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Professor de universidade federal deverá ser doutor

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Luci Ribeiro, no Estadão

O governo federal publicou nesta quarta-feira (15), no Diário Oficial da União, a Medida Provisória 614, que faz alterações em leis sobre o plano de carreira e remuneração do Magistério Federal. Um dos dispositivos da medida determina que o candidato a professor inscrito em concurso público para universidade federal deverá ter título de doutor.

A exigência poderá ser substituída no edital do concurso por título de mestre, especialista ou apenas graduação somente quando se tratar de localidade “com grave carência” de docentes com doutorado. A dispensa do título de doutor, no entanto, precisará ser aprovada por conselho superior da Instituição Federal de Ensino realizadora do concurso.

Pela medida, a Carreira de Magistério Superior é estruturada nas classes A, B, C, D e E, e respectivos níveis de vencimento. Na classe A, estão: professor-adjunto A, se for doutor; professor-assistente A, se mestre; ou professor-auxiliar, se graduado ou portador de título de especialista. A classe B inclui o professor-assistente; a classe C, o professor-adjunto; a classe D, o professor-associado; e a Classe E, o professor-titular. Já a Carreira de Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico será composta de cinco classes (1, 2, 3, 4 e Titular).

A MP ressalta que as alterações que traz nos requisitos de acesso a cargos públicos “não produzem efeitos” para os concursos cujo edital tenha sido publicado até 15 de maio de 2013, “ressalvada deliberação em contrário do Conselho Superior da Instituição Federal de Ensino”.

Fim de ano: hora de dar uma pausa na preparação para concursos?

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Para especialistas, não é o momento de relaxar nos estudos, principalmente aqueles que têm provas em janeiro e fevereiro

Publicado em O Globo

Muitos concursos de peso, como os da ANP, Ibama, INPI e CNJ, estão com provas agendadas para o mês de janeiro ou para a primeira semana de fevereiro. E, nesta reta final de preparação, muitos candidatos se perguntam se devem ou não dar uma parada e tirar uma ou duas semanas de folga, devido às festas de Natal e Ano Novo, ou se é melhor conciliar os estudos com os preparativos e comemorações.

É preciso ter muita calma e, segundo os especialistas, o melhor a fazer é não relaxar nos estudos por causa das festas de fim de ano. Para Paulo Estrella, diretor da Academia do Concurso, esse frisson de compras de Natal, programação de réveillon, e festas e mais festas, pode tirar o foco de muitos candidatos. Principalmente para aqueles que estão com prova marcada para janeiro ou início de fevereiro, diz Estrella, não é hora de parar, já que duas semanas pode colocar os concurseiros atrás de muitos concorrentes — que não vão parar de jeito nenhum.

— Talvez essa seja a hora que vai fazer a diferença na sua prova. Claro que uma pausa para a ceia de Natal e de Ano Novo com família é sempre bom, mas nada além disso. Deixe para curtir as próximas festas de fim de ano já com a aprovação confirmada, dinheiro no bolso e a estabilidade garantida. É só mais um pouquinho de sacrifício. Não é possível o candidato lutar o ano inteiro, ou quase isso, para desanimar na reta fina.

Leonardo Pereira, diretor do IOB Concursos, é mais enfático. A dica que dá para quem tem provas agendadas para janeiro ou fevereiro é a seguinte: parar, só no carnaval!

— É hora de tudo ou nada, final de campeonato, decisão de clássico! Certamente irá se sobressair quem não der moleza ao cérebro. Se parar para as festas, vai ser complicado retomar o ritmo. Se for para entrar o ano com pé direito, tem que ser estudando tudo o que for possível!

Outro detalhe notado por Paulo Estrella é que a chegada das férias da faculdade e, em muitos casos, do trabalho, em vez de trazer benefícios, como mais tempo para a pessoa estudar na reta final de muitos concursos, acaba provocando um abandono quase que total dos livros em muitos casos. O que, na opinião do professor, não pode acontecer de jeito nenhum:

— Estive conversando com alguns alunos sobre esse comportamento, que vem me alarmando muito. Alguns disseram estar cansados do ritmo alucinante que as aulas impõem, ao estudo estafante que pode já estar se arrastando há longos meses ou até anos, outros porque é preciso mesmo parar para a “máquina” não pifar. Concordo, mas só em parte. Aliás, uma parte bem pequena. Nesse caso, só para quem não tem prova marcada. Aí, sim, vale a pena parar para relaxar um pouco e para não causar danos à máquina.

Cortador de cana chega à final de Olimpíada de Língua Portuguesa contando sonho nordestino

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Na foto, Sineudo posa com a diretora de sua escola Adriana Telles, de Tamboara (PR)

Edgard Matsuki, no UOL

O cearense Sineudo dos Santos, 23, foi finalista da Olimpíada de Língua Portuguesa

Entre os 152 alunos que foram a Brasília participar da final da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, o cearense Sineudo dos Santos chama atenção por destoar do estereótipo de estudante premiado. Com 23 anos e no 3º ano do ensino médio, o cortador de cana conseguiu o feito de chegar à última etapa do concurso ao falar de um assunto que ele entende muito: o “sonho nordestino”.

Com a experiência de quem saiu da cidade cearense de Jardim para cortar cana em Tamboara (PR), Sineudo escreveu sobre as dificuldades e os benefícios que os migrantes do nordeste proporcionam às cidades do sul do país no artigo opinativo “O polêmico sonho nordestino em terra paranaense”.

No artigo, Sineudo fala sobre o sofrimento do povo nordestino e conta o “segredo” de conhecer tanto o assunto: “Sou nordestino e sinto na pele essa polêmica… Não fossem pelas dificuldades em sobreviver em uma terra tão castigada pela seca, não deixaríamos para trás quem tanto amamos para trabalhar em terras tão distantes”.

A classificação para a etapa final da Olimpíada de Língua Portuguesa chega no mesmo mês em que Sineudo completa o ensino médio. “Foi a coroação para tanta luta”, afirma. Caçula de uma família de sete irmãos, Sineudo é o primeiro a conseguir terminar o ensino médio.

Em uma cidade que não tinha energia elétrica a água encanada até o ano 2000, ele foi o único que teve oportunidade de continuar na escola. Mesmo assim, a rotina era árdua. “Trabalhava batendo tijolo em uma Olaria das 7h30 às 17h30. Aí tinha subir em uma caçamba de caminhonete com mais 15 pessoas, percorrer 18 km, assistir a aula e voltar para casa. Recentemente, teve até um acidente com esse carro“, conta.

Finalista teve que largar os estudos para cortar cana

Com a mão calejada do trabalho e dormindo menos de seis horas por dia, a tentação de parar os estudos sempre foi um fantasma na vida do cearense. O incentivo da família o ajudava a vencer o desejo de largar tudo. Porém, a oportunidade de sair da cidade natal o fez abandonar os estudos quando estava no 3º ano em 2009. “A vida estava muito sofrida e queria ajudar a família”, se justifica.

A motivação para voltar a estudar só veio no início de 2012, quando perdeu a oportunidade de sair do corte de cana. “Tinha uma vaga de técnico de segurança e perdi porque não tinha segundo grau. Aí decidi retomar”.

Para Sineudo, o momento mais difícil foi na semifinal, realizada em Belo Horizonte: “A gente tinha que escrever um artigo após um debate e pesquisa no computador. Só que eu não sei usar internet. Aí quando todo mundo foi pesquisar, eu sentei, peguei a caneta e escrevi o que tinha na cabeça. Pensei que ia perder, mas aconteceu o contrário”.

Incentivo

Conciliando trabalho e estudo, Sineudo começou a estudar apenas para ganhar o diploma. Mas tudo começou a mudar com a Olimpíada de Língua Portuguesa, o texto sobre o “sonho nordestino” e as classificações nas etapas municipal, estadual e regional do concurso.  Para ele, participar é uma vitória: “com o texto, pude mostrar um pouco da vida do migrante nordestino”.

O texto acabou dando uma guinada na vida do estudante. “Quando vimos o texto dele percebemos que é único. Ele teve a oportunidade de tratar de um assunto dando o exemplo de vida dele mesmo, que saiu do Ceará porque ganhava R$ 12 por dia”, diz Adriana Telles, diretora da escola de Sineudo.

Para chegar à última etapa do concurso, Sineudo passou pela etapa municipal (com outros seis candidatos), estadual (concorrendo com 476 alunos), regional (com 127 semifinalistas) e final (com 38 alunos). Mas não ficou entre os ganhadores.

Com o concurso, o cearense ganhou uma viagem para Belo Horizonte (para as semifinais), uma para Brasília (para as finais, com direito a um tour pela cidade), um tablet, 225 reais em livros.

Perguntado sobre quais eram os “sonhos nordestinos” dele, Sineudo foi bem modesto. “Já quis sair da minha terra, comprar uma moto e até ser médico. Hoje, meu principal sonho é ter um emprego decente para que eu possa dar uma boa condição de vida para minha família”, conta o, segundo ele mesmo, mais esforçado dos 152 finalistas da Olimpíada da Língua Portuguesa.

Livro do século 17 mostra como é o mundo microscópico

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Disponível no Google Books, o livro de 1665 apresenta gravuras com detalhes de insetos e objetos curiosos vistos com a ajuda de um microscópio.

Felipe Arruda no Tecmundo

Livro do século 17 mostra como é o mundo microscópicoLivro de 1665 apresentava mundo microscópico para os leitores (Fonte da imagem: Reprodução/Google Books)

De vez em quando, o Tecmundo acaba publicando algumas fotos que revelam os pormenores do mundo microscópico, como aquelas selecionadas para o concurso Nikon Small World. Muitas fazem com que seres minúsculos se pareçam com verdadeiros gigantes. Curiosamente, esse tipo de conteúdo começou a surgir no século 17, mas de uma maneira bem mais trabalhosa.

Em janeiro de 1665, o funcionário público Samuel Pepys escrevia mais uma página do seu famoso diário, que viria a se transformar em um importante documento de eventos famosos, como a Grande Praga e o Grande Incêndio de Londres. Na ocasião, Pepys contava que tinha ido dormir às 2h da madrugada lendo um dos livros “mais ingênuos” com que ele já havia entrado em contato: “Micrographia”, de Robert Hooke.

Livro do século 17 mostra como é o mundo microscópico (Fonte da imagem: Reprodução/Google Books)

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