Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Colorido

7 filmes inspirados por livros clássicos da literatura brasileira

0
Cena do filme Macunaíma (Reprodução/Divulgação)

Cena do filme Macunaíma (Reprodução/Divulgação)

 

Uma seleção de boas produções do cinema que recriam obras literárias brasileiras

Publicado no Guia do Estudante

Nada substitui a leitura direta das obras literárias abordadas nos vestibulares. Mas os filmes que se baseiam nesses livros podem ampliar a compreensão a seu respeito. Muitos fornecem uma visão crítica das obras e até ajudam a memorizar os personagens, o espaço e o enredo. Vale a pena, então, procurar pelos títulos que foram adaptados para outras linguagens.

Lembre-se, porém, de que um filme não tem o compromisso de seguir fielmente a história na qual se inspirou. É outra criação artística, que amplia e enriquece a original.

MACUNAÍMA
Baseado na obra homônima de Mario de Andrade.
Direção: Joaquim Pedro de Andrade (1969). Colorido, 108 minutos. Elenco: Paulo José, Grande Otelo, Dina Sfat, Milton Gonçalves, Jardel Filho.
Sinopse: O herói sem caráter, que nasceu na selva e chegou à cidade para viver várias aventuras, ganhou nessa adaptação cores tropicalistas. O diretor Joaquim Pedro de Andrade fez uma leitura particular da obra de Mario de Andrade sem pretender a fidelidade absoluta ao livro.

A HORA DA ESTRELA
Baseado no romance homônimo de Clarice Lispector.
Direção: Suzana Amaral (1985). Colorido, 96 minutos. Elenco: Marcélia Cartaxo, José Dumont, Fernanda Montenegro.
Sinopse: Conta a história de Macabéa, migrante nordestina que trabalha como datilógrafa e perde o namorado para uma colega de trabalho. Ela recorre a uma cartomante para pedir conselhos amorosos e recebe dela a previsão de que encontrará um homem bonito e rico. O filme recebeu mais de 20 prêmios no Brasil e no exterior.

MEMÓRIAS PÓSTUMAS
Baseado no romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
Direção: André Klotzel (2001). Colorido, 101 minutos. Elenco: Reginaldo Faria, Sônia Braga, Walmor Chagas, Stepan Nercessian, Petrônio Gontijo.
Sinopse: O filme mostra a vida de Brás Cubas, contada por ele mesmo depois de sua morte. Entre as adaptações que o texto sofreu nessa produção, há um fator temporal. É como se o protagonista tivesse saído da tumba para contar sua história no ano 2000.

O TEMPO E O VENTO
Baseado na obra homônima de Erico Verissimo.
Direção: Paulo José, Walter Campos e Denise Saraceni (1985). Colorido, 7 horas e 30 min. (minissérie da Rede Globo). Elenco: Tarcísio Meira, Glória Pires, Armando Bogus, Lélia Abramo.
Sinopse: Essa produção, lançada em DVD em 2005, havia sido um sucesso na TV 20 anos antes. Conta a história de Ana Terra, do Capitão Rodrigo Cambará e de Bibiana, que estão no romance O Continente, integrante da obra O Tempo e o Vento.

POLICARPO QUARESMA, HERÓI DO BRASIL
Baseado no romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.
Direção: Paulo Thiago (1998). Colorido, 123 min. Elenco: Paulo José, Giulia Gam, llya São Paulo, Antônio Calloni, Bete Coelho.
Sinopse: O major Policarpo Quaresma é um visionário, que ama o Brasil e quer seu progresso. Suas propostas, porém, são tidas como fora da realidade, e ele é criticado ao propor o tupi-guarani como língua oficial do país. Policarpo recebe ajuda de sua afilhada Olga e do compositor de modinhas Ricardo Coração dos Outros.

O AUTO DA COMPADECIDA
Baseado na peça Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna.
Direção: Guel Arraes (2000). Colorido, 104 min. Elenco: Matheus Nachtergaele, Selton Mello, Fernanda Montenegro, Rogério Cardoso, Denise Fraga, Diogo Vilela, Marco Nanini.
Sinopse: As aventuras de João Grilo, nordestino esperto que vive de enganar os ricos e poderosos, e seu parceiro Chicó. Versão para o cinema de minissérie produzida para a televisão, o filme foi vencedor do Grande Prêmio Cinema Brasil nas categorias diretor, ator, roteiro e lançamento.

VIDAS SECAS
Baseado na obra homônima de Graciliano Ramos.
Direção: Nelson Pereira dos Santos (1963). Preto-e-branco, 103 min. Elenco: Átila Iório, Maria Ribeiro, Orlando Macedo, Jofre Soares.
Sinopse: Uma das principais produções do cinema novo brasileiro, conta a história de uma família de retirantes que atravessa o sertão para fugir da seca, na companhia da cadela Baleia. Premiado em festivais internacionais, foi indicado pelo British Film Institute como uma das 360 obras que não podem faltar em uma cinemateca.

Livro e exposição resgatam pioneiros da edição artesanal no país

0

Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

Se hoje editoras artesanais como a carioca A Bolha e a paulista Mínimas são vedetes, com seus livros cuidadosamente trabalhados, no extenso cenário de casas independentes do país, devem isso a nomes como os dos poetas João Cabral de Melo Neto, Geir Campos e Thiago de Mello, que nos anos 50 mostraram que livros podem ser obras de arte –sem custar uma fortuna.

Numa época em que o apuro gráfico não era uma preocupação de editores, atentos apenas ao conteúdo –à exceção de pioneiros como José Olympio, no cenário não artesanal–, eles e alguns poucos colegas abriram as portas para edições em pequena escala, com atenção especial para o papel escolhido, a tipologia, a diagramação e a capa.

Um recorte desse movimento foi realizado pela produtora editorial Gisela Creni, da Companhia das Letras, como dissertação de mestrado em história na USP, nos anos 1990, e ganha agora edição caprichada em livro, com apoio da Fundação Biblioteca Nacional, pela editora Autêntica. Com a parceria, foi possível disponibilizar o livro, todo colorido, por R$ 39,90.

Imagem do livro 'Editores Artesanais Brasileiros' (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin

Imagem do livro ‘Editores Artesanais Brasileiros’ (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin (Divulgação)

“Editores Artesanais Brasileiros” investiga a produção caseira de João Cabral de Melo Neto (sob o selo O Livro Inconsútil), Manuel Segalá (Philobiblion), Geir Campos e Thiago de Mello (Hipocampo), Pedro Moacir Maia (Dinamene), Gastão de Holanda (O Gráfico Amador, Mini Graf e Fontana) e Cleber Teixeira (Noa Noa).

EXPOSIÇÃO
A obra originou exposição homônima, sob curadoria de Cristina Antunes, em cartaz na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária da USP, cujo acervo foi usado para a pesquisa de Gisela Creni.

“A ideia surgiu quando trabalhei com [o poeta e editor] Augusto Massi na antologia Artes e Ofícios da Poesia [Secretaria Municipal de Cultura/Artes e Ofícios, 1991]. Comecei a entrar em contato com esses nomes e percebi que todos tinham uma característica em comum: todos se autopublicavam e trabalhavam com esmero as próprias edições”, ela conta.

Todos também se preocupavam em editar autores da mais alta qualidade, especialmente nomes que ainda não eram tão reconhecidos como hoje, como Carlos Drummond de Andrade e Cecília Meireles.

“O próprio Thiago de Mello se autopublicou, o João Cabral, e ambos vieram a ser reconhecidos como grandes escritores. Só depois alguns desses livros hoje centrais para a literatura brasileira ganharam edições comerciais”, diz Gisela.

Cada capítulo inclui um levantamento inédito da produção de cada um desses editores, além de, na maior parte do caso, vir acompanhado de depoimentos dos retratados, que contam suas visões pessoais dessa história.

‘CROWDFUNDING’
Há curiosidades como o modelo de financiamento trabalhado por editoras como a Hipocampo, que antecipou o modelo hoje conhecido como “crowdfunding”, com obras sendo produzidas a partir de um pagamento prévio dos interessados.

A autora não pôde falar com todos os editores –João Cabral, por exemplo, à época da pesquisa, informou não ter condições de dar entrevista (viria a morrer em 1999)–, mas conseguiu depoimentos emocionados como o de Thiago de Mello, que explicitou o orgulho do serviço prestado como editor, do qual não tinha a dimensão na época.

Para Gisela, esse trabalho pioneiro inferferiu não só na produção de casas artesanais hoje como na das maiores editoras do país, inclusive a própria Companhia das Letras onde ela trabalha, já que o bom acabamento passou a ser dissociado da ideia de uma edição cara demais.

“Além de terem sido responsáveis por um salto na qualidade da produção editorial no país, essa é uma história intimamente ligada à história da poesia brasileira”, ela conclui.

Imagem do livro 'Editores Artesanais Brasileiros' (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin (Divulgação)

Imagem do livro ‘Editores Artesanais Brasileiros’ (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin (Divulgação)

Imagem do livro 'Editores Artesanais Brasileiros' (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin (Divulgação)

Imagem do livro ‘Editores Artesanais Brasileiros’ (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin (Divulgação)

Imagem do livro 'Editores Artesanais Brasileiros' (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin (Divulgação)

Imagem do livro ‘Editores Artesanais Brasileiros’ (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin (Divulgação)

Imagem do livro 'Editores Artesanais Brasileiros' (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin (Divulgação)

Imagem do livro ‘Editores Artesanais Brasileiros’ (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin (Divulgação)

Imagem do livro 'Editores Artesanais Brasileiros' (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin (Divulgação)

Imagem do livro ‘Editores Artesanais Brasileiros’ (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin (Divulgação)

Imagem do livro 'Editores Artesanais Brasileiros' (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin (Divulgação)

Imagem do livro ‘Editores Artesanais Brasileiros’ (Autêntica), de Gisela Greni, que deu origem a mostra na Biblioteca Mindlin (Divulgação)

EDITORES ARTESANAIS BRASILEIROS
AUTORA Gisela Creni
EDITORA Autêntica
QUANTO R$ 39,90 (160 págs.)
EXPOSIÇÃO em cartaz na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, na Cidade Universitária da USP; de seg. a sex., das 9h30 às 18h30, e sáb., das 9h às 13h

Você é um amante carnal ou um amante cortês?

0

1

Roberta Fraga, no Livros e Afins

Vi essa expressão e proposital descrição no livro “Ex-libris Confissões de uma leitora comum” de Anne Fadiman. Lá, em um de seus capítulos, ela discorre sobre como diferentes pessoas de diferentes maneiras marcam as suas leituras. Ambas, sempre leitoras apaixonadas, têm maneiras peculiares de marcar as pausas nas leituras. Para tanto, ela difere os tipos de leitores como carnais e corteses.

Pinçando uns trechos que julguei bem interessantes, destaco:

Amantes carnais

“Confesso que marco o lugar onde parei de maneira promíscua, ora dobrando o livro, ora cometendo o pecado ainda mais grave de virar o canto da página. (Aqui consigo ser ao mesmo tempo corrputora e compulsiva: dobro o canto superior para marcar a página em que parei e o inferior para identificar passagens que desejo xerocar para o meu livro de citações)”.

“Uma crítica de livros que conheço levou Antologia de contos e poemas de Edgar Allan Poe numa viagem de mochila pelo Iucatã, e toda vez que um besouro interessante pousava nele, ela o fechava com um glope rápido. Reuniu uma coleção de insetos tão volumosa que ficou com medo de que Poe pudesse não passar pela alfândega. (Passou)”.

1

Amantes corteses

“Minha tia Carol – que vai provavelmente alegar que não é da família ao descobrir como trato meu livros – coloca reproduções dos quadros de Audubon horizontalmente para marcar o parágrafo exato onde parou. Se o lado colorido estiver para cima, ela estava lendo a página da esquerda; se estiver para baixo, a da direita”.

“Outro colega, historiador de arte, prefere bilhetes do metrô de Paris ou “aqueles comprovantes de cartão de crédito impressos a jato de tinta – mas só para livros de crítica de arte, cuja pretensão tenho vontade de profanar com alguma coisa bem estúpida e financeira”. Jamais usaria esses para ficção ou poesia, que são realmente sagradas”.

Há diferenças mais do que óbvias entre os carnais e os corteses, unidos, ambos, apenas pela veneração aos livros. Os corteses sempre removem seus marcadores quando o encontro termina; os carnais deixam lembranças, marcas, sensações impressas nas páginas para, talvez, revivê-las, ou, quem sabe, por um impulso qualquer. Os corteses veem os livros como um objeto sagrado, ritualístico e mítico. Os carnais sorvem a história contida neles, cada palavra, extraem dela o que podem.

Sou do tipo mais cortês, mas escolho aqueles em que me permito um amor para lá de carnal. Marco trechos, escrevo pensamentos, substituo trechos, interajo. E estes, trancafio-os nas prateleiras.

Enfim, seja você um tipo ou outro, ou ainda um novo tipo totalmente original, apenas tenha em mente que os livros estão lá esperando que você os acaricie, mais educadamente ou não.

Ah, e nenhum leitor pode ser comum, como sugere a autora no título, razão pela qual achei uma extrema soberba ela falar assim, mas isso é assunto para outro post…

Já amou seu livro hoje?

Marcadores de páginas legais

Marcadores de páginas geométricos;
Marcadores de páginas para os corujistas;
20 marcadores de livro incríveis;
Marcador de páginas: afogado em palavras;
Marcadores de páginas expressivos;
11 marcadores para você mesmo fazer.

Go to Top