Contando e Cantando (Volume 2)

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A verdadeira obra que deu origem ao filme clássico, “Os Pássaros”, de Hitchcock

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Fabio Mourão, no Dito pelo Maldito

Você conhece o filme. É um dos maiores clássicos de Alfred Hitchcock, de 1963. Nos créditos, consta que a história é baseada no conto “Os Pássaros”, de Daphne du Marier, escritora que o mestre do suspense já havia adaptado antes em A Estalagem Maldita (1939) e Rebecca, a Mulher Inesquecível (1940) – livro também acusado de plágio devido às semelhanças com um romance brasileiro publicado em 1934: A Sucessora, de Carolina Nabuco.
Quase trinta anos após seu lançamento, o romance de Frank Baker ganharia repercussão quando o autor ameaçou processar Hitchcock e Daphne Du Maurier. Para deixar essa estranha coincidência com ares de plano macabro: Daphne era prima do antigo editor de Frank Baker, o inglês Peter Davies, e chegou a trabalhar com o parente.

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No ano em que se celebra os 80 anos da primeira edição, a DarkSide Books orgulhosamente apresenta o livro OS PÁSSAROS para todos os leitores e cinéfilos brasileiros apaixonados por um bom susto. Um retrato sombrio e acurado de uma Londres pré-Guerra, como se Baker conseguisse vislumbrar o futuro próximo de terror e feitos inomináveis apresentado pela Segunda Guerra Mundial.

os-passaros-site-darkside-capa-3dNarrado em primeira pessoa por um dos sobreviventes do ataque mortal, o romance traça um panorama ao mesmo tempo irônico e crítico ao capitalismo e às sociedades ocidentais, que ainda se recuperavam da Primeira Guerra e da crise econômica iniciada com o Crash da Bolsa de Nova York, em 1929, mas seguiam cometendo barbaridades, em nome da civilização, em lugares como a África.
A edição da DarkSide Books, em Limited Edition (capa dura) é fiel à versão definitiva, revisada à mão pelo próprio autor, em 1964. OS PÁSSAROS conta ainda com uma introdução feita por Ken Mogg, respeitado estudioso da obra de Hitchcock. Mais um livro imperdível da DarkSide®, editora responsável pelo primeiro relançamento de Psicose (2013), de Robert Bloch, no Brasil, depois de quase 50 anos

Argentina exibe manuscrito de Jorge Luis Borges encontrado no Brasil

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Jorge Luiz Borges em imagem de 1981 na Cidade do México (foto: Upi Sabetta/AFP)

Jorge Luiz Borges em imagem de 1981 na Cidade do México (foto: Upi Sabetta/AFP)

 

Originais do conto ‘A biblioteca de Babel’, do escritor argentino, podem ser vistos na Biblioteca Nacional, em Buenos Aires

Publicado no UAI

O manuscrito do escritor argentino Jorge Luis Borges (1899-1986) usado para o famoso conto A biblioteca de Babel, encontrado no Brasil, começou a ser exibido em Buenos Aires, revelou o escritor Alberto Manguel, diretor da Biblioteca Nacional argentina.

“O documento estava em um ambiente lotado de papéis, quadros, fotos, mapas, cartas de rainhas e próceres como San Martín e Rivadavia. Me surpreendeu que, em uma pasta suja, tenha aparecido algo de tanto valor. Fiquei com a voz trêmula, foi uma emoção muito grande”, disse Manguel.

O original está escrito em letra minúscula. A obra pode ser observada na Biblioteca Nacional, que é dirigida há alguns meses por Manguel, um escritor que desenvolveu grande parte de sua carreira fora do país.

Borges foi autor de obras lidas e estudadas em todo o mundo como O Aleph. É considerado o maior escritor argentino da história e um dos grandes da literatura do século 20, mas não recebeu o Nobel.

Manguel trabalhava em uma livraria quando conheceu Borges e iniciaram uma amizade. O autor de História universal da infâmia, afetado pela cegueira, pediu a Manguel que lesse para ele em seu apartamento e isto aconteceu por quatro anos na década de 1960. Borges também foi diretor da Biblioteca Nacional.

Manguel levou o manuscrito para Buenos Aires como um empréstimo. Ele o encontrou quase ao acaso com um colecionador particular em São Paulo.

A biblioteca de Babel foi um dos contos incluídos no livro Ficções (1944), um dos pilares da obra borgeana. A ideia apresentada por Borges é a de um universo com uma biblioteca que contém todos os livros. É considerado uma metáfora sobre o infinito e foi objeto de estudos, inclusive do ponto de vista científico.

“É um autêntico tesouro. Estes papéis têm um valor material indiscutível e, por outro ladom um valor simbólico. Há poucos elementos que formam a simbologia universal e devemos a Borges um destes elementos: o conceito da biblioteca de Babel, que hoje podemos associar a Internet”, disse Manguel.

O valor material do manuscrito é avaliado em US$ 500mil.

História de Aventura: Conto INÉDITO de Neil Gaiman é divulgado. Leia na íntegra!

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Luiz Antonio Ribeiro, no Notaterapia

O site Ilustríssima da Folha acaba de divulgar um conto inédito de Neil Gaiman. O conto, integrante da coletânea “Alerta de Risco”, será lançado pela editora Intrínseca no fim do mês. Em nota introdutória ao livro, o autor destaca que “História de Aventura” foi escrito para o programa de rádio “This American Life” e foi recusado, sendo depois publicado na revista literária “McSweeney’s Quarterly”.

Confira o conto na íntegra:

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Na minha família, “aventura” tende a ser usada para se referir a “qualquer pequeno desastre ao qual tenhamos sobrevivido” ou mesmo “qualquer quebra de rotina”. Exceto por minha mãe, que ainda emprega a expressão com o sentido de “o que ela fez hoje de manhã”. Entrar na parte errada do estacionamento de um supermercado e, enquanto procura o carro, iniciar uma conversa com alguém cuja irmã ela conheceu na década de 1970 seria, para minha mãe, uma aventura e tanto.

Ela está ficando velha. Não sai mais de casa com tanta frequência. Desde que papai morreu.

Na minha visita mais recente, fizemos uma limpa de alguns dos pertences dele. Mamãe me deu uma caixa de couro preto com abotoaduras desgastadas e me convidou para escolher como recordação qualquer um dos velhos suéteres e cardigãs de papai. Eu amava meu pai, mas não consigo me imaginar usando um de seus suéteres. Ele sempre foi muito maior que eu, a vida toda. Nada dele serviria em mim.

– O que é aquilo? – perguntei à minha mãe.

– Ah. É algo da época do exército, de quando seu pai voltou da Alemanha.

A figura tinha sido esculpida numa pedra vermelha do tamanho do meu polegar, cheia de pintas. Era uma pessoa, um herói ou talvez um deus, com uma expressão de dor no rosto entalhado grosseiramente.

– Não parece muito alemão – falei.

– Não é, querido. Acho que veio de”¦ Bem, hoje em dia é o Cazaquistão. Não sei ao certo qual era o nome naquela época.

– O que papai estava fazendo pelo exército no Cazaquistão?

Teria sido mais ou menos na década de 1950. Meu pai chefiava o clube dos oficiais na Alemanha durante o período em que serviu e, em nenhuma das histórias que ele contava no jantar sobre os tempos de exército no pós-guerra, jamais relatou nenhum feito digno de nota, nada além de pegar um caminhão emprestado sem permissão ou aceitar uma garrafa de uísque que talvez não tenha sido endereçada a ele.

– Oh! – exclamou, com a expressão de quem falou demais. – Nada, querido. Ele não gostava de tocar no assunto.

Coloquei a estatueta junto às abotoaduras e à pequena pilha de fotos em preto e branco, curvadas pelo tempo, que decidira levar para casa e digitalizar.

Dormi no quarto de hóspedes no final do corredor, na cama estreita.

Na manhã seguinte, fui até o cômodo que tinha sido o escritório do meu pai, para dar uma última olhada. Então, caminhei pelo corredor até a sala, onde mamãe já tinha posto o café da manhã.

– O que houve com aquela estatuazinha de pedra?

– Guardei, querido.

Os lábios dela estavam retesados.

– Por quê?

– Bem, seu pai sempre dizia que não deveria ter trazido aquilo.

– Por que não?

Ela despejou o chá com a mesma chaleira de porcelana que a vi usar por toda a minha vida.

– Havia gente à procura da pedra. No fim, a aeronave deles explodiu. No vale. Por causa daquelas coisas voadoras batendo contra as hélices.

– Coisas voadoras?

Ela pensou por um momento.

– Pterodátilos, querido. Foi o que seu pai contou. É claro, ele disse que as pessoas na aeronave mereceram tudo o que aconteceu a elas, depois do que fizeram aos astecas em 1942.

– Mãe, os astecas morreram séculos atrás. Muito antes de 1942.

– Ah, sim, querido. Os da América. Não os daquele vale. Esses outros, os que estavam na aeronave, bem, seu pai disse que não eram pessoas de verdade. Mas se pareciam com pessoas, embora viessem de um lugar com um nome bem engraçado. Como era mesmo? – Ela pensou um pouco. – É melhor beber seu chá, querido.

– Sim. Não. Espere aí. Como eram essas pessoas? E os pterodátilos estão extintos há cinquenta milhões de anos.

– Se você diz, querido. Seu pai nunca falava nisso. – Ela fez uma pausa. – Havia uma garota. Isso foi no mínimo cinco anos antes do seu pai e eu começarmos a namorar. Ele era muito bonito na época. Bem, sempre o achei bonitão. Ele a conheceu na Alemanha. Ela estava se escondendo de pessoas que procuravam a estatueta. Era a rainha ou princesa deles, ou xamã, ou coisa assim. Eles a sequestraram, e, como ele estava junto, o levaram também. Não eram alienígenas, na verdade. Pareciam mais aquela gente que vira lobo na televisão”¦

– Lobisomens?

– Imagino que sim, querido. – Ela parecia em dúvida. – A estátua era um oráculo, e quem a possuísse, mesmo que momentaneamente, era considerado o governante dessa gente. – Ela mexeu o chá. – O que seu pai disse mesmo? A entrada do vale era por uma pequena trilha a pé e, depois da garota alemã, bem, ela não era alemã, é claro, mas eles explodiram a trilha usando uma”¦ máquina de raios, para interromper o caminho para o outro mundo. Desse modo, seu pai teve que encontrar o caminho de casa sozinho. Teria se metido em muita encrenca, mas o homem que escapou com ele, Barry Anscome, era do setor de espionagem do exército e”¦

– Espere aí. Barry Anscome? Aquele que vinha passar o fim de semana aqui quando eu era criança? Sempre me dava uma moedinha de cinquenta pence. Fazia péssimos truques com moedas. Roncava. Tinha um bigode bobo.

– Sim, querido. Barry. Foi para a América do Sul quando se aposentou. Equador, acho. Foi assim que eles se conheceram. Quando seu pai estava no exército.

Meu pai dissera certa vez que mamãe nunca tinha gostado de Barry Anscome, que era muito chegado ao meu pai.

– E? – insisti para que continuasse.

Ela serviu outra xícara de chá.

– Faz tanto tempo, querido. Seu pai me falou sobre isso só uma vez. Mas não me contou a história assim que a gente se conheceu. Só quando já estávamos casados. Disse que eu precisava saber. Estávamos na lua de mel. Fomos a um pequeno vilarejo de pescadores espanhóis. Hoje em dia é uma grande cidade turística, mas, na época, ninguém conhecia o lugar. Como era o nome? Ah, sim. Torremolinos.

– Posso ver de novo? A estátua?

– Não, querido.

– Já a guardou?

– Joguei fora – disse minha mãe, fria. Então, como se quisesse me impedir de revirar o lixo, acrescentou: – Os lixeiros passaram de manhã.

Ela bebericou seu chá.Não falamos mais nada.

– Você nunca vai adivinhar quem eu encontrei na semana passada. Sua antiga professora, a sra. Brooks, lembra? Esbarrei com ela no supermercado. Saímos para tomar café na livraria porque eu queria conversar a respeito da possibilidade de entrar para a comissão organizadora da feira da cidade. Mas a livraria estava fechada. Em vez disso, fomos na casa de chá. Foi uma aventura e tanto.

NEIL GAIMAN, 55, escritor britânico, autor de livros e romances gráficos, como “Sandman”

AUGUSTO CALIL, 35, é jornalista e tradutor.

JULIA DEBASSE, 31, é artista plástica.

Fonte:
http://m.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/08/1801878-leia-historia-de-aventura-conto-inedito-de-neil-gaiman.shtml?cmpid=compfb

Conto resgata os primórdios da escrita de J.R.R. Tolkien

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Ilustração feita por Tolkien representa Kullervo, personagem adaptado de uma narrativa finlandesa

Ilustração feita por Tolkien representa Kullervo, personagem adaptado de uma narrativa finlandesa

 

Debora Rezende, no A Tarde

O hobby de J.R.R. Tolkien era criar idiomas. Conhecido pelo seu dinamismo como professor em Oxford, o linguista tinha como especialidades inglês e nórdico antigo, estudou grego, latim, finlandês e, não satisfeito, brincava com sons, letras e formas para fundar novas línguas, passatempo que serviu como base para criar um verdadeiro universo.

Hoje, mesmo depois de mais de 40 anos da morte do escritor da épica trilogia O Senhor dos Anéis, ainda são encontrados novos escritos. Nas tramas, mais do que uma estética característica, Tolkien desenvolve um mundo, com direito a fauna, flora e, é claro, idiomas específicos.

As habilidades criativas do escritor, muito antes de O Hobbit, de 1937, e O Senhor dos Anéis, da década de 1950, foram experimentadas no conto A História de Kullervo, adaptado por ele da mitologia finlandesa no ano de 1914.

Organizado e com comentários de Verlyn Flieger e traduzida por Ronald Kyrmse, a obra é lançamento da editora Wmf Martins Fontes, mesma responsável pela publicação dos demais livros do autor no Brasil, e apresenta um de seus personagens mais trágicos.

Primeiro conto

O cenário de A História de Kullervo não se relaciona com a mitologia pela qual J.R.R. Tolkien se consagrou. “É uma reescrita de uma lenda finlandesa. Praticamente a primeira ficção grande que escreveu”, explica Ronald Kyrmse, tradutor desta e das demais publicações relacionadas ao autor no Brasil.

A trama gira em torno de um protagonista, o Kullervo, órfão e com a vida marcada por tragédias – seu tio assassinou o pai, foi escravizado e, sem saber, praticou incesto.

A obra, segundo Kyrmse, foi uma escola para que ele desenvolvesse estilo próprio. De fato, o Kullervo de Tolkien serviu como base para o também infeliz Túrin Turambar, personagem de Os Filhos de Húrin.

A nova edição de A História de Kullervo traz uma completude maior em relação às anteriores graças às observações de Verlyn Fliger e das notas de tradução do próprio Kyrmse, que guiam o leitor pelos dramas do conto. O que fica, para além do problemático protagonista, é um quê da estética fantástica do autor.

Mitologia tolkieniana

Nascido na África do Sul e criado na Inglaterra, Tolkien fincou sua marca na literatura fantástica. “Ele deve ter sido o primeiro autor de fantasia que criou um mundo tão complexo. Costumo dizer que atentou para muitos detalhes: os povos, idiomas, geografia, clima. Tem milênios de histórias contadas por ele nas suas várias obras”, esclarece Kyrmse.

O trabalho de John Ronald Reuel Tolkien vai muito além da trilogia O Senhor dos Anéis. A dimensão das suas criações alcançou a esfera de mais de 30 idiomas, e até seus rascunhos foram transformados em obras após sua morte.

“A dedicação de uma vida toda”, lembra Kyrmse, que conheceu os escritos de Tolkien na década de 1980, quando ainda não havia edições brasileiras para os livros e, posteriormente, foi convidado pela editora a atuar como consultor e tradutor dos livros. “Muita gente que escreveu ficção fantástica depois dele bebeu nessa fonte do Tolkien”.

“Tolkien criou toda uma família de línguas élficas, cada uma com a sua característica especial”, reflete o tradutor. Segundo ele, O Senhor dos Anéis foi escrito para que os elfos tivessem um ambiente no qual falar seu idioma.

O conhecimento de Kyrmse sobre o universo do escritor – gerado depois de dezenas de leituras – resultou no seu próprio livro, Explicando Tolkien (Wmf Martins Fontes, 2003), em que ele esclarece dúvidas comuns sobre o universo mitológico da Terra-Média.

O verdadeiro conto da Bela adormecida

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Publicado no Kalango Atômico

O conto original de A Bela Adormecida (Belle au bois Dormant) foi escrito pelo francês Charles Perrault em 1697 e depois ganhou uma versão linda e romântica que foi para os filmes da Disney publicada pelos Irmãos Grimm, mas em 1634 um cara chamado Giambattista Basile publicou uma história mais ou menos parecida Sol, Lua e Tália) que foi a inspiração de Perrault e do conto que conhecemos, por isso menininhas, antes de ficarem fantasiando com historietas de príncipes encantados vamos a verdade dos fatos, a versão da Disney a Bela adormecida carrega o nome de Aurora, eu sei porque eu tenho uma prima de 4 anos que me fez assistir esse filme 3 trilhões de vezes com ela, já nessa versão ela tem nome e é Tália e não recebeu maldição alguma, ela simplesmente cumpre uma profecia lá, a que foi destinada, o que acontece na verdade é que uma farpa de linho enfeitiçado entra por debaixo da unha dela e ela cai dura e morta, o que é um tópico relevante na história, o bonito do rei, simplesmente pega uma cadeira de veludo chique e linda comprada no liquida etna do palácio, tranca o local, pega o beco para sempre, para esquecer suas tristezas, vai para far far away e deixa Tália ali forever alone.

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Beleza, até aí tudo bem, o problema é que do nada surge um príncipe que estava caçando dentro do palácio e encontra Tália ( nunca vi ninguém caçar dentro de um palácio, mas tudo bem), ele se apaixona pela sua beleza, tenta acorda-la, não acordou , o cara vai lá e estupra a mulher, o mundo já está perdido, se essa moda pega, acabou de vez e se você acha isso sinistro espere para ver os próximos capítulos porque se você achava que o príncipe encantado era tudo de bom, se prepare para o pior, porque isso não acaba por aí, as coisa ainda vão ficar pior e uma coisa eu te digo, bem pior, sabe porque, porque o príncipe além de ter estuprado Tália ainda a engravidou e ainda continuou indo lá por 9 meses ( oi ? Produção? Corta para 16 Percival!), se bem que já vi histórias bem parecidas o Big Brother Brasil é mais ou menos parecido com essa história, então eu não duvido de nada, então a Bela adormecida acabou sendo uma espécie de boneca inflável do príncipe. Enfim, como ela engravidou, como os bebês nasceram, não me pergunte, só sei que li em alguns textos que eles eram gêmeos e que o parto foi normal, até porque nessa época cesariana era impossible, como? I don’t know, não sei mesmo, eu só sei que uma das vezes que o bebê foi mamar ( detalhe, ela produzia leite), o baby chupou o seu dedo, e tirou a farpa e a louca acordou, só sei que quando ela viu que tinha dois filhos e que tinha sido estuprada, não fazia ideia do que tinha acontecido, acho até que o mito da cegonha pode ter surgido daí, mas ela não falou nada, não surtou, nem nada, só sei que o príncipe simplesmente voltou um dia, pra dar uns pegas nela e encontrou Tália acordada, olhando aquilo tudo resolveu assumir tudo e é a partir daqui que a história tem dois finais.

Príncipe Safadão

Príncipe Safadão

 

Um dos finais eles dois casam e o príncipe não pode levar Tália nem os filhos para o castelo pois sua mão era uma Ogra e tinha o hábito de comer qualquer ser infantil que aparecesse em sua frente, no dia que ele resolve leva-los a sogra manda o cozinheiro fazer um banquete com seus netinhos lindos e fofos, mas ele faz o coração de um cabrito no lugar e a sogra descobre e decide então comer a nora que consegue fugir com seu marido, o príncipe fica puto com a mãe e manda matá-la. Um verdadeiro conto de fadas não é mesmo?!Já em outra versão quem passa a régua na princesa que vive dormindo é o rei, que é casado com uma rainha ciumenta:

O rei, acreditando que ela dormia, chamou-a. Mas, como ela não voltava a si por mais que fizesse e gritasse, e, ao mesmo tempo, tendo ficado excitado por aquela beleza, carregou-a para um leito e colheu dela os frutos do amor, e, deixando-a estendida, voltou ao seu reino, onde por um longo tempo não se recordou mais daquele assunto. Depois de nove meses, Tália deu à luz a um par de crianças, um menino e uma menina, duas jóias resplandecentes que, guiadas por duas fadas que apareceram no palácio, foram por elas colocados nos seios da mãe. E uma vez que as crianças, querendo mamar, não encontravam o mamilo, puseram na boca justamente aquele dedo que tinha sido espetado pela farpa e tanto o sugaram que acabaram por retirá-la. Subitamente pareceu a Tália ter acordado de um longo sono;

Sendo assim a rainha queria comer os dois filhos bastardos do rei, manda buscar Tália para lança-la ao fogo, mas o rei chega a tempo e lança a própria esposa no lugar de Tália e passa a viver com ela e os filhos. Toda história tem um ensinamento e o dessa é nem sempre é muito legal ser uma princesa da Disney a menos que você saia ganhando alguma coisa nessa história.

Sheila Lima

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