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“Mamug koe ixo tig”, o inovador método de alfabetização indígena no Brasil

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Elisângela Dell-Armelina Suruí e crianças educadas com "Mamug koe ixo tig" (Foto: EFE)

Elisângela Dell-Armelina Suruí e crianças educadas com “Mamug koe ixo tig” (Foto: EFE)

Projeto rendeu o título de educadora do ano à professora Elisângela Dell-Armelina Suruí

Publicado na Época Negócios

Mamug koe ixo tig”, um inovador método de alfabetização que preserva a língua indígena em uma distante aldeia da Amazônia, se sobressaiu entre mais de 5 mil projetos de escolas do Brasil e rendeu o título de educadora do ano à professora Elisângela Dell-Armelina Suruí.

“O nome do meu projeto é ‘Mamug koe ixo tig’, que significa ‘A fala e a escrita das crianças’, para crianças do primeiro ao quinto ano do ensino básico”, contou à Agência Efe a professora, de 38 anos, vencedora em 2017 dos prêmios “Educadora Nota 10” e “Educadora do Ano”, ambos da Fundação Victor Civita.

Elisângela explicou que seu grupo de estudantes “são crianças que falam a língua materna paiter-suruí, então, chegavam à sala de aula falando a língua materna, mas se deparavam com livros e materiais em português. Então, juntos, para incentivar o uso da língua materna, construímos o material”.

A aldeia Nabecob Abalakiba, que pertence à tribo dos Suruí, fica na zona rural do município de Cacoal, a 525 quilômetros de Porto Velho, capital de Rondônia. Uma região de difícil acesso e um dos epicentros do conflito pela disputa de terras na Amazônia.

Elisângela não nasceu na aldeia nem tem raízes indígenas, mas decidiu radicar-se nesse lugar depois de participar em 2001 de um projeto voluntário e lá conhecer suas “duas paixões”: Naraimi Suruí, seu marido e filho do cacique Anine Suruí, e a docência.

Em 2012, a professora contrariou o método que é aplicado em muitas tribos brasileiras e apostou na valorização da língua autóctone materna, muitas vezes só utilizada pelos membros mais velhos das comunidades indígenas.

O projeto da pedagoga começou na escola de ensino primário Sertanista Francisco Meirelles, à qual todas as crianças da aldeia vão para frequentar a mesma sala de aula, independentemente do nível escolar, e se fundamentou no direito dos menores de estudar na língua paiter-suruí.

A professora observou temas do cotidiano da comunidade que serviram de inspiração para o material didático usado nas aulas e que agora é exemplo reconhecido em nível nacional para o ensino nas comunidades indígenas. Com esse reconhecimento, a pedagoga espera que seus livros sejam impressos de forma mais organizada e suas publicações sejam compartilhadas com outras aldeias do povo Suruí.

De acordo com a educadora, o método desenvolvido na aldeia “também pode ser realizado em outras comunidades tradicionais não indígenas, como as comunidades quilombolas”. Além de preservar a língua paiter-suruí, a educadora incluiu em seu material a linguagem de sinais pensando nas crianças com deficiência auditiva das aldeias Suruí.

Como vencedora do prêmio, Elisângela recebeu R$ 30 mil para compras em diferentes lojas e R$ 6 mil para a escola, que serão destinados à construção de um pequeno parque infantil e da iluminação para o campo de futebol da aldeia.

No momento em que recebeu o prêmio em São Paulo, a professora o dedicou em língua paiter-suruí aos 15 alunos da aldeia que contribuíram para a elaboração do projeto, que segundo ela pode abrir portas para uma enciclopédia em uma língua que, depois de séculos, só conseguiu elaborar sua forma escrita há dez anos.

Além do seu trabalho como docente, a professora e seu marido lideram o projeto de uma cooperativa própria de produção de alimentos, o que despertou o descontentamento dos madeireiros da região e aparentemente motivou atentado a tiros que o casal sofreu no último dia 30 de novembro, do qual saíram ilesos.

O governo de Rondônia apoia a iniciativa e espera que ela se estenda às 118 escolas indígenas do estado e passe a integrar o projeto “Açaí”, que forma os professores que trabalham nelas. Rondônia, segundo a Secretaria de Educação, tem 3.637 alunos indígenas matriculados e 332 professores, dos quais 240 são os próprios membros das tribos.

Comunidades indígenas da Bahia recebem bibliotecas rurais

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O Programa Arca das Letras, do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), levará o acesso a livros didáticos e de literatura às comunidades indígenas da Bahia nesta sexta-feira (12). A Aldeia Pambu, no município de Abaré, e a aldeia Missão Velha, em Curaçá, receberão a biblioteca rural.

O programa conta com apoio de organizações de moradores rurais, de parceiros governamentais, organizações não governamentais e de doações de livros / Albino Oliveira/MDA

O programa conta com apoio de organizações de moradores rurais, de parceiros governamentais, organizações não governamentais e de doações de livros / Albino Oliveira/MDA

Publicado por Portal Vermelho

Cerca de 450 famílias serão atendidas com o acervo de 200 livros para leitura infantil e adulta. “Estamos difundindo a leitura em ambiente familiar. E dessa forma o nosso principal objetivo é alcançar o campo com livros e leitura”, afirma a coordenadora nacional do Programa Arca das Letras, Dione Ferreira.

Criado em 2003 pelo MDA, o Arca das Letras leva bibliotecas rurais ao interior do país. Dois voluntários de cada comunidade são capacitados como agentes de leitura, que cuidam das bibliotecas e do empréstimo dos livros. O programa conta com apoio de organizações de moradores rurais, de parceiros governamentais, organizações não governamentais e de doações de livros. As publicações ficam em móveis-estante, no formato de arca.

Estudo mostra que jovens da Geração Y leem mais livros

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88% da geração Geração Y dos Estados Unidos leram pelo menos um livro no último ano, contra 79% dos mais velhos

Publicado por Universia

Fonte: Shutterstock Os jovens da Geração Y possuem hábitos de leitura similares aos das pessoas com mais de 30 anos

Fonte: Shutterstock
Os jovens da Geração Y possuem hábitos de leitura similares aos das pessoas com mais de 30 anos

Uma pesquisa realizada pelo Pew Research Center, um dos mais importantes institutos dos Estados Unidos, mostra que 88% dos norte-americanos entre 16 e 29 anos leram um livro no último ano, contra 79% daqueles mais velhos.

A pesquisa reúne informações de diversos anos de estudo sobre o papel das bibliotecas na vida norte-americana e o seu impacto nas comunidades com foco especial na Geração Y. Segundo a pesquisa, esse grupo possui hábitos de leitura similares aos das pessoas com mais de 30 anos, mas têm mais chance de terem lido um livro nos últimos 12 meses. Cerca de 43% afirmam ter lido um livro (em qualquer formato) diariamente, proporção similar a de adultos mais velhos.

O uso de internet entre eles é quase universal, 98%, e as redes sociais são usadas por 90%. Os aparelhos smartphones estão nos bolsos de 77%, e muitos também ainda carregam o tablet (38%) e o leitor de livro eletrônico (24%).

Além disso, 62% acreditam que muita informação útil não está on-line, o que significa um índice maior do que a opinião de 53% de americanos mais velhos. Até por terem tantos eletrônicos, 79% Geração Y dizem que pessoas sem acesso à internet estão em clara desvantagem.

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