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USP oferece curso gratuito de História das Relações Internacionais

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USP oferece curso gratuito de História das Relações Internacionais

Publicado no História Hoje

A USP disponibiliza, através do site da Univesp TV, um curso grátis online sobre História das Relações Internacionais. Ele é voltado a graduandos e pós-graduandos interessados nas áreas de humanas, Ciências Sociais, Ciências Políticas, Direito e assuntos correlatos. Também é aberto a todos com formação superior em qualquer área do saber.

Este curso de História das Relações Internacionais  é apresentado gratuitamente, em forma de videoaulas online, que você pode assistir a hora que quiser. Há ainda a possibilidade de fazer anotações sobre questionamentos, opiniões e dúvidas enquanto assiste o vídeo, e receberá tudo em seu e-mail.

A Univesp TV é o canal de comunicação da Universidade Virtual do Estado de São Paulo, a quarta universidade pública paulista e visa ao incentivo à formação integral do cidadão.

O curso

São 18 videoaulas do curso regular de graduação do Departamento de História da USP, ministradas pelo docente Peter Demant, professor e historiador do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo e autor do livro “O Mundo Muçulmano (ed. Contexto).

O objetivo do curso é proporcionar um sólido conhecimento do passado e das raízes históricas, já que isso é uma pré-condição para entender as relações internacionais no mundo atual. As aulas pretendem proporcionar um entendimento de como a estrutura internacional contemporânea se desenvolveu a partir das estruturas do passado e apresentar as linhas gerais da evolução dessas relações desde seus primórdios até a Primeira Guerra (1914-1918), perpassando a Idade Moderna e o século 19.

Após um breve panorama das RI nas Idades Antiga e Média, o curso foca no desenvolvimento do mundo internacional desde esta virada até a dupla revolução da modernidade: a política, francesa, e a industrial, inglesa. Este período foi caracterizado pelo crescente poder econômico, militar e tecnológico de alguns Estados relativamente bem organizados na Europa ocidental. É inegável, portanto, o papel central da Europa para a análise, mas as relações internacionais das principais civilizações não-ocidentais (China, Índia, e o islã) também serão vistas. Combinando a narrativa ‘clássica’ das relações na época moderna com uma visão mais abrangente e menos eurocêntrica, as videoaulas preparam os participantes para um melhor entendimento das RI no século 20.

O curso não possui certificação. São apenas aulas online para complementação de estudos e pesquisas. É só acessar o site e começar a estudar.

Material de apoio

Arquivo em PDF com o conteúdo detalhado das aulas e bibliografia obrigatória para maior entendimento do que será discutido em cada uma.

Conteúdo programático

Introdução ao campo historiográfico das relações internacionais e conceitos básicos
A Antiguidade
A Idade Média e o Renascimento
O Longo Século 16 e a Gênese da Sociedade Internacional Européia
A Crise do Século 17 e a Paz de Westfália
Ancien Régime e Ilumunismo, século 18
Europa Oriental; o Islã e o Império Otomano: Emergência e Declínio
Os Sistemas Asiáticos: China e Índia
1500-1750 Os Descobrimentos e a Primeira Onda de Colonização
A Revolução Francesa a as Guerras Napoleônicas 1789-1815
Restauração e Revolução 1815-1848
Revolução Industrial – Hegemonia Britânica e Colonialismo 1750-1914
Os Nacionalismos, a Unificação da Itália e Alemanha, e o Sistema Bismarckiano 1848-1890
O Imperialismo e a Questão Oriental 1870-1914

Informações: Canal do Ensino.

Um dos temas estudados é relativo ao descobrimento das Américas.

ONU critica Portugal por ensino ‘inexato’ do passado

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Imagem Google


Jamil Chade, no Estadão.com

Alunos portugueses estariam aprendendo uma versão “inexata” sobre o passado colonial do país. O alerta é da Organização das Nações Unidas (ONU), que adverte que o governo de Portugal não estaria explicando suficientemente nas salas de aula o papel positivo que as colônias tiveram na história do país.

A ONU aponta que, sem uma valorização da herança colonial, Portugal terá sérios problemas para combater o racismo, fenômeno que a organização afirma estar em plena expansão no país. Lisboa rejeita a crítica, apontando que Machado de Assis e Carlos Drummond de Andrade fazem parte dos autores obrigatórios nas escolas portuguesas (mais informações nesta página).

Um grupo de trabalho da ONU destinado a avaliar a questão racial no mundo dedicou parte do trabalho para analisar a situação em Portugal. O documento oficial produzido pelos especialistas será alvo de um debate, em Genebra, na quinta-feira, e já reabre velhas feridas sobre o passado colonial português.

O ensino da colonização seria a ponta de um iceberg. Segundo a ONU, “os negros no país europeu são marginalizados e excluídos socialmente e Lisboa precisa adotar uma estratégia de multiculturalismo”. Esse grupo, também o mais pobre na sociedade, é discriminado na administração pública, no sistema de Justiça e na busca por trabalho.

Racismo. Em uma versão preliminar do documento, obtido pelo Estado, a constatação dos especialistas da ONU é que o racismo ganha força em Portugal, em plena crise econômica. Também afirmam que os negros estão hoje entre as populações que mais sofrem com a pobreza no país.

Um dos pontos destacados é o tratamento da questão racial nas escolas. Há 500 anos, Portugal foi o pioneiro nas descobertas de novas terras, liderando um processo de colonização seguido pelos europeus por mais de 400 anos. Com o desembarque de navegadores portugueses e o desenvolvimento de cidades vieram também a escravidão, o extrativismo e a imposição da cultura europeia.

Segundo a ONU, o problema é que hoje os “textos escolares e os currículos não refletem a contribuição para Portugal de suas ex-colônias nem promove o orgulho de crianças de descendência africana em sua herança”.

“Comunidades de afrodescendentes não estão envolvidas na elaboração dos currículos escolares e existem poucos professores de descendência africana”, alertou. “O resultado é uma versão inexata do passado colonial de Portugal sendo ensinado nas salas, acompanhado por uma ideia de que o racismo não é um problema particularmente relevante em Portugal hoje.”

Para a ONU, a questão escolar é pilar de uma ação que deve ser tomada por Portugal contra o racismo. Entre as recomendações estão que o governo “desenvolva currículos escolares, textos e programas que reflitam a rica herança e contribuição positiva que as pessoas de descendência africana tiveram em Portugal e incluam uma versão exata do passado colonial nas salas”.

dica da Karol Coelho

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