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Depois do ‘Escaravelho’, mais livros da Coleção Vaga-Lume vão virar filme

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Projeto levará às telas histórias de autores nacionais que fizeram sucesso nos anos 1970, 80 e 90. Conheça as escolhidas.

Tadeu Goulart, no Blasting news

Estreou na última semana em todo o circuito nacional o filme ‘Escaravelho do Diabo’, obra de Lúcia Machado de Almeida escrita originalmente para a Coleção Vaga-Lume e adaptada agora para o cinema. Ainda não foram divulgados quantos espectadores foram ver a produção, mas antes mesmo disso já está previsto o lançamento de mais filmes baseados nas histórias da série de livros que fez sucesso nos anos 1970, 1980 e 1990, voltados todos para o público infanto-juvenil.

Confira uma resenha-crítica literária exclusiva feita pelo Blasting News a respeito do livro:

Novas adaptações

Com isso, novas histórias já estão na linha para irem às telonas. Dentre os títulos escolhidos está ‘O Mistério do Cinco Estrelas’, livro escrito por Marcos Rey, autor paulista que vendeu quase três milhões de exemplares apenas com essa história. A história fala sobre Leo, mensageiro do Emperor Park Hotel, hotel de luxo da grande São Paulo. No local, ele descobre um assassinato e corre atrás de pistas para provar que o que ele viu é real.

O título fez tanto sucesso que teve continuidade em outras histórias. Todas elas devem ir para as telas: ‘O Rapto do Garoto de Ouro’ e ‘Um cadáver ouve rádio’, sucessos que sucedem as a história iniciada no hotel de luxo. Contudo, ‘Um rosto no computador’ ainda não foi confirmado para ir para o cinema.

As duas primeiras tiveram os direitos comprados por Rodrigo Teixeira, produtor da RT Feautures, responsável por filmes como ‘Alemão’ e também coproduções gringas: ‘A Bruxa’ e ‘Indignação’, ambas adaptados de livros de Philip Roth.

Segundo o diretor Carlo Milani, que adaptou ‘O Escaravelho’, a ideia é que os filmes sofram algumas adaptações, com um pouco de tecnologia e se passando na atualidade. Quem foi ao cinema ver o lançamento não se chocou com mudanças e elogiou o filme ao final.

Sucesso até hoje

Pouca gente sabe, mas os livros da Coleção ainda rendem dinheiro para seus autores. Até hoje já foram vendidos mais de 8 milhões de exemplares, número expressivo que representa também crianças, jovens e adultos que formaram sua estrada literária a partir das histórias contadas pelos escritores da coleção. Uma característica era a valorização da cultura popular e de personagens do cotidiano, sem apelar para o clichê. Seu catálogo ativo tem mais de 100 obras, adotadas em escolas públicas a pedido dos professores.

 

Coleção Vaga-Lume ainda rende milhares de reais para alguns de seus autores

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Capas dos livros "O Escaravelho do Diabo", "A Turma da Rua Quinze" e "Deu a Louca no Tempo", da Coleção Vaga-Lume

Capas dos livros “O Escaravelho do Diabo”, “A Turma da Rua Quinze” e “Deu a Louca no Tempo”, da Coleção Vaga-Lume

 

Rodrigo Casarin, no UOL

Mais de 8 milhões de exemplares. É esse o expressivo número de livros que a Coleção Vaga-Lume já vendeu. Responsável por marcar gerações de crianças, jovens e adultos, a série está novamente em destaque graças à adaptação cinematográfica de “O Escaravelho do Diabo”, livro de Lúcia Machado de Almeida, publicado em 1972. A obra pontuou o início da coleção lançada pela editora Ática e que, atualmente, após fusões de empresas, pertence à Somos Educação.

E mesmo que um de seus títulos mais famosos não estivesse virando filme, o protagonismo da Vaga-Lume continuaria existindo. Hoje, seu catálogo ativo tem 54 títulos, das mais de cem obras que publicou ao longo do tempo, e seu filhote luminoso, a Vaga-Lume Júnior, criada na década de 1990, possui 20 volumes. Parte deles –a editora prefere não divulgar quais– ainda é adotada em escolas públicas de todas as esferas governamentais, a pedido dos próprios professores, e nas particulares.

Buscando continuar em sintonia com o público jovem, e por ocasião dos 50 anos da casa editorial, em 2015 foram relançados dez títulos do catálogo, com novo projeto gráfico, capa que brilha no escuro e mascote, o vaga-lume Luminoso, repaginado.

Livros continuam rendendo aos autores

Dentre as obras que foram lançadas repaginadas no ano passado estão o próprio “O Escaravelho do Diabo” e “Deu a Louca no Tempo”, de Marcelo Duarte, escritor que também publicou pela coleção os livros “Jogo Sujo”, “O Ladrão de Sorrisos”, “Tem Lagartixa no Computador” e “Meu Outro Eu”. Juntos, até dezembro de 2015, venderam 249 mil exemplares. Segundo o autor, esses trabalhos lhe rendem, em direitos autorais, em média R$ 2 mil por mês, e “nos meses em que há adoção pelas escolas, o valor é maior”, explica.

Outro nome conhecido que teve obras publicadas na Vaga-Lume é Marçal Aquino. “Como os livros tinham tiragens e vendas altas, renderam e continuam rendendo direitos até hoje, quase 30 anos depois de lançados, caso do ‘A Turma da Rua 15’. Mas estou impedido, por contrato, de divulgar esses valores”, diz ele sobre as vendas. “Não tenho os números de venda dos meus livros. O que posso afirmar é que são números altíssimos, na casa das centenas de milhares, impensáveis se comparados à literatura adulta”.

Além de “A Turma da Rua 15”, também são de Aquino “O Jogo do Camaleão”, “O Mistério da Cidade Fantasma” e “O Primeiro Amor e Outros Perigos”, que proporcionaram ao escritor uma experiência singular. “A Vaga-Lume tem vários significados para mim, como o desafio de ter escrito especificamente para o público juvenil e o fato de ter recebido uma calorosa acolhida. Mas talvez a coisa mais relevante seja outra, que comprova a importância da coleção na formação de leitores: invariavelmente, em eventos de que participo, até hoje é grande a presença de pessoas que descobriram meu trabalho via Vaga-Lume e passaram a ler meus livros adultos depois que cresceram”.

Aquino também se lembra da diferença desses trabalhos para os que vieram depois, como “O Invasor” e “Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”. “Acho que, afora o prazer e a responsabilidade de escrever para jovens, que estão se aproximando da literatura pela primeira vez, foi um grande aprendizado. Impossível de ser repetido na literatura adulta, já que, no caso dos livros juvenis, você já sabe durante o processo de escrita a quem se destinam e qual a faixa etária, por exemplo”.

Mas um título publicado pela coleção não significa ter uma renda permanente para o resto da vida, vale frisar. Rubens Francisco Lucchetti, por exemplo, é o autor de “O Fantasma de Tio William”, publicado em 1992 e reeditado em 2005, cujas vendas alcançaram os cem mil exemplares. Apesar do número expressivo, a obra não ganhou reimpressões e os direitos autorais pagos pelos volumes vendidos cessaram, evidentemente.

“O livro está totalmente esgotado e recebo diariamente cartas e mensagens de pessoas interessadas em saber onde poderiam encontrá-lo”, conta o escritor. “É uma história que não envelheceu. Está tão atual quanto na época em que a escrevi. Está entre os livros de que mais gosto. Daria para fazer uma nova edição. Tenho, inclusive, um distrato do livro. Estou, no momento, à procura de uma nova editora para ele”.

Fábrica de obras memoráveis

Lembrando da narrativa que acaba de estrear no cinema, Lidiane Olo, diretora editorial da Somos Educação, diz que “O Escaravelho do Diabo” é uma história com “pitadas de suspense, emoção, aventura, personagens cativantes. E boas histórias são atemporais, ultrapassam décadas, como é o caso de toda a coleção Vaga-Lume, que marcou gerações por mais de 40 anos, descartando modismos. E esse é um dos grandes méritos e prazeres da literatura, a capacidade de transpor aparentes limitações”.

Até hoje, a obra mais vendida da coleção é “A Ilha Perdida”, de Maria José Dupré –a quantidade de exemplares comercializados é outra informação que a editora não divulga. Alguns outros nomes também chamam atenção quando as planilhas são encaradas, como a própria Lúcia Machado de Almeira –que, além de “O Escaravelho do Diabo”, escreveu “O Caso da Borboleta Atíra”, “Spharion”, “As Aventuras de Xisto”, “Xisto e o Pássaro Cósmico” e “Xisto no Espaço”–, e Marcos Rey, autor de 15 títulos da série, dentre eles os célebres “O Mistério do Cinco Estrelas”, “Um Cadáver Ouve Rádio” e “O Rapto do Garoto de Ouro”.

“A Vaga-Lume publica títulos memoráveis, obras que contribuíram para revolucionar a literatura infantojuvenil, trazendo contribuições até os dias de hoje”, diz Lidiane. Sobre a recente repaginação pela qual alguns títulos passaram, ela diz que “a proposta é despertar e promover no público juvenil o gosto, o prazer pela leitura. A Vaga-Lume é nossa missão, nossa história”.

 

‘O escaravelho do diabo’, ícone da Série Vaga-Lume, chega aos cinemas

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Cena do filme "O escaravelho do diabo", de Carlo Milani - Aline Arruda / Divulgação

Cena do filme “O escaravelho do diabo”, de Carlo Milani – Aline Arruda / Divulgação

 

Publicado em O Globo

RIO — Iniciada em 1972, a Série Vaga-Lume, da Editora Ática, foi uma febre entre leitores adolescentes e alçou escritores pouco celebrados ao topo das listas de mais vendidos. Entre os cerca de 90 livros da coleção, “O escaravelho do diabo”, que chega hoje aos cinemas sob a direção de Carlo Milani, talvez seja o exemplo mais bem-sucedido do projeto.

Leitura quase obrigatória nas aulas de Português e Literatura nos anos 1980 e 90, o livro de Lúcia Machado de Almeida (1910-2005) foi lançado originalmente em 1956, na revista “O Cruzeiro”. Mas ganhou fama quando foi relançado pela Vaga-Lume em 1972. Fama suficiente para que, 44 anos depois, a obra vire um aguardado filme, com Marcos Caruso e Jonas Bloch no elenco.

RELANÇAMENTO

Antiga capa de 'O escaravelho do diabo' - Reprodução

Antiga capa de ‘O escaravelho do diabo’ – Reprodução

A trama simples, que se passa em Vista Alegre, no interior paulista, mostra a saga de Alberto, um jovem que tenta descobrir a identidade do misterioso assassino do irmão, com a ajuda da menina de quem ele gosta e de um inspetor de Polícia. Um sinistro hábito do criminoso chama a atenção do trio: às vésperas dos crimes, ele envia a suas vítimas caixas com os insetos que dão título à obra.

“O escaravelho…” deve ganhar companhia em breve nos cinemas. A produtora RT Features comprou os direitos de três outros clássicos da série, todos escritos por Marcos Rey, pseudônimo de Edmundo Donato (1925-1999). São todos dos anos 1980: “O mistério do cinco estrelas” (1981), “O rapto do garoto de ouro” (1982) e “Um cadáver ouve rádio” (1983). A empresa diz que ainda não definiu diretores e atores das produções. Porém, promete que as filmagens começam em 2017.

Há dois anos, a série voltou a ser lembrada por causa da morte de Jayme Leão, o ilustrador de suas impactantes capas. Vários leitores elegeram e compartilharam seus desenhos favoritos, em homenagem ao artista gráfico pernambucano.

Ainda na maré de recordações, a Ática relançou, em 2015, dez títulos da coleção. Além de “O escaravelho…”, voltaram às lojas “A ilha perdida” (1973), de Maria José Dupré; “Tonico” (1976), de José Rezende Filho; “Spharion” (1979), de Lúcia Machado de Almeida; “Os barcos de papel” (1980), de José Maviel Monteiro; “O feijão e o sonho” (1983), de Orígenes Lessa; “Açúcar amargo” (1986), de Luiz Puntel; “A turma da rua quinze” (1990), de Marçal Aquino; “A aldeia sagrada” (1993), de Francisco Marins; e “Deu a louca no tempo” (1999), de Marcelo Duarte. O plano era lançar outros neste ano, mas nada foi anunciado até o momento.

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