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Posts tagged Companhia das Letras

Livro traduz 200 canções de Bob Dylan, prêmio Nobel de literatura de 2016

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Nascido em 1941, o americano Bob Dylan é poeta, compositor, músico e escritor. Um dos maiores artistas de nosso tempo, ele tem livros de poesia, de ficção e um de memórias (Foto: Divulgação)

Nascido em 1941, o americano Bob Dylan é poeta, compositor, músico e escritor. Um dos maiores artistas de nosso tempo, ele tem livros de poesia, de ficção e um de memórias (Foto: Divulgação)

 

Duzentas letras de Bob Dylan são apresentadas, em edição bilíngue, no livro Letras (1961-1974), o primeiro volume das letras do vencedor do prêmio Nobel de literatura de 2016

Publicado no Correio 24Horas

Bob Dylan tornou-se figura célebre da música popular americana e da cultura mundial com canções como Blowin’ in the Wind, The Times They are A-Chagin’, A Hard Rain’s A-Gonna Fall, All Along the Watchtower, Mr. Tambourine Man e Like a Rolling Stone, compostas nos anos 1960, com conexões com os movimentos de protesto contra a Guerra do Vietnã, bem como os grupos de defesa dos direitos civis da comunidade negra dos Estados Unidos.

As letras foram escritas quando Dylan tinha pouco mais de 20 anos. O valor literário delas, algo que o Nobel percebeu muito além dos limites tradicionais, pode ser comprovado no livro Letras (1961-1974), que a Companhia das Letras edita no Brasil com tradução de Caetano W. Galindo, 640 páginas e preços de R$ 89,90 (papel) e R$ 44,90 (ebook). É o primeiro de dois volumes.

“A concessão do prêmio de Nobel de literatura a Bob Dylan certamente contribuirá bastante para as velhas discussões quanto ao estatuto literário da canção. Ou, no que mais nos interessa aqui, quanto ao estatuto literário da letra da canção, separada de melodia, harmonia, ritmo, produção, performance”, afirma Caetano Galindo na apresentação da sua tradução.

E prossegue: “Porque, traduzindo as letras, essa primeira grande distinção já vira o maior problema. O que temos aqui afinal é apenas parte do produto estético que deu fama, reconhecimento e prestígio a Bob Dylan. E em que medida essas letras, inclusive no original, sobreviveriam com o mesmo poder que tinham quando embaladas em música? É parte do que a tradução tem que responder”.

Em edição bilíngue e com tradução de Caetano Galindo, livro traz as letras de Bob Dylan entre 1961 e 1974 (Foto: Divulgação)

Em edição bilíngue e com tradução de Caetano Galindo, livro traz as letras de Bob Dylan entre 1961 e 1974 (Foto: Divulgação)

 

Oralidade sofisticada
Galindo que, ao lado de Christian Schwartz, também traduziu as letras de Lou Reed (1942-2013) para o livro Atravessar o Fogo (Companhia das Letras/2010), explica que traduzir os poemas/letras de Dylan segundo os critérios normais da tradução de poesia (com atenção a metro e rima, por exemplo), geraria vários problemas.

“O primeiro deles advém do fato de que a métrica e até as rimas das canções são estabelecidas em função de como elas foram cantadas. Os critérios não são os mesmos ‘de papel’, já que aqui o autor pode mostrar ao público como os textos devem ser escandidos, como devem soar. Está ao alcance de Dylan todo um mundo que notações rítmicas mais radicais de um poeta como Gerard Manley Hopkins apenas vislumbravam”, escreve.

Outro detalhe importante observado pelo tradutor é a oscilação de tom, do registro retórico das canções de Dylan reunidas no livro. O que Galindo chama de “oralidade sofisticada”.

“Dylan, ao longo das duas décadas aqui retratadas, não escreve apenas canções com vozes diferentes, com textos que vão do folk à retórica neopentencostal; ele mistura esses registros no mesmo texto, nos mesmos versos. Do inglês de rua à elevação bíblica, dos poetas Beat a Dante Alighieri, da prosa ao verso mais evocativo, das cadências mais constantes ao discurso espraiado. Tudo, no entanto, imerso no que eu chamaria de uma oralidade sofisticada, que faz com que, mais que cantadas, suas letras pareçam sempre faladas, mesmo em livro”.

Dylan publicou também livros de poesia, letras de músicas e um de ficção, Tarântula (1971), além de suas memórias em Crônicas Vol. 1 (2004).

Iniciativa sincroniza cenas de novelas e minisséries com eBooks da literatura brasileira

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Publicado no 33Giga

Globo, Amazon.com.br e Companhia das Letras acabam de lançar a iniciativa “Assista a Esse Livro”. Na prática, os clássicos da literatura brasileira serão disponibilizados em eBook e certos trechos terão links que direcionam o leitor para vídeos de séries e novelas da Globo que reproduzem a cena. Os livros digitais estão disponíveis na Loja Kindle, na Amazon.com.br. Para assistir aos vídeos, o dispositivo do usuário deve estar conectado à internet.

“Assista a Esse Livro” é uma experiência de leitura única, que une obras literárias e produções televisivas. Clicando no ícone “Play”, leitores poderão assistir às cenas correspondentes da produção para a TV enquanto estão conectados à internet. Todas os vídeos selecionados estão reunidos em uma lista ao final de cada eBook

Cada livro digital contém links de vídeos com duração de até 1 minuto. “Dois Irmãos”, por exemplo, tem 19 cenas da minissérie transmitida este ano pela Globo, com renomados atores como Cauã Reymond, Antônio Fagundes e Eliane Giardini. O livro foi escrito por Milton Hatoum e sai por R$ 19,90 na loja da Amazon.com.br.

Outros títulos que já estão disponíveis na sessão “Assista a Esse Livro” são: “Gabriela Cravo e Canela” (R$ 20,50), escrito por Jorge Amado e transformado em série por Walcyr Carrasco, “As Relações Perigosas” (R$ 16,90), de Choderlos de Laclos e adaptado por Manoela Dias, e “O Canto da Sereia” (R$ 27,90), escrito por Nelson Motta e transformado em série por George Moura e Patrícia Andrade.

Os eBooks do “Assista a Esse Livro” podem ser lidos em smartphones, tablets e computadores usando o aplicativo de leitura gratuito Kindle, disponível para Android e iOS. Para mais informações sobre a iniciativa, clique aqui.

Companhia das Letras publicará livros de Barack e Michelle Obama no Brasil

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Michelle e Barack Obama Foto: Reprodução/Internet

Michelle e Barack Obama
Foto: Reprodução/Internet

 

No fim de fevereiro, o casal assinou um acordo editorial de valor recorde com a Penguin Random House, que prevê um livro de cada um.

Publicado na Folha de Pernambuco

O Grupo Companhia das Letras confirmou que irá publicar no Brasil os livros do ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama e sua mulher, Michelle. No fim de fevereiro, o casal assinou um acordo editorial de valor recorde com a Penguin Random House, que prevê um livro de cada um.

Os livros já tem lançamento previsto no Reino Unido, na Austrália, na Índia, na Irlanda, na Nova Zelândia e na África do Sul. Além dessas edições em inglês, as obras do casal também serão traduzidas para o espanhol, o português e o catalão -além do Brasil, Espanha, Chile, Argentina, México, Peru, Uruguai e Portugal já preveem a publicação.

Apesar de os detalhes do acordo do casal não terem sido revelados pela editora Penguin, o jornal “Financial Times” indicou que a oferta para garantir os direitos sobre os livros ultrapassou os US$ 65 milhões.

Se esse valor for confirmado, será um dos contratos mais lucrativos da história. O antecessor de Barack Obama na Casa Branca, George W. Bush, recebeu cerca de US$ 10 milhões por suas memórias, segundo vários veículos. Antes dele, o ex-presidente Bill Clinton levou US$ 15 milhões pela autobiografia “Minha vida”.

Biografia de Clarice Lispector, de Benjamin Moser, ganha nova edição com caderno de fotos

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Publicado no Leituras da Bel

A biografia Clarice, (Clarice vírgula), escrita pelo norte-americano Benjamin Moser, vai ganhar uma nova edição com caderno de fotos inéditas. Sucesso editorial, o livro foi lançado inicialmente pela extinta Cosac Naify, em 2009. Após o fim da editora, a Companhia das Letras adquiriu os direitos de publicação no Brasil. A nova edição, chamada agora de Clarice-Uma biografia, já está em pré-venda e deve chegar às livrarias no dia 1º de março, quarta-feira. O livro também traz posfácio inédito de Michael Wood.

“Se hoje a autora é uma figura mítica das letras brasileiras — bela, misteriosa e brilhante —, sua vida foi recheada de percalços que a tornam mais complexa do que mostra a imagem oficial. Ao empreender uma síntese inédita entre vida e obra de uma autora clássica, @benjaminfmoser deu uma contribuição de extrema importância para a cultura brasileira”, divulgou a Companhia das Letras no Instagram (@companhiadasletras).

Desde que a crítica estrangeira se rendeu à produção de Clarice Lispector, os jovens leitores encaram uma pergunta: quem é a escritora de linguagem cotidiana e desafiante ao mesmo tempo? Nascida na Ucrânia, ela chegou ao Brasil ainda criança com os pais e as duas irmãs. Passou por Maceió e Recife até tornar-se uma carioca do Leme.

E de 1944 até 1977, anos do primeiro e do último livro publicados em vida, desafiou as pilastras da literatura nacional – encantando o público e dividindo as opiniões dos ensaístas. Mas não é de agora o interesse pelo legado da autora. Por aqui despontam, anualmente, centenas de pesquisas acadêmicas acerca de seus romances, contos e crônicas. E a presença dos livros clariceanos no portfólio de editoras garantiu o alcance fácil para as novas gerações.

Veja a capa da nova edição:

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Uma nova editora literária vem por aí

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Mauricio Meireles, Folha de S.Paulo

Título original: Editores deixam Companhia das Letras para abrir nova casa

392202-400x600-1Uma nova editora literária vem por aí. Os editores Flávio Moura e André Conti anunciaram, na tarde desta terça-feira (24), que estão deixando seu posto na Companhia das Letras para abrir uma nova casa. Como sócios, fazem parte Leandro Sarmatz, que já havia deixado a casa ano passado, Marcelo Levy, ex-diretor comercial da empresa, e a agente literária Ana Paula Hisayama, que deixa a Agência Riff.

Eles ainda não revelam o nome da nova editora nem o autores que pretendem lançar, mas afirmam que há um grupo de investidores envolvido no projeto.

“Não será uma Companhia das Letras, obviamente, mas também não será uma pequena editora independente. É uma casa para concorrer com as editoras literárias”, afirma Conti, ressaltando que está fazendo “uma transição alegre” na saída da Companhia.

Em nota, o presidente do Grupo Companhia das Letras, Luiz Schwarcz, diz ter recebido a saída de Moura e Conti com um “misto de tristeza e alegria”, destacando também o trabalho que Hisayama, Levy e Sarmatz tiveram na empresa.

“Uma das principais tarefas do publisher é a de ajudar a formar editores e profissionais do livro. Ao ver os jovens editores que agora nos deixam ter a coragem de iniciar um empreendimento editorial no Brasil, fico orgulhoso e esperançoso. Torço para que os anos de aprendizado na Companhia das Letras sejam úteis para a nova editora e desejo a ela muito sucesso”, disse Schwarcz.

Desde que a multinacional Penguin comprou 45% de participação na Companhia das Letras, em 2011, editores historicamente ligados à empresa têm deixado a casa. Além de Moura e Conti, já haviam saído, nos últimos anos, nomes como Marta Garcia e Maria Emília Bender.

Questionado, Conti diz que a saída não tem a ver com as mudanças na editora desde que passou a fazer parte de um grupo internacional.

“Não tem a ver. Claro que, quando essas mudanças foram ocorrendo, todo funcionário fica apreensivo. Mas o selo Companhia das Letras é muito protegido, é a menina dos olhos. Achamos que tinha um espaço [para uma editora literária], pintou um grupo de investidores que embarcou no projeto. Se não fosse isso… Minha vida é a Companhia”, diz o editor.

Ele acrescenta ainda que não está levando autores nem funcionários da antiga casa consigo. “Não é uma saída hostil nem agressiva. De que adiantaria eu pegar autores que a Companhia criou e me escorar no sucesso deles?”, afirma.

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