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Livros para Colorir

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Livros para Colorir: o novo queridinho das livrarias!!

Camila, no Leitora Compulsiva

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Quem acompanha blogs, jornais e as revistas de cotidiano já deve ter se deparado com alguma notícia sobre o novo queridinho das livrarias: o livro antiestresse para colorir! Embora não seja nenhuma novidade, os livros Jardim Secreto e Floresta Encantada da Editora Sextante – pioneiros nesse novo formato de livros de colorir para adultos – rapidamente se esgotaram nas livrarias e vem causando um verdadeiro furor nas redes sociais entre as pessoas que redescobriram o prazer de colorir e que compartilham suas criações…

Atualmente as livrarias estão repleta de opções de livros para colorir, com temas como flores, paisagens, mandalas, ilustrações celtas e até mesmo alguns mais inusitados como por exemplo tatuagens!! O preço e a qualidade do papel também é um diferencial entre as opções que estão no mercado, mas o que todos eles tem em comum é a promessa de aliviar o estresse por meio da arte-terapia!!

Vejam bem… Esses livros não substituem terapia nenhuma, viu?! O que eles nos fornecem é uma opção simples, barata e divertida de relaxar a mente no final de um dia duro de trabalho! Ao invés de nos jogarmos no sofá e ligarmos a TV, porque não libertarmos o artista que existe dentro de nós?!

Algumas pessoas criticam esses livros afirmando que as pessoas perdem tempo pintando enquanto poderia estar fazendo algo mais produtivo, mas isso é mimimi!! Todos nós precisamos de uma PAUSA de vez em quando. Além disso, os livros de colorir são uma excelente opção de entretenimento sem fio e pode ser apreciada em família, sem contraindicações! rs…

Confiram agora alguns depoimentos de quem já se entregou ao prazer de colorir…

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“Quando o livro Jardim Secreto foi lançado, não me animei a comprá-lo. Imaginei que fosse alguma coisa parecida com aqueles livros cheios de atividades e não curto muito… Mas então participei de um evento da Editora Sextante e ganhei um exemplar de Floresta Encantada!! Com o livro em mãos percebi que não era nada do que eu imaginava e decidi experimentar… Comprei uma caixa nova de lápis de cor e comecei a pintar! Meu primeiro desenho demorou cerca de 4 horas para ficar pronto e precisei de um Advil para me livrar da dor no braço no dia seguinte!! kkkk Percebi então que precisava pegar mais leve e fui pintando a segunda página aos poucos, gastando no máximo uma hora por dia nessa atividade! Aos poucos estão relembrando algumas técnicas que usava quando criança e ainda aproveito as dicas das amigas!! Confesso que não sou muito boa nisso, mas nem ligo… Pintar é realmente relaxante!”

Camila – do Blog Leitora Compulsiva

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“Minha primeira reação ao livro foi a de que precisaria comprar lápis de cor, já que há anos não usava e nem tinha mais, depois veio a frustração, porque quando comecei a pintura não ficou nem perto do que havia imaginado, e por fim já com uma caixa de lápis decente em mãos e um domingo inteiro para me dedicar ao livro (tá duas folhas só, mas a intenção é que vale rs) recomecei o livro em outra figura, e dessa vez foi diferente. Não digo que o livro é totalmente relaxante como falam, mas é uma boa para se desligar um pouco do que acontece ao redor, além de exercitar um pouco da coordenação e atenção.”

Pat Xavier – do Blog Lendo e Escrevendo

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“Eu sempre gostei de desenho e pintura. Desde criança pintava o que via pela frente kkkk Já comprei muito livro para colorir daqueles de personagens Disney, dos Looney tunes também. No fim do ano recebi da editora Arqueiro o livro Jardim Secreto e achei muito legal. E acabei no google, claro, encontrando centenas de informações, desenhos free e vi que é uma febre mundial. Além das centenas de vídeos com dicas e técnicas profissionais até. Cada vez que vou a uma papelaria, vejo alguém comprando lápis, canetinha e falando do livro. Um monte de pessoas que conheço estão pintando! Acho bobagem o povo nas redes socias que fala mal. Melhor uma ” modinha” como eles chamam, de pintar, do que outra coisa que faça mal. Não é mesmo?Mas não vale se estressar, com uma atividade que seria para relaxar. Eu estou adorando. E comprei outros, além do que eu ganhei.”

Rosana – do Blog Livrólogos

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Se eu disser que este livro estava entre os meus desejados, estarei mentindo. Nunca levei muito jeito para trabalhos manuais, a pintura está incluso nisso, mas achei a proposta do livro interessante. Por isso, quando ganhei o livro pensei: porquê não? Não comecei a pintar logo de cara, demorei alguns dias. O livro acabou me prendendo sem eu perceber. Envolta entre vários lápis e inúmeras ideias, o tempo passou bem rápido. É uma delícia ver o papel ganhar vida. Minha maior dificuldade é escolher e combinar as cores, como eu já disse, não levo muié jeito, mas está sendo uma experiência gratificante, mesmo que os desenhos não sejam uma obra-prima, ainda assim serão frutos do meu trabalho.

Rose – do Blog Fábrica de Convites

E vocês? Já se renderam aos livros para colorir? Gostam? Tem alguma dica boa??

Colorir livros vira alternativa entre leigos para tratarem emoções

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"É como terapia, desliga minha mente e as cores despertam prazer", Fernanda Perez Marinho, supervisora de loja

“É como terapia, desliga minha mente e as cores despertam prazer”, Fernanda Perez Marinho, supervisora de loja

Livros de Johanna Basford são sucesso, mas profissionais alertam que exercício sozinho não resolve o problema

Tetê Monteiro, no Saúde Plena

“Colorir revela meu lado criativo, desliga a minha mente e as cores despertam prazer. É como uma terapia.” A afirmação de Fernanda Perez Marinho, de 28 anos, supervisora de loja, faz coro a milhares de outras vozes, de pessoas que descobriram no vaivém dos lápis de cor cura para os males do corpo, da alma e da mente. Febre nas prateleiras das livrarias, os livros Jardim secreto e Floresta encantada, ambos de Johanna Basford, com a sugestiva frase nas capas “Caça ao tesouro antiestresse”, viraram referência para aliviar problemas e transtornos emocionais. E, de certa forma, vão ao encontro da linha defendida pelo terapeuta ocupacional Rui Chamone Jorge (1941- 2013). O tratamento chamoniano – ainda usado por seus seguidores nas sessões de psicoterapia – propõe prevenir, tratar, curar e reabilitar pacientes por meio de atividades livres e criativas.

Nos consultórios, porém, o colorir ganha um realismo mais técnico e científico. “Colorir é um passatempo, uma atividade relaxante, antiestresse e benéfica. Pode ser terapêutico desde que esteja associado a um contexto de tratamento”, explica a terapeuta ocupacional Ana Luiza Cesar Viana. Ela alerta ainda que, quando o paciente apresenta um adoecimento, como depressão, é preciso aliar o conteúdo artístico com outras intervenções clínicas. “Por isso o colorir não pode ser usado como panaceia, ou seja, um remédio para todos os males. Ele, sozinho, não resolve o problema”, defende.

Fernanda, que já fez terapia, inclusive em grupo, concorda que os livros de colorir são passatempo, mas considera que esse momento relaxante pode ajudar pessoas como ela – “ansiosas” – a evitarem impulsos, como a compulsão alimentar. “Fico praticamente o dia todo em frente a um computador. Quando chego em casa à noite, quero descontar na comida. Então, depois que comprei o livro, faço um lanche e passo mais de uma hora colorindo. Esvazio a mente. É um processo criativo, que me faz desligar do cansaço do dia a dia e ainda me afasta desta overdose digital que estamos vivendo.”

Para Ana Luiza, em casos como o relatado por Fernanda, colorir pode sim ajudar, pois é considerado atividade relaxante. Além disso, segundo a terapeuta ocupacional, contribui para a construção da identidade. “O ser humano necessita criar, se expressar. A atividade artística traz a pessoa para dentro de si. Com a cor e ferramentas que usa, ela constrói o que quer fazer e coloca para fora um olhar novo sobre si mesma. Esta consciência é que ajuda a pessoa a transformar a si mesma”.

AFASTAMENTO DIGITAL A terapeuta corrobora com o afastamento digital que Fernanda cita. “É uma ótima ideia para tirar as pessoas do computador, dessa frieza e da alienação que a virtualidade excessiva está construindo.” Para ela, o trabalho manual com lápis de cor ainda aproxima as pessoas da estética. “Não existe o bem sem o belo”, diz Ana Luiza.

Fernanda não segue uma rotina para colorir seus livros. Depende do dia. Mas é nas cores que ela também se encontra, inclusive estreitando mais os laços com a mãe, Leda, de 69, que é companheira da filha na atividade artística. “Voltei ao tempo quando fui comprar os lápis de cor, me senti criança. Foi muito bom. Gosto de usar todas as cores. Minha vida está colorida”, brinca.

Ana Luiza explica que entrar em contato com as cores é automaticamente entrar em contato com as emoções. “Identificamos sentimentos com cores. Por isso dizemos: ‘Fiquei vermelho de raiva’, ‘Meu coração está cinza’”. Deixando a filosofia do simbolismo de lado, a terapeuta ocupacional volta a lembrar a ‘função’ do colorir: distrair, relaxar, construir o belo, voltar-se para si, meditar, criar. “Pode ser um bom remédio para o cansaço e a vida moderna.”

Palavra de especialista: Gilda Paoliello, psiquiatra e psicanalista

Poder apaziguador

“Perguntada, assim de chofre, se colorir faz bem à saúde mental, me veio logo à mente a imagem de Aninha, minha netinha de 4 anos, que passa horas a fio colorindo princesas e seus castelos, feliz da vida. E o que faz bem às crianças, é claro, faz bem a todos. Atividades lúdicas neste mundo robotizado são muito bem-vindas, e a psiquiatria sabe disso. O recurso da criatividade do desenho e do colorir é, há muito, utilizado pela terapia ocupacional e arte-terapia. São atividades que têm poder organizador e apaziguador para nosso mundo interior. O uso das cores como recurso terapêutico é também instrumento diagnóstico, muito usado em testes psicológicos, sendo um espelho de nossa vida interna, por meio de processos identificatórios. Colorir ativa diferentes áreas cerebrais, ligadas à criatividade, além de relaxar áreas que controlam as emoções. Como qualquer outro recurso terapêutico, o uso do colorir não é aplicável a qualquer quadro. Nos quadros de agitação, ansiedade muito forte ou depressão paralisante, a pessoa não terá capacidade de introspecção ou de abstrair-se de suas angústias para usufruir do prazer de desligar-se do mundo por meio das cores. Mas nada é remédio para tudo…”

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