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Habilidade em matemática e leitura é favorecida por mesmos genes

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Pesquisa envolveu leitura do DNA de crianças e testes cognitivos.
Família e escola também são importantes para aprendizado, diz estudo.

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A habilidade para matemática e para leitura é favorecida em boa medida pelos mesmos genes, segundo um estudo publicado nesta terça-feira (8) na revista “Nature Communications”, que ressalta, no entanto, a importância do meio para desenvolver esses conhecimentos.

Cientistas do King’s College de Londres, liderados por Robert Plomin, utilizaram dados do chamado Estudo do Desenvolvimento Precoce dos Gêmeos (TEDS, em sua sigla em inglês) para ver a influência dos genes nas habilidades de leitura e cálculo de adolescentes de 12 anos de 2.800 famílias britânicas.

A equipe acompanhou gêmeos, com genes compartilhados, e outras crianças, com quem fizeram testes leitura e matemática, conforme as exigências do sistema escolar britânico.

A combinação dos resultados desses testes e dos dados de DNA indicou que há uma “sobreposição significativa” dos genes que determinam a habilidade para a leitura e para os números.

Aproximadamente metade dos genes que influenciam a habilidade de leitura da criança incide também em sua capacidade para as contas, de acordo com o estudo. No entanto, os pesquisadores ressaltam que o entorno familiar e a educação escolar são estratégicas para o desenvolvimento dos pequenos.

“As crianças diferem geneticamente em relação à facilidade aprender e devemos reconhecer e respeitar estas diferenças individuais”, afirma Plomin.

Segundo o cientista, “descobrir que há uma forte influência genética não significa que não se possa fazer nada quando uma criança custa a aprender: o fato de ser hereditário não implica que seja imutável, apenas significa que será preciso um esforço maior dos pais e das escolas para apoiar esse aluno”.

A pesquisa não identifica genes específicos que determinem essas habilidades, mas estabelece conjuntos de genes ou de diferenças genéticas que, individualmente, contribuem em pequena medida para moldar à pessoa.

Fonte: G1

Bons professores

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Mais-professor

Estudos mostram que práticas de sala de aula podem ser tão ou mais importantes para os alunos quanto o conhecimento do docente

Antônio Gois, em O Globo

Nada dentro da escola é mais importante para explicar o sucesso dos alunos do que a qualidade do professor. Difícil encontrar quem discorde dessa afirmação. Mas o que parece simples e óbvio se torna complexo na hora de identificar quais características fazem alguns profissionais melhores do que outros.

NO estudo “Conhecimento ou práticas pedagógicas”, divulgado este ano, os economistas Cláudio Ferraz (PUC-Rio) e Maurício Fernandes (USP) jogam um pouco de luz sobre o tema ao comparar médias de alunos de escolas estaduais paulistas com o desempenho de seus professores num exame criado pelo governo para avaliar o conhecimento dos docentes. Além disso, Ferraz e Fernandes identificam também práticas cotidianas que explicam por que alguns alunos aprendem mais com determinados professores do que com outros.

O surpreendente no estudo foi que o conhecimento do professor, ao menos aquele medido nos testes aplicados pelo governo nos docentes, mostrou-se menos importante para explicar bons resultados dos estudantes do que uma prática cotidiana simples: passar lição de casa com frequência.

Antes de generalizar as conclusões do trabalho, os próprios autores alertam que o menor impacto do conhecimento do professor no desempenho do aluno não pode ser tratado como uma evidência definitiva. Há estudos que vão em direção contrária, e o exame criado pelo governo paulista para avaliar o professor pode não ser um instrumento preciso para medir o conhecimento do docente. No caso da importância da lição de casa, no entanto, os resultados são mais robustos e já haviam aparecido em outras pesquisas.

Ninguém discorda de que precisamos melhorar a qualificação dos professores, mas o trabalho de Ferraz e Fernandes nos lembra de que é preciso também olhar para o que acontece dentro de sala de aula.

Em 2010, um livro lançado nos Estados Unidos, do professor Doug Lemov, teve grande repercussão por fazer justamente isso. Lemov identificou, após um extenso trabalho de pesquisa feito por anos, práticas comuns que ajudavam a explicar por que alguns professores conseguiam obter melhores resultados do que outros. O livro, lançado no Brasil pela Fundação Lemann com o título “Aula nota 10”, listou 49 técnicas que se mostraram eficazes para manejar melhor o tempo de sala de aula e fazer todos os alunos se engajarem. São dicas simples, como, em vez de esperar que um aluno levante a mão, escolha você quem responderá a uma pergunta em voz alta, evitando assim que só os melhores estudantes participem da aula.

O problema no Brasil é que a sala de aula é tratada às vezes como uma caixa-preta, um espaço inviolável dos professores. Num estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgado na semana passada, quando questionados sobre com que frequência costumam observar aulas de colegas para trocar experiências, 77% dos professores brasileiros responderam que nunca fazem isso. De um grupo de 32 nações comparadas, foi o quarto maior percentual, muito acima da média geral de todos os países da pesquisa, de 45%.

Os dois países onde a troca de experiência entre docentes é mais comum são Japão e Coreia do Sul, em que apenas 6% dos professores disseram que nunca observam aulas de colegas para trocar experiências. Essas duas nações também se destacam em comparações internacionais pelo alto nível de aprendizado dos alunos. Não deve ser coincidência.

Descubra como redes sociais influenciam na educação

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Redes sociais estão cada vez mais presentes no cotidiano. Descubra como elas podem influenciar no aprendizado

Publicado por Universia

Fonte: Shutterstock As redes sociais também têm o poder de disseminar o conhecimento

Fonte: Shutterstock
As redes sociais também têm o poder de disseminar o conhecimento

Muitos professores ainda veem as redes sociais como um grande mal para a educação: elas diminuem a concentração, causam discussões, tiram o foco da aula, etc. Entretanto, as redes sociais podem ser benéficas para a educação, se forem utilizadas da maneira correta.

Um dos principais aspectos positivos das redes sociais é que elas diminuem o isolamento. Ou seja: se você gosta de um livro que nenhum dos seus amigos ou familiares leu, é possível entrar em contato com pessoas que também gostem da obra, mas pela internet. Esse tipo de comunicação é essencial para conhecer novos pontos de vista, gerar discussões saudáveis e entrar em contato com materiais relacionados.

Além disso, redes sociais também podem aproximar pessoas com gostos totalmente diferentes. Aprender a lidar e entender a diversidade são importantes para a formação acadêmica e profissional de qualquer pessoa. Ter uma visão global, além de ser útil, também facilita a resolução de problemas e o entendimento de outros pontos de vista.

As redes sociais também têm o poder de disseminar o conhecimento. Antigamente, as pessoas costumavam ler os mesmos livros, dos mesmos autores e dos mesmos gêneros, já que era difícil ter acesso a coisas diferentes. Hoje em dia com as redes sociais é possível conhecer novos livros, músicas, filmes, séries e programas quando você quiser.

Por fim, a maioria das redes sociais é gratuita. Por mais que seja necessário ter um computador e internet para acessá-las, elas são meios baratos de conhecer novos conteúdos e discutir sobre eles. Portanto, é importante aprender a utilizar de maneira benéfica as redes sociais para a educação. As melhorias no aprendizado serão expressivas e os alunos aprenderão de forma mais agradável.

7 maneiras de incentivar alunos a transformarem conhecimento em prática

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Você quer que os seus alunos sejam capazes de transformar o conhecimento dado em sala de aula em prática no cotidiano? Veja 7 dicas para conseguir isso

Publicado no Universia Brasil

Um dos maiores desafios que os professores enfrentam nas salas de aula é incentivar os seus alunos a transformarem o conhecimento em prática. Afinal, informações só são úteis quando permitem produzir coisas novas com elas. Por isso, veja 7 dicas para estimular o uso do conhecimento no cotidiano:

Fonte: Shutterstock

Incentive os alunos a terem o costume de analisarem seu progresso nas aulas

1 – Faça conexões

A primeira e mais conhecida dica é fazer conexões entre conceitos complexos e fenômenos comuns: um professor de física pode explicar refração de luz utilizando o arco-íris como exemplo.

2 – Progresso

Incentive os alunos a terem o costume de analisarem seu progresso nas aulas. Peça para que eles criem calendários com pequenas metas e vejam como está o seu desempenho escolar.

3 – Cotidiano

Ao invés de aprender somente dentro da sala de aula, alunos podem conhecer novas teorias e conceitos por meio de coisas comuns no dia a dia. Antes de uma aula botânica, o professor pode propor que os estudantes façam um relatório das plantas que eles têm em casa.

4 – Recursos

Aproveite os benefícios que a tecnologia pode trazer para a sala de aula e os utilize no aprendizado. Traga vídeos demonstrando teorias da química e física, ou jogos que reforcem o conhecimento em matemática. Além de ser divertido, utilizar outros recursos na aula faz com que os alunos vejam aplicações reais do que eles aprendem nos livros.

5 – Colaboração

Grupos de estudos são uma ótima ferramenta para aprender mais e melhor. Por isso, proponha que os alunos resolvem exercícios em conjunto e possam argumentar entre si sobre as possíveis soluções.

6 – Habilidades

Fique atento às habilidades que seus alunos demonstram ter. Se você conhece um estudante com grande conhecimento em música, por exemplo, trabalhe com ele e, juntos, criem uma música ensinando um novo conceito. Além de ser bom para ele, músicas são ótimas estratégias para decorar informações.

7 – Repetição

Se o conceito for muito complexo, a melhor estratégia para os alunos o colocarem em prática é a repetição. Proponha diferentes exercícios, que abordem o tema de diversas formas, e os resultados serão melhores.

As 15 coisas que todo professor deve saber

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Quer se tornar um educador melhor e mais completo para os seus alunos? Conheça os 15 aspectos que todo professor deve saber para ser um bom profissional

Publicado no Universia Brasil

Crédito: Shutterstock.com     O seu método de ensino nem sempre funcionará para todos os seus alunos

Crédito: Shutterstock.com
O seu método de ensino nem sempre funcionará para todos os seus alunos

O sonho de grande parte dos professores é conseguir fazer a diferença na vida dos seus alunos e ajudá-los a conseguir serem melhores pessoas e profissionais. Porém, não é somente ensinando o conteúdo da sua matéria que você conseguirá isso. Veja, a seguir, as 15 coisas que todo professor deve saber para ser um profissional excepcional:

1 – Torne o conhecimento válido

Por mais que você ache que o conteúdo que você dá é essencial para a formação do aluno, nem sempre ele irá achar a mesma coisa. Portanto, faça com que ele veja a importância desse conteúdo no dia-a-dia dele. Nem sempre você conseguirá fazer isso, mas não ensine apenas para passar o conteúdo.

2 – Conheça os seus alunos

O seu método de ensino nem sempre funcionará para todos os seus alunos. É importante que você tente conhecê-los e entenda como cada um deles absorve o conhecimento. Não são todas as pessoas que conseguem digerir o que aprendem escrevendo – alguns precisam somente escutar. Não imponha nenhum tipo de método, pois, assim, eles se sentirão livres para assistir a aula da forma que acreditar ser melhor.

3 – Traga exemplos reais

Se você deseja que os seus alunos entendam de maneira fácil o conteúdo lecionado é importante que você dê exemplos reais para eles. Se você ensina química, por exemplo, leve-os para o laboratório para que eles vejam na prática o que você está dizendo. O contato próximo com a realidade é uma ótima forma de ensinar e digerir qualquer conteúdo.

4 – Não aja como um ditador

É importante que seus alunos sintam que estão em um local confortável para dizer o que pensam e, ao mesmo tempo, respeitem você. Agir com “mão de ferro” não será benéfico para você, nem para eles. Portanto, construa uma imagem respeitosa, mas não seja opressor.

5 – Aprender com os erros

Ensine e incentive os seus alunos a aprenderem com os erros. Se um deles tirou uma nota baixe, dê abertura para que ele tire as dúvidas e saiba onde está errando. Querendo ou não, errar é uma das formas mais eficazes de aprender.

6 – Entenda as limitações

Nem todos os seus estudantes serão extrovertidos e terão facilidade para interagir com os outros alunos. Nem sempre trabalho em grupo funcionará para todas as pessoas. Por isso, saiba quais são os seus alunos introvertidos e forneça uma atenção maior a eles.

7 – Compartilhe o seu plano de aulas

Todos os professores, no início das aulas, devem fazer um plano de aulas até o fim do ano letivo. Por mais que não seja sua obrigação compartilhar isso com os alunos, deixá-los a par dos assuntos que serão abordados ao longo dos meses é importante. Assim, eles saberão quais são os seus objetivos e trabalharão juntamente com você.

8 – Aborde diferentes pontos de vista

Por mais que você acredite em certo ponto de vista, é importante que você passe outras maneiras de abordar um assunto para os seus alunos. Principalmente para professores na área de humanas, falar sobre as diversas maneiras de analisar uma situação é a chave para desenvolver jovens com pensamento crítico.

9 – Forneça material relevantes

Mesmo que você conheça dezenas de livros interessantes para os seus alunos, é essencial que você filtre o que realmente é importante para eles. Não peça muitos materiais diferentes para estudar porque essa é a forma mais eficaz de fazer com que eles percam o interesse em sua aula.

10 – Utilize recursos tecnológicos

Aproveite os benefícios que a tecnologia pode trazer para as suas aulas e utilize-os para melhorar o ensino. Recursos visuais como vídeos e imagens podem enriquecer o conteúdo lecionado, além de ajudar os alunos que possuem memória visual. Veja, também, sites que oferecem lições e exercícios gratuitos e compartilhe com os estudantes.

11 – Desperte a curiosidade

Faça com que os seus alunos sintam curiosidade sobre o assunto que você está ensinando. Faça perguntas e traga informações curiosas para que, assim, eles tenham vontade de aprender mais e até conhecer o assunto mais a fundo.

12 – Dê feedbacks construtivos

Se o seu aluno está sentindo dificuldade para compreender um assunto, dê um feedback construtivo. Diga exatamente em que aspectos ele precisa melhorar e invista em um bom relacionamento entre professor e estudante.

13 – Compartilhe dicas e macetes

Por mais que nem sempre os macetes farão com que eles aprendam o conteúdo, é por meio dessas dicas que eles poderão obter resultados melhores. Não deixe de passar a lição completa, porém, se existe um caminho mais fácil, compartilhe com os seus alunos.

14 – Crie hábitos

Desenvolver hábitos duradouros para os seus alunos é o segredo para que eles tenham bons resultados em provas e trabalhos. Quer que eles sejam mais rápidos na hora de realizar testes? Dê exercícios em sala de aula e faça um controle do tempo. Fazer esse tipo de atividade várias vezes, durante alguns meses, irá incorporar o hábito de serem mais velozes em seu cotidiano.

15 – Dê espaço

Criar um espaço para que os estudantes se sintam a vontade pode ajudá-los a ter um melhor desempenho em provas e consigam absorver mais facilmente o conhecimento. Portanto, caso possível, dê algumas aulas fora da sala e não tenha medo de reorganizar as carteiras. Quanto mais espaço livre, melhor.

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