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Posts tagged Contos

Contos e poemas inéditos de Truman Capote são descobertos

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Textos foram escritos durante os anos de 1935 e 1943, época em que o autor ainda estava no ensino médio

Publicado no Último Segundo

Truman CapoteSegundo informações do jornal alemão “Die Zeit” nesta segunda-feira (6), foram descobertos 30 contos e 12 poemas inéditos escritos pelo norte-americano Truman Capote.

Os textos foram escritos na época em que Capote ainda era adolescente, entre os anos de 1935 e 1943. Ainda de acordo com o jornal, quatro histórias curtas devem ser publicada na próxima quinta-feira (9) na revista “ZEITmagazine”.

Os textos foram encontrados por Peter Haag, diretor da editora alemã Kein & Aber, e pela editora da obra de Truman Capote, Anuschka Roshani.

Em 2015, os textos serão compilados em um livro, em inglês, que terá seu lançamento feito pelas editoras Random House e Kein & Aber.

As cem ideias de Antonia Pellegrino

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Estreia da escritora na ficção reúne fragmentos de cenas de TV, aforismos, contos e até mensagens SMS

A escritora Antonia Pellegrino lança “Cem ideias que deram em nada”, pela editora Foz - Divulgação / Vicente de Paulo/Divulgação

A escritora Antonia Pellegrino lança “Cem ideias que deram em nada”, pela editora Foz – Divulgação / Vicente de Paulo/Divulgação

Mariana Filgueiras em O Globo

RIO – A primeira ideia do livro é uma ideia de desejo. “O gato branco arranha bolhas de sabão”, deseja o narrador, ou deseja o gato, ou desejam as bolhas de sabão. A última, uma ideia de maldição. “O que você não termina, te acompanha até o fim”, amaldiçoa a obra a si mesma, ou o leitor, ou a escrita. Entre a primeira e a última, um arrazoado de ideias para cenas de TV, aforismos, contos, romances, listas, mensagens de celular, dessas que se tem na fila do banco ou no meio da mamada de um filho recém-nascido. Ideias que não dariam em nada, mas que deram no primeiro livro da escritora e roteirista de TV Antonia Pellegrino, “Cem ideias que deram em nada” (Foz Editora).

— Comecei inúmeros romances, e em diferentes etapas, empaquei. Durante este período, me torno mãe e dona de casa. Ser mãe foi acontecendo de forma espontânea e deliciosa, mas ser dona de casa me era um suplício. Em pouco tempo eu sistematizaria toda a minha casa e estenderia meu ímpeto organizador ao escritório. O computador era o foco. Abri pastas por temas, anos, subtemas. Iniciei uma arqueologia de arquivos. No processo, fui me deparando com diversos fragmentos de possíveis livros. Reuni todos em um só — conta Antonia. — Sempre tive amor pelo fragmento. No inacabado está um elogio ao mundo imperfeito, e isso me interessa. Então, expandi o critério de seleção e trouxe projetos enviados para a televisão, editais, ideias de documentários e filmes para o mesmo arquivo. Subitamente, eu tinha 60 ideias.

Foi por acaso que a autora contou sobre a tal pasta para a amiga Isa Pessoa, da editora Foz, que ficou curiosa e pediu para ler o conteúdo (a esta altura, Antonia já contava 80 delas, com fôlego para as cem). Dias depois, recebeu a resposta: “estas cem ideias são o seu primeiro livro, vamos editar”.

— As cem ideias deram em um livro somente a partir do momento em que eu fui capaz de, honestamente, assumir a minha própria dimensão de fracasso, de uma certa desesperança com a minha escrita. E essa é uma profunda verdade. O “Cem ideias…” é um livro que nasce do meu próprio fracasso com a forma livro.

A primeira ideia a dar em alguma coisa, aliás, foi justamente a primeira: a convite de Antonia, o diretor Mauro Lima escolheu uma das cem propostas para transformar num curta. Ele pinçou a do gato branco e fez um pequeno filme.

As múltiplas possibilidades de expressão literária são tema da investigação particular de Antonia nesta ficção — se umas ideias são curtas prontos, há ainda as ideias surgidas das listas de mercado, de um currículo, de uma trocas de e-mails. Em conjunto, são lidas como uma grande crônica do cotidiano.

— Há no livro um grande conjunto de ideias que criticam, e até debocham, dos ideais do nosso tempo. O “Cem ideias…” é uma construção para lugar nenhum, em meio aos tantos imperativos de eficácia em que vivemos. Realizar, trabalhar, fazer, gozar, aparecer, acumular etc. As cem ideias que deram em nada são seu negativo. São aquilo que não se ajusta, não se fecha, não se realiza em sua plenitude, não vai adiante, permanece inacabado, mero fragmento. Vivemos em um modo tão acelerado que o desejo se acelera também. Estamos desejando demais. A ponto de realizar não ser mais motivo de comemoração, e sim de alívio.

Formando leitores desde o berço

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Publicado por Tribuna do Norte

O primeiro contato com a literatura deve se dar ainda no útero, e ler para um bebê no berço, mesmo que ele nem saiba falar, traz acolhimento, afeto e calor humano. Essas duas máximas foram defendidas por Ninfa Parreiras, professora de Letras, escritora e psicóloga, durante palestra proferida na manhã de ontem, derradeiro dia do Seminário Potiguar Prazer em Ler que chegou em sua 8ª edição este ano e reuniu educadores de todo o Rio Grande do Norte durante os dias 25 e 26 de agosto no Hotel Praiamar, em Ponta Negra, para tratar de ações de incentivo à leitura.

Ninfa Parreiras, escritora e professora / Argemiro Lima

Ninfa Parreiras, escritora e professora / Argemiro Lima

Mineira radicada no Rio de Janeiro, Ninfa Parreiras já publicou quase uma dezena de livros de contos e poesia (prosa e versos) para crianças de 0 a 14 anos, e títulos ensaísticos para adultos onde destaca a importância do contato precoce com o mundo das letras. Sua publicação “Do ventre ao colo, do som à literatura – Livros para bebês e crianças”, serviu de mote para conduzir o debate em Natal. “Neste livro falo da necessidade de semear a literatura já nos primeiros anos de vida”, disse Ninfa por telefone ao VIVER.

Autora de “Com a maré e o sonho”; “A velha dos cocos”; “Um mar de gente”; “Coisas que chegam, coisas que partem”; “Um teto de céu” e “O morro encantado”, Ninfa Parreira é Mestre em Literatura Comparada pela USP, onde defendeu a dissertação “A Psicanálise do Brinquedo na Literatura para Crianças”, e faz parte do grupo de estudiosos da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

Qual a influência da leitura para um bebê que ainda está aprendendo a falar?
A leitura traz acolhimento, calor humano, e quando ele escuta, mesmo que não entenda o significado das palavras, o bebê entende como um momento de afeto e presença.

Então posso ler uma tese de Física Quântica que o bebê vai prestar atenção da mesma maneira do que se fosse uma historinha infantil?
É por aí. Enquanto a criança não entende, o importante é a sonoridade, o ritmo, a forma de olhar e tomar o bebê no colo, o tom e a serenidade da voz. São partes de um conjunto de técnicas que despertam a atenção de futuros leitores. As famílias acham que os bebês não entendem nada, mas pesquisas registram que bebês hospitalizados reagem melhor quando incluem a leitura no tratamento.

E como incentivar a leitura extracurricular?
Essa é uma questão importante: geralmente a leitura entra na vida das crianças através da escola, do uso temático e didático, mas não há o entendimento de ler pelo simples prazer da leitura. Para isso é importante a adoção, por exemplo, de cantigas na formação dessa criança leitora. A dimensão continental do Brasil dificulta a distribuição de livros, por isso é fundamental que as cidades tenham bibliotecas públicas para incentivar e tornar o livro mais acessível como objeto cultural.

Uma estrela cadente?

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Os números de venda do livro ‘A culpa é das estrelas’ caem nas últimas semanas, mas continua em primeiro lugar

Cassia Carrenho, no PublishNews

O livro mais vendido no ano até agora, 541.265 exemplares, está longe de ser alcançado, mas nas últimas semanas tem vendido menos. Nessa semana, A culpa é das estrelas (Intrínseca) vendeu 11.990 e continua em primeiro lugar na lista geral dos mais vendidos. Porém, o segundo lugar, Ansiedade: como enfrentar o mal do século (Saraiva) vendeu 9.366 exemplares, uma diferença de 2.624 exemplares. Apesar de ser uma diferença ainda grande, é uma das menores do ano, e bem pequena para um livro que já foi meteoro.

Na lista de negócios, De volta para o mosteiro (Sextante) trocou de lugar com seu irmão mais velho, O monge e o executivo (Sextante) e assumiu o primeiro lugar.

Outra lista que trouxe várias famílias foi a infantojunvenil. A série da escritora Kiera Cass, da Seguinte, colocou quatro livros na lista: A elite, A escolha, A seleção e Contos da Seleção. A Rocco Jovens Leitores também fez um almoço em família, com Insurgente, Convergente e Divergente.

Na lista de autoajuda, o destaque foi o livro O poder da coragem (gente) que ficou estreou em quinto lugar com 1.500 exemplares vendidos. Em não ficção, Getúlio 1945-1954 (Companhia das Letras) ficou em segundo lugar, com 2.150 exemplares vendidos.

No ranking das editoras, Intrínseca ficou em primeiro com 14, e Record e Sextante empatadas com 12. Companhia das Letras, ficou em terceiro, com oito. A cada semana chegando mais perto das “top 3”

Unicamp terá lista própria de livros a partir do vestibular 2016; veja as obras

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Lista era unificada com a Fuvest há oito vestibulares

Publicado no Guia do Estudante

A Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) divulgou, nesta quarta-feira (30), que a prova da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) terá lista própria de livros obrigatórios a partir do vestibular 2016. A lista era unificada há oito vestibulares com a Fuvest.

Para o vestibular 2015, permanecerá ainda a lista conjunta com a Fuvest, que é a mesma dos dois vestibulares anteriores. A seleção própria da Unicamp contém 12 livros, três a mais do que era cobrado nas listas unificadas. No entanto, a Comvest destaca que, dentre as obras cobradas, seis já estão na lista deste ano.

Segundo a Comvest, as obras selecionadas terão maior diversificação de estilos literários e autores, sendo contemplados também livros mais recentes e de escritores africanos de língua portuguesa.
Confira abaixo a lista que será cobrada no vestibular 2016:

Poesia:

Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do Mundo.
Luís de Camões, Sonetos.

Contos:

Clarice Lispector, “Amor”, do livro Laços de Família.
Guimarães Rosa, “A hora e a vez de Augusto Matraga”, do livro Sagarana.
Monteiro Lobato, “Negrinha”, do livro Negrinha.

Teatro:

Osman Lins, Lisbela e o prisioneiro.

Romance:

Almeida Garret, Viagens na Minha Terra.
Aluísio Azevedo, O cortiço.
Jorge Amado, Capitães da Areia.
José de Alencar, Til.
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Mia Couto, Terra Sonâmbula

 

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