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Biblioteca oferece aula de pole dance para atrair frequentadores na Escócia

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Publicado no UOL

O governo da província escocesa de Midlothian está tentando aumentar a taxa de frequência das bibliotecas da região de uma forma bem inusitada – oferecendo aulas gratuitas de pole dance. A sessão está marcada para o dia 2 de fevereiro, na biblioteca de Dalkeith, perto de Edimburgo, capital do país.

Outras atividades da rede de bibliotecas incluem partidas de pingue-pongue nas quais os livros serão usados como raquetes.

Todas as ações serão realizadas no próximo dia 2, em uma jornada que ficou conhecida como “Love Your Library Day” (Dia do Ame a Sua Biblioteca, em tradução livre).

“O Love Your Library Day é uma oportunidade maravilhosa para que todos celebrem o imenso papel importante das bibliotecas no seio da nossa comunidade”, afirmou Bob Constate, um dos integrantes do governo.

“As sessões de pole dance são um caminho divertido e interessante para encorajar as pessoas a entrar em nossas bibliotecas, a testar nossos serviços e a pegar mais livros emprestados.”

As aulas são oferecidas apenas a pessoas acima dos 16 anos.

Outras bibliotecas vão oferecer aulas de danças típicas da Escócia, sessões de massagem e um desafio Xbox para crianças e pais.

Cantores e músicos locais também realizarão performances, enquanto haverá cursos de escrita de romance para aqueles que querem ser escritores.

Parada do Livro

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Helena Aranha e Helena Nabuco, no Catarse

O Parada do Livro é uma iniciativa de incentivo à leitura, que consistirá na instalação de 10 estantes de livros em pontos de ônibus, na cidade de São Paulo.

No Brasil, como um todo, a leitura é uma atividade pouco desenvolvida, principalmente quando comparada aos seus vizinhos sul-americanos, ou outros países estrangeiros. De fato, apenas 50% dos brasileiros podem ser considerados leitores (ou seja, leram pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses, segundo a definição do Instituto Pró-Livro), enquanto que, no Chile, este percentual é de 80%, por exemplo. Além disso, o principal motivo apontado para afastar o brasileiro da leitura, é a falta de tempo e o desinteresse em ler. No país, esta atividade está fortemente associada aos estudos, o que faz com que as pessoas abandonem a leitura, juntamente dos livros da escola/faculdade.

Para ajudar a reverter este quadro, o Parada do Livro foi criado, procurando abordar esta problemática de maneira diferenciada e inovadora, entregando os livros diretamente nas mãos dos paulistanos, em um local que passam todos os dias: os pontos de ônibus. Como o paulistano médio gasta cerca de 2h30 por dia no trânsito, o acesso gratuito aos livros nos pontos de ônibus será uma maneira de despertar o interesse e a paixão que todos nós podemos ter pela leitura. Com isso, pretendemos não só melhorar o acesso à informação e ao conhecimento, quanto também cultivar valores de compartilhamento em espaços públicos, pois as estantes pertencerão à comunidade. De quebra, ainda queremos diminuir o tédio e o estresse do trânsito, com o entretenimento que a leitura pode fornecer.

A dinâmica das estantes de livros será: o indivíduo pode pegar o livro que estiver interessado gratuitamente, levar para casa e devolvê-lo quando terminar de ler. Será incentivada, também, a doação de livros, para que a estante tenha a rotatividade necessária de volumes a serem emprestados.

Pela sua natureza colaborativa, optamos pelo Catarse para arrecadarmos os fundos necessários para a realização do Parada do Livro: esta idéia surgiu quando descobrimos um concurso na nossa faculdade, chamado CATARSE NA ESPM. Este iria selecionar um projeto de um aluno, para ganhar uma assessoria completa para uma campanha de crowdfunding. Achamos que o concurso tinha tudo a ver com a nossa idéia, nos inscrevemos e ganhamos! E agora estamos aqui, para continuar essa história com vocês.

Com sua ajuda, poderemos tornar esta iniciativa uma realidade, até julho de 2013. A quantia necessária para fazer o Parada do Livro acontecer é de 5600 reais, que pretendemos arrecadar em 1 mês. Este valor é solicitado para cobrir gastos referentes apenas ao projeto: a construção das 10 estantes, seu transporte e manutenção, além dos gastos relacionados à divulgação do projeto – como cartazes, encartes e folhetos, que serão feitos pelas próprias curadoras da proposta. Porém, como em todos os projetos do Catarse, se o valor necessário não for atingido, o dinheiro doado será devolvido aos colaboradores e o Parada do Livro não acontecerá.

Sendo assim, convido você a colaborar com esta iniciativa!

‘E-books são primeiro passo de uma grande revolução’

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(Thinkstock)

Publicado originalmente na Veja.com

Garret Kiely comanda a maior editora universitária dos Estados Unidos, a da Universidade de Chicago, que publica em média 300 títulos por ano, edita 60 periódicos especializados e emprega 250 pessoas. À frente de seus concorrentes, Kiely aceitou prontamente o desafio de incorporar aos negócios os avanços tecnológicos dos últimos anos. Praticamente todos os lançamentos da editora podem ser adquiridos no formato tradicional, o papel, ou no digital, o e-book. Além disso, a comunidade da editora nas redes sociais é fiel e ativa. “Hoje, esse é o meio mais eficaz de alcançar nossos consumidores”, diz Kiely. Ele compara a atual mudança à revolução protagonizada pelos tipos móveis de Gutenberg, que no século XV permitiram que os livros fossem produzidos em larga escala, ampliando o acesso de homens e mulheres à cultura escrita. “O desenvolvimento dos e-books é apenas o primeiro passo desse processo. O público consumidor está sedento por novas formas de descobrir e empregar conhecimento.” Nesta semana, Kiely visita o Brasil pela primeira vez. Ele participa em São Paulo do Simpósio Internacional de Livros e Universidades, organizado pela Editora da Universidade de São Paulo (Edusp) para celebrar os 50 anos da instituição, a maior do gênero no país. Confira a entrevista que o americano concedeu ao site de VEJA:

A digitalização reduz os custos de produção dos livros, tornando-os mais acessíveis aos leitores. Isso também acontece com os livros das editoras universitárias? De certo modo, não. Diferentemente das outras editoras, as universitárias têm um foco muito claro na qualidade do material que é editado. Aqui em Chicago, por exemplo, todos os nossos livros são revisados pelo corpo docente da universidade. Esse tipo de investimento em qualidade custa muito caro e ele não ficará mais barato com as novas tecnologias porque, de certo modo, não dependente delas. De qualquer forma, nossa meta é oferecer preços que possam ampliar o acesso aos nossos livros.

Kiely: abraçado à tecnologia
PROSE Awards

De que forma, então, o livro digital e as novas tecnologias afetam a sua editora?Desde o surgimento das novas tecnologias, a Editora da Universidade de Chicago abraçou as inovações em todas as áreas do nosso trabalho. Por exemplo: quase todos os nossos novos livros estão disponíveis no formato digital. Apenas os livros que contêm muitas ilustrações ainda não estão na plataforma digital, mas já estamos trabalhando para que isso também seja possível. Todos os nossos periódicos já estão no formato digital e trabalhamos em parceria com uma livraria digital. Além disso, nossos perfis nas redes sociais (Twitter, Facebook e Tumblr) têm centenas de seguidores devotos. Acreditamos que esse é o meio mais eficaz de alcançar nossos consumidores.

Os tipos móveis de Gutenberg permitiram, no século XV, que um livro fosse reproduzido em larga escala, revolucionando o acesso à informação e ao conhecimento. É possível estabelecer um paralelo entre aquele evento e a popularização do livro digital hoje? Eu acredito que estamos perto de uma nova revolução. O desenvolvimento dos e-books é apenas o primeiro passo desse processo. O público consumidor está sedento por novas formas de descobrir e empregar conhecimento. Apesar de todas as recentes invenções e descobertas, ainda fazemos algumas coisas da mesma maneira que fazíamos há 500 anos. Nós, enquanto editoras, precisamos olhar além do livro e do periódico tradicional para que nosso produto tenha mais valor para os consumidores. Se não fizermos isso, outras empresas o farão e perderemos nosso público para a concorrência.

As universidades estão transformando sua maneira de ensinar com a ajuda da internet. Plataformas on-line permitem que estudantes de diversos países tenham acesso a aulas ministradas em Harvard ou Yale. Como essa mudança afeta as editoras universitárias? Concordo que existe uma grande mudança em curso. Essas plataformas são um desafio para a ideia tradicional de universidade que construímos ao longo dos anos. Apesar de ainda ser muito cedo para prever aonde essas mudanças nos levarão, é um bom momento para as editoras identificarem como elas podem usar toda a sua experiência para desenvolver e organizar conteúdos para esse novo meio. É onde temos que focar nossos esforços agora.

Os livros digitais e as publicações on-line incomodam autores pela facilidade com que esses conteúdos podem ser reproduzidos ou modificados. Como os autores acadêmicos têm reagido ao avanço dos meios digitais? Essa é uma questão interessante. Se, por um lado, a internet permitiu que periódicos e livros estivessem mais disponíveis do que nunca, por outro, os direitos autorais são muitas vezes desprezados. Andamos sob uma linha muito tênue porque queremos que nossos livros sejam mais e mais lidos, mas mantemos nossa patrulha para evitar abusos que o meio digital proporciona. Com o tempo, tanto as editoras como os leitores estarão mais educados sobre o que pode e o que não pode na internet. Mas, sem dúvida, vejo grandes desafios – e oportunidades – pela frente.

Com todas essas transformações acontecendo, o papel da editora universidade universitária se altera? As novas mídias permitem que o conhecimento produzido na universidade seja cada vez mais compartilhado e assim alcance mais e mais pessoas. Acredito que o papel das editoras universitárias seja fazer com que, de fato, o conhecimento chegue a essas pessoas.

O senhor trabalha há quase três décadas com a publicação de livros. O que o prende a essa profissão? Para mim, trabalhar em uma editora é mais que uma profissão. É a oportunidade de se conectar ao que está acontecendo no mundo. Eu gosto de pensar que, seja lá o que estiver se passando, nós sempre teremos um livro sobre isso ou veremos o acontecimento como uma oportunidade de publicar um novo livro. Especificamente sobre editoras universitárias, temos a chance de oferecer conhecimento e influenciar estudantes e pesquisadores de diferentes gerações. Isso é algo realmente extraordinário.

Dica do Jarbas Aragão

Ex-vedete brasileira lança livro na Noruega

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Jussara Calmon – ex-vedete lança livro na Noruega /Foto: Arquivo pessoal


Bruno Astuto, na Revista Época

Musa do extinto jornal O Pasquim, precursora dos seios de fora no Carnaval carioca e estrela do primeiro filme erótico nacional, Coisas Eróticas, que está completando 30 anos, Jussara Calmon está na Noruega para lançar a biografia Jussara Calmon – Muito Prazer, escrita por Fábio Fabrício Fabretti, em que narra os episódios de sua trepidante vida.

“Lancei para a comunidade latina em Aalesund (onde mora com o marido) e, no fim de novembro, vou levar o livro para uma cidade que se chama Mold. Em 2013, vamos fazer o lançamento em Oslo e Bergen com a ajuda da embaixada do Brasil daqui. O livro está tendo muita procura pelos brasileiros que moram aqui e os noruegueses estão bem curiosos”, diz Jussara à coluna.

“Já estou estudando propostas de editoras daqui que estão interessadas em traduzi-lo”, adianta a autora, que na publicação relata a violência do pai alcoólatra, os abusos do tio pedófilo, o trabalho como empregada doméstica e a vida nas ruas do Espírito Santo. Entre as passagens mais picantes, está o encontro com o ator americano Robert de Niro. “Ele ficou cinco dias atrás de mim até conseguir um encontro. Quando cheguei ao quarto, fui recebida por um rapaz brasileiro. De repente, Robert saiu de dentro do armário com uma toalha amarrada na cintura. Ele era um parque de diversões na cama”, conta.

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