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Posts tagged Colega

Professora com mais de 40 anos de experiência explica o segredo de como ensinar uma criança

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Vicente Carvalho, no Hypeness

Rita F. Pierson, professora há 40 anos, uma vez ouviu um colega dizer: “Eles não me pagam para gostar das crianças, eles me pagam para ensinar as lições”. Sua resposta foi: “As crianças não aprendem com as pessoas de quem não gostam”.

Rita passou a sua vida inteira dedicada a lecionar, seguindo os seus pais e avós em uma carreira como educadora no ensino fundamental, especial e júnior. Ela traz uma energia especial para o papel em sala de aula: um desejo de conhecer seus alunos, uma conexão humana, mostrando a eles o quanto eles são importantes e os apoiando no seu crescimento, mesmo que modesto. Aqui o tamanho da vitória não importa, e sim a celebração por ela.

Em sua palestra no TED Talks Education, ela faz os educadores refletir sobre a importância do relacionamento, de acreditarem em seus alunos e de realmente se conectarem com cada um. “Toda criança merece um campeão – um adulto que nunca vai desistir deles, que compreende o poder de conexão, e insiste para que eles se tornem o melhor que podem ser“.

Seja professor ou não, vale a pena apertar o play:

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Fotos do TED © Ryan Lash

Meninos do colégio Pedro II vão à escola de saia em apoio a colega transexual

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Alunos da unidade de São Cristóvão do Colégio Pedro II usam saia para apoiar colega transexual

Alunos da unidade de São Cristóvão do Colégio Pedro II usam saia para apoiar colega transexual – / Reprodução da web

Estudante transgênero havia sido repreendida por usar uniforme feminino, e amigos decidiram protestar

Publicado em O Globo
RIO – Um grupo de alunos da unidade de São Cristóvão do Colégio Pedro II saiu em defesa de uma colega transexual. A estudante, que, segundo a instituição, costuma usar o nome de batismo masculino e uniforme para meninos, como as normas da escola exigem, decidiu trocar as calças por uma saia num dos intervalos de aula.

A direção do colégio, então, recomendou que ela trocasse a saia pela calça tradicional. A aluna acatou a ordem, mas seus colegas de turma não ficaram contentes com a notícia. No dia 1º de setembro, nove dias depois do ocorrido, eles fizeram um protesto contra a atitude da secretaria. Cerca de 15 alunos, tanto do sexo feminino quanto do sexo masculino, foram à aula usando saias. Segundo a escola, o ato foi apoiado pela direção por “promover a diversidade sexual”.

O colégio alegou que o Código de Ética Discente não permite que alunos do sexo masculino utilizem o uniforme feminino e que todos os alunos devem obedecer as normas. Ele ainda afirmou que, até então, a estudante nunca havia manifestado a vontade de utilizar outro nome que não o de batismo ou outra identidade de gênero. Colegas da estudante, porém, disseram, através de uma rede social, que a aluna em questão “vem tentando reafirmar que é uma menina”.

“Em nenhum momento o aluno foi impedido de circular pelas dependências do colégio ou de entrar em sala de aula. O Colégio Pedro II reconhece que a adolescência é um período de descobertas e repudia qualquer tipo de intolerância e discriminação”, diz um trecho da nota oficial emitida pela escola.

Por enquanto, a aluna que desencadeou a discussão sobre diversidade de gênero permanece obrigada a utilizar o uniforme masculino, mas a instituição pública de ensino não rejeita a possibilidade de reformular seu código de conduta.

“Ressaltamos que o atual Código de Ética Discente está sendo reformulado com a participação de toda a comunidade escolar, contando inclusive com a participação ativa dos alunos, que podem sugerir as alterações que acharem necessárias”, afirma o comunicado.

11 habilidades que o mercado exige e a faculdade não ensina

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Diploma na parede e notas elevadas no boletim nem sempre são garantia de sucesso

Publicado na revista Alfa

Sair da formatura com notas elevadíssimas em todas as disciplinas não é garantia de que o recém-formado seja um excelente profissional. Ao contrário.

Especialistas consultados são unânimes ao afirmar que entre os conhecimentos compartilhados nas universidades brasileiras e o que o mercado de trabalho exige para o crescimento na carreira há uma grande lacuna. E não estamos falando apenas de preparo técnico.

“Faltam aquelas competências que os americanos chamam de “soft skills”, como comunicar-se bem, avaliar o que cada um é capaz, montar e motivar uma equipe, além de uma série de outras coisas que levam à uma performance melhor”, diz Armando Dal Colletto, diretor acadêmico da Business School São Paulo.

1- Ser multicultural (na prática)
Fora a possibilidade de ter um intercambista na turma ou estudar por um período em uma universidade estrangeira, poucas são as iniciativas oficiais de muitas universidades por aí para colocar os alunos em contato direto com diferentes culturas.

No mercado de trabalho o cenário é outro: o chefe pode ser coreano, o colega da mesa ao lado, espanhol, a empresa parceira, indiana e o cliente, chinês. A falta de profissionais qualificados no país, a internacionalização das empresas brasileiras e o desembarque de grupos globais por aqui aproximou a rotina corporativa do cenário de Babel.

E inglês fluente não é tudo. De detalhes culturais para negociar melhor até gestos pequenos que contribuem para um boa convivência: “É preciso um entendimento das diversidades”, afirma Dal Coleto.

2- Trabalhar em equipe
Não se engane: os tradicionais trabalhos em grupos da faculdade quase não preparam ninguém para atuar em uma equipe. Motivo? “Quando organizam os grupos de trabalho, os alunos escolhem seus amigos, pessoas com quem se identificam e, no mínimo, a partir de pontos que os aproximam”, diz Casagrande.

Na vida profissional, a história é diferente. Ninguém (exceto o próprio chefe) escolhe com quem vai trabalhar. E, ao contrário da tônica típica dos grupos de faculdade (em que as pessoas tendem a ser parecidas), para uma equipe dar certo no trabalho é essencial que seja composta por pessoas com perfis complementares e, portanto, diferentes, afirma o especialista.

“E, além de tudo, os alunos não aprendem a compartilhar ideias: Para facilitar a a própria vida, dividem tarefas”, diz Casagrande.

3- Fazer networking
Seja por ficar centrado no próprio círculo de amigos e até por uma questão cultural, a faculdade raramente desmistifica a capacidade de fazer networking ou expandir sua rede de contatos profissionais.

“As pessoas têm vergonha de se aproximar dos outros com uma segunda intenção”, diz Gustavo Furtado, fundador da Tricae. E as universidades quase nunca criam meios para que esta visão seja mudada. “Nos Estados Unidos, em todo e qualquer evento as pessoas são estimuladas a se apresentar e falar a sua história”, diz.

4- Ser interdisciplinar
Na faculdade, as disciplinas até podem ser apresentadas em dias ou semestres diferentes. Mas, na rotina corporativa, o conhecimento adquirido de cada uma delas deve ser usado de forma integrada – algo que, infelizmente, o ensino tradicional ainda não sabe manejar.

“As pessoas aprendem a resolver problemas de forma separada e, de repente, precisarão resolver todos estas questões em um problema só”, diz o coach educacional Renato Casagrande.

(mais…)

No país, 18% dos alunos estudam em escolas situadas em áreas de risco

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Pesquisa do IBGE com estudantes do 9º ano do ensino fundamental revela que 12% deles deixaram de ir à aula por medo da violência
Em 2012, 1 em cada 5 adolescentes admitiu ter praticado bullying contra o colega
Dos entrevistados, 10,6% declararam ter sofrido agressão física por um adulto da família

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Publicado em O Globo

RIO – A violência está dentro de casa, no trajeto de ida e volta às aulas, no ambiente escolar. É o que relatam estudantes brasileiros do último ano do ensino fundamental que participaram de uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 2012 e divulgada nesta quarta-feira, 19. Eles são adolescentes, em sua maioria (86%) estão na faixa de 13 a 15 anos, mas muitos já vivenciaram os transtornos causados pela insegurança. Para fugir dela, por exemplo, ao longo do ano passado, 12,1% dos alunos deixaram de frequentar aula, receosos dos riscos existentes no caminho entre a casa e a escola e até mesmo dentro da própria instituição de ensino.

– A pesquisa é um retrato bastante fidedigno do nosso jovem de 13 a 15 anos. Traz fatores de risco de proteção desse adolescente. Se levarmos em conta que esses riscos são cumulativos ao longo da vida, como o tabagismo e o sedentarismo, isso traz um impacto muito grande para a saúde – observou o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, na cerimônia de lançamento da publicação, nesta quarta-feira, 19.

O levantamento mostra que, pelo menos em relação à insegurança, a rotina pode ser bem pior para os alunos de escola pública. A proporção dos que deixaram de ir à aula no ano passado por temerem episódios violentos no percurso ou dentro da escola foi, respectivamente, de 9,5% e 9,1%, praticamente o dobro da registrada entres alunos de instituições particulares (5% e 4,4%).Realizada, pela primeira vez, em 2009, a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2012, feita em parceria com o Ministério da Saúde e com apoio do Ministério da Educação, traz dados de 109 mil estudantes de 2.842 escolas de todo o país relacionados a fatores de risco e proteção à saúde dos adolescentes brasileiros. Nesta segunda edição, o levantamento traz também informações para o conjunto do país e para as cinco grandes regiões – anteriormente, limitavam-se às capitais e ao Distrito Federal. A amostra incluiu escolas com mais de 15 alunos matriculados, em turmas regulares.Para identificar a situação dos escolares, o IBGE usou um método pouco usual: um questionário eletrônico respondido, em um smartphone, pelos próprios entrevistados, sem interferência dos pesquisadores do instituto.

– É uma pesquisa bastante inovadora no Brasil e no IBGE por conta deo seu método, pois é respondida diretamente pelo estudante. Isso dá mais privacidade para o estudante e maio qualidade para o dado – diz o gerente de Estatísticas de Saúde do IBGE, Marco Antônio de Andreazzi, explicando que a escolha dos alunos do 9º ano do ensino fundamental se deu por causa do preparo e da assiduidade dos estudantes. – Nesta faixa, eles já estão mais capacitados cognitivamente para entender as perguntas e tem uma frequência maior na escola do que a registrada no ensino médio.

Assim como os adolescentes, os diretores ou responsáveis pelas escolas foram ouvidos em relação ao mesmo problema. A PeNSE quis saber se a unidade de ensino avaliada estava ou não situada em área considerada de risco de violência, a maior parte do tempo ou todo o período, nos últimos 12 meses, e, diante das respostas, foi possível concluir que 17,9% dos alunos estudavam em instituições dentro deste perfil.

Mais uma vez, o quadro é bem pior para quem estuda na rede pública: 20,4% ante os 5,5% registrados na rede particular. O dado pode ser ainda maior quando a análise recai sobre as capitais. Em Belo Horizonte, praticamente metade dos adolescentes (46,2%) estudavam em unidades construídas em áreas de risco de violência. No Rio, a proporção foi de 11%.

A pesquisa mostra ainda um ligeiro aumento de quem se sentiu vítima de bullying no país, entre 2009 e 2012. A análise dos dados das capitais do país mostra que subiu de 5,4,% para 6,9% a proporção dos que afirmaram que sempre ou quase sempre se sentiram humilhados por provocações de colegas da escola, nos 30 dias anteriores à entrevista. No dado nacional, o número chega a 7,1%. Já o grupo que admitiu ter zombado ou humilhado algum de seus colegas da escola é bem maior: 20,8%. O dado do Rio superou o indicador nacional e chegou a 22,1%. Vitória, com 27,5%, apresentou situação mais complicada.

Preocupante também são os relatos de envolvimento com armas. Na pesquisa, 6,4% dos estudantes relataram participação em brigas na qual alguma pessoa usou arma de fogo. A proporção subiu para 7,3% quando o instrumento usado foi arma branca. Em ambas as situações, a proporção foi bem maior entre os meninos.

A PeNSE mostrou que, se fora de casa os riscos podem ser grandes, o ambiente familiar nem sempre é garantia de acolhida. Que o digam os 10,6% de estudantes que declararam ter sofrido agressão física por parte de um adulto da família, nos 30 dias que precederam a pesquisa. Considerando as regiões do país, a maior proporção foi registrada no Sudeste (12%) – no Rio, foi de 11%. No entanto, há capitais de outros regiões com indicadores mais elevados, como Boa Vista (13,9%), Salvador (13,5%) e Recife (13,3%). Há também diferenças por sexo: a proporção de meninas que relataram esste tipo de violência foi maior, 11,5%, do que a registrada entre os meninos (9,6%). A comparação das capitais entre 2009 e 2012 mostra que a proporção aumentou durante este intervalo de tempo: subiu de 9,5% para 11,6%.

A segunda edição da PeNSE, que reúne informações sobre contexto familiar, hábitos alimentares e prática de atividade física, entre outros, trouxe novos temas, como trabalho, saúde mental e prevalência de asma.

Diretora transexual de colégio público diz ter de “matar um leão por segundo”

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A transexual Laysa Machado, que dirige colégio desde 2009 (foto: Arquivo pessoal)

A transexual Laysa Machado, que dirige colégio desde 2009 (foto: Arquivo pessoal)

Publicado na Folha de S.Paulo

Não há estatística oficial, mas a professora Laysa Machado, 41, gosta de dizer que é uma das únicas –senão a única– diretora transexual eleita democraticamente no ensino público no país.

Há três anos, ela é diretora-adjunta de um colégio estadual de São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba), e foi reeleita em 2011, mesmo diante da “resistência de uma minoria”, segundo ela.

“Você tem que matar um leão por segundo. Se o hetero precisa ser o melhor, a diversidade tem que ser bilhões de vezes melhor”, diz Laysa.

Formada em história e letras, a professora concursada da rede estadual relutou antes de assumir a identidade. “Eu sublimava toda a minha angústia com os estudos.”

Na cidade natal, no interior do Paraná, enfrentou rejeição da família e foi demitida do colégio católico em que lecionava sob acusação de “subversão” após sair em público com seu primeiro vestido, aos 27 anos.

Mudou-se para Curitiba, iniciou o tratamento hormonal e, quatro anos depois, fez a cirurgia de readequação genital. Hoje, é mulher inclusive em seus documentos.

No Colégio Estadual Chico Mendes, onde está desde 2004, diz que enfrentou preconceito até dos colegas de trabalho, o que, segundo ela, venceu aos poucos, às custas de trabalho.

“Ela sofreu, mas sempre mostrou que, em primeiro lugar, era uma educadora”, conta a colega Gisele Dalagnol.

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