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Equipe brasileira conquista medalha de bronze na Copa do Mundo de Física

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A equipe brasileira: Vitor Daisuke Tamae, Victor Hugo Miranda Pinto, Matheus Camacho, Pedro Lopes e Lucas Vilanova

A equipe brasileira: Vitor Daisuke Tamae, Victor Hugo Miranda Pinto, Matheus Camacho, Pedro Lopes e Lucas Vilanova

 

Publicado no UOL

Uma equipe de estudantes do ensino médio conquistou a medalha de bronze no Torneio Internacional de Jovens Físicos, conhecido também como Copa do Mundo de Física. A premiação aconteceu no último sábado (2). Os alunos Lucas Vilanova, Matheus Camacho, Pedro Lopes, Victor Hugo Miranda Pinto e Vitor Daisuke Tamae representaram o Brasil na competição, que aconteceu em Ecaterimburgo, na Rússia, e reuniu 27 países.

“É algo a mais do que você simplesmente ter uma aula. É um jeito dinâmico e interessante de ter uma iniciação científica. É isso que eu acho mais legal, é bem empolgante. Em momento nenhum você pensa que é algo chato que você está fazendo”, explica Matheus Camacho, 17, sobre a participação no Torneio. Esta é a segunda vez que o estudante participa da competição. No ano passado, ele e a equipe brasileira conquistaram a medalha de prata.

O nível de dificuldade da competição vai muito além do conteúdo de física do ensino médio. “Os problemas que eles têm de resolver envolvem física de nível universitário. São muito difíceis. É complicado até mesmo para os professores”, explica Ibraim Rebouças, monitor de Olimpíadas do Colégio Objetivo, que acompanhou o time brasileiro na disputa.

O Torneio é organizado em embates diretos entre as delegações de cada país. A organização libera, com um ano de antecedência, uma lista com problemas “abertos” – ou seja, sem resposta única. Em cada rodada da competição, três equipes se enfrentam: a relatora apresenta uma solução para o problema, a oponente aponta falhas e acertos na resolução e a avaliadora julga os dois grupos. Cada uma delas é avaliada por um júri, que atribui notas.

“São problemas sem uma única solução. Cada um pode chegar em conclusões diferentes. Você tem que chegar lá e defender o seu ponto de vista durante a apresentação”, explica Matheus.

Para elaborar as soluções, Matheus conta que a equipe realizou pesquisas em artigos científicos, além de desenvolver experimentos em laboratórios. “É como um trabalho científico mesmo, você tem que ler as publicações, fazer os experimentos e desenvolver a sua teoria para explicar um determinado fenômeno”.

Nesta edição, Cingapura foi o país campeão. Na classificação geral, o Brasil terminou na 14ª colocação, o que valeu a medalha de bronze.

Em seu melhor desempenho, Brasil ganha prata na Copa do Mundo de Física

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fisica

Publicado em UOL

“Você tem que estar disposto a perder férias e boas noites de sono”. É assim que Diego Pinheiro de Moura, 17, define a preparação para o Torneio Internacional de Jovens Físicos (IYPT), também conhecido como Copa do Mundo de Física. A equipe brasileira formada por ele e outros quatro estudantes do ensino médio (Felipe D’Elia, Matheus Camacho, Thiago Bergamaschi e Thiago Kalife) conquistou a medalha de prata no torneio, ficando em 5º lugar na classificação geral. É a melhor marca do Brasil na competição.

O torneio, realizado em Nakhon Ratchasima, na Tailândia, é disputado entre 27 países de todos os continentes. A organização libera, com um ano de antecedência, uma lista com 17 problemas “abertos” – ou seja, sem resposta única. Em cada rodada da competição, três equipes se enfrentam: a relatora apresenta solução para o problema, a oponente aponta falhas e acertos na resolução e a avaliadora julga os dois grupos. Cada uma delas é avaliada por um júri, que atribui notas.
A complexidade dos problemas vai além do conteúdo do ensino básico. Estudante do 2º ano do ensino médio, Matheus Camacho, 16, realizou experimentos no laboratório de sua escola, além de ter pesquisado artigos científicos. “Os professores tiram as dúvidas. Aí você tem que realizar experiências e ir se virando, é tudo meio por conta própria”.
“Eu baixava uns artigos no celular, aí quando eu era dispensado da aula, ficava lendo”, conta Diego. Para ele, o trabalho em equipe foi essencial. “Dentro da equipe, todo mundo se apoia, se alguém está mais atrasado, com mais dificuldade. Eu também tive muita ajuda da equipe nacional [que é formada para disputar uma vaga na seleção que vai ao torneio]”.
Por se tratar de uma competição internacional, todas as apresentações são em inglês. “Eles têm que saber física, se apresentar, ter domínio psicológico, tudo isso com um inglês muito afiado”, afirma Ronaldo Fogo, coordenador de cursos especiais de física do Colégio Objetivo.
Experiência
Em oito anos, o Brasil teve uma grande ascensão no torneio: saiu do 17º lugar, em 2007, para a atual 5ª colocação. “Você não pode ir pensando só no resultado. Tem que pensar no que pode aprender: você assimila muitas coisas novas sobre física e ganha convivência”, afirma Diego.
“Fazendo contato com as pessoas você vê diferenças nos sistemas de educação, como cada país gerencia sua equipe. Alguns países tinham apoio de universidade [durante a preparação para o torneio], nós não temos”, explica o estudante.
“Os professores de outros países vendo o desempenho do Brasil mandam mensagens parabenizando”, conta o professor Ronaldo Fogo. “Nós temos material humano para ser uma potência educadora, falta só o apoio das autoridades”, avalia.
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