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Há 32 anos, Carl Sagan criou o design de um jogo baseado em um de seus livros

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Publicado no Canal Tech

Carl Sagan foi um renomado cientista, astrônomo, astrofísico, cosmólogo, escritor, apresentador… e designer de games? Um documento de 1983 recém-descoberto na Biblioteca do Congresso, nos Estados Unidos, mostra que sim, Sagan criou o desenho de um jogo baseado em “Contato”, uma de suas obras literárias.

Capa de "Contato", um dos romances de ficção científica escritos por Carl Sagan (Reprodução: Divulgação)

Capa de “Contato”, um dos romances de ficção científica escritos por Carl Sagan (Reprodução: Divulgação)

 

“A questão é como desenhar um jogo que ensinaria astronomia em um contexto tão empolgante quanto violento como acontece na maioria dos videogames”, escreveu Sagan no documento que foi doado para a biblioteca mais importante dos EUA em 2012. Nele, o astrônomo faz um brainstorm de ideias para o game educativo, que nunca chegou a sair do papel, infelizmente. “O tamanho da Via Láctea faz com que ela seja uma arena natural para um jogo em que algo é perdido e deve ser encontrado”, vislumbrou o cientista.

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Cópia digital do documento de 1983 escrito pelo cientista (Reprodução: Biblioteca do Congresso)

 

O documento também mostra ideias de Sagan sobre como os jogadores seriam forçados a resolver quebra-cabeças e como isso seria adequado para uma versão de seu novo romance, que ainda não havia sido publicado na época – sendo lançado somente dois anos depois.

Concurso Cultural Literário (21)

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Neste livro, o célebre frasista e escritor Dirceu Ferreira, colaborador do antológico Pasquim, reúne suas mais divertidas e engraçadas frases sobre o cotidiano brasileiro. Com humor sutil e por vezes ácido, é um brilhante cronista da realidade nacional, já que, ao retratar cenas do dia a dia em suas frases hilariantes e contundentes, consegue promover, ao mesmo tempo, uma reflexão e uma risada. Suas centenas de máximas são acompanhadas de ilustrações do cartunista Nani. Além das frases e das charges, há no livro alguns fac-símiles de cartas e bilhetes de figuras importantes do cenário cultural brasileiro que influenciaram Dirceu e ao mesmo tempo foram influenciadas por seu trabalho, como Carlos Drummond de Andrade, Ziraldo, Henfil, Zuenir Ventura e até mesmo o jogador de futebol Tostão, que assina o prefácio da obra.

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Dirceu era admirado por Millôr, Jaguar e Henfil, que se inspirou nele para criar o personagem Ubaldo, o paranoico. Seus trocadilhos não são meros jogos de palavras.
Zuenir Ventura

Dirceu faz mais de cem frases por dia. Como qualquer ser humano normal. Todas engraçadas, eis a diferença.
Ziraldo

Relaxe e aproveite o mundo imaginário e engraçado de Dirceu. Você vai adorar!
Tostão

O humor de Dirceu faz pensar fazendo rir.
Zuenir Ventura

As frases do Dirceu são humoradas e inteligentemente percucientes, bem afiadas e, como diz Ariano Suassuna, “com memória de cachorro vingativo”.
Mário Sérgio Cortella

Chegando mais um Concurso Cultural Literário!

Para participar é só responder: Qual é a sua máxima favorita no cotidiano? Quem responder concorrerá a 3 exemplares de Máximas do Dirceu. A resposta deve ser de até 2 linhas.

Se for participar pelo Facebook, por gentileza colocar um email de contato.

O resultado será divulgado no dia 25/10, às 17h30 nesse post e também em nosso perfil do twitter: @livrosepessoas.

Boa sorte!

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Parabéns: Beatriz Santos, Mario Marcio Felix e Luciana Estevam.

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Concurso Cultural Literário (9)

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As entrevistas com Elizabeth Bishop, que compõem este livro, revelam-nos a pessoa especial que era ela: discreta, ciosa de suas opiniões – que exigia ver transcritas com absoluta fidelidade –, consciente, portanto, de sua responsabilidade como escritora. As opiniões que emite nessas conversas deixam evidente a integridade intelectual dessa mulher, que o acaso da vida trouxe para perto de nós, brasileiros.

Dessas conversas ressalta também que Elizabeth Bishop tinha plena compreensão da importância da poesia, consciente do fazer poético que dominava magistralmente. Não obstante – e isso nos dá a medida da poetisa que era – sabia que, na criação do poema, além da lucidez, interferem fatores incontroláveis que lhe dão a verdadeira dimensão e que se poderia chamar de espanto.

Por tudo isso, este livro será certamente um caminho para o leitor chegar à Elizabeth inspirada que encontramos em seus poemas.

Ferreira Gullar

3 exemplares de “Conversas com Elizabeth Bishop” serão sorteados em mais um Concurso Cultural Literário que preparamos especialmente pra você que aprecia bons livros.

Para participar, basta completar a frase: “Gosto de ler poesias porque…”.

O resultado será divulgado no dia 10/9 às 17h30 neste post e no perfil do twitter @livrosepessoas.

Importante: Se você participar pelo Facebook, por gentileza mencione um  e-mail de contato.

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Parabéns aos ganhadores: Meg Heloise, Iletrado e Iara Barros. =)

Por gentileza enviar seus dados completos p/ [email protected] em até 48 horas.

10 Lugares que nós lemos – e porquê nós lemos neles!

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Monique Almeida, no Literatortura

A leitura é um prazer que nos é transmitido por meio dos pais, professores, mestres, bibliotecários, enfim, todos aqueles que de uma maneira ou outra aproximam o nosso contato com o sentimento de folhear páginas lotadas de letras e, às vezes, imagens.

Chega um nível, porém, em que o hábito atinge tamanha proporção que não se restringe mais a lugar nem hora, então ler se torna uma necessidade sem fronteiras. Nisso, precisamos adaptar diferentes locais para satisfazer o vício, mas você sabe quais são os 10 lugares preferidos dos leitores e o motivo da escolha?

Provavelmente o que mais te agrada está nessa lista, se não, coloque nos comentários abaixo os “cantinhos de leitura” que te acompanham no dia-a-dia.

Bem, a divisão é feita entre locais “públicos” e “privados”.

PÚBLICOS:

Parques: Os parques com seu aspecto de calmaria, o sol no rosto e a brisa suave, com certeza não poderiam deixar de integrar essa lista. Seja por causa de um piquenique com a família, ou apenas para se divertir num final de semana à tarde, a leitura no parque é sempre boa por relaxar e deixar os ares abertos para imaginação, além de, nas pausas, possibilitar que você tente encontrar seus personagens favoritos nos contornos das nuvens.

Livrarias/Bibliotecas: Um lugar clássico, onde o silêncio é lei. Nas bibliotecas a leitura te devora, afinal, quem não sente aquele estímulo de folhear um bom livro quando rodeado de tantas obras? A energia do lugar já é propícia, sem contar que se você estiver numa livraria, pode aproveitar e levar o seu “mais novo amigo” consigo para casa.

Cafeterias: Um lugar aclamado por hipsters, a cafeteria é sempre uma ótima opção, principalmente em dias frios. Lembro-me de um dia na Paulista entrar no Starbucks para comprar chocolate quente e aqueles sofás, junto ao calor do ambiente, implorarem para que eu sentasse e abrisse um bom livro. Quem nunca teve essa sensação, não sabe o que está perdendo.

Ônibus/Trens: Apesar de às vezes ser difícil manter a concentração, por causa daquela senhora que decidiu fazer todas as suas lamentações por telefone ou de algum mal humorado querendo discutir com o cobrador, os transportes públicos são sempre um lugar mágico para a leitura. Eles podem complementar o cenário dos livros, além da diversão em olhar o rosto das pessoas e imaginar se elas parecem ou não com os personagens daquela página. Quantas vezes já não foi encontrada “aquela (ou aquele) inspiração” apenas numa viagem de ônibus?

Praças: Mais comuns no interior dos estados, as praças também fazem parte dos lugares públicos preferidos. A atmosfera é tomada por lazer, com jovens conversando e senhores jogando xadrez ou damas, o que torna as praças bem parecidas com os parques, só que em uma versão reduzida. Além do mais, sentar nos bancos brancos ou acinzentados e apreciar uma grande obra é um sentimento renovador.

PRIVADOS:

Cama: Se você é daqueles que consegue se manter acordado quando opta por ler nesse local, então com certeza a cama é um dos seus lugares preferidos para leitura. A versatilidade com que podemos nos mover para encontrar a posição mais confortável e a sensação de um lugar seguro com o qual já estamos familiarizados torna a cama um clichê, mas dos bons, para apreciar seu título favorito.

Banheiro: Apesar de parecer engraçado, a associação sobre revistas X no 2 fez com que o banheiro se tornasse um excelente local para leitura. É silencioso e não oferece muitos elementos para distração, a não ser que você tenha vizinhos que adoram deixar o som alto, enfim, uma opção de um dos locais mais privados para ler.

Sofá: O parque está para a praça, como o sofá está para a cama. A vantagem do sofá é também termos a possibilidade de procurar a posição mais confortável, só que com menos riscos de ler mais páginas e acabar dormindo. Isso sem contar que o sofá é um espaço que não tem hora para um bom livro, seja chegando tarde do trabalho, depois do almoço ou apenas para relaxar antes de começar o dia.

Carro: Em grandes metrópoles, o carro se tornou item obrigatório nessa lista. O motivo? Quando você se depara com 300 km de trânsito, com certeza não há programa de rádio que seja suficiente para vencer o tédio de olhar a escuridão do lado de fora e se manter a 0 km/h. Não obstante, você também não pode cochilar dentro do carro, então é sempre uma alternativa para trânsitos infinitos ou viagens longas para os que não se sentem enjoados com o movimento do veículo.

Special Spot: Um coringa para essa lista, o special spot (ou lugar especial) faz parte somente da seção de locais privados porque todos nós temos o nosso canto íntimo para leitura que pode ter sido esquecido. Pode ser o prazer de uma escrivaninha, quando se precisa de uma leitura que requer mais atenção, ou aquele quartinho que você dedicou para ser sua biblioteca pessoal, enfim, os special spots são aqueles não citados que você pode deixar no comentário ou que esteve pensando com carinho enquanto lia essa matéria.

Cresce no Brasil o mercado de livros infantojuvenis voltados para meninas

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O surgimento de novas autoras impulsiona o processo

Publicado no Zero Hora

Cresce no Brasil o mercado de livros infantojuvenis voltados para meninas Diagramação ZH/Reprodução

É um filão que cresce e ganha corpo como seu público-alvo, as adolescentes.

O fenômeno cada vez mais vistoso da literatura infantojuvenil voltada para garotas, que faz a fama de nomes como a americana Meg Cabot e a brasileira Thalita Rebouças, já tem uma leva de autoras best-sellers no Brasil.

Pode não ser esse um nicho tão badalado quanto o universo dos bruxos, vampiros e seres fantásticos, mas a, digamos, jovem literatura mulherzinha, que tem características de diário íntimo e conversa entre melhores amigas, ocupa espaço cada vez mais relevante nas estantes das livrarias.

– Quando comecei, há 10 anos, era praticamente só eu. Hoje, quando vejo tanta gente querendo escrever para esse público, fico muito feliz. Mas ainda é um mercado pequeno se comparado ao americano, por exemplo – diz Thalita, autora de sucessos como Fala Sério.

Na mesma trilha, seguem autoras como Paula Pimenta, conhecida pela série Fazendo Meu Filme, e Patricia Barboza, que assina a série As Mais.

– Na época em que eu era adolescente, existiam vários livros como os da coleção Vagalume. Mas, durante um tempo, não apareceu nenhuma novidade, até que a Thalita revitalizou esse mercado – destaca Paula. – Escrevo lembrando de histórias que vivi. As experiências dessa fase são mais ou menos as mesmas.

Segundo Patricia Barboza, identificação com a garotada é um fator de grande importância:

– A maioria dos títulos para esse público eram traduções de best-sellers internacionais. As adolescentes são grandes leitoras e, quando encontram livros com características brasileiras, identificam-se imediatamente. Com as redes sociais, o contato direto com as escritoras aumentou ainda mais o interesse. A autora de livros infantojuvenis se tornou quase uma amiga, aquela com quem você pode compartilhar um problema pelo e-mail, tirar foto, conversar abertamente.

O interesse por essa fatia cor-de-rosa do mercado teen – o segmento jovem responde por entre 30% e 45% das vendas totais das editoras – estimula iniciativas como o recente lançamento de O Livro das Princesas, assinado por Paula, Patricia e pelas americanas Meg Cabot e Lauren Kate, best-sellers internacionais.

– Procurei reunir autoras com as quais as adolescentes já têm uma identificação. A Meg tem mais de 1 milhão de exemplares vendidos aqui, a Lauren Kate, 800 mil. Espero que essa união mostre a popularidade das nossas autoras para o mercado internacional – diz Ana Lima, editora do selo Galera Record.

Responsável pela área comercial da Editora Gutenberg, que tem Paula entre seus autores, Judith Almeida confirma que aumenta a oferta de textos para esse público:

– Muitos querem escrever sobre esse universo, mas o sucesso da Paula vem do fato de ela conseguir se comunicar como uma igual, e não como uma adulta se passando por adolescente. A rigor, ela escreve para meninas de 16 e 17 anos, que se identificam com histórias sobre o fim da vida escolar. Mas as filas nos seus lançamentos indicam que ela conquistou também meninas de 11 e 12 anos. Se o universo fantástico contempla meninos e meninas, esse nicho específico do universo feminino conta com fãs muito fiéis.

O Livro das Princesas

> Recém-lançado pelo selo Galera Record, o livro que reinventa personagens clássicas dos contos de fada com uma abordagem contemporânea ilustra o investimento das editoras brasileiras em autoras nacionais. Nesta coletânea, ao lado de duas norte-americanas reconhecidas internacionalmente – Meg Cabot (de Diário da Princesa) e Lauren Kate (de Fallen) –, estão as best-sellers Paula Pimenta (de Fazendo Meu Filme) e Patricia Barboza (As Mais), que seguem os passos da carioca Thalita Rebouças.

Thalita Rebouças

> A escritora carioca já vendeu mais de 1 milhão de exemplares de títulos como os da série Fala Sério. Lançou sete livros em Portugal e prepara para 2014 sua entrada no mercado latino-americano. Em agosto, na Bienal do Livro, Thalita lançará, pela Rocco, Ela Disse, Ele Disse – O Namoro, parceria com Mauricio de Sousa ilustrada pela Turma da Mônica Jovem. Em outubro, apresenta seu primeiro livro infantil, Por que Só as Princesas se Dão Bem?. O musical Tudo por um Pop Star, inspirado em seu livro homônimo, está em cartaz no Rio.

Paula Pimenta

> A autora mineira já soma mais de 250 mil exemplares de livros vendidos. De seus nove títulos, destacam-se os quatro volumes da série Fazendo Meu Filme (editora Gutenberg), iniciada em 2008 e que tem como protagonista Fani, uma menina apaixonada por cinema que vê sua vida sofrer uma reviravolta após fazer um intercâmbio – o primeiro volume vendeu 64,4 mil exemplares. Em 2011, Paula lançou o primeiro livro de uma nova saga, Minha Vida Fora de Série, sobre uma adolescente que encara o recomeço decorrente de uma mudança de cidade.

Patricia Barboza

> A escritora carioca tem nove livros publicados e é conhecida pelo sucesso da série intitulada As Mais, cujo primeiro volume, lançado em 2012, já vendeu 20 mil exemplares – outros dois volumes somam mais 10 mil livros vendidos. As Mais fala sobre a amizade de quatro meninas, Mari, Aninha, Ingrid e Susana. O primeiro livro é narrado pelas quatro personagens. A partir do segundo, cada garota narra sua própria versão da história – a série terá cinco volumes. Publica pela Verus, selo da editora Record.

Novas autoras

> Entre outras escritoras que despontam no universo adolescente, destaca-se a paulista Carina Rissi, de Perdida, lançado em 2010 pela Verus e relançado em 2013. Uma das apostas da Gutenberg é Bruna Vieira, mineira de 19 anos que levou para o livro Depois dos Quinze seus relatos no blog homônimo – lançado em março, já vendeu 15 mil exemplares. A mesma editora prepara o lançamento de Diário de Classe, no qual a catarinense Isadora Faber, 13 anos, narra as experiências escolares que foram tema de polêmica quando publicadas no Facebook.

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