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Em pesquisa, professora descobre que Machado de Assis era contador

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Machado de Assis foi o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras (Foto: Reprodução/TV TEM)

Machado de Assis foi o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras (Foto: Reprodução/TV TEM)

 

Publicado no Jornal Floripa

Além de escrever contos, romances, peças teatrais, poemas e crônicas, o escritor carioca Machado de Assis tinha habilidade com os números. Uma pesquisa de cinco anos descobriu que ele dividia o dom com as palavras entre a profissão de contador, que lhe rendeu o cargo de responsável pelas contas do Ministério de Obras e Aviação em 1873, o agora Ministério dos Transportes.

Isabel ficou ainda mais interessada em ler os contos depois da descoberta (Foto: Reprodução/TV TEM)

Isabel ficou ainda mais interessada em ler os contos
depois da descoberta (Foto: Reprodução/TV TEM)

A descoberta partiu de uma curiosidade da professora de contabilidade e pesquisadora Isabel Cristina Sartorelli, da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) de Sorocaba (SP). “Eu sabia que os números poderiam conviver harmonicamente com a literatura, e eu via alguma ligação do Machado com questões econômicas quando eu via os contos dele e observava que em vários tinha a figura do guarda livros, que seria o que é hoje o contador.”

Machado de Assis foi o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras e é tido por muitos como o maior nome da Literatura Nacional, por isso o fato de ter habilidades também com os número é inusitado.

A famosa frase “o dinheiro não traz felicidade, para quem não sabe o que fazer com ele”, já dava a dica da outra profissão de Assis. Graças a documentos históricos, como por exemplo a divulgação em um jornal da nomeação do escritor para um cargo público, Isabel conseguiu concluir o trabalho de pesquisa. “O que me deixou assim, especialmente feliz, porque aí realmente eu vi que pode existir sim o casamento entre os números e a literatura”, conta a professora.

Publicações antigas em jornais ajudaram na pesquisa (Foto: Reprodução/TV TEM)

Publicações antigas em jornais ajudaram na pesquisa (Foto: Reprodução/TV TEM)

 

A partir da descoberta, a pesquisadora teve ainda mais vontade de ler os romances e contos de Assis, responsável por obras como Dom Casmurro, Quincas Borba e Memórias Póstumas de Brás Cubas. Os escritos do século 19, de um Brasil que ainda tinha escravos e não era República, são referências até hoje aos estudantes, principalmente nas listas de vestibulares. As obras inspiraram peças teatrais e montagens televisivas.

“Para mim, Machado de Assis foi alguém que buscou na Contabilidade um meio de sobrevivência, mas que sim, se dedicava a literatura. Mas nesse caminho ele não se furtava, não podia deixar de levar o dia a dia dele na contabilidade, dessas questões, para as obras dele”, acredita Isabel. “Então, nesse ponto, eu acho que esse trabalho é interessante porque ajuda a compreender o homem que existe por trás do então Machado de Assis, grande autor de gente conhece”, finaliza.

Vendedor de livros virou poeta depois da aposentadoria

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Ruy guarda 1.500 páginas de poesias em sua casa nos Campos Elíseos

Jacqueline Pioli, no Jornal A Cidade

O aposentado Ruy Francisco de Figueiredo usa máquina de escrever para fazer poemas. (Foto: Silva Junior / ME)

O aposentado Ruy Francisco de Figueiredo usa máquina de escrever para fazer poemas. (Foto: Silva Junior / ME)

Dentro de uma pequena casa nos Campos Elíseos, uma máquina de datilografia, um dicionário com as páginas amareladas, livros e 1.500 páginas de poesias guardadas em caixas de papelão. Versos de um contador que abandonou os números depois de se tornar um vendedor de livros.

Até se descobrir poeta, Ruy Francisco de Figueiredo, 76 anos, trabalhou em escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro e Santos e, mais tarde, como vendedor de livros, conheceu mais de 800 cidades do Brasil.

“Sou de Franca. Fui para São Paulo aos 19 anos. Aos 21, pedi as contas porque queria conhecer o Rio de Janeiro. Após três anos, voltei para São Paulo e depois fui para Santos. Eu era meio aventureiro”.

Foi em Santos que Ruy encontrou primos que trabalhavam para uma empresa de Ribeirão Preto. “Eles vendiam livros. Viajavam por todo o Brasil com o carro da firma. Tinham plena liberdade. Aquilo me deixou tentado. Vim para o interior e ali começou uma nova vida para mim”.

Ruy conta que foi um ótimo vendedor. Vendia até 10 enciclopédias por semana, enquanto outros vendiam duas.

“O segredo é que eu gostava do que fazia. Adoro livros, sempre gostei de ler. Eu falava com qualquer pessoa de cabeça erguida, porque eu estava vendendo a mais preciosa mercadoria”.

Depois de 30 anos vendendo livros, Ruy se aposentou. “Foi aí que surgiu a ideia de escrever. Peguei uns papéis e comecei a escrever. Fiz oito poesias. Não mostrei para ninguém, porque não sabia se tinha algum valor literário”.

Até que em maio de 1991, Ruy viu um aviso de um concurso de poesia do Sesc. Cada autor poderia inscrever três poesias. Ruy resolveu tentar.

“Foram mais de dois mil trabalhos apresentados. No dia da premiação, um sábado à tarde, o salão do Sesc estava lotado. Peguei uma cadeira e sentei lá no fundo. Anunciaram o terceiro lugar. Foi para uma senhora que já tinha publicado dois livros. Depois eu ouvi: ‘Segundo lugar, poesia ‘Madrigal à Mulher Amada’. Fiquei muito feliz. Aquilo para mim foi um aviso que eu deveria continuar escrevendo”.

A melhor surpresa ainda estava por vir. “Peguei minha medalha de prata e voltei para a minha cadeira. Então, anunciaram o grande vencedor: ‘Primeiro lugar, poesia ‘Sonhos de um Poeta’. Aí eu tremi nas bases”.

Com as medalhas de prata e ouro no peito, Ruy se tornou poeta. As poesias foram rascunhadas à mão e depois datilografadas. Agora, estão guardadas em caixas esperando pela publicação.

Leia abaixo o poema “Sonhos de um poeta”:

SONHOS DE UM POETA

“Bem-aventurados os pacificadores,
porque serão chamados filhos de Deus”. Mateus 5:9

Eu sempre fui um sonhador
Enlevado pela poesia,
Tenho voado como um condor,
Com as asas da fantasia.

Como São Francisco, eu almejo
Transformar o ódio em amor,
Pois assim teremos o ensejo
Para um viver encantador.

Ao invés do tormento da guerra,
Prefiro as delícias da paz;
Pra que todos colham na Terra,
Frutos que a amizade nos traz.

Gosto de observar a beleza
Do sorriso de uma criança,
Que, no seu encanto e pureza,
Transmite conforto e esperança.

E carrego em meu coração
Uma doce esperança: um dia,
Todo irmão honrará irmão,
E o amor não será utopia.

Quando afinal acontecer
De todos se darem as mãos,
Então diremos com prazer:
“Ah! Nós somos, de fato, irmãos!”

Francisco Figueiredo

Livro aponta as 10 profissões com maior incidência de psicopatas

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CEOs lideram a lista

Publicado no Administradores

Será que existe algum psicopata trabalhando neste momento ao seu lado? Um livro lançado nos Estado Unidos tenta jogar luz sobre esse tema e aponta, entre outras coisas, as profissões com maiores índices de psicopatia.
O psicólogo Kevin Dutton, autor do livro “The wisdom of psychopaths: lessons in life from saints, spies and serial killers” (A sabedoria dos psicopatas: lições em vida de santos, espiões e serial killers) afirma que a carreira com mais psicopatas é a de CEO. Advogados e comunicadores sociais completam o pódio. Mas a lista de dez mais tem ainda cirurgiões, policiais até os sacerdotes religiosos.

O livro aponta também a lista das profissões com menos psicopatas. Entre elas estão os agentes de saúde, enfermeiros, terapeutas e artistas em geral.

Foto: divulgação

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