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Stephen King detona Crepúsculo: ‘Pornô para pré-adolescentes’

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Em entrevista a jornal, autor critica ainda Cinquenta Tons de Cinza e Jogos Vorazes

Stephen King, autor de clássicos como O Iluminado, A Coisa e Christine

Stephen King, autor de clássicos como O Iluminado, A Coisa e Christine

Publicado por UOL

Stephen King, mestre da literatura de terror e suspense, não ficou nada impressionado ao ler alguns dos maiores best-sellers da atualidade. Em entrevista ao jornal The Guardian, o escritor detonou a Saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer; Jogos Vorazes, de Suzanne Collins; e Cinquenta Tons de Cinza, de E.L. James. King, no entanto, elogiou Morte Súbita, o novo livro de J.K. Rowling, autora de Harry Potter, chamando-o de “fabuloso”.

O escritor, cujas obras foram adaptadas para mais de 50 filmes, lê obras modernas por interesse profissional. Sobre Crepúsculo, o qual classifica como “pornô para pré-adolescentes”, reclamou, “Eles não são sobre vampiros ou lobos. Eles são sobre como o amor de uma garota pode transformar um cara mau em um cara bom”.

“Eu li Crepúsculo e não senti vontade de continuar. Eu li Jogos Vorazes e não senti vontade de continuar. Não é diferente de O Gladiador, um filme em que pessoas assistem a outras pessoas serem mortas, uma sátira aos reality shows”.

“Eu li Cinquenta Tons de Cinza e não senti vontade de continuar. Eles chamam isso de pornô para mamães, mas não é isso. Ele é bem direcionado pelo sexo e é para mulheres entre, digamos, 18 e 25 anos”, acrescentou.

Stephen King lançará, na próxima quinta-feira (26), a sequência do livro O Iluminado. Intitulado Doctor Sleep, a obra mostrará Danny Torrance – o menininho estranho do filme – 40 anos após a tragédia ocorrida no Hotel Overlook. Já adulto, Danny visita pacientes que estão em fase terminal para guiá-los durante a passagem para uma outra vida.

Hélio de La Peña: ‘Monteiro Lobato está muito ultrapassado’

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Publicado no O Globo

O humorista Hélio de La Peña, do antigo programa Casseta e Planeta, disse, na tarde deste sábado, na Bienal do Rio, em debate no Placar Literário, que tentou ler Monteiro Lobato para seu filho, mas que “o texto está muito ultrapassado”. A declaração foi dada no debate “Gols de letra: dois romances”, em que também estava o jornalista Sérgio Rodrigues, com Francisco Paula Freitas como mediador. O humorista falava da importância de apresentar os livros certos para ajudar a incutir o hábito da leitura nas crianças.

— Acho que essa coisa da introdução da leitura às crianças é problemática. Não tem que ler necessariamente o grande livro, mas o que for interessante para ela. Você pegar livros que são desinteressantes é algo que atrapalha muito a vida de um leitor. A criança não consegue entender mais aquele texto. Tinha que haver uma escrita para, depois, levar a criança ao original. Acho que ocorre um pouco esse problema — disse o humorista.

A declaração veio depois de uma pergunta da plateia, sobre o que seria melhor dar para uma criança, um livro ou uma bola. Antes disso, Sérgio Rodrigues já havia falado sobre a importância de apresentar certos escritores à criança na idade certa.

— A cada menino de dez anos que você obriga a ler José de Alencar, você mata mais um leitor para todo sempre. Não acho que ele seja um escritor desprezível, apenas acho que não é o momento. Até Machado de Assis é complicado, dependendo da idade. Acho que a escola erra muito — afirmou Rodrigues.

Memórias do futebol

Uma das melhores novidades da Bienal do Rio deste ano, o Placar Literário tinha gente assistindo ao debate da porta. Com uma plateia formada principalmente por jovens, Hélio de La Peña e Sérgio Rodrigues estavam lá para falar de seus livros (“Meu pequeno botafoguense” e “Drible”, respectivamente). Mas, a pedido do mediador, contaram causos famosos da história do futebol, sempre em tom descontraído.

Hélio de La Peña contou aos jovens o caso de Carlito Azevedo, diretor do Botafogo conhecido por suas superstições, uma das marcas da torcida alvinegra. O humorista lembrou que o diretor precisava amarrar as cortinas do clube antes de o time jogar, com medo de o Botafogo perdesse. E que ele precisava fazer Biriba, seu cão preto e branco, com uma mancha que lembrava a estrela do clube, precisava entrar “de qualquer jeito” no campo antes do jogo. “Meu peque botafoguense”, de La Peña, conta a história do Botafogo vista pelos olhos de uma criança.

Já Sérgio Rodrigues, que publica “Drible” no próximo mês, pela Companhia das Letras, recomendou aos jovens que lessem “O negro no futebol brasileiro”, do jornalista Mario Filho.

— Considero esse o grande clássico sobre o futebol brasileiro. Não é uma ficção, mas eu considero o grande romance do futebol, contado com um fabuloso tom de crônica. É um livro sileirque merece ser lido como um clássico sobre a formação cultural brasileira, sem dever nada a “Casa grande e senzala” e “Raízes do Brasil”. Pena que é um livro meio desprezado, espero contribuir para que isso mude — afirmou Rodrigues.

Sérgio Rodrigues fez questão de lembrar, ainda, a campanha que o escrito Lima Barreto fez contra o futebol na imprensa, quando o esporte começou a se disseminar no Brasil. O jornalista lembrou que o futebol era de elite e Lima Barreto, um escritor negro, “com muita consciência de classe”.

— Ninguém previu o que o futebol ia se tornar no Brasil. É uma grande epopeia, com momentos de heroísmo e cafajestagem, sofrimento e libertação. O futebol foi sendo infiltrado pelo povo — afirmou.

Filha de Chico Mendes prepara livro com biografia do pai

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Entrevista para documentário inédito serviu de base para Elenira Mendes. Livro faz parte da celebração à memória do líder seringueiro

Eduardo Duarte no G1

Chico Mendes livro (Foto: Arquivo de família)

Chico Mendes e os filhos Elenira e Sandino (Foto: Arquivo de família)

O ano de 2013 marca os 25 anos da morte do líder sindical Chico Mendes. Para celebrar sua memória, a filha do sindicalista, Elenira Mendes, prepara um livro biográfico com base em uma entrevista inédita que Chico Mendes concedeu à documentarista norte-americana, Miranda Smith, meses antes de morrer, em 1988.

O material foi gravado em VHS poucos meses antes do assassinato de Chico Mendes e contém mais de 1 hora de uma conversa informal que, segundo Elenira, conta toda a trajetória do pai, desde a infância até suas expectativas para o futuro. “Ele faz uma retrospectiva de toda sua jornada, de uma forma muito singela, à beira da janela”, diz.

Elenira Mendes (Foto: Arquivo pessoal)Elenira Mendes conta detalhes do livro sobre o pai
(Foto: Arquivo pessoal)

De acordo com Elenira, durante a entrevista, Chico Mendes fala do seu engajamento na luta em defesa da floresta e dos seringueiros e de sua preocupação em dar continuidade ao seu legado. “Ele fala que a luta não devia parar e da responsabilidade que os filhos dele e dos seringueiros deviam ter no futuro”.

Elenira conta ainda que o material cedido por Miranda Smith é o mais completo sobre a vida de Chico Mendes. “Muita coisa existe sobre ele [Chico Mendes]. Uma entrevista aqui, um vídeo e um áudio ali, mas nunca foi produzido algo onde ele pudesse dizer o que realmente queria”, comenta.

O documentário começou a ser produzido após Chico Mendes chamar a atenção da mídia internacional para a causa da defesa da Floresta Amazônica e dos prêmios internacionais que recebeu como o Global 500, da ONU, em 1987.

O livro deverá ser publicado no início de 2014 e com base no material que recebeu de Miranda Smith, Elenira pretende também finalizar o documentário e lançar, posteriormente, o filme com essa entrevista.

O livro está em fase de revisão e faz parte das celebrações à memória de Chico Mendes após os 25 anos de sua morte. “Depois de 25 anos, não podemos perder a essência da mensagem que Chico Mendes deixou para o mundo”, concluiu.

Morte de Chico Mendes
O líder seringueiro e ambientalista Francisco Alves Mendes, conhecido por Chico Mendes, morreu em 22 de dezembro de 1988, ao 44 anos, com um tiro no peito, em sua casa, no município de Xapuri (AC).

Defensor do meio ambiente, Chico Mendes já havia denunciado ameaças de morte em função de sua intensa luta contra o desmatamento e pela preservação da Amazônia.

Em dezembro de 1990, a Justiça condenou os fazendeiros Darly Alves da Silva e Darcy Alves Ferreira (filho de Darly), a 19 anos de prisão, pela morte do seringueiro.

Literatura brasileira: um problema lúdico

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Márcia Tiburi, no Blog da Cosac Naify

Há quem diga, por amor à retórica, às frases feitas ou ao senso comum, que não existe literatura brasileira em nosso dias. Por um lado, é uma ideia divertida e vale a pena brincar com ela tomando-a como provocação que faz pensar, pois o que poderá significar “literatura” ou até mesmo “literatura brasileira” não é questão de se jogar fora sem análise.

Podemos pensar a coisa toda em termos lúdicos, como se faz com um objeto quando se quer que ele sirva de brinquedo: uma pedra que vira cavalo, um sapato que vira carrinho, pedaço de papel que vira avião. A literatura pode ser este brinquedo: cada um pode inventar um significado e, dependendo de regras, podemos até brincar juntos. Escrevemos livros, publicamos e lemos uns aos outros. Até que alguém não vai mais querer brincar, vai sair jogando tudo para o alto por estar perdendo no jogo ou simplesmente por não gostar mais das regras. E, tudo bem, dirão os que continuarem a brincar para o colega que deixou a cena: pode brincar sozinho ou emburrar num canto. E, no meio do pátio literário, cada um que leia o que quiser. Assim é com os que escrevem ou leem literatura, acreditem ou não em sua existência.

Verdade que se continua a escrevê-la e até a lê-la. Por isso é que a ideia de que literatura brasileira não existe é, por outro lado, uma ideia um pouco inútil. Mas é uma coisa inútil boa: ela nos coloca diante dos livros com o mesmo problema que temos diante de um filme quando nos perguntamos “isso é cinema?”, ou, diante de uma obra de arte, “isso é arte?”. É claro que, se entendemos que literatura é jogo de linguagem, talvez o jogo não esteja sendo bem jogado. Assim, tem quem diga, talvez por amor ao espírito da catástrofe, que o futebol também morreu. Será que o que está no gramado é futebol? Verdade é que o futebol pode ter morrido, mas o povo (e o mercado) continua jogando. A literatura pode inexistir, mas os escritores (e o mercado) continuam escrevendo. E quando se joga e se escreve inventa-se uma coisa diferente da essência tida como verdadeira só porque veio antes.

O que é literatura?

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Dizem os mais atentos que a arte contemporânea tem como mérito fundamental nos fazer pensar sobre o próprio conceito de arte. Pensar na arte pode parecer uma coisa muito inútil… mais valeria fazê-la, não é assim que pensamos? Arthur C. Danto, o filósofo americano que escreveu Andy Warhol, publicado no ano passado, mostrou como o artista pop, além de artista, era um filósofo não porque escrevesse filosofia além de pintar suas Marilyns e caixas de Brillo, mas porque mostrou que filosofia e arte podem ser coisas muito mais íntimas do que imaginamos. Resumo com minhas palavras: Andy Warhol brincava – no sentido sério – e, por isso, conseguiu unir arte e filosofia por meio de uma fita de Moebius. Em outras palavras, ele mostrou que cada uma dessas coisas podia ser reinventada. Nem a arte, nem a filosofia estavam mortas, mas a partir dele elas seriam coisas muito diferentes.

Militância pela leitura

Entre quem diz que não existe mais literatura no Brasil e o leitor que não lê literatura brasileira, vamos de mau a pior. Há literatura e poucos leitores relativamente ao todo da população alfabetizada. Problema real não é a literatura que se faz, que sempre encontra – e cria – seus leitores. Problema é uma educação morta que não valoriza a cultura, a arte, o conhecimento e, no meio de tudo isso, a literatura.

Fala-se em altos índices de analfabetismo funcional, e eu mesma que ando por aí falando em filosofia e literatura me dei conta de que faço uma espécie de militância pela leitura. Parece meio elementar, mas é bom dizer, apenas para fazer pensar, que havendo mais leitores, haverá mais chance de que se queira escrever mais livros. Assim teremos mais literatura e essa conversa sobre existência ou morte da literatura talvez possa se transformar, um dia, em uma verdadeira discussão por qualidade. Por enquanto, o problema é visto no âmbito da mera “quantidade”. E, no fundo, mais evidente é que nosso problema é muito mais o de proporção. Poucos escritores, poucos leitores, e um população imensa de analfabetos.

Falar das consequências implica pensar em outras responsabilidades.

* Márcia Tiburi é escritora e filósofa.
* A imagem da estante de livros foi retirada daqui.

 

dica do Tom Fernandes

Americano encontra valiosa primeira edição de quadrinhos do Super-Homem dentro de parede

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Os lances já chegaram a 127.000 dólares (Foto: Divulgação / Comic Connect)

Os lances já chegaram a 127.000 dólares (Foto: Divulgação / Comic Connect)

Publicado no Extra

Durante os anos em que trabalhou com demolição e reforma de casa, nos Estados Unidos, David Gonzalez sempre sonhou em encontrar alguma coisa valiosa ou curiosa escondida nas paredes que derruba. Até que encontrou, em meio a jornais velhos que isolavam a parede de uma casa que comprou em Elbow Lake, em Minnesota, por cerca de R$ 20 mil, uma primeira edição da revista em quadrinhos da Action Comics. O super-herói lançado naquela edição de junho de 1938 se tornaria um dos mais populares do mudo: o Super-Homem.

Gonzalez publicou o achado em um site especializado, o Comic Connect, e está leiloando a revista. Até agora, foram 34 lances, que já atingiram incríveis 127.000 dólares (pouco mais de R$ 250.000). O leilão termina em 18 dias, o que significa que esse valor ainda deve subir bastante.

– Eu sabia que valia algum dinheiro. Mas não tinha ideia de que seria tanto – admitiu Gonzalez, de 34 anos.

Segundo o site local Star Tribune, a revista valeria ainda mais, se não fosse a empolgação da família de Gonzalez. Agitada pela descoberta, a tia da mulher do americano arrancou a revista das mãos dele, e acabou rasgando a contracapa.

O descuido derrubou a avaliação dos especialistas. Em uma escola de 10 pontos, a revista foi para 1,5 por causa do defeito. Para se ter uma ideia, recentemente uma edição avaliada em 9 pontos na escala foi vendida por mais de 2 milhões de dólares recentemente.

Em geral, a revista não está tão bem conservada, mas é original. Uma das coisas que mais empolgaram os colecionadores de quadrinhos é que a edição de Gonzalez nunca foi leiloada. Todas as primeiras edições da Action Comics encontradas até então estavam documentadas, e a revista de Gonzalez não estava na lista. Tudo indica que ela só teve um dono.

– É milagroso que tenha sobrevivido e que só teve um dono durante todo esse tempo – disse ele.

De qualquer maneira, o americano não culpa a tia da mulher pelo dinheiro que vai perder na venda da revista.

– Eu sou um cara humilde e trabalhador, então nem fiquei tão empolgado quando encontrei isso com os jornais velhos dentro das paredes – disse ele, que tem quatro filhos. – Dinheiro não compra sua felicidade.

Os parentes de Gonzalez não pensam da mesma maneira:

– Eles ficaram super empolgados e tentaram levar a revistinha – contou.

A revista que David Gonzalez encontrou em meio a jornais velhos vale mais do que a casa que ele comprou para reformar em Elbow Lake. Ainda de acordo com a publicação, ele pagou 10.100 dólares pela construção, e planejava demoli-la para construir um estacionamento.

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