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‘Aluno gênio’ é desqualificado por participar em feiras de ciência demais

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Diretora de Feira Estadual de Ciência baniu participação de americano.
Conrad Farnsworth, de 18 anos, foi impedido de competir.

Publicado por G1

Um estudante de ensino médio de Newcastle, em Wyoming (EUA), responsável por construir um reator nuclear por conta própria foi desqualificado da Feira Internacional de Ciência e Engenharia este mês por uma falta técnica: o rapaz de 18 anos competiu em feiras demais.

De acordo com o jornal “Casper Star-Tribune”, a “infração” de Conrad Farnsworth teria sido reportada pela antiga diretora da Feira Estadual de Ciência de Wyoming, que não teve o contrato renovado.

Conrad Farnsworth teria sido desqualificado de evento por ter participado por feiras demais (Foto: The Casper Star-Tribune, Dan Cepeda/AP)

Conrad Farnsworth teria sido desqualificado de evento por ter participado por feiras demais (Foto: The Casper Star-Tribune, Dan Cepeda/AP)

Representantes da Universidade de Wyoming, que patrocina o evento, afirmam que a diretora teria agido fora de sua autoridade.

O jornal afirma também que Farnsworth é um entre apenas 15 estudantes de ensino médio do mundo a construírem com sucesso em reator de fusão nuclear. Farnsworth acredita que sua desqualificação foi desnecessária. O rapaz se formou em junho deste ano e planeja estudar na SDSMT (sigla para South Dakota School of Mines and Technology).

Literatura acima das nuvens e outros links

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Sérgio Rodrigues, no Todo Prosa

A Qantas, companhia aérea australiana, lançou um curioso programa (em inglês, acesso gratuito) de encomenda de livros de ficção e não-ficção para serem distribuídos em seus voos. Os tamanhos são variados como as rotas, mas a ideia é que o volume seja sempre lido entre a decolagem e o pouso. No cálculo, levou-se em conta que o leitor médio dá conta de algo entre duzentas e trezentas palavras por minuto. Os nomes dos autores ainda não foram divulgados.

Por alguma razão, não consigo imaginar Gol ou Tam fazendo isso.

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Há um ingrediente adicional que torna mais eficaz o recurso ao pensamento esotérico. Para deixá-lo doutrinariamente inofensivo, para despojá-lo de todo perigo satânico, Coelho o combina com doses adequadas de cristianismo tradicional: citações da Bíblia, quadros do Sagrado Coração de Jesus, rezas do Pai Nosso… O público majoritário não se sente em pecado por ler heresias, e o narrador, ao mesmo tempo que se faz passar por alguém dotado de poderes paranormais (capaz inclusive de telepatia), deixa saber que é também um bom cristão, apesar de seus flertes com a magia.

Por que Paulo Coelho é tão ruim, na avaliação de Héctor Abad Faciolince (em espanhol).

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A escrita é uma porta pequena. Algumas fantasias, como peças grandes demais de mobília, não passam por ela.

O blog de Maria Popova traz uma intrigante seleção (em inglês) de anotações de Susan Sontag sobre o ato de escrever, colhidas em seus diários (publicados no livro As consciousness is harnessed to flesh).

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Esta reportagem de Jones Lopes da Silva no jornal gaúcho “Zero Hora”, sobre as seringas compartilhadas que dizimaram quase toda uma geração de jogadores do Gaúcho de Passo Fundo, paga – no conteúdo e na forma – parte daquela dívida que, dizem, a literatura brasileira tem com o futebol.

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Dan Brown, que acaba de voltar ao primeiro lugar nas listas de best-sellers com seu “Inferno”, tem um método peculiar (em inglês) para combater o bloqueio criativo: pendura-se de cabeça para baixo.

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A ideia não é nova, mas nunca ganhou a sustentação de argumentos tão detalhados (em inglês, acesso gratuito): Humbert Humbert, o narrador pedófilo de “Lolita”, de Vladimir Nabokov, era judeu?

‘Quero atuar na Nasa’, diz aluno de 10 anos que já dá aulas de astronomia

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Menino começou a se interessar pelo assunto aos cinco anos de idade.
Atualmente, ele faz pesquisas diárias sobre o assunto e dá palestras.

Adriana Justi, no G1

Lucas tem 10 anos e começou a se interessar pelo assunto aos cinco (Foto: Adriana Justi / G1)

Lucas tem 10 anos e começou a se interessar pelo
assunto aos cinco (Foto: Adriana Justi / G1)

“Eu sempre fui muito curioso e sempre quis saber coisas novas”. A afirmação é do menino Lucas Varella, de 10 anos, estudante do quarto ano do ensino fundamental de um colégio particular de Curitiba. Fanático por astronomia, ele divide os conhecimentos com outros alunos e até com professores. A paixão é tanta pelo tema que o garoto já começou até a escrever um livro.

“Eu gosto e sempre gostei da astronomia em geral, mas o que eu mais gosto de falar é sobre Astrofísica, que lida com a Física do Universo e sobre a Agência Espacial Brasileira (AEB). Os colegas gostam quando eu explico e conto sobre o assunto. É muito legal”, comemora.

O dia da palestra com os educadores, que segundo a coordenadora da escola, Vera Cristina Kussek, reuniu mais de 200 pessoas, foi marcante para a vida de Lucas. “Tenho certeza que foi um dos mais felizes que já vivi. Eu fiquei emocionado em passar conhecimento para pessoas muito mais velhas e mais sábias que eu. Tanto que nem acreditei quando todo mundo me aplaudiu”, relata Lucas.

Lucas conta que ficou famoso na escola após as palestras (Foto: Adriana Justi / G1)

Lucas conta que ficou famoso na escola após as palestras (Foto: Adriana Justi / G1)

“Para nós é orgulho imenso ter o Lucas como nosso aluno. Além de ele ser estudioso na área dessa ciência desde muito cedo, ele também tem uma facilidade para passar isso adiante. É natural nele uma habilidade de falar com muita fluência e uma facilidade de colocar começo, meio e fim na fala e transmitir o conteúdo de maneira bem dinâmica e objetiva”, avalia a coordenadora. “Eu acredito e torço para que ele vá longe nesse sonho”, complementa a educadora.

Livro está 50% concluído, segundo Lucas (Foto: Adriana Justi / G1)

Livro está 50% concluído, segundo Lucas
(Foto: Adriana Justi / G1)

O livro – Guia Prático do Universo – tem 39 páginas concluídas. Segundo Lucas, o conteúdo deve ter em média 80 páginas. “Eu começo explicando sobre a Via Láctea e não sei ainda onde vou terminar”, afirma. “Eu tive que dar uma pausa porque os meus gatos estão doentes e que tenho que ajudar a cuidar. Mas depois que eles melhorarem, eu pretendo terminar logo a minha publicação, que deve ser a primeira de muitas”. No rascunho, o garoto chegou a até estipular um preço para venda – R$ 20,90.

Futuro

Ainda longe de se concretizar, mas muito bem planejado, o futuro do garoto parece estar mais próximo do que ele imagina. O sonho de ser um astrônomo começa com a conclusão do curso no Rio de Janeiro. Depois, o garoto pretende atuar no observatório Gêmeos Keck, parceiro na Nasa e que comporta dois telescópios operando no espectro visível e infravermelho próximo. O observatório está localizado no cume do monte Mauna Kea, no Havai, nos Estados Unidos.

Depois, quando já tiver mais adquirido experiência, Lucas conta que pretende trabalhar na Nasa. “Esse é mesmo o meu sonho. A única coisa ruim nisso tudo é que eu vou ter que morar longe dos meus pais. Mas isso a gente resolve, eu dou um jeito”, argumenta.

Telescópio do Papai Noel

Um dos presentes do Natal passado surpreendeu Lucas, já que ele tinha feito o pedido desde quando começou a se interessar por astronomia. “Sempre quando chegava perto no Natal eu olhava pelos cantos do meu pinheirinho, atrás da cortina e nada. Até que o ano passado eu vi um embrulho bem grande. Eu peguei aquele negócio pesado, coloquei no sofá e não acreditei quando vi que era um telescópio. Eu chorei muito de felicidade e queria agradecer ao Papai Noel pessoalmente, mas sei que ele não costuma aparecer pra gente”, conta.

“Eu tenho certeza que demorou pra chegar porque não é um presente simples e também não é fácil de mexer. Hoje é muito difícil de visualizar o céu porque tem muita poluição e muitas nuvens, me especial, aqui em Curitiba’, acrescenta.

Neil Armstrong foi o primeiro astronauta a pisar na Lua e morreu em 2012 (Foto: Reprodução)

Neil Armstrong foi o primeiro astronauta a pisar na
Lua e morreu em 2012 (Foto: Reprodução)

Admirações

Lucas lamenta a morte do astronauta Neil Alden Armstrong em agosto de 2012, aos 82 anos. “Desde que eu comecei a me interessar pelo assunto eu o admirava e pesquisava muitas coisas sobre ele. Fiquei muito triste”. Armstrong foi piloto de testes e aviador naval na história do século XX e da humanidade ao ser o primeiro homem a pisar na Lua, como comandante da missão Apollo 11, em 20 de julho de 1969.

“Mas eu também gosto e admiro muito o Nicolau Copérnico, que desenvolveu a teoria do Sistema Solar e o físico alemão Albert Einstein”, finaliza.

3 mil tablets serão entregues a professores de escolas públicas do DF

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Governo gastou R$ 840 mil na compra dos equipamentos; entrega será nesta terça

Publicado por Estadão

O governo do Distrito Federal distribuirá 3 mil tablets para professores do ensino médio de escolas públicas. Foram gastos R$ 840 mil na compra dos equipamentos, recurso vindo do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), repassados à Secretaria de Educação.

Atualmente, a Secretaria de Educação tem cerca de 5 mil professores atuando no ensino médio e conta com 86 escolas públicas. Ao todo, são 83 mil alunos cursando esta fase de ensino.

Os equipamentos serão distribuídos para professores nesta terça-feira, dia 21, a professores dos Centros de Ensino Médio do DF. A entrega será feita pelo governador Agnelo Queiroz (PT) e o secretário de Educação, Denilson Bento da Costa.

Segundo Costa, os professores que receberem os equipamentos farão obrigatoriamente um curso para aprender a usar os tablets. “Estamos preparando uma formação para que eles se apropriem de todas as tecnologias disponíveis no tablet e para que possam realmente utilizá-lo como uma ferramenta pedagógica em sala de aula”.

Um ano após assassinato, Elize trabalha em biblioteca e gosta de ler livros de história

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Assassina confessa do marido, Marcos Matsunaga, ela vive rotina tranquila em presídio

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Reprodução/Rede Record

Ana Cláudia Barros, no R7

Um ano após matar e esquartejar o marido, o executivo da Yoki Marcos Matsunaga, Elize Araújo Kitano Matsunaga mantém uma rotina tranquila na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, em Tremembé, a 147 km de São Paulo, onde está desde o dia 20 de junho do ano passado. Diariamente, ela ocupa boa parte do tempo trabalhando na biblioteca da unidade prisional e tem ficado entretida com a tarefa de catalogar livros, conforme conta o advogado dela, Luciano Santoro.

— Ela estava agora manifestando para mim que tinha ficado contente porque havia chegado na penitenciária mil livros que ela estava catalogando.

De acordo com o defensor, a cliente lê muito sobre história e tem apresentado “excelente comportamento”.

— Não me surpreende, porque ela sempre foi uma pessoa supertranquila. Aconteceu um fato na vida dela, que a gente entende que teve motivação passional e ponto. Um evento que não costuma se repetir na vida de uma pessoa que age dessa forma.

Ex-menina pobre de Chopinzinho (PR), a bacharel em direito, que chegou a trabalhar como garota de programa em São Paulo, passou a desfrutar de um bom padrão de vida depois de se casar com o empresário. O casal morava com a filha pequena em uma cobertura triplex de 500 m², na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, o mesmo imóvel em que a acusada cometeu o crime.

Incorporou ao seu dia a dia hábitos caros, como viagens para caçar e cursos de vinho. Sua rotina foi modificada em 5 de junho do ano passado, quando foi presa e, inicialmente, levada para a cadeia de Itapevi, na Grande São Paulo.

No dia 19 do mesmo mês, o Ministério Público ofereceu denúncia contra ela, que passou a responder por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, recurso que impossibilitou defesa da vítima e meio cruel) e ocultação de cadáver. Naquela mesma data, a Justiça decretou a prisão preventiva da ré.

O advogado diz que a maior punição que Elize poderia ter recebido foi ficar longe da filha.

— Para uma mãe que sempre dedicou todos os segundos para a filha quando possível, é difícil.

Sem novo interrogatório

Luciano Santoro adiantou que a defesa não pretende que Elize seja novamente interrogada durante a fase de instrução do processo, o que poderia ocorrer após a conclusão do laudo de exumação do corpo da vítima.

— A defesa fez questão que ela fosse interrogada antes de ser feita a exumação. A defesa não tinha nada para esconder. Há a possibilidade de o juiz perguntar se a gente pretende que ela seja interrogada de novo, mas a defesa não quer, não acha que precisa. Não vai mudar em absolutamente nada. Ela já foi interrogada, já falou a versão dela. O que ela falou no interrogatório judicial bate com tudo que ela falou no interrogatório policial, porque é a verdade. E quando se fala a verdade, você pode falar uma, duas, três, quatro, cinco, dez vezes porque a versão vai ser sempre a mesma.

No dia 30 de janeiro deste ano, Elize foi interrogada por pouco mais de duas horas, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste. Durante o período, respondeu aos questionamentos do juiz, mas preferiu silenciar diante das perguntas apresentadas pela promotoria.

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