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Amazon já tem endereço e CEO para atuar no Brasil

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O presidente-executivo da Amazon, Jeff Bezos: no Brasil pela primeira vez, a empresa vai iniciar a operação pelo mercado de e-books


Vinicius Aguiari, na Exame.com

A Amazon, maior empresa americana de comércio eletrônico, está às vésperas de iniciar sua operação no Brasil.

Segundo reportagem de Veja.com, a filial nacional da empresa já está instalada em um escritório dentro do complexo empresarial Rochaverá, localizado no bairro da Vila Almeida, ao lado do shopping Morumbi, na zona sul de São Paulo.

Para liderar a operação nacional, a Amazon terá o executivo Alexandre Szapiro, que deixou a Apple Brasil em agosto passado. A expectativa é que a venda de e-books comece no mês de novembro.

Em documento enviado à Junta Comercial, a empresa informou também que o empresário Mauro Widman deixou o comando da empresa para se dedicar apenas aos negócios relacionados ao Kindle. Widman chegou à Amazon em janeiro deste ano, após comandar a criação da área de e-books da Livraria Cultura.

O cadastro da Amazon na Junta também confirma que a empresa executará “vendas e varejo geral, no país e/ou estrangeiro, de quaisquer produtos, incluindo, entre outros, produtos eletrônicos portáteis físicos ou digitais que processem dados e tablets, inclusive aqueles que permitam a leitura de livros digitais”.

No Brasil, pela primeira vez, a Amazon vai iniciar a operação junto ao consumidor final pelo mercado de e-books. Antes, a empresa já oferecia o serviço de computação em nuvem para empresas.

O que esperar da chegada da Amazon no Brasil

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Embalagens da Amazon

Funcionário da Amazon: companhia espera vender 1,1 milhão de produtos até o fim de 2012

Isa Sousa, na Exame.com

Rio de Janeiro – A chegada da Amazon ao Brasil, prevista para o dia 1º de setembro, promete ser apenas a ponta do iceberg na movimentação do e-commerce no país. Focada no primeiro momento no setor de livros, com destaque para os e-books, a marca terá como concorrentes diretos as livrarias Saraiva e Cultura e os grupos B2W, que inclui Submarino, Americanas.com e Shoptime, e Nova Pontocom, com Ponto Frio, Casas Bahia e Extra. As metas da norte-americana são ousadas: até o fim de 2012, a Amazon espera vender 1,1 milhão de produtos e, em 2013, chegar a 4,8 milhões.

A principal diferença da gigante do varejo mundial em relação às empresas atuantes no mercado brasileiro, indicam especialistas da área, é que a marca fundada por Jeff Bezos em 1994 assimilou desde sua origem a importância da experiência de compra dos consumidores. Com interação customizada, a Amazon proporciona uma loja ideal para cada tipo de perfil e dialoga bem com todos eles, o que parece estar ainda longe da realidade dos grupos brasileiros.

Entre as dificuldades, o consumidor encontra desrespeito no tratamento e justificativas desnecessárias. “Aqui se aceita baixo nível no atendimento ao cliente, com prazos ridículos, quebras de promessa constantes e problemas de reclamação e devolução. Nosso pós-venda ainda tem muita percepção de risco. A Amazon não discute, ela troca seu produto e pronto. No Brasil, as marcas exigem provas constantes da necessidade real de trocar qualquer coisa”, avalia Nino Carvalho, coordenador dos cursos de marketing digital da FGV no Brasil e consultor em estratégias de marketing digital.

A boa política de relacionamento com o consumidor será uma das armas da norte-americana na hora de deixar as concorrentes para trás. Somado a isso, muitos brasileiros já realizam compras no site e a vinda da Amazon para o país reflete no estreitamento dos laços. Com força local, os analistas preveem uma aceleração no tempo de entrega dos produtos e, vencida as barreiras burocráticas, uma consolidação que levará entre 12 e 18 meses. “A distância em relação a outros players será folgada”, completa Carvalho.

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