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Posts tagged Conversa

Papo bom: quais os efeitos de estimular a criança a conversar a partir da leitura

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A conversa durante a leitura estimula o desenvolvimento de habilidades que acompanharão a criança durante o crescimento

A conversa durante a leitura estimula o desenvolvimento de habilidades que acompanharão a criança durante o crescimento

 

Benefícios de ler histórias acompanham os pequenos durante toda a vida

Publicado em O Globo

A leitura proporciona um mundo de descobertas no imaginário infantil. E quando o adulto que media a história conversa com a criança, esse momento de interação e aprendizado torna-se ainda mais rico. Por isso, o importante é ler a história e acompanhar o interesse da criança.

Os efeitos de estimular a conversa a partir do que a leitura evoca vão acompanhar as crianças em seu crescimento pessoal e intelectual. Ao entrar em contato com palavras novas, por exemplo, ela vai ampliar seu vocabulário. A capacidade de se concentrar e de permanecer atenta também é desenvolvida, além de uma maior habilidade de se comunicar.

A conversa ainda estimula a habilidade de se relacionar, e isso facilita a convivência com outras crianças e adultos. Além disso, os diversos aspectos da narrativa, como os personagens, os problemas vividos por eles e os elementos de fantasia possibilitam à criança lidar com seus próprios sentimentos, já que ela pode se identificar com as situações vividas nas histórias.

Como conversar?

Quando o adulto assume o papel de mediador da leitura, está se colocando como uma ponte entre a criança e o livro. O verdadeiro leitor é a criança. Dessa forma, as questões, pausas e eventuais interrupções na leitura serão indicados pela criança. Aos poucos, os adultos atentos e disponíveis entendem o ritmo da criança, suas preferências, medos e desejos. Cada criança vai interagir de uma maneira diferente ao ler a história mediada pelo adulto.

Conversar também é um recurso para o adulto com alguma dificuldade na leitura. Ele pode escolher um texto mais simples, ou criar uma história. Para isso, pode explorar as ilustrações e verificar se criança quer participar da construção da história ou se prefere somente ouvir.

Manusear o livro

Ler não é apenas uma experiência cognitiva, é também estética. Por isso, os adultos devem deixar as crianças manusearem o livro, explorar suas imagens e texturas. Se por acaso rasgar, convide a criança para consertá-lo com você. Dessa maneira, ela aprenderá também a cuidar e a valorizar o livro.

CEO da Amazon promove clube de leitura para inspirar líderes

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Jeff Bezos contou em entrevista à CNBC que usou a estratégia para estimular seu time de executivos e discutir sobre os negócios neste verão

Jeff Bezos: "Foram ótimas conversas deram a todos nós a chance de conhecer uns aos outros melhor", diz sobre clube de leitura / Mario Tama / Getty Images

Jeff Bezos: “Foram ótimas conversas deram a todos nós a chance de conhecer uns aos outros melhor”, diz sobre clube de leitura / Mario Tama / Getty Images

Luísa Melo, na Exame

São Paulo – Uma das estratégias de Jeff Bezos, fundador e presidente da Amazon, para inspirar o seu time de executivos é organizar um clube de leitura. Ele revelou a atividade durante uma entrevista à CNBC, nesta quarta-feira, para falar da nova linha de Kindles lançada pela compahia.

No meio da conversa, o repórter Jon Fortt pergunta a Bezos o que ele faz para impulsionar, motivar ou questionar o seu time de liderança quando está junto dele no Lab 126, local onde são desenhados os projetos de hardware da companhia, no Vale do Silício. Bezos então conta: “o que eu fiz neste verão, é que nós tivemos três clubes de leitura. O nosso time de líderes se encontrou e tivemos durante três dias inteiros esses clubes de leitura e bons jantares”.

“Uma das coisas que nós fizemos foi ler esses livros de negócios juntos e falar sobre estrátegia, visão e o contexto. Esses livros realmente viraram ferramentas de trabalho que nós usamos para falar de negócios. Foram ótimas conversas deram a todos nós a chance de conhecer uns aos outros melhor”, avaliou.

Durante a entrevista, o presidente da Amazon não disse quais foram os três livros lidos pelo time de executivos, mas Jon Fort divulgou os títulos em uma postagem em seu perfil no LinkedIn.

São eles: “The Effective Executive”, de Peter Drucker, “The Innovator’s Solution”, do autor Clayton Christensen e “The Goal”, de Eliyahu Goldratt.

Veja o vídeo da entrevista:

dica do Chicco Sal

Autor de ‘O monge e o executivo’ diz que Jesus é um exemplo de liderança

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Ao G1, best-seller James Hunter lista características de um bom líder. ‘Guru empresarial’ participa da Bienal do Livro do Rio neste sábado (7)

Cauê Muraro, no G1

O escritor James Hunter, autor de 'O monge e o executivo' (Foto: Divulgação/Editora Sextante)

O escritor James Hunter
(Foto: Divulgação/Editora Sextante)

Autor do best-seller “O monge e o executivo” (1998) e “guru empresarial”, James Hunter contabiliza ter treinado, pessoalmente, cerca de 2 mil executivos ao longo das últimas décadas. Mas, na hora de falar do líder mais admirável que já existiu, o consultor cita: “Jesus Cristo”.

Não que conduzir a Santa Ceia seja equivalente a coordenar uma empresa. “É porque Jesus tem influenciado as pessoas há mais de 2 mil anos”, justifica em entrevista ao G1, na qual reconhece respeitar outros líderes anônimos. Ele está no Brasil para participar da Bienal do Livro do Rio, onde fala ao meio-dia deste sábado (7).

Ao atender o telefone no hotel em que está hospedado na cidade, o professor apresenta-se com o apelido: “Olá, aqui é o Jimmy”. “Já fiz 22 viagens para o Brasil desde 2005. Lecionei em 28 cidades diferentes”, enumera. Também é elevado o número de vendas: mais de 4,2 milhões de cópias de seus dois livros – o segundo chama-se “Como se tornar um líder servidor”, título que talvez ajude a entender o porquê da referência a Jesus Cristo.

 

Durante a conversa, o termo “inspiração” surge com frequência. Hunter parece acreditar bastante nas próprias ideias, até porque defende que cargos de chefia devem ser ocupados por pessoas de boa conduta. “Em minhas palestras, nunca encontrei ninguém que tenha levantado a mão e dito: ‘Discordo, quero trabalhar com um líder corrupto, arrogante (risos)’.” Neste momento, aproveita para observar que “o Brasil precisa de bons líderes, assim como os Estados Unidos”. “Os recentes protestos mostram isso”, exemplifica.

Para Hunter, há “líderes natos e líderes que aprendem a cumprir a função”. “Se você tem a habilidade de mover as pessoas, de levá-las à ação, então você é um bom líder. Mas aprender os princípios é fácil, difícil é aplicá-los”, resume. Não se trata de dar ordens nem ser autoritário, insiste – mas de “inspirar”.

Aos 59 anos, Hunter confessa que, quando pensou em escrever “O monge e o executivo”, em 1996, tinha uma ambição modesta. “Queria passar meus princípios à minha filha, que tinha 2 anos de idade na época”, recorda. Brinca ainda que a necessidade de “transmitir um legado” tinha relação com um momento difícil: “Eu estava atravessando uma crise de meia-idade (risos)”.

Segundo o material de divulgação, o resultado é uma obra que serve para quem “tem dificuldade em fazer com que sua equipe dê o melhor de si no trabalho”. Funcionaria ainda para “se relacionar melhor com sua família e seus amigos”. No caso da “família Hunter”, a liderança doméstica é compartilhada com a esposa, psicóloga de formação, que ele diz conhecer desde que era adolescente. Mas seria ela uma boa líder? “É, sim. Porque me influencia”, assume Hunter, usando exatamente o mesmo argumento aplicado a Jesus.

Menos nobre, no entanto,  é a descrição que James Hunter faz de si mesmo ao tentar explicar por que vende tantos livros. Ele atribui o sucesso não à originalidade dos princípios, mas ao modo – supostamente acessível e claro – como os propaga. “Não proponho nada de novo, mas apresento de modo simples”, esclarece. Em seguida, o admirador dos atributos de liderança de Jesus confessa: “Sou um ladrão de ideias (risos).”

A nova era digital

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1Cora Ronai, no Facebook

Um dia — que já devia ter sido ontem — todos os pais e mães terão uma conversa muito séria com os filhos a respeito da vida online. Essa conversa é ainda mais importante do que aquela clássica conversa sobre sexo da qual todos querem fugir, e deve começar cada vez mais cedo: a internet não esquece nada, e pode ser que, lá na frente, o destino profissional de uma pessoa possa ser prejudicado por uma bobagem que ela postou na adolescência. Pela primeira vez desde que o mundo é mundo, a vida das pessoas começa a ser registrada antes mesmo que elas venham o mundo, com as ultrassonografias postadas por pais orgulhosos nas redes sociais; o registro continua, implacável, pelos anos escolares, pela universidade, pelo trabalho. Uma busca das mais simples pode revelar hábitos alimentares, culturais e de consumo, amores e ódios. Nos tempos pré-internet, os humanos gozavam o benefício do esquecimento. Fomos geneticamente programados para isso, numa prova de que a natureza é sábia até socialmente: uma pessoa de 30 anos guarda muito pouco de quem era aos 15. Basta ver os cortes de cabelo e as roupas que tínhamos coragem de usar…

Mas a máquina não está só contra nós; ela está sobretudo a nosso favor. Calcula-se que, até 2025, toda a população mundial, estimada então em oito bilhões de pessoas, terá um celular em mãos — e, através dele, acesso a mais conhecimento do que nossos antepassados tinham mesmo nas melhores bibliotecas. Nunca nada se difundiu tão rápido quanto a tecnologia da informação. Apenas na primeira década do nosso século o número de pessoas conectadas à internet passou de 350 milhões para dois bilhões; os usuários de celulares saltaram de 750 milhões para mais de cinco bilhões. Estamos dando os primeiros passos num mundo radicalmente novo.

A nova era digital: como será o futuro das pessoas, das nações e dos negócios“, de Eric Schmidt e Jared Cohen (Intrínseca, 320 páginas, tradução de Ana Beatriz Rodrigues e Rogerio Durst) é uma ótima pensata sobre este mundo. Se você acha que o nome Eric Schmidt é vagamente familiar, você acha certo: ele foi o CEO do Google durante dez anos, e continua na companhia como presidente executivo; Jared Cohen é diretor do Google Ideas, e foi membro da equipe de planejamento político do departamento de estado norte americano. É muito interessante ler o que têm a dizer sobre os caminhos da tecnologia, quanto mais não seja pelos cargos que ocupam. Peter Drucker disse, uma vez, que a melhor forma de prever o futuro é inventá-lo; pois Schmidt e Cohen estão em posição privilegiada para faze-lo.

Os dois se conheceram em Bagdá, em 2009, durante uma conferência sobre o uso da tecnologia para a reconstrução social. Nos três anos seguintes, rodaram o mundo atrás de soluções originais, e da visão, em primeira mão, do eterno jogo de gato e rato entre governos e governados. Estiveram em países como a Coréia do Norte, o Malawi, a Mongolia, o Paquistão; conversaram com todo mundo que poderia ter algo a dizer, de Julian Assange a Carlos Slim, que se tornou o homem mais rico do mundo construindo um império de telecomunicações. Não por acaso, o forte do livro está nas considerações sobre governo e rede, sobre a inesperada força que ela passou a dar ao indivíduo e sobre o que significa o poder num mundo conectado.

“A nova era digital” não é um livro para nerds — ou só para nerds: os autores até se dão ao trabalho de explicar o que é a Lei de Moore. Também não é um “page turner”, que se leia como um romance. Mas se você se interessa por tecnologia e pela internet, e quer saber como o futuro está sendo visto a partir deste ano de 2013, ele é a melhor leitura que posso sugerir.

dica do Ailsom Heringer

Venda de livro sobre Jesus dispara depois da ‘entrevista mais constrangedora já feita’

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Publicado na Folha de S.Paulo

A conversa entre o historiador Reza Aslan, autor de “Zealot: The Life and Times of Jesus of Nazareth” (Zelote: a vida e a época de Jesus de Nazaré) e a âncora da Fox News Laura Green ganhou o título de a entrevista mais constrangedora de todos os tempos. E fez as vendas do livros aumentarem 35% em dois dias.

Na entrevista de quase dez minutos, que foi ao ar na última sexta-feira (26), a âncora passa o tempo todo questionando o fato de o autor ser muçulmano e que direito ele teria, por causa de sua fé religiosa, de escrever um livro sobre o fundador do cristianismo.

Reza Aslan nasceu no Irã e se mudou para os Estados Unidos ainda criança, com a família. Estudioso de religiões e professor de escrita criativa da Universidade da California, graduou-se nas universidades Santa Clara, Harvard e Universidade de Iowa.

O autor tentou responder, em vão, que escreveu o livro como acadêmico que é, com várias especializações m história das religiões (incluindo uma em Novo Testamento), fluente em grego antigo e estudioso das origens do cristianismo há 20 anos.

No dia seguinte, o debate começou a circular nas redes sociais, quando o site Buzzfeed postou o vídeo com o título: “É esta a entrevista mais constrangedora que a Fox News já fez?”.

A página da Buzzfeed já teve quase 5 milhões de acessos. O Twitter de Reza Aslan ganhou 5.000 novos seguidores. E a Random House, editora do livro, já encomendou, na segunda (30), mais 50 mil cópias da edição, para dar conta do aumento das vendas.

Agora com 150 mil exemplares no mercado, o livro também subiu para o topo da lista de mais vendidas no site da Amazon, e continua em primeiro lugar nesta terça (31).

O constrangimento da entrevista transformou-se em entusiasmo. Como disse Reza Aslan ao jornal “New York Times”: “É o tipo de publicidade que ninguém pode comprar”.

dica do Tércio Ribas Torres

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