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Posts tagged Companhia das Letras

O piloto e o pequeno príncipe

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Douglas, no Cafeína Literária

O piloto e o pequeno príncipe – A vida de Antoine de Saint-Exupéry
Peter Sís

Mundialmente conhecido como o autor de O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry foi piloto de profissão. Ele nasceu na França, em 1900, justamente na época em que foram inventados os aviões, e foi uma das primeiras pessoas no mundo a entregar correspondências via aérea.
Nesta biografia escrita e ilustrada por Peter Sís, os leitores vão descobrir como Antoine ajudou a criar novas rotas para lugares distantes, os acidentes que sofreu e as suas reflexões enquanto estava nos céus – que depois o inspiraram a escrever sobre suas experiências -, além de muitas outras histórias dessa figura tão apaixonante.
(fonte: companhiadasletras.com.br)

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Correr, de Drauzio Varella

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Cristine, no Cafeína Literária

Correr
Drauzio Varella

Drauzio Varella é médico oncologista, autor de best-sellers, voluntário na penitenciária feminina de São Paulo e pesquisador, tendo se tornado célebre por suas intervenções na TV e na mídia impressa. Mas consegue há mais de vinte anos, conciliar esse atribulado dia a dia com a prática regular de exercício físico.
Para Drauzio, correr não é apenas um hobby: é o que lhe dá o equilíbrio, a força e a serenidade necessária para enfrentar os desafios da vida.
(fonte: quarta capa do livro)

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Companhia das Letras compra editora Objetiva

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Editoras são as que mais vendem no país

Editoras são as que mais vendem no país

Os grupos se uniram após décadas disputando leitores em todo o Brasil.

Tadeu Goulart, no Blasting News Brasil

Parece que um dos maiores grupos editoriais do país está conquistando a posição que tanto desejava há alguns anos. Com autores consagrados em seu casting como: Raphael Montes, Laurentino Gomes e Jô Soares, a Companhia das Letras comprou na última quarta-feira (1) 55% das ações da Editora Objetiva. Quem detinha do total da editora era a Penguim Random House, que hoje está apenas com 45% de participação no grande grupo formado agora pela Companhia e Objetiva.

Com a mudança, a Companhia leva 19 opções de selos, com uma média de 45 títulos lançados mensalmente e 5 mil títulos no catálogo. Juntas, as duas editoras foram as que mais venderam no ano passado: 7,5 milhões de exemplares e 59 títulos dos mais vendidos, segundo o site Publish News.

Um dos fenômenos de público e venda, a Companhia das Letras pertence a dois sócios: a Editora Schwarcz e a Penguim Random House. A Penguim é conhecida por ser o maior mundo editoral do mundo, onde foi publicado na Inglaterra a primeira edição de Harry Potter, ainda nos anos 1990. Dessa forma, quem passa a deter o controle da Objetiva é a Editora Schwarcz. Assim formou-se o grande Grupo Companhia das Letras. O presidente da organização, Luiz Schwarcz, disse ao jornal ‘O Globo’ que a aquisição faz parte de uma “solução de gestão”. Schwarcz disse: “Podemos investir numa distribuição mais eficiente. Podemos ter promotores regionais escolares fortes, abrir escritórios de distribuição pelo país. Como você faria isso com empresas de controle acionário separado? Como você faz isso com uma editora que era 100% do seu sócio?”, disse ele.

Com a mudança, a competição entre as duas casas irá cessar. Os leitores provavelmente não sentirão transformações visíveis na forma das editoras se comunicarem com eles, já que ambas não usavam estratégias de “marketing de guerrilha” para vender livros. Também não foi levantada a possibilidade de mudança de endereços ou demissões de funcionários das duas casas para “enxugar” o quadro.

“Estamos adotando na Objetiva a gestão participativa que já adotávamos na Companhia das Letras. É a forma de cobrir a saída de uma pessoa como o Roberto Feith do dia a dia da editora”, conclui Schwarcz.

Resenha: Coração de Tinta

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Marcos Tavares, no Psychobooks

Sempre tive curiosidade em ler a trilogia Mundo de Tinta por sempre ler resenhas muito positivas sobre os livros. Finalmente tomei coragem e comecei, mas será que ela é mesmo isso tudo o que dizem?

coracao-de-tinta

Coração de Tinta

Cornelia Funke

Tradutor: Sonali Bertuol
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 455
ISBN: 9788535907728
Publicação: 2006

Sinopse:

Há muito tempo Mo decidiu nunca mais ler um livro em voz alta. Sua filha Meggie é uma devoradora de histórias, mas apesar da insistência não consegue fazer com que o pai leia para ela na cama. Meggie jamais entendeu o motivo dessa recusa, até que um excêntrico visitante noturno finalmente vem revelar o segredo que explica a proibição.
É que Mo tem uma habilidade estranha e incontrolável: quando lê um texto em voz alta, as palavras tomam vida em sua boca, e coisas e seres da história surgem como que por mágica. Numa noite fatídica, quando Meggie ainda era um bebê, a língua encantada de Mo trouxe à vida alguns personagens de um livro chamado “Coração De Tinta”. Um deles é Capricórnio, vilão cruel e sem misericórdia, que não fez questão de voltar para dentro da história de onde tinha vindo e preferiu instalar-se numa aldeia abandonada. Desse lugar funesto, comanda uma gangue de brutamontes que espalham o terror pela região, praticando roubos e assassinatos. Capricórnio quer usar os poderes de Mo para trazer de “Coração De Tinta” um ser ainda mais terrível e sanguinário que ele próprio. Quando seus capangas finalmente seqüestram Mo, Meggie terá de enfrentar essas criaturas bizarras e sofridas, vindas de um mundo completamente diferente do seu.

Comentários

Enredo

Meggie é uma garota que adora livros. Seu pai, Mo, foi seu principal incentivador no mundo da leitura. Por ele ser encadernador de livros, ela cresceu rodeada deles, sempre ávida por novas histórias. Sua mãe desapareceu há alguns anos e todos acham que ela está morta. Até que numa noite chuvosa e fria, um homem desconhecido aparece na porta da casa da família. Ele se identifica como Dedo Empoeirado e afirma ser amigo de Mo. Suas roupas estão sujas e gastas e seu comportamento é bem esquisito. Porém, para o espanto de Meggie, ele não é um desconhecido para seu pai, pelo contrário, eles aparentam se conhecer de longa data.

Na manhã seguinte, Mo avisa a filha que precisará trabalhar na casa de uma senhora, Elinor, que adora livros mas que, para isso, ele precisará fazer uma longa viagem. Isso somado ao fato que ele carrega um misterioso livro, chamado Coração de Tinta, que Meggie nunca teve permissão de ler, a deixa extremamente intrigada. Há algo de misterioso e perigoso nesse livro, mas ela não sabe o que é nem qual a relação desse com todas as situações estranhas que aconteceram nos últimos tempos.

Quando chegam a casa, um palácio abarrotado de livros por todas as paredes, Meggie, Mo, Elinor e Dedo Empoeirado começarão uma aventura repleta de elementos fantásticos em busca da solução de um problema que perdura há anos. Conseguirão eles resolver esse impasse e retomar a paz em suas vidas?

Personagens

Meggie é uma ótima protagonista. Por ser uma leitora ávida, seu senso de curiosidade e dedução lógica são bem construídos e trabalhados na personagem ao longo de toda a trama. Em várias cenas, ela tem papel coringa na decisão de alguns conflitos. Corajosa e ágil, uma aventura digna das que já estava acostumada a ler nos livros, era tudo o que ela precisava viver.

Mo é muito misterioso. Mesmo sendo um pai amoroso e que tenta suprir a ausência da esposa, ele esconde muitos segredos de sua filha, não permitindo, por exemplo, que ela leia alguns de seus livros. Ele traz consigo um dom mágico que é responsável pela motivação de toda a trama principal.

Elinor é outro personagem que adorei ler. Sua construção é muito bem feita começando como a megera dos livros, incompreendida e carrasca, e passando para uma mulher corajosa e ousada em vários momentos. Sua bibliofilia foi um elemento muito interessante e pertinente na história.
Há outros personagens na trama dignos de nota, sobretudo os que se relacionam com Dedo Empoeirado, mas não posso citar na resenha sem dar spoiler do segredo principal da trama. No mais, percebe-se que a autora consegue construir personalidades díspares que se conectam ao longo da narrativa. Alguns núcleos foram bem desafiadores de serem escritos e percebe-se o trabalho que a escritora fez por sobre eles.

Um livro para quem ama livros

Definitivamente esse livro é para amantes de livros. A bibliofilia é a protagonista dessa história. Há uma forte exaltação à arte de transportar histórias para o papel e espalhá-las para as pessoas. Basicamente todas as etapas de um livro, da concepção da ideia original até a interpretação de cada leitor, encontra um referencial na história, seja por meio de um plot ou de um personagem. Durante a leitura eu fiquei o tempo todo me identificando com os personagens e com a situação em que eles vivem. Era algo que eu também gostaria de viver, passar pela mesma experiência.

No início de cada capítulo há citações de outros livros conhecidos, como Peter Pan, O Hobbit e A Ilha do Tesouro. A correlação desses quotes com o que viria no capítulo a seguir foi muito bem feita e clareava bastante para o leitor o que ele encontraria adiante na leitura.

Considerações

O livro foi adaptado para o cinema, mas ainda não tive a oportunidade de assistir ao filme. Adorei a leitura, embora em alguns momentos achei a narrativa da Funke um pouco lenta e algumas passagens um pouco demoradas para serem finalizadas. Em virtude disso o livro não recebeu cinco estrelas. Mas é uma leitura agradável, que pega o leitor pela identificação com o enredo. Estou ansiosíssimo para ler a continuação.

Alguns livros devem ser degustados, outros são devorados. Apenas poucos são mastigados e digeridos totalmente.

Página 16
Acredite, os livros são como pega-moscas. Não existe nada melhor para grudar lembranças do que páginas impressas.
Página 22
(…) Toda a casa dela está atulhada de livros. Ela os prefere à companhia de seres humanos.
Página 114

4 Estrelas

“Put Some Farofa”

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[Resenha Companhia Das Letras] “Put Some Farofa” – Gregório Duvivier

Emanual, no Livros e Citações

duvivierAutor: Gregório Duvivier
Editora: Companhia das Letras
Páginas:
208
Classificação:
3/5 estrelas

Gregório Duvivier é um dos nomes mais comentados tanto na mídia por seus trabalhos no canal Porta dos Fundos como no mercado editorial com a publicação de suas crônicas na Folha de São Paulo. Segundo o autor, Put Some Farofa ganhou esse título devido a uma de suas crônicas que cria uma conversa imaginária entre um brasileiro com um gringo visitando o Brasil durante a copa, e rapidamente se tornou um viral de internet.

Abrir mão do direito de ser detestável: nada mais adorável.

Mas em um vídeo com o autor, ele também diz que o título não veio somente desta crônica, mas que justamente essa mistura gostosa de vários textos em um só livro , como crônicas, esquetes, roteiros e monólogos, também tem grande peso na escolha do título. Ou seja, não espere uma história linear com começo, meio e fim.

Para quem nunca ouviu falar do Gregório ou caso ainda — de alguma maneira muito estranha — não tenha percebido que o autor é comediante, faz do humor sua profissão, aqui neste livro essa sua característica toma força e, não importa qual o tipo do texto, o humor está sempre presente. Seu estilo humorístico não precisa piada escancarada uma piada para fazer o leitor rir, mas aquilo que está subentendido entre as palavras é o que realmente te diverte.
Outro ponto bastante importante é que o autor usa do sarcasmo para mostrar situações cotidianas e como muitas vezes somos hipócritas, então ele reverte a situação e nos mostra como nossas ações beiram a algo estúpido. Então, usando do humor, o autor nos leva a reflexão com seus textos, algo que gosto e admiro.

Acontece que o grande-amor-da-vida dele não era o grande-amor-da-vida dela, e ela nem acreditava nessa história de amor-da-vida nem em filmes de amor.

O que pode incomodar é esperar desse livro algo politicamente correto, porque ele não é. O autor é ateu e não assume lados políticos, então tudo está na mira do seu humor — que muitas vezes se torna negro. Então há sim a possibilidade de achar alguns textos ofensivos caso a crítica mire exatamente naquilo que você acredita. Então só posso indicar que você leia de mente aberta e apenas aproveite os textos e relaxe, dê risadas!

Em contrapartida, há os roteiros, que mais uma vez me ganharam — assistia o Porta dos Fundos e alguns desses roteiros eu já havia visto por lá, mas alguns eram inéditos –, e fui levado a situações inusitadas e fora do comum, mas que ainda assim me identifiquei, e para colocar a cereja no bolo a escrita do autor é marcante, leve e até um tanto lírica. Com seu senso de humor nas entrelinhas ou piadas descaradamente ácidas, Gregório Duvivier ganha o público pelas risadas, mas ainda surpreende com esse novo livro e dar um passo a frente e usar o humor como ferramenta para algo maior. Put Some Farofa pode até ser um livro para se fazer rir, mas também para se pensar.

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