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Game of Thrones ganha coleção de selos no Reino Unido

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Um motivo a mais para voltar a enviar cartas ou simplesmente aumentar a coleção de itens da série!

Vitoria Pratini, no Adoro Cinema

Precisando enviar um corvo com uma mensagem para os habitantes de Westeros? Só se for com os selos temáticos de Game of Thrones.

A badalada série da HBO ganhou uma coleção de selos no Reino Unido, celebrando dez dos principais personagens, além de algumas criaturas do universo de George R.R. Martin.

Daenerys Targaryen (Emilia Clarke), Jon Snow (Kit Harington), Tyrion Lannister (Peter Dinklage), Jaime Lannister (Nikolaj Coster Waldau), Arya Stark (Maisie Williams), Cersei Lannister (Lena Headey), Sansa Stark (Sophie Turner), Ned Stark (Sean Bean), Olenna Tyrell (Diana Rigg) e Tywin Lannister (Charles Dance) completam a linha de selos ao lado do Rei da Noite (Richard Brake/Vladimir Furdik), Caminhantes Brancos, gigantes, dragões, lobos gigantes e o Trono de Ferro. Vale notar que os personagens não estão com os figurinos da sétima temporada, mas são apresentados em cenários de momentos marcantes da série.

A coleção, lançada no dia 23 de janeiro, já está em pré-venda e virá em diferentes formatos colecionáveis: folhas de personagens selecionados, cartão postal, livro de selos, coleção completa, selos emoldurados e até acompanhados de medalhas temáticas das casas de GoT. Os valores variam de 3,45 libras (R$ 15,22) a 55,65 libras (R$ 245,61). Quem está fora do Reino Unido também pode adquirir os selos no site da Royal Mail. Vai que você se descobre um filatelista!

Game of Thrones retorna com novos episódios em 2019.

Livro final e inédito de Leonard Cohen será publicado em 2018

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Leonard Cohen em 2012. Foto: AFP PHOTO / JOEL SAGET

Leonard Cohen em 2012. Foto: AFP PHOTO / JOEL SAGET

 

‘The Flame’ é uma coleção de textos, poemas e letras de canções nos quais o artista trabalhou no período final de sua vida

Guilherme Sobota, no Estadão

Já faz quase um ano da morte de Leonard Cohen, mas foi anunciado nesta sexta-feira, 6, que seu último livro será lançado em 2018. The Flame é uma coleção de textos, poemas e letras de canções nos quais Cohen trabalhou no período final de sua vida.

A editora britânica Canongate descreve o livro como “um capítulo final enormemente poderoso na carreira literária de Cohen”, e informa que o autor colocou os poemas em ordem nos meses antes da sua morte, em novembro de 2016. O livro será publicado em outubro de 2018, e a grande maioria do material é inédita, segundo o Guardian.

Leonard Cohen começou sua carreira na literatura antes de se tornar músico: foram 13 livros de poesia e 2 romances (A Brincadeira Favorita, o primeiro livro de prosa, foi publicado no Brasil pela extinta Cosac Naify). Em The Flame, além de poemas e das letras dos seus três últimos álbuns, há também trechos de seus cadernos e ilustrações.

O empresário do espólio do cantor, Robert Kory, disse que o livro era uma ambição fundamental do artista no estágio final de sua vida. “Apesar da saúde em declínio, Leonard morreu inesperadamente. Aqueles de nós que tivemos o raro privilégio de passar tempo com ele durante esse período reconhecemos que a chama ardeu forte com ele até o final. Esse livro, concluído apenas dias antes da sua morte, revela toda a intensidade do seu fogo interior”, disse.

Leonard Cohen era um gigante em tudo o que fazia — é uma pena que sua obra literária tenha sido pouco editada no Brasil (alguém ajuda, gente!). Ele faz muita falta.

Cinco dicas para curtir o Rio de Janeiro durante a Bienal do Livro

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Publicado no Diário do Nordeste

A Bienal do Livro acontece no Riocentro, localizado na Barra da Tijuca, com fácil acesso ao Aeroporto do Galeão e da Rodoviária Novo Rio. Há 36 anos, o evento – que este ano acontece de dias 31 de agosto a 10 de setembro – abre espaço para escritores consagrados e novos nomes da literatura. Para quem vai aterrissar no Rio de Janeiro nos próximos dias, a agência de viagens online ViajaNet preparou uma lista com dicas para os amantes da literatura.

Estátuas literárias

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Por muitos anos, o Rio foi polo intelectual do País por conta da mistura do ar boêmio com a arte. Em homenagem, estátuas de diversos artistas foram espalhadas pelos principais pontos: Carlos Drummond de Andrade em Copacabana; Manuel Bandeira, Machado de Assis, na Academia Brasileira de Letras e, mais recentemente, o bairro do Leme ganhou a figura de Clarice Lispector (foto), que atrai turistas e cariocas aficionados por suas obras.

Academia Brasileira de Letras

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Criada em 1887 por Machado de Assis, a ABL tem como intuito manter viva “a cultura da língua e da literatura nacional”, como está escrito em seu estatuto. É ali que são discutidas novas ideias, definem-se publicações, além de abrigar um verdadeiro museu das palavras e poesias que nasceram em terras tropicanas. É lá também que o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (reformado recentemente em 2009) é elaborado.

Biblioteca Nacional

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Considerada a sétima maior biblioteca do mundo e a maior da América Latina pela Unesco, a Fundação Biblioteca Nacional abriga cerca de 9 milhões de títulos. Em seu acervo estão raridades como um exemplar da Bíblia de Gutenberg de 1462 e a coleção iconográfica Teresa Cristina Maria. No estabelecimento existem laboratórios de restauração e conservação para manter as obras em bom estado ao longo dos anos.

Real Gabinete Português de Leitura

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Quando o Rio de Janeiro ainda era a capital do Brasil, um grupo de 43 portugueses se reuniu e dali saiu a ideia de criar um espaço onde os conhecimentos fossem ampliados. Aberta ao público desde 1837, a biblioteca chama atenção por sua arquitetura que carrega o neomanuelino, estilo romântico e que apresenta portas e janelas ricas em detalhes luxuosos. Na Sala de Leitura, por exemplo, podem ser vistos candelabros e claraboias, além de 350 mil de obras.

Sebos diversos

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Apesar das programações e atrações incríveis, nem sempre os preços dos livros nas bienais são muito convidativos. Por isso, vale a pena dar uma chance para os sebos, que apesar de comercializar exemplares usados, guardam vários achados em bom estado. O Baratos da Ribeiro, em Botafogo, é um dos destaques. Aproveite para visitar também o Luzes da Cidade, o Sebo da Serra e a Casa da Cultura, que ficam na mesma região. Bons garimpos!

Editora lança coleção de livros “Antiprincesas” com histórias reais de mulheres inspiradoras

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Publicado no Hypeness

As meninas de hoje conhecem tantas histórias de princesas que muitas vezes acabam pensando que são uma delas. Mas não seria genial se essas pequenas mulheres também fossem apresentadas às histórias de vida de mulheres inspiradoras e pioneiras? Essa é a proposta de uma nova coleção de livros infantis.

Com o nome de “Antiprincesas“, a coleção já conta com dois livros publicados. O primeiro deles conta a história da artista Frida Kahlo, enquanto o segundo foi dedicado à chilena Violeta Parra. A proposta é continuar apresentando mais histórias sobre a vida de mulheres latino-americanas que foram protagonistas em suas áreas. Por isso, o terceiro livro será dedicado a Juana Azurduy, militar que participou nas lutas pela independência da América espanhola.

As publicações são da editora Chirimbote e os dois livros publicados são de autoria de Nadia Fink. Inspirar as meninas e mostrar que elas podem ser muito mais do que princesas é um dos motes da coleção, que busca mostrar um modelo de mulher bem diferente do que é estereotipado pelas princesas da Disney. O único porém é que os livros ainda não estão disponíveis em português.

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Todas as fotos: Chirimbote.

Entrevista com Ziraldo

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Em entrevista à CRESCER, ele conta como surgiu sua paixão pela literatura infantil e uma passagem emocionante que passou com ‘O Menino Maluquinho’

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Publicado em Crescer

Em 1932, na cidade de Caratinga, no interior de Minas Gerais, nascia Ziraldo Alves Pinto. Mais velho entre sete irmãos, o menino que vivia desenhando nas paredes de casa, nas calçadas e salas de aula, tornou-se cartunista, escritor, pintor, teatrólogo e jornalista. Mais que isso, tornou-se um dos maiores nomes da literatura infantil brasileira.

Ziraldo ingressou na literatura em 1960 com a revista em quadrinhos Turma do Pererê. Em 1969, foi a vez de publicar Flicts, seu primeiro livro infantil. De lá para cá, lançou mais de 150 títulos para crianças, incluindo O Menino Maluquinho, considerado um dos maiores fenômenos editoriais da literatura infantil brasileira.

Prestes a comemorar seu 83º aniversário, o mineiro de Caratinga segue produzindo a todo vapor. Está lançando Nino, O menino de Saturno, que é o sétimo título da coleção Meninos dos Planetas, e relançando, em edição revista e repaginada, a coleção ABZ, que reúne 26 livros, cada um dedicado a uma letra do alfabeto. Segundo depoimento de sua filha Daniela Thomaz, registrado nos livros da coleção ABZ, Ziraldo cria “cantando, assoviando, batendo o pé no chão”. “Ele é a orquestra inteira”, afirma Daniela, que resume: “meu pai não cria, ele contagia”.

Esbanjando simpatia, disposição, entusiasmo, informalidade e senso de humor, Ziraldo conversou com a CRESCER sobre sua história na literatura e sobre o momento profissional que está vivendo…

CRESCER: Como foi sua relação com o desenho, a leitura e a escrita durante a infância?
Ziraldo:
Desde pequeno, sempre tive uma relação muito forte com o desenho. Em minhas lembranças mais antigas, eu me vejo sempre desenhando. E ainda criança imaginava que na vida adulta iria desenhar, pintar, trabalhar com algo nessa linha. Na medida em que fui crescendo, conheci as histórias em quadrinhos e me apaixonei pelo gênero. Isso fez com que meu desenho passasse a ser narrativo, revelando-se em quadrinhos, charges e cartoons. Essas linguagens sempre me encantaram.

CRESCER: Antes de ingressar na literatura infantil, você trilhou uma boa estrada como cartunista e jornalista, teve ampla atuação em jornais e revistas. Como foi o ingresso na literatura infantil?
Ziraldo:
Conforme fui trabalhando em meus cartoons e charges, comecei a gostar muito de escrever, um gosto que não aparecia com tanto destaque na minha infância. Fiz histórias em quadrinhos e criei a revista em quadrinhos Turma do Pererê, que era mensal e durou cinco anos (até ser extinta pela ditadura). Com essas experiências, percebi que poderia usar essa capacidade de escrever e de desenhar para fazer livros para crianças. Foi em 1969, então, que escrevi Flicts, meu primeiro livro para crianças. O livro teve o aval de Carlos Drummond de Andrade (na ocasião do lançamento, ele inclusive publicou uma crônica sobre a obra no jornal Correio da Manhã, do Rio de Janeiro), foi muito bem recebido por adultos e crianças e fez muito sucesso.

CRESCER: Onze anos depois de Flicts, você lançou O Menino Maluquinho. Com cerca de 100 edições já publicadas, o livro teve mais de 3,5 milhões de exemplares vendidos e foi traduzido para diversos idiomas. Na sua opinião, o que torna O Menino Maluquinho tão fascinante?
Ziraldo:
Quando lancei O Menino Maluquinho, eu não tinha a menor ideia de que o livro teria tamanha repercussão, que um dia teria toda essa história que construiu. Acredito que o Maluquinho teve tamanho alcance nesses anos todos por despertar identificação nos leitores. As crianças leem a história e se identificam com o personagem, sentindo algo como: “Opa, isso é comigo!”, “Eu sei o que ele está sentindo”, “É isso que eu sinto!”. Certa vez, visitando uma escola na cidade de Betim, perto de Belo Horizonte, tive esse cenário bem ilustrado. Havia um rapaz muito simples, que participava de um jornalzinho literário. Ele virou para mim dizendo que queria me contar sua experiência com o Menino Maluquinho. Emocionado, relatou: “Quando eu era menino, eu achava que eu era o cão, que dava muita tristeza para os meus pais e muitas vezes me sentia muito culpado por isso. Eu achava que não tinha futuro, que era um menino mau. Até que um dia, O Menino Maluquinho caiu na minha mão. Li o livro e pensei: ‘Meu Deus, esse sou eu, estou salvo! Vou virar um cara legal!’”. Esse menino me surpreendeu, nunca tinha imaginado O Menino Maluquinho ajudando crianças que se sentiam mal por ter alguns daqueles traços. Essa passagem me emocionou demais.

CRESCER: Foi por essas e outras que, ao longo da vida, você foi dedicando cada vez mais tempo para a literatura infantil?
Ziraldo:
Sem dúvida! De tudo o que fiz na vida, o que me deu a melhor resposta foram os livros infantis. Já visitei escolas do Brasil inteiro por conta dos meus livros. Não há estado para o qual eu não tenha ido. Interior de Pernambuco, de Porto Alegre, de Minas Gerais… Onde quer que eu vá, milhares de pessoas se reúnem para me ver, contar algo, pedir autógrafo… Chego nas escolas e as crianças vêm correndo me abraçar, falar comigo… Tudo isso é muito recompensador. Fico impossível! (risos)

CRESCER: É interessante notar que sua produção não encanta somente as crianças de hoje, mas também tantos adultos que, na infância, se emocionaram com seus livros. Como você enxerga o reencontro de muitos adultos com a criança que já foram por meio da sua obra?
Ziraldo:
Isso é fantástico. Já vi realmente muita gente interessante que, quando encontra o autor do livro da infância, se emociona, se comove. Percebo que quando um autor conquista uma geração, ele vive enternamente no coração dessas pessoas. É impressionante. A pessoa te abraça, fica tocada com o encontro. Neste ano, inclusive, estive diante do primeiro avô que leu O menino Maluquinho e veio falar comigo acompanhado do neto. Ele trazia o livro de sua infância para eu autografar para o neto. É maravilhoso participar dessas histórias.

CRESCER: Além de relançar a coleção ABZ, você está lançando Nino, O menino de Saturno. Nesse livro, você deixa muito clara a importância da criatividade e da fantasia na vida de uma criança…
Ziraldo:
Nino, o menino de Saturno, é o sétimo livro da coleção dos Meninos dos Planetas. A coleção terá ao todo dez livros, que tem como protagonistas meninos de Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno, Plutão e ainda o menino da Lua, do nosso satélite, que sonha em ser tão importante quanto um menino de planeta. Na coleção toda há muita fantasia, mas nesse volume, num momento importante, inseri uma fala de Einstein, na qual ele afirma que a imaginação é mais importante do que o conhecimento. Acredito muito nessa colocação.

CRESCER: Você está relançando uma coleção de 26 livros, acaba de concluir o sétimo volume de outra coleção e tem um programa de TV semanal de literatura infantil (o ABZ do Ziraldo). Fora isso, em Salvador há uma exposição sua em cartaz – Pererê do Brasil – e, no Rio de Janeiro, está em cartaz a peça Quero ser Ziraldo. Tudo isso às vésperas do seu aniversário de 83 anos de idade. De onde vem tanto fôlego?
Ziraldo: Pois é, estou fazendo 83 anos, mas o que gosto mesmo de dizer é que estou a 7 anos de fazer 90. É mais bacana e impactante estar com quase 90, você não acha? Muita gente chega aos 80, mas poucos conseguem comemorar os 90. Pode ver em qualquer cemitério: a cada 100 túmulos, deve ter um único de um sujeito que morreu com mais de 90 (risos). O fato é que estou chegando aos 90 menos 7 produzindo muito mesmo. A vida não teria graça sem produzir. Considero a aposentadoria o maior inimigo do homem. Quem não gosta da profissão deve procurar algo que o agrade. O que ninguém pode é parar, isso não dá.

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