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Posts tagged contos eróticos

Aos 89, idosa lança livro de contos eróticos: ‘sexo é a coisa mais linda’

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Escritora Maria Lygia com a capa do livro 'Triunfos do Amor' (Foto: Isabella Formiga/G1)

Escritora Maria Lygia com a capa do livro ‘Triunfos do Amor’ (Foto: Isabella Formiga/G1)

Freiras, padres, idosos e até parentes vivem romances tórridos em contos.
Escritora de Brasília chama críticos de ‘caretas’: ‘não sou santa, sou mulher’.

Isabella Formiga, no G1

Aos 89 anos, a escritora Maria Lygia Rodrigues Faria lança nesta quarta-feira (24), em Brasília, o décimo terceiro livro da sua carreira: “Triunfos do Amor”, uma coletânea de 13 contos românticos carregados de erotismo. Para a artista, que tem 15 bisnetos e já escreveu até livros infantis, “sexo é a coisa mais linda do mundo e não deve ser escondido”.

“Sei que muitas pessoas vão achar tabu, principalmente pela minha idade – uma mulher beirando os 90 anos falar de sexo como eu falo no livro”, diz. “Acho caretice. [Sexo] não existe? Não foi feito para o homem e para a mulher? Não foi feito para amar? Então por que vou fazer disso um tabu? Tem que ser tudo com muita naturalidade. Não com sem-vergonhice, não com imoralidade. Mas contar o sexo como é não é vergonha. É natural.”

A autora afirma que nenhuma das histórias narradas por ela é inspirada em fatos reais, mas diz que mergulhou na memória para descrever algumas cenas, principalmente as mais “prazerosas” (veja vídeo). Muitos contos se passam em lugares que Maria Lygia descreve em detalhes, mas que ela afirma nunca ter conhecido, como a capital da França e até mesmo motéis.

Um dos contos favoritos da escritora e que ela diz ter tido mais dificuldade em encontrar um desfecho se passa no Rio de Janeiro, onde ela nasceu, e gira em torno de um casal de idosos.

“Eles moravam no mesmo prédio em Copacabana e se cumprimentavam todos os dias. A amizade foi crescendo, começaram então a passear na praia e acabam indo para o motel”, diz. “Quando ela avisa aos parentes que está gostando de uma pessoa, o genro e a filha fazem um verdadeiro escândalo. A família se revolta por achar um absurdo um casal de velhos se apaixonar.”

Maria Lygia diz que passou dias tentando encontrar uma solução para o casal ficar junto e que chegou a consultar a psicóloga para decidir que fim dar ao impasse dos idosos, que vence barreiras para viver o romance.

Em outro conto, a sobrinha pianista viaja para passar uma temporada com o tio, também músico, em Paris. “É uma história vivida antigamente, na época dos cabarés. Ela faz sucesso e eles acabam se apaixonado e tendo um caso de amor”, diz.

Poema de Maria Lygia que faz parte do último livro publicado por ela (Foto: Isabella Formiga/G1)

Poema de Maria Lygia que faz parte do último livro
publicado por ela (Foto: Isabella Formiga/G1)

“Já a história do padre se trata de duas crianças que se conhecem desde pequenas. Ele se torna padre e ela professora, e vão crescendo naquele amor profundo um pelo outro e acabam se apaixonando. Ela acaba esperando um filho dele e ele renuncia tudo por conta do amor deles.”

Maria Lygia diz que, assim como a freira que se apaixona pelo pescador em um de seus contos, ela cresceu sem conhecimento algum de sexo. “Isso me causou problemas na fase da adolescência para a fase adulta. Era um tabu. E acho que não deve ser. É a coisa mais natural do mundo e a mais linda. Desde então, passei a ver o sexo como uma coisa maravilhosa e para ser vivida intensamente.”

Paixão pela arte
A artista conta que se apaixonou pela escrita aos 8 anos, ao ver o pai recitando um poema, mas lembra que foi expulsa de casa por ele quando passou no vestibular. “Meu pai não queria que eu fosse fazer belas artes porque pensava que não era um lugar próprio para mulheres. Lutei e fiz porque achei que mulher tinha direito a tudo nesse mundo. A mulher tem que lutar pelo lugar dela e não deve se esconder por ser mulher”, diz.

As páginas do livro foram escritas à mão, em casa, e digitadas posteriormente por familiares e editores. “Não tem hora, não tem lugar para escrever. Sento, tenho a cadeira no quarto, e escrevo. O que estou com vontade de escrever escrevo.”

Escritora lê trecho de livro publicado por ela (Foto: Isabella Formiga/G1)

Escritora lê trecho de livro publicado por ela (Foto: Isabella Formiga/G1)

Casada por 44 anos, Maria Lygia conta que perdeu o marido há quase três décadas. O filho também faleceu, em janeiro deste ano. Abalada, a autora diz que tenta tocar a vida, e para isso “devora” toda leitura disponível em casa, além de escrever e pintar fervorosamente. “Sempre fui apaixonada por escrever história, versos, poemas, mas depois fui me dedicando mais à pintura”, diz ela.

Com problemas na vista e dores no braço e no joelho, a artista diz ter dificuldades em continuar pintando. “Com o tempo, vou perder a visão. Vou ter que arrumar um jeito para continuar fazendo alguma coisa”, diz ela, que já pintou centenas de quadros, muitos dos quais decoram a casa em que vive no Setor de Mansões do Lago Norte. Ela também ganhou dezenas de prêmios e condecorações.

A escritora e pintora diz ainda ter muito a ser vivido, que já planeja um novo livro e afirma que não há idade para amar e viver romances. “Para fazer sexo não tem idade, desde que tenha a disposição para fazer”, diz. “Acho que nascemos para sermos felizes. O coração ama até parar de amar.”

O lançamento do livro “Triunfos do Amor” será realizado nesta quarta-feira, às 19h, no restaurante Carpe Diem, na 104 Sul.

Fenômeno na web, fantoche Marcelinho lê trecho do best-seller erótico “Cinquenta Tons de Cinza”

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Capa de "50 Tons de Cinza", de E. L. James

Capa de “50 Tons de Cinza”, de E. L. James

Mariana Tramontina, na UOL

Sucesso absoluto nas prateleiras da “literatura adulta”, “Cinquenta Tons de Cinza” tem colecionado amores e ódios, tanto pelos detalhados relatos de sexo quanto por seus clichês. O primeiro volume da apimentada trilogia sobre a relação entre a recatada estudante Anastasia Steele e o jovem bilionário Christian Grey é um fenômeno de vendas: foram mais de 100 mil unidades em apenas uma semana.

Para entender o sucesso dos livros, o primeiro deles lançado neste mês no Brasil com tiragem de 200 mil exemplares, o UOL convidou outro atual fenômeno do “universo sensual” para ler –e interpretar– um trecho da obra: Marcelinho, o fantoche que lê contos eróticos na internet. Sucesso na web desde o final de fevereiro, quando veio ao mundo, os vídeos de Marcelinho já registram mais de 15 milhões de visualizações.

Dublado por Erik Gustavo, criador do fantoche e integrante da produtora Alta Cúpula, Marcelinho e sua voz infantil –afinal, ele tem só 12 anos no mundo dos bonecos–, debocham dos contos, desde os enredos até os erros de português ao longo dos textos. E toda narrativa vem direto da internet, nada é escrito por Erik. Nem por Marcelinho. Assim, nada mais justo do que deixar o fantoche penetrar no mundo de fantasias de “Cinquenta Tons de Cinza”.

MARCELINHO LENDO CONTOS ERÓTICOS EM: “CINQUENTA TONS DE CINZA”

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