Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Concursos PúBlicos

A carreira do maior autor de best-sellers sobre concursos

0

size_810_16_9_William_Douglas

Excelentíssimo senhor palestrante: o juiz William Douglas, autor dos maiores best-sellers sobre concursos, já levou mais de 1,6 milhão de pessoas para suas palestras

Mariana Amaro, na Você SA

Com 1 milhão de livros vendidos e mais de 1,6 milhão de espectadores em suas palestras, o juiz William Douglas desenvolveu a fórmula para falar de qualquer tipo de superação: de passar em concurso público a correr a Maratona de Nova York.

O juiz titular da 4a Vara Federal de Niterói, William Douglas, de 47 anos, espera alcançar a marca de 1,7 milhão de espectadores presentes em suas palestras nos próximos meses. O cardápio de conteúdo é variado e mescla experiências pessoais, temas bíblicos e estratégias de superação de obstáculos. Funciona? “Ele costuma ser aplaudido de pé”, diz Edilson Lopes, dono de uma das maiores promotoras de eventos corporativos do país, que já o convidou para falar em empresas como Petrobras, GlaxoSmithKline e Saraiva.

De magistrado, William se tornou um fenômeno no universo dos livros de autoajuda e das palestras motivacionais. Também virou um negócio. Está prestes a lançar um curso online e já trabalha em um novo livro. Como ele chegou lá?

Foi o livro Como Passar em Provas e Concursos, de 1998, que projetou William à fama entre autores de autoajuda. A ideia de escrever orientações para candidatos a funcionário público é um mix de espírito cristão com faro capitalista. “Quando passei no concurso, muita gente veio me pedir dicas. Escrevi o livro porque queria ajudar essas pessoas”, diz William.

Na época em que o livro era apenas um projeto, nenhuma editora se interessou. William criou a própria, a Impetus, que até hoje publica seus livros e de outros autores nas áreas de direito e concursos. Na 29a edição e com mais de 200 000 exemplares vendidos, Como Passar… é o livro sobre concursos mais vendido na história do Brasil.

Mais que fama, Como Passar… rendeu a William uma metodologia para produzir livros de sucesso. Ele percebeu isso quando a obra começou a vender bem e apareceram os primeiros convites para falar em público. Como se achava péssimo orador, o juiz começou a praticar loucamente. “Passei a pedir a palavra até em festa de aniversário de criança”, diz William.

A tática funcionou tão bem que rendeu o segundo livro: Como Falar Bem em Público. Estava descoberta a fórmula. “Os vetores do sucesso são os mesmos em dietas, maratonas, casamentos, concursos. É uma questão de superação de limites”, afirma.

Hoje, são tantos livros publicados e de assuntos tão diversos que ele perde a conta. “Mais ou menos 45”, diz. O total de exemplares vendidos supera 1 milhão. As obras já foram traduzidas para inglês e espanhol. O último se chama As 25 Leis Bíblicas do Sucesso, mas William já discorreu até sobre sua preparação para correr a Maratona de Nova York.

As palestras também são um bom negócio. William já subiu em palcos de todo o Brasil e dos Estados Unidos e de Dubai. O juiz não as considera motivacionais. “São realizacionais”, diz. “Ensino as ferramentas às pessoas para que elas façam acontecer.”

Para concurseiros — William passou em sete concursos e foi reprovado em mais de uma dezena —, ele dá dicas de estudo, fixação de conteúdo e técnicas de como não ter branco. Aos servidores públicos, ele fala sobre como ser eficiente. Nessas ocasiões, ele costuma contar como mudou a gestão da 4a Vara Federal de Niterói.

“Aqui é muito diferente de outras repartições. Temos metas de produtividade e resultados”, diz Jacqueline Alves de Farias Melgaço, chefe de gabinete da 4a Vara. “Ele trabalha muito com a motivação das pessoas para trabalhar por uma causa maior.”

Em 2014, William e sua equipe foram responsáveis por expedir 1 016 sentenças, número 30% superior à média de outras varas de Niterói. “Se eu não produzisse tanto no trabalho, não teria como falar desse assunto, seria meu calcanhar de aquiles para os invejosos”, afirma William.

William tem uma regra em suas palestras: só falar daquilo que já viveu. Ele fala da Bíblia, que já leu, e da Maratona de Nova York, que já correu. “Nesse mercado de autoajuda, o segredo para vender bem é ter conteúdo. O William é muito estudioso, um magistrado. Se ele não tivesse o que falar, não estaria vendendo há tanto tempo”, diz Roberto Shinyashiki, outro palestrante requisitado e dono da Editora Gente, que também publica autoajuda.

Há quem o critique, como um advogado carioca que preferiu não se identificar. “Ser oportunista, como ele, não é necessariamente ruim. Ele vê a oportunidade de capitalizar em cima de alguns assuntos, vai lá e faz. Mas isso não quer dizer que seja bem-feito”, afirma.

Aos detratores, William tem uma resposta pronta, que ele empresta de Tom Jobim: “Sucesso no Brasil é ofensa pessoal”. “Inclusive, dou uma palestra sobre como lidar com a inveja”, diz. As soluções sugeridas por ele são manter a produtividade, não revidar, não gastar tempo com energia ruim, não falar mal de ninguém nunca — afinal, tudo o que você disser poderá e será usado contra você no futuro. E orar.

O décimo mandamento, não cobiçar, na releitura de William ganha um ar contemporâneo. “É como se Deus dissesse: ‘Filho, vá cuidar de sua vida’”, afirma. Que assim seja.

Os 5 erros de português mais cometidos em concursos públicos

0
Concurseiro: pressupor que já sabe português e ter pressa na hora de ler atrapalham na prova

Concurseiro: pressupor que já sabe português e ter pressa na hora de ler atrapalham na prova

Claudia Gasparini, na Exame

São Paulo – Dominar gramática, interpretação de textos e redação é fundamental para se garantir em qualquer concurso público.

Por isso, a prova de português não deve ser subestimada por quem acha que já domina a língua, segundo Pollyana Dieine, especialista em concursos e professora do Universo do Concurso. “É um estudo que demanda tempo, atenção e disposição”, alerta.

Além de pressupor que já conhece a matéria, o concurseiro pode pecar pela pressa, de acordo com Verônica Ferreira, professora de Língua Portuguesa do site Questões de Concursos. “É comum que o candidato leia os textos apenas uma vez, e parta para a resposta achando que já entendeu tudo”, afirma.

Veja a seguir alguns dos problemas mais enfrentados por concurseiros em provas de português, segundo a professora Verônica, e como impedir que eles comprometam o seu sucesso:

1) Interpretação de enunciados e textos
“O candidato muitas vezes tem o péssimo hábito de não ler o texto, ou de só achar que leu”, afirma. Segundo Verônica, muita gente não tem paciência para absorver os textos, ou fica tão preocupado com o tempo que perde a concentração na leitura.

Dica da professora: No caso de um enunciado, marque os verbos de comando – aqueles que distinguem a ação esperada do candidato, tais como “justifique”, “indique”, “comente”. Também vale reler com calma o que está proposto para garantir que você compreendeu bem. O mesmo vale para textos que você precisa analisar.

2) Uso da crase
Tema que confunde muita gente, a fusão do artigo feminino “a” com a preposição “a” tem regras específicas de emprego.

Dica da professora: Você está seguro de que não tem dúvidas sobre o uso da crase? Verônica aconselha uma revisão sobre o tema, com atenção especial para os casos optativos, isto é, aqueles em que a crase pode ou não ser usada.

3) Ortografia
Dependendo da banca, deslizes de ortografia podem eliminar um candidato. “É um erro clássico, que revela um candidato que não lê ou que não se preocupa com o que lê”, diz Verônica.

Dica da professora: Cultivar o hábito de ler jornais, revistas, livros e sites ajuda a diminuir os erros. Isso vale também para melhorar a redação.

4) Emprego de pronomes
Tema recorrente em provas, questões sobre pronomes frequentemente aparecem como “pegadinhas”. O concurseiro precisa tomar cuidado para não confundir as regras sobre colocação de pronomes oblíquos átonos, como “me”, “te”, “se”, “lhe”, “o” e “a”.

Dica da professora: Na língua falada, frequentemente ouvimos e falamos frases como “Me entregaram uma carta” ou “Você viu ela?”, que são incorretas segundo a norma culta. Para não se confundir na hora de escrever, é bom voltar aos livros e estudar com atenção as diferenças no uso de cada pronome.

5) Onde x aonde
Mais uma vez, a influência do português falado pode atrapalhar o concurseiro. Apesar de muita gente empregar “onde” e “aonde” indistintamente na língua oral, o mesmo não vale para a escrita, o que gera muitos erros em provas.

Dica da professora: “Onde” é empregado para ideia de algo fixo, que não tem movimento, como em “Onde você mora?”. Já “aonde” acompanha verbos que dão ideia de movimento, de mudança, como em “Aonde você foi?”. Para não fazer feio, o concurseiro precisa memorizar essa distinção básica, segundo Verônica.

Jovem de 22 anos é aprovado em 4 concursos em 3 anos

0

Diogo Machado foi aprovado na PF, Ministério Público da União e Ibama.
Estudos começaram em 2011; ele busca boa remuneração e estabilidade.

Diogo Machado começou a estudar para concursos com 19 anos (Foto: Arquivo Pessoal/ Diogo Machado)

Diogo Machado começou a estudar para concursos com 19 anos (Foto: Arquivo Pessoal/ Diogo Machado)

Pâmela Kometani, no G1

Com apenas 22 anos de idade, Diogo Machado já conta com grandes resultados na sua breve história na área de concursos públicos. Foram 4 aprovações em apenas 3 anos, de 2012 a 2014, em órgãos como a Polícia Federal, o Ministério Público da União (MPU) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

“O que mais atraiu no setor público foi a remuneração. Com a minha formação atual, de ensino médio, e sem experiência, não existia oportunidade na iniciativa privada que pagasse um salário próximo ao do órgão público. Também pela estabilidade, posso fazer planos e assumir compromissos sem medo da incerteza de estar ou não empregado amanhã”, afirma Machado.

Atualmente, ele trabalha como técnico administrativo no MPU, mas continua estudando para alcançar o cargo de seus sonhos, de agente da Polícia Federal. O concurso, que está com inscrições abertas, oferece 600 vagas. O salário é de R$ 7.514,33. Nos seus planos também está a conclusão do curso de tecnologia da informação.

Resistência da família
Diogo começou sua busca por uma vaga na área pública em 2011, aos 19 anos, quando fez o concurso para o Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran-SC), mas não foi aprovado. No total, foram 8 concursos até agora. “Nos primeiros sempre ficava muito longe da nota necessária”, conta.

Para seguir seu sonho, o jovem encontrou resistência dentro da família. “Alguns parentes diziam que concurso era muito difícil e que era perda de tempo estudar. De alguns amigos ouvia que eu era muito novo, que estava na idade de curtir e que me arrependeria depois de passar essa parte da vida só estudando. Por enquanto não me arrependo de nada, muito pelo contrário”, conta.

Focado em concursos na área administrativa, de nível médio, seu primeiro resultado positivo foi o 57º lugar para o cargo de técnico administrativo na Secretária de Saúde de Santa Catarina, em 2012. Suas outras aprovações foram para técnico administrativo no Ibama, em 2012, técnico administrativo no MPU, em 2013, e agente administrativo na Polícia Federal, neste ano.

“O primeiro que fui nomeado foi no MPU. Foi muito rápido, um mês após a publicação do resultado final e homologação já fui nomeado. Quando os outros órgãos chamaram não assumi, pois a carreira no ministério é melhor”, ressalta.

Na Polícia Federal, Machado conseguiu o primeiro lugar em sua região, Santa Catarina. O concurso ofereceu 534 vagas de nível médio e contou com 318.832 inscritos, uma concorrência de 597,06 candidatos por vaga.

Ele foi convocado para apresentar sua documentação, mas soube que não havia vaga disponível para a localidade que ele desejava e decidiu ir para o final da lista dos aprovados. “Apesar de não ter assumido na PF, fiquei feliz em me ver diante desse ‘privilégio’ de poder escolher em qual órgão público trabalharia, coisa que até pouco tempo atrás seria impossível até de imaginar”, conta.

Preparação
Quando começou a fazer concursos, no meio do ano de 2011, Machado trabalhava em uma loja e percebeu que não ia conseguir estudar por causa da sua carga horária no trabalho. Trocou o emprego por outro em que a jornada era de 6 horas diárias. Ele também foi jovem aprendiz da Espro (Ensino Social Profissionalizante).

Com a escolha da área de atuação, ele passou a estudar de forma contínua as disciplinas comuns em diversas provas como português, informática, direito constitucional e direito administrativo. Assim, quando o edital é publicado, ele revisa essas matérias e inicia o estudo de conteúdo específico de cada prova. “Com essa estratégia estudo para vários concursos da área ao mesmo tempo. Acabo escolhendo os concursos específicos por causa do órgão, da remuneração e da jornada de trabalho”, diz.

O estudo de Machado é formado por cursos em videoaulas e materiais digitais (cursos em PDF). Quando nenhum edital está aberto, ele costuma estudar cerca de 3 horas por dia. Com a publicação do edital, a carga de estudos aumento para 5 a 6 horas por dia. “O importante é a pessoa descobrir qual método de estudo é melhor para ela”, afirma o jovem.

Dicas para quem ainda estuda
Segundo Machado, os candidatos que ainda estão em busca de uma vaga em concursos públicos devem focar seus estudos em apenas uma área, mesmo que seja para fazer seleções que cobram apenas nível médio. “Cada área cobra determinadas matérias, não adianta sair fazendo concurso pra área administrativa, área bancária e área fiscal ao mesmo tempo, pois caem assuntos bem diferentes”, afirma.

O estudo deve ser bem organizado, com um quadro de horários, em que o candidato poderá priorizar as disciplinas que têm mais dificuldade.

Como as provas acontecem entre 60 e 90 dias após a publicação do edital, Machado ressalta a importância do estudo antecipado. “Este período é muito curto, principalmente para quem está começando. E essa é a importância de escolher uma área.”

A última dica do jovem é focar na banca organizadora, com a resolução de provas e questões anteriores da área do concurso, para que o candidato entenda como a organizadora abordas os temas em questão.

Go to Top