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Edição comentada de ‘A Máquina do Tempo’ traz conto que originou livro

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Rod Taylor viaja no tempo na adaptação de George Pal (1960) Foto: Warner Home Video

H.G. Wells não foi o primeiro autor a imaginar viagens no tempo, mas foi pioneiro ao pensar uma máquina capaz de realizar essa proeza

André Cáceres, no Estadão

Com a descoberta da Antártida, no início do século 19, não havia mais nenhum continente a ser encontrado, mas isso não significa que a humanidade deixou sua curiosidade de lado. O escritor britânico H.G. Wells (1866-1946) nasceu tarde para perseguir novas terras e cedo para ver a corrida espacial florescer. Dedicou-se, então, a outros tipos de exploração. Em seus romances de aventura com bases científicas – o termo “ficção científica” só seria cunhado pelo editor Hugo Gernsback, no início do século 20 –, Wells se debruçou sobre quimeras híbridas de humanos com animais em A Ilha do Dr. Moreau (1896); o perigo militar da aviação em A Guerra no Ar (1908); e o planeta vermelho em A Guerra dos Mundos (1898); mas um dos temas que mais o fascinou foi o tempo. Seu primeiro romance, A Máquina do Tempo (1895), ganha no Brasil uma nova edição comentada, lançada pela Zahar, com direito a esclarecedoras notas de rodapé e acompanhando o conto Os Argonautas Crônicos, cuja ideia inicial embasou o livro.

Na trama, o protagonista, identificado apenas como Viajante do Tempo, é um excêntrico inventor vitoriano que cria um dispositivo capaz de se transportar pela chamada quarta dimensão. Antes de jantar com seus amigos, decide ir ao ano 802.701, ávido pelo progresso do intelecto humano. Todavia, frustra-se ao descobrir que a humanidade se degenerou em duas espécies irreconhecíveis: os Elói, seres frágeis e desprovidos de qualquer inteligência ou criatividade, que apenas viviam de forma idílica; e os Morlocks, criaturas desprezíveis que habitavam túneis subterrâneos e caçavam à noite suas contrapartes da superfície.

No excelente texto de apresentação, Adriano Scalondara explica que Wells não foi o primeiro autor a imaginar viagens no tempo. Livros como o francês L’An 2440, de Louis-Sébastien Mercier (1770), o irlandês Memoirs of the Twentieth Century, de Samuel Madden (1733), e os americanos Rip Van Winkle, de Washington Irving (1819), e Looking Backward, de Edward Bellamy (1888), antecederam A Máquina do Tempo. “Convém observar ainda que em todos esses casos a viagem se dá por meios místicos, mágicos ou sobrenaturais. A grande inovação de Wells foi ter concebido, a sério, a ideia de um dispositivo que poderia ser construído pela engenhosidade da ciência humana.”

Nem mesmo os amigos acreditam no relato do Viajante do Tempo, a não ser pelo narrador. O Médico – a maioria dos personagens são referidos por suas profissões – questiona se o protótipo da máquina que vê sumir diante de seus olhos não é um truque “tal como aquele fantasma que o senhor nos mostrou”. Lúcido, Wells oferecia um ceticismo salutar que era um contraponto ao pensamento corrente – até Arthur Conan Doyle se rendeu à superstição que seduzia intelectuais à época.

Wells se inspira nas discussões de filósofos como Thomas More e Platão, que teorizam sociedades perfeitas em Utopia e A República, mas segue na contramão do pensamento da Belle Époque ao vaticinar o declínio da humanidade no futuro. Mary Shelley já havia imaginado uma catástrofe que destrói a civilização no romance O Último Homem, e A Máquina do Tempo retoma esse tom apocalíptico indo além de nossa vulnerabilidade ante um cataclisma. Como biólogo, Wells demonstra que a evolução darwiniana (seu orientador era Thomas Henry Huxley, avô de Aldous e um dos principais defensores públicos da teoria de seu amigo Charles Darwin) inevitavelmente provocará a extinção humana. Assim como qualquer espécie se modifica gradualmente, também nós devemos sofrer mutações que, ao longo de um grande intervalo de tempo, nos tornará irreconhecíveis. Se aceitar a própria mortalidade individual já demanda uma enorme coragem intelectual, aceitar o iminente fim da humanidade é notável.

“Pela primeira vez comecei a compreender uma estranha consequência dos esforços sociais nos quais estamos engajados no presente”, relata o Viajante do Tempo. “A força é um resultado da necessidade; a segurança é um convite à fraqueza.” Ou seja, justamente os esforços que a sociedade do fin de siècle fazia para progredir tecnologicamente eram a raiz da debilidade dos Elói e da selvageria dos Morlocks – uma conclusão que contraria as expectativas otimistas da época, que logo seriam postas em cheque pela 1.ª Guerra Mundial.

No fim de sua expedição, o Viajante do Tempo avança para um futuro ainda mais distante, e seu relato impressiona: “Não consigo transmitir o sentimento de desolação abominável que pairava sobre o mundo. O céu rubro do oriente, o negrume do norte, o salso mar Morto, a praia rochosa infestada daqueles monstros vis e lentos, o verde uniforme e de aspecto venenoso dos liquens, o ar rarefeito que feria os pulmões: tudo contribuía para um efeito aterrador”. O planeta se desfigura cada vez mais até que encontra seu fim, como prevê a ciência. Não contente em preconizar a decadência humana, Wells constata o ocaso da Terra. “Por fim, um por um, rapidamente, um atrás do outro, os picos brancos nas colinas distantes desapareceram nas trevas. A brisa cresceu até se tornar um vendaval que gemia. Vi a sombra central escura do eclipse varrer o ar acima de mim. No instante seguinte, só as estrelas pálidas estavam visíveis. Todo o resto era uma obscuridade afótica. O céu estava absolutamente negro.”

Esse tom fatalista ressoa em outra obra de Wells sobre o futuro, O Dorminhoco (1899), em que um sujeito entra em estado letárgico por dois séculos e acorda em uma sociedade distópica, cuja economia gira em torno de seu patrimônio, que cresceu exponencialmente durante seu sono. Wells não impinge otimismo em seus vislumbres futuristas, e o remédio, segundo o narrador de A Máquina do Tempo, é um só: “Se assim for, o que nos resta é continuar vivendo como se assim não fosse.”

‘A Corredora’: Conto de Stephen King vai virar filme

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Rafaela Gomes, no CinePop

Mais uma obra do autor Stephen King será adaptada para os cinemas. Dessa vez, o conto ‘A Corredora’ migrará para as telonas. A informação foi divulgada pelo portal Deadline.

Segundo a publicação, o projeto unirá King ao diretor Craig R. Baxley, cineasta responsável por dar vida à várias histórias do autor, como ‘Storm of the Century’ e ‘A Casa Adormecida’, ambos escritos para TV pelo artista, no formato de filme e minissérie, respectivamente.

‘A Corredora’ será o primeiro projeto de King dirigido por Baxley que é de fato baseado em um material previamente publicado pelo autor. O filme também contará com Mitchel Galin como produtor, com quem o escritor já trabalhou diversas vezes no passado, como em ‘Cemitério Maldito’.

Esta também será 30ª adaptação dos materiais de Stephen King.

‘Demonizar um conto é consequência de nossa crise moral’, diz autor de livro recolhido pelo MEC

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José Mauro Brant defendeu melhor formação dos professores - Reprodução Facebook

José Mauro Brant defendeu melhor formação dos professores – Reprodução Facebook

 

José Mauro Brant afirma que histórias da cultura popular costumam abordar temas delicados e defende papel do professor como mediador

Paula Ferreira, em O Globo

RIO — O autor do livro “Enquanto o sono não vem” — recolhido pelo MEC nesta quinta-feira devido ao conto “A triste história de Eredegalda”, que aborda a temática do incesto —, José Mauro Brant, criticou a “demonização” da obra promovida por setores da sociedade. Ele argumenta que elementos trágicos fazem parte do conteúdo literário da cultura popular e defende que é papel dos professores trabalharem esses temas de maneira adequada.

Embora tenha sido recolhido, o livro teve aprovação técnica do Centro de Alfabetização Leitura e Escrita (Ceale) da UFMG, que reiterou seu parecer com uma nova nota técnica em apoio à obra no dia 1º de junho.

— Eu não inventei essa história. É um livro de histórias contadas no Brasil e como todo conteúdo de cultura popular toca em assuntos delicados. As pessoas têm pouca informação sobre o que é o conto de fadas. De Chapeuzinho Vermelho a outros contos não são temais banais. É sempre uma mensagem de opressão, do bem contra o mal — afirmou Brant. — Esse livro tem 20 anos. O conto sempre gerou discussões interessantes, mas hoje em dia as pessoas são muito polarizadas. Em um momento tão difícil, com tanta coisa grave para discutir, demonizar um conto é curioso, é uma consequência de nossa crise moral.

Brant defende ainda que os professores trabalhem o conto de maneira adequada com os alunos, a fim de promover um desonvilmento positivo da criança.

— Esses livros chegaram para os educadores selecionarem e descobrirem o que querem trabalha. É uma história que existe há anos e é justamente para quem precisa tocar nesse assunto com uma criança. Como você quer que os alunos entrem em contato com esse tema? Não é mais fácil abordá-lo se ele vem através de um conto?

De acordo com o escritor, a discussão precisa ser deslocada para outro campo. Ele argumenta que é necessário discutir a formação dos educadores que irão abordar temas desse tipo em sala de aula, e não a proibição do livro.

— Esse debate é rico se a gente se ativer ao que pode melhorar. Não sabemos a quais professores os contos estão chegando. Se esses profissionais não tiverem preparo para mediar, precisaremos tornar tudo uma questão dogmática no sentido de permitir ou proibir. Vamos ter que censurar os Irmãos Grimm, Hans Christian Andersen, Monteiro Lobato. Houve uma diminuição das políticas de promoção da leitura, as pessoas não têm onde debater. Há uma crise de inteligência no Brasil — finaliza.

Game of Thrones | Novo conto do universo será publicado no Brasil em outubro

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Conto de George R. R. Martin em “The Book of Swords” será sobre filhos de Aegon Targaryen

Caio Soares, no Omelete

A antologia The Book of Swords, editada por Gardner Dozois e que terá um novo conto de George R.R. Martin ambientado em Westeros, será lançada no Brasil em outubro pela Editora LeYa. As informações são do jornalista do Globo, Lauro Jardim.

A história intitulada The Sons of the Dragon (“Os Filhos do Dragão”) retratará as vidas de Maegor Targaryen e Aenys I Targaryen, os filhos de Aegon I (“O Dragão” ou “O Conquistador”). George disse também que a obra compartilha a mesma fonte de A Princesa e a Rainha e O Príncipe de Westeros, os outros dois contos de história falsa sobre os Targaryen que foram publicados em antologias.

A Princesa e a Rainha está na coletânea Mulheres Perigosas, que será lançada em fevereiro pelo selo LeYa/Omelete e que já está em pré-venda. Também chamado de “Os Negros e os Verdes”, o conto narra a disputa entre a princesa Rhaenyra Targaryen e sua madrasta, a rainha Alicent Hightower que, com seus respectivos aliados (o “Negros” e os “Verdes”, nessa ordem), deram início ao conflito sangrento conhecido nas Crônicas de Gelo e Fogo como “A Dança dos Dragões”.

George R.R Martin publicará novo conto do universo de Game of Thrones neste ano

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História vai aparecer em coletânea que sai em outubro

Caio Soares, no Omelete

Enquanto George R.R. Martin não divulga mais detalhes sobre o lançamento de Winds of Winter, sexto livro das Crônicas de Gelo e Fogo, o autor deve publicar neste ano um novo conto ambientado no universo de Game of Thrones.

De acordo com uma lista de lançamentos adicionados nesta semana ao catálogo da Amazon norte-americana, a coletânea Book of Swords será lançada no dia 10 de outubro de 2017. O compêndio organizado por Gardner Dozois contará com uma nova história escrita por George R.R. Martin e ambientada em Westeros, mais não existem detalhes sobre o enredo ou personagens.

No passado, Gardner Dozois e Martin organizaram “O Príncipe de Westeros e Outras Histórias”, que trouxe um conto ambientado no universo de Game of Thrones, se passando 80 anos antes de O Cavaleiro dos Sete Reinos e focado em Daemon Targaryen.

Um outro conto sobre a dinastia Targaryen está em Mulheres Perigosas, nova antologia de Dozois e Martin que será lançada em fevereiro pelo selo LeYa/Omelete e que já está em pré-venda. Também chamado de “Os Negros e os Verdes”, o conto A Princesa e a Rainha narra a disputa entre a princesa Rhaenyra Targaryen e sua madrasta, a rainha Alicent Hightower que, com seus respectivos aliados (o “Negros” e os “Verdes”, nessa ordem), deram início ao conflito sangrento conhecido nas Crônicas de Gelo e Fogo como “A Dança dos Dragões”.

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