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Brasil será o país convidado na Feira do Livro de Medellín

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Livros (iStockphoto/Getty Images)

Livros (iStockphoto/Getty Images)

País chega ao evento com 8 000 títulos para reafirmar a união selada entre os dois países após a tragédia do voo da Chapecoense

Maria Carolina Maia, na Veja

O Brasil será o convidado de honra na Feira do Livro e da Cultura de Medellín, na Colômbia, que buscará acentuar o intercâmbio cultural entre os dois países em sua 11ª edição, e renderá uma homenagem à literatura colombiana, anunciaram nesta quinta-feira os organizadores. Na apresentação da feira, que será realizada de 10 a 17 de setembro com 300 convidados nacionais e internacionais, foi informado que a delegação brasileira será formada por mais de 42 escritores, editores, jornalistas literários, autores, ilustradores, grafiteiros e artistas.

“Pela primeira vez, há um país convidado. São muitas as coisas que nos unem com o Brasil, que vem com diferentes representações artísticas, muitos escritores e sua gastronomia”, disse o prefeito de Medellín, Federico Gutiérrez, aos jornalistas.

Segundo o ministro-conselheiro da embaixada do Brasil na Colômbia, Maurício Fernando Dias Fávero, a delegação brasileira chegará à feira com mais de 8 000 títulos, que apresentarão um “leque de diversidade” para reafirmar a união selada entre os dois países após a tragédia do voo da Chapecoense.

Entre os convidados da delegação brasileira estarão a escritora Ana Maria Machado, ganhadora do prêmio Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infantil, além de Ciça Fittipaldi, Odilon Moraes e Luiz Ruffato, entre outros. Também comparecerão à feira em Medellín a poeta Ana Paula Maia, o jovem escritor João Paulo Cuenca e Erick Nepomuceno, um dos tradutores do Nobel colombiano Gabriel García Márquez para o português.

A feira incluirá 640 oficinas de fomento à leitura, mais de 90 lançamentos de livros, 104 estandes e 34 conferências.

(Com agência EFE)

Gabriel García Márquez passa a estampar nota de 50 mil pesos na Colômbia

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No outro lado da nota há figuras dos povos que ancestralmente habitaram a Serra Nevada de Santa Marta, cidade natal do autor

Publicado no Opera Mundi

Desde a última sexta-feira (19/08), os colombianos podem encontrar o rosto do maior escritor do país, Gabriel García Márquez, nas notas de 50 mil pesos.

“A figura principal do bilhete de 50 mil pesos é Gabriel García Márquez (…) rendendo homenagem a um personagem que levou muito longe o nome da Colômbia desde metade do século passado”, afirmou o gerente geral do Banco da República, José Darío Uribe, durante a apresentação do novo papel moeda.

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O ato de lançamento ocorreu em Santa Marta – no norte da Colômbia, a 900 quilômetros de Bogotá –, cidade natal de Gabo e que serviu de inspiração para a famosa Macondo, onde se passa o maior romance do autor: Cem Anos de Solidão.

No outro lado da nota há “figuras dos povos que ancestralmente habitaram a Serra Nevada de Santa Marta, reconhecida pela Unesco como reserva da biosfera da humanidade”, afirmou Uribe.

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García Márquez, ganhador do Nobel de Literatura de 1982, morreu em abril de 2014 no México, onde viva com sua esposa.

Livraria na Colômbia tem jardim vertical, além de livros, claro

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Gisella Meneguelli, no Green Me

Todas as cidades onde visito faço pesquisas sobre quais são as livrarias mais interessantes do local.

Mesmo que não seja para comprar nem um livro (o que raramente acontece), sinto um enorme prazer em percorrer os corredores das livrarias e ler as capas dos títulos em outras línguas, observar a arquitetura dos edifícios e os hábitos dos leitores locais.

Geralmente, há um café nas livrarias, onde podemos ler algum trecho de um livro retirado de uma prateleira acompanhado dessa bebida deliciosa. Melhor ainda quando esse encontro se dá na terra do café, a Colômbia.

Há uma biblioteca-livraria na Colômbia que é um convite ao prazer, tanto para adultos quanto para crianças. Dentro da livraria há um café onde você pode admirar o lugar, os livros e apreciar essa famosa bebida colombiana.

O prédio tem dois andares. Em um deles há mesas dispostas de tal modo a garantir a privacidade e tranquilidade daqueles visitantes que preferem ficar lendo, enquanto há outro espaço voltado para a socialização.

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Outro destaque da livraria fica por conta do mobiliário. Os sofás ficam embutidos em nichos, como se fossem casulos, para que as crianças possam ler e colorir, embora haja muitos adultos que gostam de ficar no lugar.

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O lugar é tão bonito e agradável que o pé direito é duplo, o que permitiu a colocação de uma estante bem alta cujos livros são acessados por uma escada que leva o visitante ao segundo andar, onde está o mezanino.

As paredes são cobertas com plantas, ou seja, dentro da livraria há jardins verticais, que deixam o ambiente mais agradável do que já seria. Em toda a decoração foi usada muita madeira e a iluminação é feita com pendentes, deixando o ambiente mais intimista e aconchegante.

Como não ficar nessa livraria por horas desfrutando do seu maior tesouro: os livros?

Brasil tem mais leitores do que a Argentina e a Colômbia

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Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

 

Pesquisa do Cerlalc aponta que brasileiros estão lendo mais livros durante o período de 12 meses

Publicado no Universia Brasil

Em 2015, o Brasil superou a Argentina e a Colômbia no número de leitores. Segundo uma pesquisa do Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc), da Unesco, 85% dos argentinos, 78% dos brasileiros e 77% dos colombianos são considerados leitores, ou seja, que leram algum livro nos últimos 12 meses.

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A análise também apontou que, no ano passado, entre os entrevistados que se classificaram como leitores, os brasileiros leram uma média de 7,7 livros, enquanto os argentinos leram seis e os colombianos 4,2. Entre o restante dos entrevistados, os brasileiros leram 4,7 livros, os argentinos três e os colombianos dois.

Os resultados foram apresentados durante a 4ª edição do estudo “Retratos de Leitura no Brasil”, que é realizada pelo Ibope, a pedido do Instituto Pró-Livro, que tem projetos voltados a conhecer a realidade da leitura no Brasil.

Para o Instituto, o número de brasileiros que podem ser considerados leitores é diferente daquele apresentado pelo Cerlalc, pois os critérios usados na pesquisa são diferentes. Para o Pró-Livro, os leitores devem ter lido alguma obra nos últimos 3 meses, ao contrário dos 12 estipulados pelo Centro.

Livro sobre Pablo Escobar afirma que ‘o monstro também era humano’

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‘Los días del dragón’, da jornalista colombiana Silvia Hoyos, conta como era a cidade de Medellín durante a onda de terror e morte imposta pelo narcotraficante

Publicado no Divirta-se

A jornalista colombiana Silvia Hoyos, que acaba de publicar um livro com as cartas que trocou com o narcotraficante Pablo Escobar em 1991, afirma que, apesar da correspondência não ter obtido respostas para suas dúvidas, permitiu descobrir que “o monstro também era humano”.

No livro ‘Los días del dragón’, Hoyos conta, a partir de sua perspectiva de jovem repórter, como era a cidade de Medellín, centro de operações do narcotraficante, durante a onda de terror e morte imposta por Escobar, que a afetou diretamente como jornalista e com os assassinatos de parentes e amigos.

“Na minha condição de mulher, mãe e repórter conto este período da história de Medellín, entre 1987 e 1991. E o último capítulo do livro tem as cartas de Escobar”, afirma à AFP a jornalista, que se correspondeu com o criminoso para tentar encontrar respostas para tanta violência.

“A origem é um assunto pessoal, relacionado com as dores que tinha, com os mortos e por saber que estava grávida (…) porque, quando você vai ser mãe pela primeira vez, se questiona muito sobre o mundo no qual vai botar seus filhos, ainda mais naquele momento, e também porque gostaria de perguntar a ele como explicava aos filhos sobre a morte e a cidade”, explica.

Assim, quando o narcotraficante estava detido em uma prisão que ele mesmo havia mandado construir e da qual fugiu, a jornalista escreveu a Escobar e, para sua surpresa, recebeu sete cartas de resposta, entre junho e agosto de 1991, algumas de várias páginas, assinadas e com a impressão digital de Escobar.

“Ele não respondeu exatamente o que eu queria, mas falou de outras coisas (…) Coisas pessoais, o que pensava da educação, do sexo, das drogas, de sua faceta de homem que escrevia contos infantis para sua filha, dos poemas de amor escritos por sua mulher”, conta Hoyos.

“Você percebe que o monstro também era um ser humano”, destaca a autora, que acredita na sinceridade de Escobar nas cartas, sobretudo considerando que ele mencionou apenas a esfera íntima.

Em uma das cartas, divulgada com antecedência pela editora Semana, Escobar afirma: “A meu filho ofereci essencialmente amizade e o trato como amigo. Às vezes fazemos um pouco de boxe esportivo e agora está se interessando muito por sexo e falo bastante sobre isto com ele porque penso que uma sábia relação sexual é o pilar fundamental na vida de toda pessoa”.

Mais um documento

Entre as perguntas que ficaram sem respostas estão as relacionadas ao assassinato em 1988 do tio da jornalista, o procurador-geral Carlos Hoyos, supostamente por ordens de Escobar, que em sua luta para evitar a extradição aos Estados Unidos mandou matar centenas de funcionários do governo e jornalistas.

Por sua proximidade dos acontecimentos e para evitar cair em um sentimentalismo ou na apologia do narcotraficante, Hoyos decidiu contar não a história de Escobar, e sim as suas próprias experiências durante a época em que o criminoso espalhou a violência pela Colômbia, em particular em Medellín.

“Eu fiz assim após sete anos de tentativas: escrevi dois roteiros de filmes, outros textos (…) ou seguia pela dor ou resultava apologético ou estava julgando e não pretendia nenhuma destas três coisas”, disse Hoyos.

Ao falar sobre as cartas, a jornalista afirma que, com o passar do tempo, as considera “um documento a mais da história recente”.

“Em qualquer conflito todas as vozes são importantes e é mais uma contribuição ao tecido desta história dolorosa do país, na qual ainda faltam muitas vozes e pontos de vista diferentes ao prontuário delituoso dele”, afirma.

A Colômbia, atualmente o maior produtor mundial de folha de coca, principal insumo da cocaína, entrou no mapa do narcotráfico pelas mãos de Escobar, que morreu em 1993 quando fugia das autoridades.

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