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Posts tagged colecionador

Ladrões invadem galpão em Londres e roubam livros raros estimados em R$ 8 milhões

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Gangue evita alarmes de sensores e escapa com obras de Da Vinci, Newton, Copérnico e Dante

Caio Soares, no Omelete

Em uma ação descrita por jornais britânicos como “cinematográfica”, a Scotland Yard confirmou que mais de 160 obras valiosas, entre eles uma edição de A Divina Comédia de Dante Alighieri datada de 1569, foram roubadas de um armazém localizado no Oeste de Londres no fim de janeiro.

De acordo com o Daily Mail, ladrões invadiram o galpão fazendo buracos na fibra de vidro do teto e desceram em equipamentos de rapel de uma altura de 12 metros enquanto desviavam dos alarmes. Estima-se que o valor dos livros cheguem à quantia de £2 milhões (aproximadamente R$ 8 milhões). Entre as obras roubadas, estavam manuscritos raros de Galileu, Isaac Newton e Leonardo da Vinci. Segundo especialistas, o livro mais valioso era uma edição de 1566 de De Revolutionibus Orbium Coelestium, de Nicolau Copérnico, avaliada em £ 215,000.

“Uma situação desta proporção nunca havia atingido o mercado de livros raros”, confessou Brian Lake, da Associação de Livreiros de Antiguidades. “Estes livros não vão ser vendidos em casas de leilões. Não estamos falando de Picassos ou Rembrandts ou até barras de ouro – esses livros seriam impossíveis de se rastrear. Algum especialista ou colecionador deve estar por trás disso”, disse uma fonte próxima à investigação.

A polícia metropolitana de Londres segue investigando e ainda não divulgou novas informações sobre o processo.

Maior colecionador de peças do ‘Harry Potter’ abre museu

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 Maior colecionador sobre Harry Potter abre museu Foto: Reprodução Facebook

Maior colecionador sobre Harry Potter abre museu Foto: Reprodução Facebook

Local será aberto na Cidade do México. Jovem tem quase quatro mil peças da saga do bruxo

Publicado em O Dia

México – O bruxo mais famoso do mundo, o jovem e corajoso Harry Potter, acaba de ganhar mais um museu em sua homenagem. Aberto recentemente na Cidade do México, o local pertence a Menahem Asher Silva Vargas, conhecido como o maior colecionador de objetos da série de livros e filmes do mundo.

Em uma propriedade da família do “maior fã” da escritora britânica J. K. Rowling, estão expostos quase 4 mil itens do universo de Harry Potter, que vão de varinhas, vassouras e livros de feitiços a bonecos, esculturas de personagens e estátuas de mandrágoras e dragões.

Com cerca de 300 metros quadrados, a “Casa de Asher Potter” também recria cenários dos filmes, principalmente dos dois primeiros, “Harry Potter e a Pedra Filosofial” e “Harry Potter e a Câmara Secreta” e conta com uma cafeteria temática e uma pequena loja de lembrancinhas.

Menahem Asher Silva Vargas ficou conhecido por bater o recorde de maior coleção sobre o mundo do bruxo britânico e aparecer no Guinness Book em 2014, desbancando o norte-americano Jayne Gradel, que tinha “apenas” 807 peças.

Mexicano bate recorde com maior coleção de objetos de Harry Potter

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Menahem Asher Silva Vargas tem 3.097 objetos em sua coleção.
Advogado, ele começou a colecionar itens quando tinha apenas 12 anos.

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Publicado no G1

Fã de Harry Potter, o mexicano Menahem Asher Silva Vargas entrou para o Guinness como dono da maior coleção privada de objetos da saga. A coleção de Vargas inclui revistas, roupas e outros itens relacionados ao personagem criado pela autora J.K. Rowling.

Advogado, ele começou sua coleção de itens de Harry Potter quando tinha apenas 12 anos. Segundo o Guinness, Vargas tem 3.097 objetos em sua coleção, que está em exibição em um museu de brinquedos na Cidade do México.

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Cartas e fotografias de Drummond são descobertas por colecionador

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Documentos mostram o poeta menos reservado e carinhoso com a família. Material vai passar por tratamento de conservação.

Imagem: Educar para crescer

Imagem: Educar para crescer

Hellen Sacconi, no Jornal Hoje

O dia 31 de outubro é uma data para lembrar da poesia de Carlos Drummond de Andrade, que nasceu neste dia há 111 primaveras. Para comemorar, o Jornal Hoje mostra a redescoberta de uma coleção de cartas, cartões e fotografias do escritor.

Os documentos mostram um Drummond diferente, menos reservado e muito carinhoso com a família, especialmente com a mãe. “Vai dar-te uma notícia. Pretendo casar-me no dia 30 de maio próximo futuro, com a senhorita Dolores Moraes”. Foi assim que o poeta avisou a decisão ao irmão.

A carta, escrita em 1925, estava guardada pelo colecionador Eduardo Cicarelli, em Lavras, no sul de Minas Gerais. Ele conta que comprou os documentos em uma feira de selos, na década de 90 e só há pouco descobriu que guardava um tesouro. “Isso aqui é uma fonte de pesquisa para estudiosos da obra de Drummond. É um material riquíssimo, uma parte da história do Drummond que ninguém conhecia”, afirma.

Ao todo, são 212 documentos entre cartas, bilhetes, duplicatas, cartões e fotos. O mais antigo é um modelo de nota promissória de 1915. Drummond ainda era adolescente quando enviou à cunhada Ita um bilhete dizendo: 365 dias felizes. No final, assinou Carlito, como era chamado pela família. Por mais de 20 anos esse material ficou guardado em um envelope de papel, que acabou até descartado.

“Ele que é o poeta de sete faces. É uma face de Drummond desconhecida. Um Drummond que se reporta ao irmão, à mãe, à cunhada e discorrendo sobre fatos corriqueiros, fatos familiares, entremeados a fatos históricos brasileiros”, explica Marconi Drummond Lage, superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade.

A maioria das cartas é para mãe. Muitas escritas em papel oficial do Ministério da Educação, onde o poeta trabalhava. Drummond, que era reservado na vida pessoal, revela os laços familiares. “Minha querida mamãe, em nenhum dia a senhora deixa de ser lembrada com carinho”, escreveu em uma das cartas.
“Não é todo momento na história brasileira que esse baú é aberto e se revela a correspondência de um filho com a mãe de um dos maiores poetas da língua portuguesa. É possível localizar mais a relação dele com o pai. Com a mãe, isso está por estudar. É por isso que essas cartas são tão importantes”, comemora Marconi.

Em cartões de visita, o poeta risca o nome impresso e assina apenas Carlos. Entre as fotos, uma que pode ser a mais antiga: Carlos Drummond de Andrade aparece ainda bebê. Em outra, ele aparece na formatura de farmácia, profissão que jamais exerceu.
O guardião desse tesouro revela como evitava as traças. “Ficava dentro de um envelope grande. Depois, nós colocamos em uma caixa. Sempre colocando naftalina. Dá para perceber o cheiro da naftalina”, revela Eduardo.

O material vai passar por tratamento de conservação e por estudiosos da literatura brasileira.
Depois, ficará à disposição de todos os admiradores de Drummond. “De certa forma, isso é uma recuperação histórica para o município de Itabira, terra natal do poeta”, afirma Marconi.

“Fernando Pessoa me encanta e me oprime”

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Guilherme S. Zanella, na Revista Cult

Maior colecionador de objetos pessoais de Fernando Pessoa, José Paulo Cavalcanti Filho acaba de comprar em leilão em Lisboa a escrivaninha e os óculosdo poeta.

A aquisição faz parte do projeto pessoal desse advogado pernambucano e ex-ministro da Justiça (governo Sarney) demontar as peças da vida desse imenso quebra-cabeça feito de heterônimos. A ideia é reconstruir a figura do homem “real”que se esconde atrás desse mito da literatura portuguesa. O resultado foi “Fernando Pessoa – Uma Quase Autobiografia” (Ed.Record, 2011).

Membro da Academia Pernambucana de Letras, José Paulo Cavalcanti também compõe hoje a Comissão da Verdade, que visa a apurar os registros que indiquem violações de direitos humanos durante o regime militar.

Em entrevista à CULT, Cavalcanti Filho explica abaixo sua obsessão pela vida do autor de “Tabacaria” e também o que espera da Comissão da Verdade.

CULT – Qual foi o seu primeiro contato com a obra do Fernando Pessoa?
José Paulo Cavalcanti Filho – Em 1966, ouvi “Tabacaria” recitada pelo ator português João Villaret. Nessa época, ainda não sabia que Villaret era Deus. Nem que Pessoa era esse gênio absoluto. Foi o começo de uma paixão que até hoje me encanta e oprime. Tanto que nunca mais parei de lê-lo, com obsessão. Tudo. Sempre.

Aos poucos, fui sendo tomado por uma angústia indefinida. Explico: o grande Octavio Paz, ao início de um livro sobre Pessoa, comparando a insignificância da vida à majestade da obra, disse que, nele, “a obra é a vida e a vida é a obra”. O que é verdade, certamente, mas também não é. Porque, por trás do autor, há um homem que dorme, acorda, se veste, trabalha e sonha. “Mas quem era ele?”, eis a questão.

Não só isso. Sempre quis saber mais. Qual era a tabacaria da “Tabacaria”. Quem era a pequena que comia chocolates? Existiu mesmo um Esteves, aquele que conversava à porta com o dono da tabacaria? Procurava esse livro e ele não existia. E então, no mais íntimo, pouco a pouco se formou o desejo de escrevê-lo. Foi mais ou menos assim.

(mais…)

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