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Editora arrecada mais de R$ 80 mil para lançar contos de fadas nórdicos no Brasil

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Bruno Molinero, na Folha de S.Paulo

Já foi a época em que o Patinho Feio era apenas um filhote gorducho e tristonho, com pinta de ter saído de um desenho animado dos anos 1980. Ou que a Branca de Neve dançava feliz na floresta, rodeada por anões com bochechas redondas feitas por Walt Disney.

Já foi o tempo também em que as versões originais desses contos de fadas e fábulas vieram à tona e serviram de inspiração para uma série de livros, muitos deles mais voltados para o público adulto, com histórias que nada têm de coloridas, bonitinhas e açucaradas.

São títulos que trazem, por exemplo, a Rapunzel dos irmãos Grimm, que fica grávida do príncipe enquanto está presa na torre. Ou a leitura de Charles Perrault para “Chapeuzinho Vermelho”, em que o Lobo acaba por devorar a menina no final.

Agora a hora é outra. E o interesse pelos contos de fadas originais saiu do universo das histórias conhecidas para alcançar as narrativas das quais nunca ouvimos falar. É o que mostra, por exemplo, um financiamento coletivo feito pela editora Wish para publicar no Brasil uma coletânea de 24 contos nórdicos e uma canção antiga da região.

Com campanha aberta até a próxima segunda (8), a vaquinha na plataforma Catarse já recebeu cerca de R$ 82 mil até o momento –mais de 300% da meta, que era de R$ 26.720.

“Lemos uma quantidade absurda de histórias para fazer a seleção final. Tivemos que tirar alguns contos que são ótimos, mas que não tinham tanto a ver com a cultura nórdica”, conta Marina Avila, fundadora da editora e à frente do projeto de “Os Melhores Contos de Fadas Nórdicos”.

As narrativas vieram de cerca de dez autores, todos nascidos na região que engloba Dinamarca, Suécia, Noruega, Islândia e Finlândia. Entre eles, o mais conhecido por aqui certamente é o dinamarquês Hans Christian Andersen, considerado o pai da literatura infantojuvenil e conhecido por clássicos como “O Patinho Feio” e “A Pequena Sereia” –nenhum dos dois estará no novo livro, que tem previsão de lançamento para janeiro de 2019 e publicará contos pouco falados por aqui, como “A Leste do Sol e a Oeste da Lua”, “A Noiva da Floresta” e “O Monte Élfico”.

Como estão todos em domínio público, a maior parte foi traduzido do inglês, a partir de versões acessadas digitalmente em sites de diferentes bibliotecas. Mas cinco das histórias foram trazidas do sueco e do norueguês: “A Troca”, “Linda-Gold e o Velho Rei”, “O Anel”, “Princesa Tuvstarr” e “Heiemo og Nykkjen” (Heiemo e o espírito da água, em tradução livre).

Com a meta superada em mais de três vezes, a edição terá preocupação maior com o acabamento e virá com capa dura, mais de 300 páginas, ilustrações internas e duas cores nas páginas.

Fundada em 2014, a Wish vem se especializando em publicações que resgatam obras em domínio público. “A nossa proposta é fazer o resgate literário de livros antigos, com novas traduções e adaptações”, diz Marina.

Em 2016, a editora fez um financiamento coletivo para lançar “Contos de Fadas em Suas Versões Originais”, que alcançou mais de 800% da meta original e arrecadou R$ 25.474 –um terço do que os nórdicos já conseguiram. No ano passado, foi a vez de levantar coletivamente R$ 29.550 para o segundo volume da coleção. Neste ano, foram arrecadados R$ 35.298 em uma vaquinha para publicar “Sweeney Todd – O Barbeiro Demoníaco”, que inspirou o filme de Tim Burton (2008).

Em todos os casos, os doadores recebem o livro lançado e outros mimos como recompensa, dependendo do valor gasto. Depois de lançadas, as obras ficam à venda no site da editora. “Não estamos nas livrarias por causa das condições de consignação, desconto no preço de cada exemplar e demora no pagamento. Para a Wish, seria perder dinheiro.”

A ideia é continuar lançando contos clássicos de diferentes regiões, entre eles de países africanos. Todos a partir de financiamentos coletivos. “Se tiver um projeto gráfico legal, se forem histórias que não estão disponíveis e se tiver claro quem é o seu público, a chance de sucesso é grande”, garante Marina.

7 escritores e seus livros favoritos

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(FOTO: REPRODUÇÃO/ FLICKR/ CREATIVE COMMONS)

(FOTO: REPRODUÇÃO/ FLICKR/ CREATIVE COMMONS)

 

Publicado no Ariquemes Online

Na busca por leituras clássicas, talvez não existam pessoas melhores para fazer recomendações do que os próprios grandes escritores. Além de terem publicado obras únicas e que marcaram história, todos eles tinham seus livros e autores favoritos. Em entrevistas e matérias antigas, alguns deles compartilharam suas listas com os títulos. Confira:

Ernest Hemingway

Hemingway disse uma vez que “não existe amigo mais leal do que um livro”. Em matéria publicada pela revista Esquire, em 1935, o autor de Paris é uma Festa citou uma lista com alguns dos seus “melhores amigos”, que incluem Anna Karenina, A Rainha Margot, As Aventuras de Huckleberry Finn, Guerra e Paz, Madame Bovary, O Morro dos Ventos Uivantes, Os Buddenbrooks e Os Irmãos Karamazov.

F. Scott Fitzgerald

Pouco antes de ter se suicidado, Fitzgerald anotou uma lista com 22 livros que considerava indispensáveis. Entre eles incluiu A Revolta dos Anjos, de Anatole France, Casa de Bonecas, peça teatral do norueguês Henrik Ibsen, e Guerra e Paz, de Liev Tolstói.

George R. R. Martin

Os fãs de Game of Thrones já devem ter ouvido falar que um dos livros que George Martin mais admira foi escrito por Tolkien. O autor declarou que leu O Senhor dos Anéis pela primeira vez na escola e ainda “é um livro que admira profundamente”.

Além desse, Martin disse ter encontrado inspiração em um livro mais recente: “Não vou me esquecer tão cedo de Estação Onze” O livro de ficção científica foi publicado por Emily St. John Mandel e envolve a história de um grupo de atores vivendo em uma sociedade pós-apocalíptica. “É um romance melancólico, mas lindamente escrito”, completou o escritor.

Jane Austen

A autora de clássicos como Emma e Orgulho e Preconceito foi uma leitora frequente de poesia e peças de teatro, incluindo The Corsair, um conto de Lord Byron, e The Mysteries of Udolpho, de Anne Radcliffe (ambos sem edição em português). Seu favorito, no entanto, era o livro publicado em 1753 por Samuel Richardson, A História de Sir Charles Grandison.

J. K. Rowling

Para a criadora da saga Harry Potter, sua escolha como livro favorito é um clássico: Emma, de Jane Austen. “Você é levado pela história, atraído até o final e sabe que acompanhou algo magnífico em ação”, definiu Rowling. “Mas não conseguimos ver a pirotecnia, não há nada berrante ou chamativo demais.”

R. L. Stine

Para o criador da série de terror Goosebumps, o livro Licor de Dente-de-Leão, de Ray Bradbury, é um de seus favoritos. Stine disse, em matéria do jornal The Washington Post, que a obra é “um dos livros mais subestimados de todos” e um dos poucos que alcançaram a bela sensação de nostalgia em uma narrativa.

Vladimir Nabokov

Durante entrevista com um canal de televisão francês, o autor de Lolita compartilhou sua lista de títulos que considerava ótima literatura: Ulisses, de James Joyce; A Metamorfose, de Franz Kafka; Petersburg, de Andrei Bely (sem edição no Brasil) e “a primeira parte dos contos de fadas de Proust, Em Busca do Tempo Perdido”.

“A Bela e a Fera” pode ter sido inspirado em uma história real

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Um espanhol nascido em 1537 teria hipertricose e, ao estudar e ganhar roupas nobres, teve a oportunidade de casar com uma bela mulher

Paulo Lannes, no Matropoles

“A Bela e a Fera” é uma obra escrita originalmente por Madame de Villeneuve em 1740 que se tornou um dos mais famosos contos de fadas do mundo por conta do desenho homônimo da Disney. Todos conhecem o enredo da história, porém poucos sabem que o texto (e o desenho) podem ter sido baseados em uma história real.

O prólogo escrito por Rodrigo Lacerda no livro “A Bela e a Fera” (editora Zahar) revela a história verídica de Pedro Gonzáles, nascido em 1537 no arquipélago de Canárias, na Espanha. Diferente de outros meninos, seus pelos cresciam sem parar em todo o corpo, deixando lisas apenas a palma das mãos e a sola dos pés. Mais tarde viriam a entender que ele sofria uma doença chamada hipertricose, também conhecida como “síndrome do lobisomem” – eis a Fera do conto de fadas.

Diante tal fenômeno, o pai de Pedro resolveu oferecê-lo ao Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico, que “colecionava” criaturas exóticas de terras distantes. Com a queda do monarca, o garoto passou a pertencer ao Henrique II, rei da França. Numa atitude considerada nobre para a Corte francesa, o rei resolveu “humanizar” o rapaz, rebatizando-o de Petrus Gonsalvus.

Assim, Pedro passou a frequentar a Corte, ganhou belas roupas e teve estudo, chegando a escrever e falar em línguas diferentes. Com a morte de Henrique II, ele passou a ser cuidado por Catarina de Médici, que lhe arranjou uma esposa. O que no início parecia um filme de terror para a moça, conhecida pela região por sua beleza, tornou-se, mais tarde, em uma relação amorosa. Ela não seria ninguém menos que a Bela do famoso livro.

Assim, a narrativa de Villeneuve, que envolve um castelo, uma fera e uma bela parece ganhar corpo na vida real. Embora não haja uma bruxa no meio do caminho, há de se admitir que a vida de Pedro – ou Petrus – merecia ser contada.

O verdadeiro conto da Bela adormecida

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Publicado no Kalango Atômico

O conto original de A Bela Adormecida (Belle au bois Dormant) foi escrito pelo francês Charles Perrault em 1697 e depois ganhou uma versão linda e romântica que foi para os filmes da Disney publicada pelos Irmãos Grimm, mas em 1634 um cara chamado Giambattista Basile publicou uma história mais ou menos parecida Sol, Lua e Tália) que foi a inspiração de Perrault e do conto que conhecemos, por isso menininhas, antes de ficarem fantasiando com historietas de príncipes encantados vamos a verdade dos fatos, a versão da Disney a Bela adormecida carrega o nome de Aurora, eu sei porque eu tenho uma prima de 4 anos que me fez assistir esse filme 3 trilhões de vezes com ela, já nessa versão ela tem nome e é Tália e não recebeu maldição alguma, ela simplesmente cumpre uma profecia lá, a que foi destinada, o que acontece na verdade é que uma farpa de linho enfeitiçado entra por debaixo da unha dela e ela cai dura e morta, o que é um tópico relevante na história, o bonito do rei, simplesmente pega uma cadeira de veludo chique e linda comprada no liquida etna do palácio, tranca o local, pega o beco para sempre, para esquecer suas tristezas, vai para far far away e deixa Tália ali forever alone.

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Beleza, até aí tudo bem, o problema é que do nada surge um príncipe que estava caçando dentro do palácio e encontra Tália ( nunca vi ninguém caçar dentro de um palácio, mas tudo bem), ele se apaixona pela sua beleza, tenta acorda-la, não acordou , o cara vai lá e estupra a mulher, o mundo já está perdido, se essa moda pega, acabou de vez e se você acha isso sinistro espere para ver os próximos capítulos porque se você achava que o príncipe encantado era tudo de bom, se prepare para o pior, porque isso não acaba por aí, as coisa ainda vão ficar pior e uma coisa eu te digo, bem pior, sabe porque, porque o príncipe além de ter estuprado Tália ainda a engravidou e ainda continuou indo lá por 9 meses ( oi ? Produção? Corta para 16 Percival!), se bem que já vi histórias bem parecidas o Big Brother Brasil é mais ou menos parecido com essa história, então eu não duvido de nada, então a Bela adormecida acabou sendo uma espécie de boneca inflável do príncipe. Enfim, como ela engravidou, como os bebês nasceram, não me pergunte, só sei que li em alguns textos que eles eram gêmeos e que o parto foi normal, até porque nessa época cesariana era impossible, como? I don’t know, não sei mesmo, eu só sei que uma das vezes que o bebê foi mamar ( detalhe, ela produzia leite), o baby chupou o seu dedo, e tirou a farpa e a louca acordou, só sei que quando ela viu que tinha dois filhos e que tinha sido estuprada, não fazia ideia do que tinha acontecido, acho até que o mito da cegonha pode ter surgido daí, mas ela não falou nada, não surtou, nem nada, só sei que o príncipe simplesmente voltou um dia, pra dar uns pegas nela e encontrou Tália acordada, olhando aquilo tudo resolveu assumir tudo e é a partir daqui que a história tem dois finais.

Príncipe Safadão

Príncipe Safadão

 

Um dos finais eles dois casam e o príncipe não pode levar Tália nem os filhos para o castelo pois sua mão era uma Ogra e tinha o hábito de comer qualquer ser infantil que aparecesse em sua frente, no dia que ele resolve leva-los a sogra manda o cozinheiro fazer um banquete com seus netinhos lindos e fofos, mas ele faz o coração de um cabrito no lugar e a sogra descobre e decide então comer a nora que consegue fugir com seu marido, o príncipe fica puto com a mãe e manda matá-la. Um verdadeiro conto de fadas não é mesmo?!Já em outra versão quem passa a régua na princesa que vive dormindo é o rei, que é casado com uma rainha ciumenta:

O rei, acreditando que ela dormia, chamou-a. Mas, como ela não voltava a si por mais que fizesse e gritasse, e, ao mesmo tempo, tendo ficado excitado por aquela beleza, carregou-a para um leito e colheu dela os frutos do amor, e, deixando-a estendida, voltou ao seu reino, onde por um longo tempo não se recordou mais daquele assunto. Depois de nove meses, Tália deu à luz a um par de crianças, um menino e uma menina, duas jóias resplandecentes que, guiadas por duas fadas que apareceram no palácio, foram por elas colocados nos seios da mãe. E uma vez que as crianças, querendo mamar, não encontravam o mamilo, puseram na boca justamente aquele dedo que tinha sido espetado pela farpa e tanto o sugaram que acabaram por retirá-la. Subitamente pareceu a Tália ter acordado de um longo sono;

Sendo assim a rainha queria comer os dois filhos bastardos do rei, manda buscar Tália para lança-la ao fogo, mas o rei chega a tempo e lança a própria esposa no lugar de Tália e passa a viver com ela e os filhos. Toda história tem um ensinamento e o dessa é nem sempre é muito legal ser uma princesa da Disney a menos que você saia ganhando alguma coisa nessa história.

Sheila Lima

O que as crianças aprendem com as histórias infantis?

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Arquivo

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Estudo mostra que os pequenos conseguem entender a diferença entre o que é real e o que é fantasia

Publicado no A Crítica

Como uma criança entende que a lagarta pode se transformar em borboleta, mas que um sapo não pode virar um príncipe encantado de verdade? De acordo com uma pesquisa publicada no início deste ano, no periódico científico Child Development, essa capacidade começa a se desenvolver bem cedo, por volta dos 3 anos de idade, e está ligada à leitura realizada em casa e na Educação Infantil. Segundo o estudo, os pequenos conseguem entender a diferença entre o que é real e o que é fantasia e conseguem, ainda, aprender informações das histórias para usar em sua vida cotidiana antes mesmo de entrar na escola.

O estudo assinado pelas pesquisadoras Caren M. Walker, Alison Gopnik (Universidade da California, Berkeley) e Patricia A. Ganea (Universidade de Toronto) mostra que a ficção oferece importantes oportunidades para as crianças aprenderem informações que elas não podem experimentar diretamente – especialmente no que diz respeito a fenômenos não observáveis.

As histórias nos ajudam, desde muito cedo, a compreender o mundo que nos cerca. Quando os adultos leem uma ficção, o cérebro realiza um duplo esforço, que é chamado pelas pesquisadoras de “dilema do leitor”: ele tenta separar a histórias em partes para isolar os conhecimentos que pertencem ao mundo real das informações falsas, mas, ao mesmo tempo, tenta incorporar os conteúdos da história para aplicar no mundo real. O mais interessante é saber que esse movimento cerebral complexo começa antes da alfabetização.

No entanto, a ficção infantil varia consideravelmente: muitas histórias são descrições realistas do mundo, enquanto outras são altamente irreais e fantásticas. Como resultado, aprender com histórias representa um desafio único para as crianças em desenvolvimento. Conforme elas vão envelhecendo, explica a pesquisa, essa diferenciação vai aumentando e elas vão ficando mais capazes de usar informações das histórias em suas vidas. Essa capacidade se desenvolve significativamente na Primeira Infância (primeiros 6 anos de vida), assim como aumenta a capacidade de distinguir entre eventos possíveis e eventos impossíveis.

A pesquisa mostra ainda que quanto maior a semelhança entre a imagem mostrada em um livro infantil e um objeto real, mais simples é para a criança distinguir entre os dois. Assim, elas são menos propensas a transferir informações para suas vidas a partir de livros de histórias fantasiosas, com representações que atribuem características humanas e estados mentais a personagens animais, por exemplo, do que fazê-lo com histórias mais realistas. Para elas é mais fácil absorver conteúdos de histórias que representam situações plausíveis do que de histórias em que pessoas voam ou árvores falam, por exemplo.

Embora os resultados demonstrem que os contextos realistas facilitam a absorção de informações, não se pode dizer, de modo algum, que a ficção fantasiosa é prejudicial para o desenvolvimento infantil. Pelo contrário. Pesquisas comprovam que a fantasia pode melhorar o desempenho das crianças em tarefas cognitivas, como avanços no raciocínio dedutivo, na lógica e nas habilidades linguísticas e de narrativa. Ou seja, todos os livros trazem benefícios para as crianças e contribuem e muito para o seu desenvolvimento.

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