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Posts tagged Colombo

Esta é a melhor forma de ensinar história do Brasil para quem é viciado em internet

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Cabral fazendo checkin na Ilha de Vera Cruz e WhatsApp do Marechel Deodoro decidindo o futuro do país.

Raphael Evangelista, no BuzzFeed

A página do Facebook História nas Redes Sociais surgiu para mostrar pontos marcantes da história do Brasil e do mundo por meio de montagens de “prints” como este do descobrimento da América:

Colombo poderia fazer tudo ao chegar “nas Índias”, menos postar em seu Facebook

Colombo poderia fazer tudo ao chegar “nas Índias”, menos postar em seu Facebook

 

O bafafá intercontinental viraria bate-boca nos comentários de gente poderosa.

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Gerando o primeiro Tratado assinado e publicado no Facebook.

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E a belíssima de Pero Vaz Caminha poderia ser resumida em 140 caracteres:

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Os livros de história teriam estes prints registrando o verdadeiro momento do Descobrimento do Brasil.

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Ou mesmo a história da abolição da escravatura… (mais…)

Para biógrafo americano, direito a informação vale mais do que privacidade

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Carlos Minuano no UOL

O biógrafo americano Laurence Bergreen (dir.), observado pelo jornalista Mário Magalhães, em palestra no Festival Internacional de Biografias, em Fortaleza

O biógrafo americano Laurence Bergreen (dir.), observado pelo jornalista Mário Magalhães, em palestra no Festival Internacional de Biografias, em Fortaleza

“Nos EUA, o nível de liberdade para escrever é bem maior”, afirma ao UOL o americano Laurence Bergreen, autor das biografias de Louis Armstrong e Al Capone, entre outras. Para ele, a liberdade de expressão e o direito à informação valem mais do que a privacidade. “A tendência é abrir cada vez mais”, acrescenta.

O escritor, casado com uma cearense, estava no Brasil durante o Festival de Biografias, que aconteceu na semana passada em Fortaleza, e foi convidado a participar do evento. “Escritores americanos têm liberdade muito grande e, se escreverem mentiras, sabem que serão processados”, afirma Bergreen.

Em relação à atual polêmica sobre biografias não autorizadas, o escritor se diz surpreso com o debate e se posiciona a favor da liberdade da imprensa e de biógrafos. “Pensei que a legislação fosse igual aos EUA”, declara.

Mas mesmo em ambiente de contornos legais mais flexíveis, o autor revela que já teve problemas ao escrever sobre segredos militares e quando fez a biografia do compositor americano Irving Berlin, na década de 1990.

“Depois que escrevi 600 páginas com autorização da família do músico, mudaram de ideia”. Mas graças à legislação americana, a publicação não pôde ser proibida. “Só não foi possível usar as letras das canções”, conta Bergreen. Assim como nos Estados Unidos, no Brasil os artistas também já têm os direitos sobre sua obra protegidos por lei, que impede a utilização sem autorização.

Outro problema que Bergreen teve ao fazer biografias aconteceu há cerca de duas décadas, quando viu a publicação de um livro quase pronto, sobre a família Kennedy, ser cancelada. “Houve uma pressão informal e a editora quebrou o contrato, poderia ter procurado outro editor, mas o episódio me desagradou muito e resolvi partir para outro livro”, explica.

Apesar dos embates que já enfrentou, o escritor elogia a liberdade que tem em seu país. “Nos EUA não precisa de autorização, é bem melhor assim porque se você for pedir, geralmente querem dinheiro e tentam interferir no trabalho”, argumenta. “Informação tem que ser livre”, arremata.

De Marco Polo a Colombo
Biógrafo premiado e autor de best-sellers nos EUA, Bergreen tem diversos livros publicados por aqui. Entre eles, “Marco Polo”, sobre as viagens do célebre navegador italiano, que será adaptado para o cinema pela Warner (e que deve ter Matt Damon no papel principal), e “Além do Fim do Mundo”, que conta a desconhecida expedição do português Fernão Magalhães, primeiro a dar a volta ao mundo pelos mares. Ambos foram publicados pela editora Objetiva.

Outro livro do biógrafo americano sobre as viagens de outro grande navegador italiano chega em breve às livrarias brasileiras: “Colombo”, que já esteve na lista dos mais vendidos do jornal “The New York Times”, tem lançamento previsto no Brasil para janeiro de 2014. Nos EUA, Bergreen lança a biografia do conquistador Casanova.

É preciso fortalecer a literatura, diz o escritor Milton Hatoum

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O escritor amazonense Milton Hatoum em seu apartamento em Pinheiros

Sylvia Colombo, na Folha de S.Paulo

O encontro era para debater o ambiente em que o escritor trabalha, inspiração, métodos. A mesa, composta por um mexicano, um argentino, dois brasileiros e uma chilena, fazia parte da 26ª edição do Festival Internacional de Literatura de Guadalajara, no México, que vai até amanhã.

Tudo ia bem, até que o mexicano David Toscana perguntou a Milton Hatoum: “Deve ser difícil se concentrar para fazer literatura no Brasil com todas aquelas praias e ‘muchachas’, não?”.

Em entrevista à Folha, Hatoum conta que se irritou com o comentário, mas que ele apenas expõe uma barreira que o estereótipo impõe para a cultura brasileira.

“Vemos nosso mercado literário em ebulição aqui e não nos damos conta de que há um problema muito sério, a literatura brasileira tem dificuldade para viajar por causa da relação com o exótico.”

Para o escritor, “foi nessa ideia de país do samba, do Carnaval e das gostosas que a gente dançou”.
Hatoum conta que tem seus livros traduzidos ao francês, ao alemão e ao grego, mas que o mercado de língua hispânica é difícil, assim como os Estados Unidos.

“Os países da América não têm a tradição que têm os europeus da literatura de viagem, do orientalismo, que buscava olhar o outro e também entendê-lo”, diz.
“Por isso é mais fácil publicar na França do que no México, nos EUA ou em outro país do continente.”

A FIL deste ano realiza uma seção dedicada apenas ao Brasil, para a qual foram convidados, entre outros, Marçal Aquino, Bernardo Carvalho, Cristóvão Tezza, Ferréz e Luiz Ruffato.

O evento também comemora os 50 anos do boom latino-americano, selo que o escritor amazonense rejeita.

“O boom não incluiu o Brasil, não poderia se chamar desse jeito. Nossos escritores importantes da época, Graciliano Ramos, Clarice Lispector e Guimarães Rosa, não estavam na lista, não viajaram, e por isso não ficaram conhecidos fora do Brasil como mereciam”, afirma.

INJUSTIÇA LITERÁRIA

Hatoum leu na feira um artigo que escreveu sobre o tema, no qual pede que se corrija essa “imprecisão geográfica” e essa “injustiça literária”.
Diz, ainda, no texto, que esses narradores exibem um Brasil complexo, “de múltiplos rostos, inventado por vozes dissonantes, sem estereótipos nem mistificação. Vozes de dúvida, de perguntas sem resposta”.

Para Hatoum, a mudança do status econômico do Brasil e sua projeção como nova potência vão ajudar a mudar isso e aumentar o interesse pelo país.
Seria necessário, porém, mais esforço por parte de instituições brasileiras.

“Acho que o Itamaraty e a Biblioteca Nacional fazem um bom trabalho, mas é preciso também criar um instituto, algo como o Instituto Cervantes, que dê cursos, palestras, mostre filmes pelo mundo.”

Por outro lado, mostrou-se admirado com o modo como os mexicanos cultuam seus grandes ícones literários. Na FIL, teve-se um bom exemplo disso nas homenagens realizadas a Carlos Fuentes, Elena Poniatowska, Sergio Pitol.

“Aqui tratam-se os escritores como se fossem instituições, quase como se fossem deuses astecas. É uma outra relação, bastante diferente da que há no Brasil.”

Foto: Eduardo Knapp/Folhapress

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