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Professores ensinam estratégias para chegar bem no Enem

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Alunos do terceiro ano do Colégio Bahiense, na Barra da Tijuca, praticam ioga para se acalmar - Custódio Coimbra

Alunos do terceiro ano do Colégio Bahiense, na Barra da Tijuca, praticam ioga para se acalmar – Custódio Coimbra

 

Recomendação é desacelerar o ritmo de estudos para evitar tensão antes da prova

Publicado em O Globo

RIO — A semana que antecede qualquer desafio é fundamental para o resultado desejado. Atletas se isolam na concentração, políticos intensificam suas táticas de campanha, cantores resguardam a voz. Na reta final da maratona para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a estratégia para chegar bem na prova, que acontece no próximo fim de semana, dias 5 e 6, é desacelerar o ritmo de estudo adotado ao longo do ano e revisar os principais tópicos. Segundo professores ouvidos pelo GLOBO, os cinco dias finais até a abertura dos portões são importantes e devem ser vividos com cautela pelos cerca de 8,6 milhões de estudantes que estão inscritos para fazer o exame, que é a principal via de acesso ao ensino superior no Brasil.

— O aluno precisa confiar no trabalho que fez durante todo o ano em seu colégio. Na semana que antecede o Enem, a orientação é revisar conteúdos e tirar dúvidas pontuais com professores em aula. Não vale mais a pena passar muito tempo estudando. As horas de sono esta semana são fundamentais — orienta o diretor pedagógico da rede Pensi de Ensino, Márcio Branco.

HORA DE LAPIDAR CONTEÚDO

Para aqueles alunos que, mesmo bem preparados, não vão conseguir largar os livros, a dica é usar a semana para consolidar o que já foi abordado. É importante, no entanto, não passar mais horas estudando que o costume ao longo do ano.

— A gente orienta que eles usem esse tempo para dar uma lapidada nos assuntos, mas não para estudar coisas novas. Um exemplo de cronograma pode ser, por exemplo, um dia para cada área. Outra sugestão pode ser usar segunda, terça, quarta e quinta para áreas objetivas e sexta para dar uma olhada em redação. É importante que eles marquem um horário limite para parar de estudar e que aproveitem horas livres para relaxar — aconselha Fellipe Rossi, vice-diretor acadêmico do Colégio de A a Z.

Natalie Noronha, aluna do 3° ano do colégio pH, quer fazer faculdade de Engenharia Mecânica e vai aproveitar os últimos dias para revisar tópicos que tem mais dificuldade, mas também pretende descansar.

— A prova é muito desgastante, acredito que descansar é essencial. Vou estudar no máximo uma hora e meia por dia. Estou indo para a academia extravasar o estresse e pretendo ficar mais tempo com minha família. Não vou fazer nada fora da minha rotina para não correr riscos e me cansar mais — planeja a estudante.

Para que o nervosismo e ansiedade não atrapalhem o objetivo dos estudantes, o Colégio Bahiense, na Barra da Tijuca, resolveu inovar e ministrar aulas de ioga na turma do 3° ano. A ideia é que os alunos possam utilizar técnicas de respiração mesmo durante a prova para se acalmar e conseguir administrar o tempo.

— Eles passam o ano todo estudando muito e ficam cansados, além da ansiedade e da tensão, seja por cobrança própria ou da família. Pensamos na ioga como uma forma de eles relaxarem, esvaziarem a mente e se concentrarem — conta a psicóloga Domenica Vianna.

A tensão e o estresse também não podem prejudicar quem deixou para se preparar em cima da hora. Nesse caso, o ideal é fixar conteúdos que deixem o aluno mais à vontade.

— Eu aconselho a fazer uma curva descendente. Na segunda-feira, começar com a matéria que julgar mais difícil e ir passando para as que tiver mais afinidade até quinta. Na sexta, o melhor é procurar algo que o relaxe. Também é legal selecionar tópicos que o deixem mais à vontade dentre os conteúdos que costumam cair mais. Não adianta escolher um assunto que nunca aprendeu. Se não aprendeu até agora, não vai ser na véspera que vai conseguir — explicou Renato Pellizzari, coordenador de vestibular do Colégio Qi.

Os portões dos locais de prova abrem às 12h e fecham pontualmente às 13h para a prova começar às 13h30. No sábado, o término será às 18h, e no domingo, às 19h. João Victor Gonçalves, aluno da Escola Parque Gávea, vai sair de casa com cerca de duas horas de antecedência para ter certeza que vai chegar ao local da prova uma hora antes.

— Passar o ano inteiro se preparando e perder a prova por conta de atraso está fora de cogitação — disse ele, que quer cursar Engenharia Química na UFRJ.

Por Marta Szpacenkopf / Paula Ferreira

Meu professor preferido da escola tinha partido e surtava diariamente

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Catarina Bessel

Catarina Bessel

 

Gregório Duvivier, na Folha de S.Paulo

Na minha escola a gente podia escolher entre o literário e o científico. Quem escolhesse o primeiro, teria oito horas de filosofia por semana. Todas elas com o mesmo professor. Um sujeito que podia ser tudo menos simpático.

Levy Midon tinha uma barriga dura e um bigode ruivo de gaulês, como Abracurcix –mas sem o carisma. Não sorriu. Não perguntou nossos nomes. Na primeira vez que entrou na sala, tivemos a certeza de que nossa vida seria um inferno.

Um aluno falou, blasé, que aquela aula seria tempo perdido porque “filosofia não servia pra nada”.

Antes que o estudante terminasse, o sangue subiu à cabeça já vermelha do professor: “Nada serve pra porra nenhuma, seu imbecil!”, ele berrava, batendo os punhos na mesa.

“Você vai morrer! Não importa o que você faça! Sabe o que não serve pra nada? Você. Eu também não sirvo pra nada. Mas você serve pra menos ainda, porque você acha que serve pra alguma coisa.” E ele foi se acalmando, aos poucos, enquanto deixava claro para quão pouco servia a vida.

Sem que percebêssemos, a aula tinha começado. Quando descobrimos que ele podia surtar a qualquer momento, assistíamos à aula vibrantes e estarrecidos, como quem brinca com um tigre.

Uma vez, falei que os franceses eram fascistas porque tratavam mal as crianças. Midon virou um camarão graúdo: “No seu país, meio milhão de crianças mora na rua! E você está cagando pra elas! Fascista é você que só se importa com criança branca e rica”.

“Iaaaaau”, todos berravam, fazendo a famosa onomatopeia de humilhação moral, hoje talvez substituída por “chupa!”.

Sempre que consultado, o professor versava sobre qualquer assunto: futebol, cinema, dicas de masturbação, a vida íntima dos outros professores, sua própria vida íntima, a morte da esposa num acidente de carro. Tudo estava em pauta.

A não ser o assunto da semana. Hegeliano, sobre atualidades não falava de jeito nenhum. “A coruja de Minerva só levanta voo no crepúsculo”, dizia, e se calava.

Ficamos amigos dele. Quando se apaixonou, levou a namorada pra sala pra que a gente a conhecesse.

Quando me formei, não sabia o que cursar. Tinha medo de, escolhendo a literatura, ser pobre pra sempre.

Perguntei a ele o que achava. “Você já escolheu”, ele disse, “quando escolheu um professor pobre pra escolher. Você não perguntou a um banqueiro. Essa é a tragédia da vida, meu amigo. Você não consegue não escolher.”

Nunca mais nos encontramos.

Quarta-feira visitei a escola. Perguntei por ele. Morreu no início do ano, disseram-me. Do coração.

Alunos ajudam colega a superar grave acidente com linda atitude

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Publicado no Catraca Livre

Alunos do 4º ano de uma escola no Tocantins encontraram uma maneira linda de ajudar uma colega de sala que sofreu um grave acidente a superar o trauma. A garota acidentada precisaria usar uma máscara por causa dos ferimentos para que sua pele não ficasse manchada pelo sol.

Mas, para que ela não se sentisse diferente, os colegas decidiram fazer essa surpresa:

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Isso, mesmo. Todos resolveram usar máscaras. Assim, ela poderia se sentir mais aceita por todos durante o processo de recuperação. A atitude emocionante teve o apoio da professora e foi divulgada por meio da página do Facebook da instituição na última quinta-feira, 18. A publicação já conta com mais de 15 mil reações (curtir, etc.) e 4,6 mil compartilhamentos.

Créditos: reprodução/Facebook Máscaras foram confeccionadas para aluna não se sentir diferente

Créditos: reprodução/Facebook
Máscaras foram confeccionadas para aluna não se sentir diferente

 

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MEC diz que vai de casa em casa para matricular quem estiver fora da escola

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O ministro da Educação Aloizio Mercadante durante coletiva de imprensa em Brasília (Foto: Adriano Machado/Reuters)

O ministro da Educação Aloizio Mercadante durante coletiva de imprensa em Brasília (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Existem 1,6 milhão de jovens e crianças fora das salas de aula, diz ministro.
Governo pretende pedir ajuda de estados e municípios para realizar tarefa.

Gabriel Luiz, no G1

Dados do Censo Escolar de 2015 divulgados nesta terça-feira (22) pelo Ministério da Educação aponta haver 1,6 milhão de jovens e crianças fora da escola em todo o país. Segundo o ministro Aloizio Mercadante, a pasta já traçou um perfil desse público, que se concentra em grandes cidades. A meta do ministério é de que em abril as famílias com adolescentes e crianças em idade escolar comecem a ser visitadas uma a uma, com o objetivo de matriculá-los.

Mercadante não disse em quanto tempo o governo espera terminar as visitas nas casas de jovens fora da escola. “A dificuldade é como a gente convence ele [o jovem] a voltar para a escola”, afirmou. De acordo com o ministro, o governo federal vai pedir ajuda dos estados e municípios na “busca ativa” para tentar levar os jovens à sala de aula. “Temos que repensar a escola.”

Ele fez um paralelo entre taxas criminais e índices de escolaridade. “Se todos os jovens estiverem na escola, nós teremos muito menos problemas de violência no país”, disse Mercadante.

O Censo Escolar também mostra que existem 7,9 milhões de alunos matriculados na educação infantil (creche e pré-escola). No ensino médio, são cerca de 8 milhões de estudantes. Durante o anúncio dos dados, a pasta também informou que vai distribuir 30 milhões de livros didáticos na rede pública.

Mercadante também anunciou a criação de um novo exame específico para certificar estudantes do programa Educação de Jovens e Adultos (EJA). Até então, a única forma era por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A data não está definida, mas a previsão é de que o novo exame aconteça duas vezes por ano.

Ainda de acordo com dados do censo, 56,6% das escolas brasileiras têm alunos com deficiência incluídos em turmas regulares. Em 2008, esse percentual era de 31%

Volta às aulas: 7 passos para ajudar seu filho a ter um ano excelente

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Andrea Ramal, no G1

Para muitas famílias, a volta às aulas é também o retorno de uma série de preocupações. As primeiras notas serão boas? E se não forem, como recuperar isso, antes de virar uma bola de neve?

Aqui você encontra um miniguia com sete passos para ajudar seu filho a construir, desde já, uma trajetória escolar excelente. Vale sobretudo para estudantes do ensino fundamental, período em que a participação dos pais na escola é decisiva.

1. PLANO DE TRABALHO DIÁRIO
Elabore, junto com seu filho, um plano de trabalho diário. Reserve os melhores horários do dia para as atividades escolares. Fazendo isso agora, a matéria não ficará acumulada para as vésperas das provas. Assim o estudante retoma o ritmo logo no primeiro mês.

2. CONFIRA AS LIÇÕES TODO DIA
Olhe os deveres de casa todos os dias. Entenda isso como algo tão inegociável quanto escovar os dentes. Essa rotina favorece o compromisso das crianças com as tarefas da escola, além de funcionar como um espelho para saber como seu filho está avançando.

3. INVERTA A SALA DE AULA
Inverta a sala de aula. Funciona assim: o aluno lê ou assiste a explicações em casa e, desta forma, chega mais preparado para entender o conteúdo e esclarecer dúvidas com seu professor. Você não precisa ensinar nada, conte com os recursos que a internet oferece, como videoaulas e blogs. Peça orientação da escola para esse método.

4. AMPLIE O REPERTÓRIO
Amplie o repertório cultural do seu filho. Estudantes que frequentam museus, assistem e debatem filmes, vão ao teatro, têm aulas de música ou leem livros com frequência (entre outras atividades desse estilo) costumam ter mais facilidade na leitura e interpretação de textos e, em consequência, elevam o desempenho escolar.

5. XADREZ E QUEBRA CABEÇAS
Desenvolva competências ligadas a autodisciplina e foco. Muitos pais reclamam que seus filhos parecem hiperativos ou que não conseguem se concentrar. Há práticas que estimulam essas disposições mentais, como por exemplo o xadrez e os quebra-cabeças, para potencializar a concentração, ou os esportes, para fomentar a autodisciplina.

6. SEJA UM TREINADOR/ORIENTADOR
Atue como um coach. As empresas se valem deste perfil para melhorar o desempenho de seus colaboradores e ajudá-los a crescer na carreira. Seu papel é colaborar no alcance de metas com planos de ação, despertando qualidades às vezes desconhecidas. Como nas equipes esportivas, o coach é uma espécie de “treinador”: conhece fraquezas e potencialidades, encoraja cada membro da equipe para que ele se torne um protagonista e faça suas escolhas. Os pais são nossos maiores coaches!

7. CONVERSE COM A ESCOLA
Mantenha diálogo permanente com a escola. Não espere as reuniões de pais. Procure saber como foi o período de adaptação na volta às aulas (sobretudo em casos de mudança de colégio), peça orientação quando perceber que algo não vai bem e fique atento se seu filho não estiver motivado. Receber uma educação de qualidade é um direito da criança, seja na escola pública ou particular. Se isso não ocorrer, cobre melhorias.

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(FOTOS: Volta às aulas em 2016 foi tema de piadas no Twitter. CRÉDITOS: Reprodução/Twitter)

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