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J.K. Rowling anuncia novos contos do universo Harry Potter — leia a primeira parte!

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É hora de conhecer um pouco melhor a História da Magia na América do Norte.

Laysa Zanetti, no Adoro Cinema

O universo mágico criado por J.K. Rowling está longe, muito longe de chegar ao fim. Após sete livros da história de Harry Potter, três livros complementares (Animais Fantásticos e Onde Habitam; Quadribol Através dos Séculos e Os Contos de Beedle, O Bardo), oito filmes já lançados, uma trilogia cinematográfica ainda por vir e uma peça teatral (que será lançada também como livro), a autora anunciou que ainda tem mais! Contos inéditos que serão publicados sob o título Magic in North America.

O anúncio foi feito oficialmente pelo Pottermore, que já avisa: o primeiro conto será publicado em quatro capítulos no próprio site. Todos os dias entre esta terça (08) e a próxima sexta-feira (11), cada um deles será publicado exatamente às 11h no horário de Brasília pelo Pottermore! E o primeiro já está no ar! Clique aqui para ser redirecionado ao site e conferí-lo na íntegra, em português.

Magic in North America vai trazer ao conhecimento do público novas histórias do ainda pouco explorado mundo mágico do próximo filme, Animais Fantásticos e Onde Habitam, que será lançado em novembro.

Stephen King lançará livro com dicas para escrever bem

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Stephen King: projeto 'eletrizante' para o teatro(Joe Kohen/Getty Images/VEJA)

Stephen King: projeto ‘eletrizante’ para o teatro(Joe Kohen/Getty Images/VEJA)

‘The Bazaar of Bad Dreams’ chega às livrarias americanas em novembro, com vinte contos e a explicação de como o escritor criou cada história

Publicado na Veja

O escritor americano Stephen King vai saciar a curiosidade de muitos de seus fãs sobre seu processo de escrita – e ainda ajudar quem deseja se aventurar pelo universo das letras. Seu novo livro, The Bazaar of Bad Dreams (O Bazar de Sonhos Ruins, em tradução livre), reunirá vinte contos, entre inéditos e já publicados, que contarão com introduções em que o autor explica como criou a história, quais foram suas influências e de que forma escreveu os textos. O livro chega às livrarias americanas em 3 de novembro deste ano. As informações são do site do jornal britânico The Guardian.

Entre os enredos de The Bazaar of Bad Dreams, estão o assassinato de uma garota no século XIX, a história de um homem que sempre repete os mesmo erros, o fim da raça humana, entre outros. O livro segue a mesma a fórmula de misturar autobiografia com dicas para escrever que foi aplicada no livro Sobre a Escrita, lançado nos Estados Unidos em 2000, e que chega ao Brasil em abril pela editora Suma de Letras.

King é considerado um dos maiores escritores do gênero horror fantástico, tendo escrito obras como Carrie, a Estranha, O Iluminado, À Espera de Um Milagre – todas adaptadas para o cinema – e a coleção A Torre Negra, composta por oito livros.

Livro reúne contos inspirados em canções de Tom Jobim

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Fotografias de paisagens do Rio de Janeiro tiradas por Isabel De Nonno para o livro

Fotografias de paisagens do Rio de Janeiro tiradas por Isabel De Nonno para o livro

Mariana Paiva, no A Tarde

Música leva pra passear: bastam uns acordes e a mente já passeia nos tons pasteis das lembranças. Ou da imaginação. É assim no livro Vou Te Contar: 20 Histórias ao Som de Tom Jobim. Nele, 20 escritores brasileiros contemporâneos se deixaram envolver por 20 canções de Tom para criar contos. O número não é à toa: o livro homenageia o cantor e compositor 20 anos depois de seu falecimento, em 1994.

A ideia surgiu no ano passado, quando Celina Portocarrero, organizadora do livro, percebeu que muito pouco estava sendo planejado para homenagear Tom em 2014. Estava numa palestra-show sobre a dupla Tom e Vinicius, e foram exatamente as músicas que levaram Celina a viajar na ideia.

“Meu encanto pelo Tom é da vida toda. Tenho quase 70 anos, então na minha adolescência a bossa nova estava começando, e Tom estava ali. Aliás, não conheço ninguém que um dia não tenha pensado: ‘Ah, se todos fossem iguais a você!’, como na música. Tom é o fundo musical de minha vida”, ela conta.

A escolha das canções para inspirar os escritores (de Silviano Santiago a André de Leones, de Menalton Braff a Sandra Luz) foi difícil. Começa por aí: o top 10 de músicas de Tom feito por Celina tem 36 músicas. “As minhas preferidas são as que ele fez sozinho”. Foi assim que entraram no livro canções como Falando de Amor, Querida, Águas de Março, Ligia, As Praias Desertas e Luiza.

Os contadores

À baiana Adelice Souza coube escrever um conto de amor (ou de amores) sobre a canção Wave, escolhida por ela entre as 20 disponíveis. “Queria fazer um conto baiano para Jobim. Tem músicas dele em que a Bahia está muito presente, mas eu queria uma universal. Queria fazer com que ele ficasse baiano, da nossa terra. O meu é o Tom Jobim abaianado, porque a gente tem tudo que ele tem, esse sambinha, essa bossinha. Tudo tão baiano”, Adelice diz.

É bem assim no conto: Adelice escreve de idas e vindas, como as ondas do mar (Wave é onda, em inglês), com direito a oferendas para Iemanjá.

Apaixonado por Tom Jobim desde a adolescência, o catarinense Carlos Henrique Schroeder escreveu inspirado pela canção Fotografia, num emocionante relato de incomunicabilidades e amor entre pai e filho. E viajou na música, exatamente como fazia anos atrás.

Na adolescência, entre os discos do Sepultura, Ramones e The Clash, Carlos guardava os de Tom Jobim. Naquele tempo, morava no interior e sentia falta do mar. Era Tom quem lhe trazia a praia para perto. “Aquela sonoridade tão praiana e idílica era diferente pra mim, eu passava horas viajando naquilo tudo. As letras são ingênuas, saudosistas. Nessa época da adolescência eu já ficava encantando com isso”.

No livro, tem também Silviano Santiago escrevendo inspirado pela canção Cai a Tarde; Monique Revillion viajando em Espelho das Águas e Henrique Rodrigues criando a partir de Gabriela. O volume vem ilustrado por fotografias de Isabel De Nonno e nem devia precisar dizer (mas vá lá): é bom de ler ouvindo música. Bem bom.

J.K. Rowling encerra contos de Harry Potter com o Mago Dumbledore

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O mago Dumbledore. Crédito: Divulgação

O mago Dumbledore. Crédito: Divulgação

Publicado no Conexão Penedo

Finalmente chegamos ao último conto de Harry Potter prometido por J.K. Rowling. Ao todo foram 12 histórias de presente de Natal aos fãs da série de livros e filmes.

Para fechar lindamente, o décimo segundo é sobre Dumbledore, uma homenagem ao feiticeiro mor de Hogwarts. A trama foca na celebração da Ordem de Merlin e conta sua história.

Na véspera de Natal, a autora escreveu uma extensão de seu sexto livro, que inclui um convite exclusivo ao funeral de Dumbledore. Mas claro, sob um desafio: desbloquear um enigma em seu site. A morte do feiticeiro aconteceu em Harry Potter e o Enígma do Príncipe, em 2005.

“No momento final de O Enigma do Príncipe, juntem estudantes, professores e criaturas mágicas e se despeça do amado professor Dumbledore no momento de O Funeral”, diz a introdução. O site ainda diz: “Na honra de nosso amado mestre, a surpresa de hoje celebra uma das muitas realizações deste brilhante homem – a Ordem da Merlin. Descubra mais sobre os prestigiosos ganhadores desse prêmio”.

Vai perder isso?

Escritores acusam projeto patrocinado pela Secretaria Municipal de Cultura do RJ de censura

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Responsável pelo ‘Rio: Passagens’ afirma que contos de Fernando Molica e Marcelo Moutinho passaram por ‘processo de edição’

Site do projeto 'Rio: Passagens' - Reprodução

Site do projeto ‘Rio: Passagens’ – Reprodução

Publicado por O Globo

O lançamento nesta segunda do site “Rio: Passagens”, projeto que reúne contos, poemas e vídeos sobre a cidade em homenagem ao seu aniversário de 450 anos, em 2015, foi cercado de polêmica. Dois dos autores convidados, o jornalista e escritor Fernando Molica e o escritor Marcelo Moutinho acusaram os responsáveis pelo projeto de censura. De acordo com os dois, a produtora Arrastão de Ideias, que captou R$ 149 mil junto à Secretaria Municipal de Cultura, cortou trechos dos contos enviados a pedido dos organizadores. Além dos dois, participaram nomes como José Eduardo Agualusa, Nei Lopes, Paulo Scott, Silviano Santiago, Alice Sant’Anna e Armando Freitas Filho.

Molica e Moutinho acabaram saindo do projeto. “Eu e o Marcelo Moutinho descobrimos que, sem nossa autorização, nossos contos haviam sofrido cortes e mudanças (…). Entreguei a versão definitiva de ‘Tamborim’ há quatro meses, no dia 13 de agosto. Desde então, não fui procurado para tratar de eventuais modificações ou adaptações. Ontem, contei 36 alterações: foram cortadas diversas palavras ou expressões; sete frases inteiras e trechos importantes de outras oito”, disse Molica, em um longo desabafo publicado em seu perfil Facebook.

No texto, Molica alega não ter sido avisado que o projeto era voltado para formação de leitores, mas que aceitaria a supressão de palavrões em seu conto. “Isso, apesar de rejeitar e repudiar qualquer censura. Como escritor, não discrimino palavras. Além disso, a densidade dos contos praticamente inviabiliza sua leitura por crianças (…) A frase seguinte está entre as cortadas: ‘Pelo peso, menos de quilo, não deveria ser outro daqueles livros parrudos, cheios de fotos, produzidos por empreiteiras que se valem de leis de incentivos fiscais’. Não há qualquer palavrão aqui, mas suspeito que os organizadores não gostaram da referência a leis de incentivo. Empreiteiras e incentivos fiscais devem ter sido considerados danosos à formação de nossos jovens. Houve cortes em brincadeiras com o sotaque paulistano, houve muitos cortes. Todos afetam e desrespeitam o trabalho do autor”.

Moutinho, em sua reclamação, citou questões parecidas. “(…) Percebi que uma frase havia sido suprimida do meu texto original. O que ocorreu, viria a atestar, foi simplesmente a mutilação do texto, sem que eu tivesse conhecimento. Ante minha pronta reclamação sobre a sentença cortada, os organizadores ponderaram que havia, nela, um palavrão, e o site precisava ter censura livre. Respondi que entendia a justificativa, mas sem deixar de sublinhar o absurdo de se mexer no conto de um autor e lançar uma versão final sem que este seja consultado. Inclusive porque o texto fora entregue no dia 22 de agosto – portanto, há quase 4 meses -, e houve tempo suficiente para tal”, escreveu.

PRODUTOR JUSTIFICA EDIÇÕES

De acordo com o escritor e crítico literário Vinícius Jatobá, produtor do “Rio: Passagens”, os autores foram comunicados previamente sobre as restrições do projeto, que consiste em um site com material multimídia sobre o Rio de Janeiro produzido em português, com traduções para inglês, espanhol e francês, voltado para formação de leitores e uso em escolas.

— O convite foi bem específico, a encomenda foi específica e os autores teriam que seguir. Esse projeto tem um recorte, as edições foram feitas para adequar os textos. Eu tenho a obrigação de entregar o que prometi à prefeitura, que era um projeto de formação de leitores — explica Jatobá.

Dizendo-se “arrasado” com a repercussão entre os autores, o produtor justificou as edições:

— O conto do Molica se passa em Moema, em São Paulo. Ele passou por um processo editorial para se tornar mais carioca. Quanto ao Moutinho… ele me entregou um conto perfeito, mas tinha uma parte que falava de prostituição na Lapa. Eu disse a ele que eu não gostaria de ter esse trecho no conto. Ele aceitou o corte na época, mas às vésperas do lançamento ele leu o corte e pediu para sair do projeto — conta Jatobá.

Jatobá garante ter conversado sobre as alterações com os autores por telefone em agosto, quando os textos foram fechados para a tradução, e que eles não se lembrariam.

— Eles falam em censura, eu falo em edição. Editor edita. Sou grande admirador do trabalho dos dois, mas não posso descaracterizar o projeto por isso. Sinto que falhei com os dois, me comuniquei mal e fui um péssimo editor para esses dois autores, mas eu fiz o melhor para o projeto. Não poderia incluir um texto que se passa em São Paulo, não poderia voltar com o texto do Moutinho com piadas sobre prostituição.

Ainda de acordo com Jatobá, diferentemente do que falou Molica, todos os participantes do projeto serão pagos, mesmo os que não tiveram seus contos publicados, caso dele e de Moutinho. O produtor diz ainda que a opção dada por Molica e Moutinho, de utilizar os textos originais ou com menos alterações, não seria possível por questões técnicas (“os textos teriam que ser retraduzidos e regravados, não teríamos tempo e verba para isso”).

O secretário municipal de Cultura, Sérgio Sá Leitão, se manifestou sobre o imbróglio: “Vou pedir uma explicação aos responsáveis. Mas desde já me posiciono contra qualquer tipo de censura ou de mutilação e intervenção sobre obras de arte. Não há orientação ou intervenção da Prefeitura em relação ao conteúdo dos projetos que patrocinamos”.

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