variantes, está muito vinculada a um futuro muito próximo e é uma área na qual é preciso trabalhar, e muito”, acrescentou Cantard.

“Mas não é somente preciso melhorar as tecnologias, é preciso trabalhar para uma mudança de mentalidade de nossos professores e da maneira de ensinar. Hoje estamos recebendo meninos que são nativos informáticos, e nós seguimos reproduzindo o ensino de uma maneira muito tradicional. É preciso provocar esta mudança cultural particularmente em nós que somos professores”, refletiu o reitor.

Flip terá três mesas sobre protestos

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Publicado por Veja

A edição de 2013 da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece na próxima semana, de 3 a 7 de julho, não vai deixar passar batida a onda de protestos que tomou o país nas últimas semanas. A organização do evento anunciou três novas mesas que debaterão as manifestações políticas recentes, no dia 4, quinta-feira, e no dia 6, sábado. Entre os nome confirmados para a programação extra estão T.J. Clark, Vladimir Safatle e André Lara Resende.

Na quinta-feira, às 21h30, dentro da programação FlipMais, acontece a mesa “Narrar a rua”, com participação de Marcus Vinicius Faustini, Pablo Capilé, Fabiano Calixto e Juan Arias e mediação de Cristiane Costa. O encontro vai discutir a cobertura dos protestos em jornais, revistas, blogs e redes sociais.

No sábado, às 19h30, em substituição à mesa com o escritor francês Michel Houellebecq, que cancelou a vinda ao país nesta terça-feira, acontece o debate “Da arquibancada à passeata, espetáculo e utopia”. T.J. Clark, Tales Ab’Saber e Vladimir Safatle discutem as diferenças entre duas multidões: a que se reúne fora dos estádios onde acontecem os jogos da Copa das Confederações e a que se encontra dentro deles.

Mais tarde, às 21h30, acontece a última mesa extra, com o título “O povo e o poder no Brasil”, com Marcos Nobre e André Lara Resende, mediados por William Waack. O debate vai colocar em pauta a insatisfação do povo com a classe política brasileira.

Os interessados podem comprar os ingressos para as mesas a partir do dia 3 de julho, às 9h, apenas na bilheteria oficial da Flip, em Paraty. As três novas mesas serão transmitidas em tempo real pelo site do evento e gratuitamente em um telão extra na cidade de Paraty. Os ingressos adquiridos para a mesa “Encontro com Michel Houellebecq” passam a valer automaticamente para a mesa “Da arquibancada à passeata, espetáculo e utopia”. A organização também oferece a opção de reembolso no site Ingresso Rápido, pelo telefone 4003-2051, de segunda a sábado, das 9h às 22h.

Focado em formação de pessoas e de acervo, Museu de Arte do Rio abre na sexta-feira

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Fabio Cypriano e Marco Aurélio Canônico, na Folha de S.Paulo

Um museu voltado à formação, tanto de pessoas quanto de um acervo público de obras de arte. Essa é a missão a que se propõe o Museu de Arte do Rio (MAR), que abre as portas na sexta-feira (1º), aniversário da cidade, em evento para convidados, incluindo a presidente Dilma Rousseff.

Primeiro dos quatro museus públicos que o Rio vai ganhar nos próximos anos –os demais são o do Amanhã, o da Moda e o novo Museu da Imagem e do Som–, o MAR ocupa dois prédios na zona portuária, que serão abertos ao público a partir de terça.

A integração entre arte e educação é a meta do museu: não por acaso, visitantes entram no espaço pelo prédio da Escola do Olhar –área educativa que atenderá alunos e professores da rede pública– para chegar às exposições.

Fachada do Museu de Arte do Rio (MAR), na praça Mauá, na zona portuaria do Rio de Janeiro; o museu será inaugurado na sexta-feira, 1º de março

Fachada do Museu de Arte do Rio (MAR), na praça Mauá, na zona portuaria do Rio de Janeiro; o museu será inaugurado na sexta-feira, 1º de março

“É um museu da cidade para sua população”, diz Paulo Herkenhoff, 63, diretor cultural do MAR. “Se for bom para a rede pública, será bom para os cidadãos e os turistas.”

Planejado para abrigar coleções privadas em exposições temporárias, a instituição mudou de característica com a chegada de Herkenhoff e passou a ter como meta criar um acervo próprio.
O MAR estreia com cerca de 3.000 obras, entre elas uma escultura de Aleijadinho, a primeira na coleção de um museu carioca, e um quadro de Tarsila do Amaral.

Suas quatro exposições inaugurais, no entanto, ainda são baseadas em coleções particulares, como as do casal Fadel e a de Jean Boghici –reduzida por um incêndio que atingiu a cobertura do colecionador no ano passado.

EXEMPLO DA PINACOTECA

Erguido ao custo de R$ 79,5 milhões, o MAR é uma parceria da prefeitura com a Fundação Roberto Marinho, à qual o município destinou cerca de R$ 62 milhões, por serviços nos dois prédios.

Do custo total, R$ 14 milhões vieram por meio do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac); o museu tem a Vale e as Organizações Globo como patrocinadoras.

Segundo o prefeito do Rio, Eduardo Paes, além de impulsionar a revitalização da zona portuária, o museu foi pensado para dar ao Rio “um equipamento parecido com a Pinacoteca de São Paulo.”

“A prefeitura não tinha nenhum museu de porte. O MAR permite, nesse primeiro momento, pelo menos expor acervos privados que estavam escondidos por aí”, diz.

A decisão de deixar a administração a cargo de uma OS (Organização Social), escolhida por edital, faz parte da estratégia de “institucionalizar” o museu, deixando-o menos sujeito às mudanças no comando da cidade.

A OS vencedora foi o Instituto Odeon, de Minas Gerais, que receberá R$ 12 milhões anuais da prefeitura. O contrato vale por dois anos, renovável por mais três. Para manter as atividades artísticas e educativas, buscará mais R$ 13,6 milhões via Lei Rouanet –o montante, já autorizado, está em fase de captação.

Por contrato, o MAR deve atender um mínimo de 2.000 professores da rede pública e receber ao menos 200 mil visitantes em seu primeiro ano.

O Museu de Arte do Rio (MAR) será inaugurado na sexta-feira, 1º de março

O Museu de Arte do Rio (MAR) será inaugurado na sexta-feira, 1º de março

O Museu de Arte do Rio (MAR) será inaugurado na sexta-feira, 1º de março

O Museu de Arte do Rio (MAR) será inaugurado na sexta-feira, 1º de março

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