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The Witcher | Série de TV chega na Netflix ainda em 2019, diz Ted Sarandos

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Chefe de conteúdo da plataforma garantiu que programa é previsto para este ano

Arthur Eloi, no Omelete

A série de TV de The Witcher chegará ainda em 2019, confirmou Ted Sarandos, chefe de conteúdo da Netflix. A informação é do Deadline [via PC Gamer].

Anteriormente, era especulado que o seriado só fosse estrear por volta de 2020, mas a própria showrunner Lauren S. Hissrich depois reinterou que o programa ainda é previsto para este ano. Agora, a previsão foi oficialmente confirmada, e a série já está sendo rodada na Europa.

The Witcher tem Henry Cavill no papel de Geralt de Rivia. Segundo a sinopse prévia, o personagem é um “mutante caçador de monstros que luta para encontrar seu lugar em um mundo onde as pessoas provam com frequência serem mais perversas que as bestas”. O programa contará com oito episódios, gravados no leste e centro da Europa – principalmente na Polônia, país de origem da franquia.

É importante ressaltar que o seriado da Netflix não será baseado nos games da CD Projekt RED e sim na série de livros escrita por Andrzej Sapkowski.

Como ensinar habilidades socioemocionais para as crianças por meio da Literatura

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Crianças aproveitam o “faz de conta” para elaborar suas prórias questões: Crédito: Pixabay

Além de estimular sentimentos como empatia, personagens podem ensinar crianças e adolescentes a lidar com emoções complexas no processo de crescimento

Camila Cecílio, na Nova Escola

Observar através da janela a cidade que, embora às vezes suja, guarda muitas belezas. Perceber que há pessoas diferentes convivendo em um mesmo espaço – um rapaz tatuado que não tira os olhos do celular, um homem cego com seu cão-guia, um músico e seu violão ou uma senhora segurando um vidro cheio de borboletas. Essas são algumas das experiências que o menino Cadu tem ao andar de ônibus no livro Última parada, Rua do Mercado, de Matt de la Pena.

Ao lado da avó, Cadu aprende que é preciso ser gentil com os outros, dizer boa tarde e oferecer o assento no ônibus a quem mais precisa. “É um convite para olhar ao redor com disponibilidade para perceber a poesia nos detalhes e, principalmente, nos outros”, diz a obra, que faz parte do conteúdo trabalhado com crianças dos anos iniciais do Ensino Fundamental no Colégio Marista Anjo da Guarda, em Curitiba (PR), para desenvolver nos pequenos habilidades socioemocionais, como a empatia.

Estudos feitos por universidades ao redor do mundo indicam que ler torna as pessoas mais empáticas. A pesquisa de autoria do professor Keith Oatley, do Departamento de Psicologia Aplicada e Desenvolvimento Humano da Universidade de Toronto, no Canadá, aponta que, ao investigar a vida de personagens da ficção – suas emoções, motivações e pensamentos –, o leitor pode formar suas próprias ideias e aplicá-las na vida real.

Para Oatley, que também é romancista, o estudo reforça a necessidade das humanidades em escolas e universidades como parte do processo educacional. Fortalece, ainda, a ideia de que a ficção, não apenas em livros, mas em romances, contos, peças e filmes, não é apenas entretenimento, mas “tão importante quanto estudos de engenharia e negócios”.
Literatura, uma aliada no dia a dia escolar

Professora e pós-doutora em Artes pela Universidade de Campinas (Unicamp), Fernanda Maria Macahiba Massagardi acredita que ensinar não é simplesmente determinar, informar e deixar as crianças ansiosas com “uma quantidade desumana de conteúdo sem sentido”, mas sim mediar, levar o aluno a pensar e agir a partir de reflexões individuais e coletivas. Ela sustenta que, além de possibilitar a imersão em um mundo de sensibilidades, a educação literária contribui para o desenvolvimento cognitivo e afetivo, na medida em que proporciona a formação de um sujeito crítico, que não apenas decodifica, mas interpreta e recria situações. Em sua tese de doutorado, Percursos da Literatura na Educação – Ensinar Contando Histórias, a pesquisadora analisa as obras Nárnia, de C. S. Lewis, e Sítio do Pica-pau Amarelo, de Monteiro Lobato, nas quais aponta a relação de alguns personagens com o desenvolvimento da criança.

Livros usados por escola pública de Fortaleza (CE). Crédito: Camila Baccin

Trazer essas relações para a sala de aula requer um professor com conhecimento sobre o processo criativo, a representação do mundo na criança, a aquisição de conhecimentos, a vida real e os sonhos de seus alunos – além de entender quais fatores incentivam as crianças a buscar momentos de prazer e conhecimento na leitura.

Por seu lado, as crianças aproveitam o “faz de conta” para elaborar, ainda que de maneira inconsciente, seus pontos de vista. Celize Ogg Nascimento Domingos, coordenadora pedagógica dos anos iniciais do Ensino Fundamental do Colégio Marista Anjo da Guarda, em Curitiba (PR), conta que os pequenos são capazes de observar conflitos e emoções de personagens. Na instituição, o conteúdo trabalhado com alunos do 1º ao 5º ano aborda, especialmente, questões relacionadas às diferenças, presentes em livros como Diversidade, de Tatiana Belinky, O Reizinho Mandão, de Ruth Rocha, e o já citado Última Parada, Rua do Mercado. Os efeitos da literatura transpõem a sala de aula e acabam chegando aos responsáveis, diz a coordenadora.

“Pedimos aos pais para buscar na literatura formas de conversar com a criança, que muitas vezes não sabe verbalizar algumas coisas, mas encontra na fantasia um repertório maior para se comunicar”, diz ela. Celize cita como exemplo crianças que sempre pedem para ouvir as mesmas histórias. “Significa que aquele enredo vai além da fantasia, que está trazendo emoções que fazem com que ela, de alguma forma, se reconheça ali”.

A noção de que os livros guardam não apenas ensinamentos, mas também sentimentos e realidades particulares e sociais foi um aprendizado pessoal da pesquisadora Fernanda Massagardi. Para ela era mágico perceber que a Narizinho de Monteiro Lobato, como ela, também subia em árvores e gostava de se debruçar sobre as margens de um rio. “A mágica da literatura é que ela pode não ser real, mas oferece experiências muito mágicas”.
O aluno como protagonista de sua própria história

Para os jovens, a percepção da relação entre a literatura e as habilidades socioemocionais é um pouco diferente, mas o impacto é tão grande quanto. A experiência da Escola Estadual Aloysio Barros Leal, no Ceará, mostra que por meio do exercício de se colocar no lugar das pessoas é que se aprende a ter um olhar generoso.

Situada na periferia de Fortaleza, com uma significativa parcela da comunidade do entorno de origem negra, há três anos a escola passou a trabalhar obras das escritoras Conceição Evaristo e Angela Davis com seus alunos. “Quando trago Conceição Evaristo, trago uma escritora negra que traz na cor de sua pele o mapa de sua história, trago alguém que relata a história das mães, avós e bisavós desses alunos, que conta a história das mulheres brasileiras”, conta a professora Camile Baccin, especialista em Ensino Metodológico de Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Com isso, diz ela, os alunos exercitam autoconhecimento, empatia, sensibilidade. “Muitos dos meninos e meninas se identificam e se reconhecem nas narrativas e na poética dessa escritora”.

O projeto surgiu de uma preocupação da professora em desenvolver nos jovens as competências socioemocionais para lhes dar ferramentas e lidar com um cotidiano em que o preconceito e os tantos “nãos” ouvidos todos os dias contribuem para torná-los insensíveis. “Comecei a me perguntar de que forma a literatura poderia impactar no desenvolvimento socioemocional desses jovens que vêm de uma realidade tão árida, de vidas tão duras, cheios de faltas, sem estrutura familiar e socioeconômica”, diz.

Partindo do que considera os principais pilares das habilidades socioemocionais – conhecer, fazer, ser e conviver – Camile apoiou seu trabalho na música e na literatura. “A gente se questiona: como é que minhas experiências podem desenvolver uma relação com a arte da literatura? Peço a eles que tragam suas histórias e seus relatos para que possamos confrontar com os textos. Eu trago as músicas dos Racionais MC e eles reconhecem as características da vida deles nas músicas do Mano Brown, enfrentando e quebrando paradigmas de uma sociedade tão injusta”.

O que diz a BNCC?

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) tem 10 Competências Gerais como pilares: conhecimento; pensamento científico, crítico e criativo; repertório cultural; comunicação; cultura digital; trabalho e projeto de vida; argumentação; autoconhecimento e autocuidado; empatia e cooperação; e responsabilidade e cidadania.

As competências são definidas como uma mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.

Socioemocionais na prática

Essa definição aponta para a necessidade de os alunos serem capazes de utilizar os saberes adquiridos para dar conta do seu dia a dia, sempre respeitando princípios universais, como a ética, os direitos humanos, a justiça social e a sustentabilidade ambiental.

Na prática, as escolas devem promover não apenas o desenvolvimento intelectual, mas também o social, o físico, o emocional e o cultural, compreendidos como dimensões fundamentais para a perspectiva de uma educação integral. A despeito de todas as novas tecnologias, Fernanda Massagardi reforça que “o professor é o grande guardião do saber na hora de ensinar habilidades socioemocionais”.

A seguir, a professora Camile Baccin explica, passo a passo, como trabalhar habilidades socioemocionais com alunos do Ensino Médio. Para isso, ela escolheu uma atividade que pode ser desenvolvida em quatro horas de aula, com o intuito de despertar a empatia por meio do texto literário.

Passo 1: A escolha do texto
A escolha do conteúdo a ser trabalhado com os alunos deve ser minuciosa. Camile, por exemplo, avaliou todo o contexto de suas turmas do Ensino Médio e decidiu priorizar a literatura feminina negra com textos que recaem, sobretudo, na existência difícil das personagens femininas afrodescendentes, que enfrentam um cotidiano racista, estruturado num sistema historicamente preconceituoso. Tudo é intersecção: gênero, raça e classe, por isso a escolha do material.

Passo 2: Conhecendo os escritores

Os escritores podem ser apresentados aos alunos por meio de slides e/ou entrevistas disponíveis em vídeos em plataformas como o Youtube. Para isso, a dica é organizar a sala em semicírculo para, em seguida, iniciar um debate.

Passo 3: A entrega do texto escolhido
Camile propõe que o material escolhido seja entregue individualmente a cada aluno. O momento deve ser de leitura individual e silenciosa.

Passo 4: A apresentação do conteúdo
A ideia é apresentar o conteúdo para toda a classe. Se for a leitura de um poema, por exemplo, a sugestão da professora Camile é que cada aluno leia, de forma voluntária ou escolhidos pelo professor, uma estrofe.

Passo 5: As vozes da sala
Agora é hora de ouvir os alunos. Promover o debate a partir do conceito de identidades e levantar a questão: quem se identifica com o livro/texto/poema?

Passo 6: O que é empatia?
Nesse debate, discuta o significado de empatia para preparar os alunos para uma produção escrita. A sugestão é que os alunos escrevam relatos pessoais relacionando suas histórias com o conteúdo abordado na aula.

Passo 7: Anotações
As anotações serão entregues à professora para uma revisão e devolvidos na aula seguinte para a reescritura. O resultado do processo pode ser um painel com a exposição dos relatos e dos textos lidos. O título do painel sugerido: Por que desenvolver a empatia é importante?

‘A incendiária’, de Stephen King, ganha nova edição

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Livro faz parte da coleção ‘Biblioteca Stephen King’, que republica os livros do autor em edição especial, com nova tradução e conteúdo extra

Publicado no Publishnews

Após anos esgotado no Brasil, A incendiária (Suma / Companhia das Letras, 450 pp, R$ 64,90) volta às livrarias como parte da Biblioteca Stephen King, coleção de clássicos do mestre do terror em edição especial com capa dura e conteúdo extra. No livro, Andy e Vicky eram apenas universitários precisando de uma grana extra quando se voluntariaram para um experimento científico comandado por uma organização governamental clandestina conhecida como “a Oficina”. As consequências foram o surgimento de estranhos poderes psíquicos — que tomaram efeitos ainda mais perigosos quando os dois se apaixonaram e tiveram uma filha. Desde pequena, Charlie demonstra ter herdado um poder absoluto e incontrolável. Pirocinética, a garota é capaz de criar fogo com a mente. Agora o governo está à caça da garotinha, tentando capturá-la e utilizar seu poder como arma militar. Impotentes e cada vez mais acuados, pai e filha percorrem o país em uma fuga desesperada, e percebem que o poder de Charlie pode ser sua única chance de escapar.

Bom humor faz bem na hora dos estudos

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Publicado no Universia Brasil

Dicas para encarar toda a bateria de conteúdos para o vestibular ou faculdade com um sorriso no rosto – vai fazer bem para você!

Correria do dia a dia, problemas familiares e cobranças excessivas no trabalho: receita infalível para deixar qualquer um com a cara fechada. Mas essa não é bem a fórmula ideal quando o assunto é se debruçar sobre os livros. Especialistas apontam que o bom humor faz bem na hora dos estudos.

Não é necessário virar um comediante de stand-up comedy da noite para o dia. Algo mais simples, como fazer relações divertidas com as disciplinas já é um grande passo para deixar a atividade mais leve e produtiva. Conheça dicas para encarar toda a bateria de conteúdos para o vestibular ou faculdade com um sorriso no rosto.

Crie paródias para memorizar o conteúdo

A criatividade sempre é uma grande aliada no desenvolvimento das atividades diárias. Por que não usá-la também para os estudos? Especialistas apontam que transformar o conteúdo estudado em música ajuda a gravá-lo com mais facilidade na memória. Basta pegar uma canção de seu agrado e fazer uma paródia, substituindo a letra original pelo texto da matéria estudada, por exemplo.

Sorria mais para vencer o estresse

As emoções refletem no seu desempenho. Por isso, dar risadas com mais frequência é uma arma poderosa para vencer o estresse e alcançar a saúde mental. O resultado positivo vem com a produtividade dos estudos, que aumenta consideravelmente.

Você não é uma máquina: cuidado com o estresse na faculdade

Seja mais organizado

Uma coisa influencia a outra. Se você derrota o nervosismo, a produção dos estudos ganha mais eficácia e é possível se organizar melhor. Valorizar, de fato, o tempo dedicado ao aprendizado.

Com isso, as horas diante do livro são melhores aproveitadas e você percebe que consegue aprender o mesmo conteúdo gastando metade do tempo que gastava antes de adotar a filosofia do bom humor.

Desenvolva prazer em estudar

Para muitos, ficar horas com os olhos voltados para os cadernos é uma verdadeira tortura. Profissionais da área de educação observam que boa parte dos alunos não sabe como estudar por conta própria e isso se torna motivo de aborrecimento.

Ao contrário do que se prega por aí, o estudo não é apenas uma atividade de memória e repetição. Na maioria dos conteúdos é preciso adotar uma postura mais crítica diante da temática abordada.

Diante desse cenário, o bom humor torna-se trunfo para se destacar nas avaliações e, por que não, na carreira profissional.

Jornalista roda 17 mil km atrás da educação e transforma experiência em negócio

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 Caio Dib (último, à direita) durante participação em debate no Festival Path Foto: Divulgação

Caio Dib (último, à direita) durante participação em debate no Festival Path Foto: Divulgação

Visita a 58 cidades durante cinco meses à procura de inovações na área vira matéria-prima para produção de conteúdo educacional e consultoria

Filipe Albuquerque, na Gazeta do Povo

Aos 22 anos, um estudante recém-formado em jornalismo deixou um emprego em São Paulo, juntou as economias obtidas em estágios e se atirou em uma viagem de 17 mil quilômetros de ônibus, por 58 cidades do nordeste e centro-oeste do Brasil, atrás de práticas inovadoras de educação. Hoje, aos 27, Caio Dib faz da experiência, que chamou Caindo no Brasil, seu trabalho. Ele montou uma agência de conteúdo especializada em educação a partir da realidade brasileira e atua como consultor na área. A aventura gerou ainda dois livros. “É o que paga as minhas contas”, diz.

“O carro-chefe é mapear e contar histórias de boas práticas de educação”, explica Dib. São essas histórias mapeadas e conhecidas pelo jornalista que o inspiram para a criação das “micro jornadas” de aprendizagem, conteúdos ofertados via WhatsApp dirigido a professores. Os cursos abordam metodologias alternativas, competências socioemocionais e tecnologia, criatividade e ferramentas.

No momento, o jornalista presta serviço de consultor à Secretaria de Educação de Mato Grosso do Sul, na elaboração do planejamento estratégico do ensino médio do estado. Uma das metas, conta, é entregar um processo educacional que esteja mais conectado à realidade dos estudantes para reduzir a evasão escolar e da repetência.

Segundo a Secretaria de Educação do Mato Grosso do Sul, os índices de abandono e reprovação na rede estadual de ensino chegam a 22%. Em todo o país, dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) revelam que, entre os anos de 2014 e 2015, 12,9% e 12,7% dos alunos matriculados na 1ª e 2ª série do Ensino Médio, respectivamente, abandonaram as salas de aula.

Para manter a agência sustentável financeiramente, Dib optou por manter uma estrutura enxuta: ele e sua assistente trabalham em home office, conectados o tempo todo, o que lhe permite viajar sempre que é chamado sem se preocupar com uma rotina de escritório. Para discutir o andamento dos trabalhos, os dois se encontram uma vez por semana nas dependências de uma das empresas parceiras.

“Hoje estou muito concentrado em ajudar projetos a serem mais potentes em educação e, principalmente, trazer a educação mais para perto das pessoas, do brasileiro comum, contando histórias e trazendo experiências para mais pessoas”, afirma Caio.

Com a agência Caindo no Brasil, título de seu projeto pessoal, vende o livro com o mesmo nome, cursos rápidos para professores com conteúdo transmitido via WhatsApp, e realiza curadorias para eventos que tenham algum braço em educação. Há três anos o Caindo no Brasil responde pela curadoria da área de educação do Festival Path, um dos principais do país em inovação e criatividade. E, durante as Olimpíadas de 2016, a agência cuidou do trabalho educacional dos jogos, patrocinado por uma multinacional do setor químico, levando às escolas públicas de cidade de São Paulo histórias sobre os jogos olímpicos e paralímpicos.

Desde setembro de 2013, o jornalista contabiliza mais de 180 palestras realizadas. E a partir do ano seguinte, quando iniciou o trabalho da agência e, em paralelo, o de consultor, informa ter se envolvido de mais de 30 trabalhos, entre projetos e consultoria. No primeiro livro, Dib relata as experiências vividas, ao longo dos cinco meses, no contato com práticas de educação que saem do comum, como a da Fundação Casa Grande, em Nova Olinda, a 560 quilômetros de Fortaleza (Ceará), cujo trabalho de educação não formal, que envolve a recuperação da memória dos índios kariris, capacita crianças e jovens para atuar na área da educação. O próximo livro deve ser publicado no ano que vem, quando ele pretende lançar ainda um portal sobre educação.

Desafio e aprendizado

Caio Dib acredita na metodologia de aprendizagem baseada na investigação, que leva os alunos a trabalharem no desenvolvimento de projetos ou produtos. Uma questão que desafie os estudantes é o ponto de partida para a realização do trabalho que vai permitir aprenderem e aplicarem conceitos e conteúdos que, no modelo tradicional, são oferecidos de modo expositivo em sala de aula.

Como consultor, Dib trabalhou na elaboração do currículo escolar de um colégio particular em Santo André, no ABC Paulista. O currículo, explica, foi pautado pelo conceito de aprendizado por projetos. “O aluno vai aprender unidade de medida medindo a quadra da escola, para ajudar a resolver um problema. O professor de matemática estará com ele na quadra, e vai dar o suporte necessário em sala de aula”.

“Como é uma escola nova, um dos projetos é que os alunos conheçam o espaço da escola, a história das pessoas, a comunidade. Vão construir relação com a escola no momento de exploração dela”, afirma. Para isso, os estudantes terão mapas digitais e físicos para conhecer as dependências da instituição. As aulas de Geografia serão utilizadas nesse processo para tratar de mapeamento, paisagem e outros fenômenos. “A gente quer construir de um jeito que seja interdisciplinar e que o aluno consiga enxergar utilidade no conhecimento”.

Em seu trabalho como educador em um curso extracurricular em uma escola na região central da cidade de São Paulo, Dib foi surpreendido com o resultado do envolvimento dos alunos. Mais precisamente, de um estudante de 12 anos. O estudante contou a Dib que tinha uma ideia para resolver o problema de trânsito em uma via do bairro onde morava: um aplicativo para celular. “Respondi para ele: ‘Genial, só que vamos ter que chamar alguém para fazer um aplicativo, porque eu não sei fazer’”. Foi então que, conta Dib, o menino tirou o celular do bolso e respondeu: ‘Não precisa, já fiz’.

A turma do 9º ano dessa mesma escola utilizou conhecimentos de trigonometria para medir o comprimento necessário de uma corda para um balanço a ser instalado em uma praça no bairro, reformada a partir de um mutirão organizado pelos próprios estudantes dentro do curso extracurricular ministrado por Dib. Para o trabalho, Dib levou os alunos a uma reunião com o subprefeito da região.

“Hoje estou muito concentrado em ajudar projetos a serem mais potentes em educação e principalmente trazer a educação mais para perto do brasileiro comum”, enfatiza.

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