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Posts tagged Companhia das Letras

Nova namorada de Gregorio Duvivier editou o livro dele

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Sofia Mariutti e Gregório Duvivier (Fotos: Reprodução FaceBook)

Sofia Mariutti e Gregório Duvivier (Fotos: Reprodução FaceBook)

Publicado no Glamurama

Ah, o amor… Apesar de manter o assunto em total discrição, Gregório Duvivier está de namorada nova e Glamurama sabe quem é. Trata-se de Sofia Mariutti, filha de Mai Carvalho e do artista Marco Mariutti. Ela, por sinal, trabalha na Companhia das Letras, que publica os livros de Gregório – o último dele, “Put Some Farofa”, foi editado por Sofia.

Lembrando que Gregório se separou de Clarice Falcão no mês passado, depois de 5 anos juntos. No vídeo abaixo, publicado em fevereiro, já vemos Gregório interagindo com Sofia em um esquete sobre um assessor de imprensa equivocado que pretende levar Paulo Leminski para divulgar seu livro “Vida” em programas de TV como o de Luciana Gimemez.

Clássico de mil páginas, ‘Graça Infinita’ ganha primeira edição no Brasil

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Clássico de mil páginas, 'Graça Infinita' ganha primeira edição no Brasil

Raquel Cozer, na Folha de S.Paulo

A edição bela e estranha não traz nem o título na capa, que no entanto é ilustrada com uma pista fundamental do conteúdo: uma caveira com olhos de rolo de filme.

Gravados em branco nas laterais abóbora das páginas, os nomes da obra e do autor ajudam a explicar o porquê do visual enigmático.

Clássico de mil páginas, 'Graça Infinita' ganha primeira edição no BrasilTrata-se de “Graça Infinita”, cultuado romance de mais de mil páginas que o norte-americano David Foster Wallace lançou em 1996, 12 anos antes de se suicidar, aos 46, e que apenas agora, quase duas décadas depois, ganha tradução no país, pela Companhia das Letras.

É um livro todo estranho e superlativo, a começar pela trama, que tem como elemento central um filme, também chamado “Graça Infinita”, que é tão, mas tão, mas tão divertido que os espectadores, incapazes de desviar a atenção, veem até morrer.

Marco de uma ficção pós-moderna que tem como expoentes Don DeLillo e Thomas Pynchon, apontado pela revista americana “Time” como um dos cem melhores livros em inglês dos últimos 90 anos, “Graça Infinita” é tão difícil de definir quanto de atravessar de cabo a rabo.

Embora seja mais acessível que um “Ulysses”, de James Joyce, já que DFW alternava momentos de extremo virtuosismo com outros nada ambiciosos, puramente divertidos, “Graça Infinita” exige concentração para que o leitor se situe em suas dezenas de tramas, pontuadas por notas explicativas que ocupam cerca de 130 páginas ao final.

Não à toa, o trabalho de tradução ficou a cargo de Caetano W. Galindo, que verteu a obra-prima de Joyce e vê similaridades nos romances.

“Em termos de pretensão’, de vontade de abarcar uma fatia muito grande da vida, e em termos dessa falta de pudor, de usar todo e qualquer artefato do arsenal do romancista para atingir esses fins, são livros parecidos”, diz.

Como Galindo já tinha lido a obra duas vezes, precisou de pouco mais de um ano para o trabalho, o que faz dele o recordista mundial em tempo de tradução de “Graça Infinita” –o tradutor alemão precisou de quase seis anos; em outros países, a tarefa foi dividida entre especialistas.

GRAÇA INFINITA
AUTOR David Foster Wallace
TRADUÇÃO Caetano Waldrigues Galindo
EDITORA Companhia das Letras
QUANTO R$ 111,90 (1.144 págs.)
AVALIAÇÃO bom

Resenha: A Festa da Insignificância

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Patricia Aguiar, no Psychobooks

Oi, pessoas!
Hoje trago a resenha de A Festa da Insignificância, de Milan Kundera, autor de escrita imperdível!

a festa da insignificancia

A Festa da Insignificância

Milan Kundera

Tradutor: Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca
Editora: Cia das Letras
Páginas: 136
ISBN: 9788535924664
Publicação: 07/2014
logo da companhia
[Leia um trecho]

Sinopse:

A Festa da Insignificânciafoi aclamado pela crítica e despertou enorme interesse dos leitores na França e na Itália, onde logo figurava em todas as listas de best-sellers.
Lembrando A Grande Beleza, filme de Paolo Sorrentino acolhido com entusiasmo pelo público brasileiro no mesmo ano, o romance de Milan Kundera coloca em cena quatro amigos parisienses que vivem numa deriva inócua, característica de uma existência contemporânea esvaziada de sentido. Eles passeiam pelos jardins de Luxemburgo, se encontram numa festa sinistra, constatam que as novas gerações já se esqueceram de quem era Stálin, perguntam-se o que está por trás de uma sociedade que, em vez dos seios ou das pernas, coloca o umbigo no centro do erotismo.
Na forma de uma fuga com variações sobre um mesmo tema, Kundera transita com naturalidade entre a Paris de hoje em dia e a União Soviética de outrora, propondo um paralelo entre essas duas épocas. Assim o romance tematiza o pior da civilização e lança luz sobre os problemas mais sérios com muito bom humor e ironia, abraçando a insignificância da existência humana.

Comentários

Conheci Milan Kundera através de Risíveis Amores, livro de contos que me foi indicado por uma colega de trabalho, e me apaixonei pela escrita do autor. Pouco tempo depois resolvi ler sua obra mais famosa, A Insustentável Leveza do Ser, que não me cativou tanto assim. Dei mais uma chance com A Festa da Insignificância e… cheguei à conclusão de que prefiro os contos mesmo.
Nesse livro não temos uma linha narrativa, mas sim acompanhamos algumas situações cotidianas da vida de 5 amigos que vivem na França – Alain, Ramon, D’Ardelo, Charles e Calibã. Milan Kundera aborda como ninguém essas situações aparentemente banais, mas que trazem consigo, escondidos, aspectos muito interessantes no que se refere às relações humanas, à falsidade, ao humor, tratando tudo de forma muito leve – e que, no entanto, deixa aquele gostinho amargo no fundo da garganta quando paramos para analisar e ver além da aparente insignificância dessas situações.
É esse aspecto da obra de Kundera que me atrai: a forma com que ele lida com questões existenciais com tranquilidade, à primeira vista. A escrita dele é uma delícia e incrivelmente fluida, e de repente, em certo ponto da leitura, começamos a ficar desconfortáveis, sem saber muito bem por quê. A partir daí a obra exige mais do leitor e o convida a mergulhar nesse desconforto para descobrir sua causa. Ao fecharmos o livro é impossível não perguntarmos “então, afinal, qual é o sentido de tudo que vivemos?”.
Apesar de adorar o estilo de escrita do autor e os temas que ele aborda, o formato romance não me “pega” tanto quanto o de contos – o que é muito raro, pois não tenho por costume ler contos. Independentemente disso, seja qual for a forma de narrativa que você escolha, eu recomendo fortemente que conheça algo do autor – mesmo não gostando tanto assim dos romances, eu com certeza sairia perdendo se não tivesse os lido.

Nós compreendemos há muito tempo que não era mais possível mudar este mundo, nem remodelá-lo, nem impedir sua infeliz trajetória para a frente. Havia uma única resistência possível: não levá-lo a sério.
Página 88

3 estrelas e meia

Amigo secreto para todos os gostos

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Lista de mais vendidos dessa semana tem quinze estreantes

Cassia Carrenho, no PublishNews

Como já aconteceu na semana passada, os lançamentos vão enchendo a lista dos mais vendidos (e o saco do Papai Noel). Nessa semana foram quinze novos livros. Entre eles, alguns muito aguardados.

O irmão alemão (Companhia das Letras), o tão esperado livro do Chico Buarque, vendeu 2.119 exemplares e ficou em quarto lugar na lista de ficção. Galera Record colocou dois títulos em ficção, As crônicas de Bane e Assassin´s Creed – Unity. A Rocco também colaborou com O bicho-da-seda, de Robert Galbraith, o lado B de J.K Rowling. Em não ficção, Vale tudo – Tim Maia (Objetiva) aumentou a lista das novidades. Opção para todos os gostos dos amigos secretos de fim de ano!

O maior destaque foi Geração de valor (Sextante), que assumiu o primeiro lugar na lista de negócios. Por sinal, dos 16 livros da editora Sextante na lista dessa semana, dez estão na lista de negócios.

No ranking das editoras, Sextante manteve o primeiro lugar, com 16, Intrínseca, 11 e Companhia das Letras, 10. Juntando os números da Companhia das Letras e da editora Objetiva, o grupo Companhia-Objetiva* tem 17 títulos e fica em primeiro lugar no ranking das editoras. Por sinal, a primeira promessa de 2015 é a certeza de uma briga boa pelo primeiro lugar no ranking.

*PS: em março de 2014 foi anunciado que a Penguin Random House havia firmado acordo com o grupo editorial espanhol Santillana para adquirir todos os seus selos de interesse geral do mundo. Pelo acordo, a nova empresa Penguin Random House Brasil, que possui participação acionária na Companhia das Letras, adquire a totalidade do controle da Editora Objetiva, incluindo os selos Objetiva, Alfaguara, Suma e Fontanar.

Como a lista dos mais vendidos trabalha com estatísticas, só poderemos fazer a junção dos selos do novo grupo Companhia–Objetiva na virada para o ano de 2015. Porém, já começaremos a publicar na nota sua classificação no ranking das editoras

Irmão que nunca conheceu inspira novo livro de Chico

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Filho que Sergio Buarque de Holanda teve na Europa dá título ao romance
Compositor pesquisou paradeiro de parente para escrever ‘O Irmão Alemão’, que chega às livrarias no dia 14

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Publicado na Folha de S.Paulo

O conteúdo do novo romance de Chico Buarque, “O Irmão Alemão”, será conhecido só no dia 14, mas pelo menos o título da obra é inspirado numa obsessão que acompanha o autor há quase 50 anos: a história de seu meio-irmão Sérgio Georg Ernst, a quem nunca conheceu.

Foi na segunda metade dos anos 1960 que o compositor descobriu a existência do irmão, filho de seu pai, o historiador Sergio Buarque de Holanda (1902-1982), com Anne Margerithe Ernst, sua namorada quando viveu em Berlim, no final dos anos 1920.

Sérgio Georg Ernst nasceu por volta de 1930, seis anos antes de Sergio Buarque de Holanda se casar, já no Brasil, com Maria Amélia de Carvalho Cesário Alvim, mãe de Chico e de seus seis irmãos.

Quem revelou a Chico a existência do irmão foi o poeta Manuel Bandeira (1886-1968), amigo do historiador, durante visita de Chico, Tom e Vinicius à sua casa.

“No meio de algumas lembranças ele mencionou ‘aquele filho alemão’. Eu perguntei: ‘Que filho?’. Eu não sabia que meu pai tinha tido um filho na Alemanha”, contou Chico em 1994 à Folha.

“Fiquei muito chocado e, quando pude ir a São Paulo, perguntei ao meu pai. No começo ele não quis falar, mas depois abriu o jogo”, disse.

A única vez que Sergio Buarque de Holanda teve notícias do filho foi na Segunda Guerra: a ex-namorada escreveu pedindo documentos que provassem que o menino não tinha ascendência judaica.

Chico e seus irmãos sempre tentaram encontrar o meio-irmão, sem sucesso. A hipótese mais forte é que ele tenha morrido na guerra.

“Sempre que ia à Alemanha, Chico olhava curioso para os rostos dos homens para ver se reconhecia em alguém os traços dos Buarque de Holanda”, lembra Regina Zappa, biógrafa do compositor.

É provável que Chico tenha aprofundado a pesquisa para escrever “O Irmão Alemão”. “Cada vez que alguém ia para a Alemanha, chegava com alguma pista ou história. Mas quem descobriu mesmo foi o Chico”, afirma a irmã Miúcha, que diz não saber “o quanto é ficção e o quanto é realidade” nessa descoberta.

Isso pode ter sido mais relevante para o autor do que para o romance –que, afinal, trata-se mesmo de uma ficção.

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