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Posts tagged Coreia Do Sul

Paixão pela Educação – exemplo a ser seguido!

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Ozires Silva, na Folha Vitória

GAF_2015.12.25_17h30m07s_001_Nós, brasileiros, hoje, estamos preocupados com o país e, nos perguntamos sobre nosso futuro. E mais, para onde caminha o gigante, que era nosso orgulho até bem pouco tempo, questionando o que ele nos oferece de volta, contribuindo para o nosso crescimento na sociedade que construímos.

Olhando para o mundo vemos o exemplo da Coreia do Sul, cujos produtos são consumidos com satisfação pelo valor de sua compra. Poucos se dão conta que, analisando profundamente, podem encontrar um pequeno país da Ásia, apaixonado pela Educação.

Que compram produtos criados por estudantes, possivelmente, os melhores do mundo. Que dispõe das melhores escolas que operam o melhor ensino básico do planeta. Por fora, a escola não tem nada de mais, estruturas simples, 35 alunos por classe.

Mas a diferença está no que conta uma professora, mestre em Educação, como a maioria de seus colegas. Na sala de aula, encontra-se tudo o que é necessário para educar com motivação. São oito horas por dia na escola. Estressante? Não, é divertido!

Todos têm notas acima de oito. O segredo é não permitir que o aluno passe um dia sem entender a lição, diz a professora, que ganha o equivalente a R$10,5 mil por mês. É a média na Coreia, onde os professores têm curso superior e são atualizados e avaliados a cada dois anos. Se o aluno não aprende, o professor é reprovado.

Tudo isso num país que nos anos 50 estava destruído por uma guerra civil que o dividiu ao meio, deixou um milhão de mortos e a maior parte da população na miséria. Um em cada três coreanos era analfabeto. Hoje, oito em cada dez chegam à Universidade.

A virada começou com uma lei que priorizou o ensino básico. Os recursos foram concentrados nos primeiros oito anos de estudo, tornados obrigatórios e gratuitos. O ensino médio tem 50% de escolas privadas e são todas pagas pelo Governo, que incentiva pesquisas estratégicas.

GAF_2015.12.25_17h30m49s_002_O fato é que após a reforma da Educação a economia começou a crescer em média 9% ao ano, durante mais de três décadas. E hoje, graças à multidão de cientistas que o país forma anualmente, está no primeiro mundo, tendo como cartão de visitas uma incrível capacidade de inovar em campos avançados da tecnologia.

“O segredo é a família, com pais comprometidos, criando alunos motivados e professores entusiasmados”, fala uma professora. O governo concorda. “Pais que não tiveram a oportunidade de educação lutam para que seus filhos tenham o melhor. “Foi a paixão pela Educação que fez a Coreia crescer”, concorda o pai de quatro filhos, que como a média dos coreanos gasta 20% da renda em cursos extracurriculares para reforçar o aprendizado. Os filhos falam inglês fluente e os pais compram livros às dezenas.

 

(Na foto, Ozires Silva entre o Ex Ministro da Ciência e Tecnologia José Israel Vargas e o Presidente da ABQ, Pedro Luiz e ao fundo o vice presidente da ABQ, Basílio Daginino).

Um pai descreveu o que a educação fez pelo país: “Quando ia para escola nos anos 70, muitos colegas não tinham nem o que comer”. O avô lembra que no tempo dele não tinha livros. Agora nada falta para neta, que passa 15 horas por dia na escola. A corrida para entrar numa das três melhores universidades do país é disputada.

“Eu sinto responsabilidade com relação a minha família e meu país. Mas também porque um dia eu vou ter filhos”, diz um aluno. No Ministério da Educação e Recursos Humanos, o diretor explica: “Os coreanos não querem ser perdedores. Por isso a educação é voltada para a economia. Estão convencidos de que Economia forte significa um país forte”.

Enquanto isso, no Brasil, onde estamos? Muito a corrigir, mas não é impossível. Basta que comecemos a olhar com entusiasmo e crença na formação dos nossos filhos, fazendo deles cidadãos conscientes e capazes. É uma tarefa que é nossa. Só nossa. Ninguém fará isso por nós!

Ozires Silva é reitor da Unimonte e presidente do Conselho de Administração da Anima Educação e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ). Já ocupou a presidência de empresas como Petrobras e Embraer.

Brasil deve aprender com Coreia do Sul a valorizar professor, diz ministro

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Na Coreia do Sul, Janine Ribeiro falou sobre participação em fórum.
‘Não é um caminho fácil, carreira docente foi muito desprestigiada’, afirma.

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Publicado no G1

Após uma semana na Coreia do Sul participando do Fórum Mundial de Educação, o ministro da Educação Renato Janine Ribeiro considera que a principal lição que o Brasil deve tirar da experiência coreana é a valorização do professor. O Fórum, realizado pela Unesco em Incheon, reuniu representantes de mais de cem países para discutir os próximos passos a serem seguidos pelos países para melhorar a educação mundial.

“O grande ponto que nós temos que tirar da lição coreana é a valorização do professor. Esse é um grande ponto que a Unesco recomenda, que o Brasil quer pelo seu Plano Nacional de Educação e que a Coreia [do Sul] pratica”, disse o ministro em entrevista ao G1.

“A valorização do professor e do diretor são outros pontos importantes do que o Fórum recomenda. Também estamos neste caminho e não é um caminho fácil, porque a carreira docente foi muito desprestigiada nas últimas décadas”, comentou.

Janine Ribeiro afirmou que as metas da Unesco e as do Plano Nacional de Educação são convergentes. Durante o Fórum, o Brasil foi apresentado como experiência exemplar de inclusão escolar. De acordo com o ministro, a imagem do Brasil nesse aspecto é muito boa.

“Nós fomos apresentados como uma história exemplar, quer dizer, uma história que outros devem seguir de como promovemos a inclusão social por medidas de várias naturezas, inclusive a educação. Como fizemos que as escolas universalizassem mais e que a miséria, que no Brasil afetava mais de 10% das pessoas de 0 a 15 anos há 10 ou 12 anos atrás, a miséria despencasse para menos de 1% nesta faixa de idade.”

O ministro afirmou que o país se colocou à disposição para explicar sua experiência a outros países. Ele reconheceu, no entanto, que apesar de estar no caminho certo o Brasil ainda precisa avançar.

“Nós ainda temos grandes desigualdades em postos ocupados por mulheres, postos ocupados por homens. Ainda temos discriminação de vários tipos, inclusive aquela discriminação mesquinha do médico que reclama da mulher que está dando a luz que diz que não chorou quando fez o bebê, reclamação que ele não faz para o pai da criança.”

Coreia do Sul
A Coreia do Sul é considerada um exemplo de país que conseguiu dar um salto na economia devido à sua melhora na educação. Nos rankings de desempenho escolar, como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), os alunos coreanos aparecem na elite dos países.

No último ranking divulgado sobre a capacidade de alunos de 15 anos em resolverem problemas de matemática, a Coreia ficou na segunda posição entre 44 países. Os brasileiros apareceram apenas no 38° lugar.

A valorização do professor no país foi um dos pilares dos avanços educacionais da Coreia do Sul. Em pesquisa feita pela Varkey Gems, em 2013, mais de 40% dos coreanos afirmaram que encorajariam seus filhos a seguirem a carreira de professor na Coreia.

Em uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) sobre violência contra professores, 12,5% dos professores brasileiros informaram serem vítimas de agressões verbais por alunos ao menos uma vez por semana. Na Coreia do Sul, esse índice é zero.

Plano Nacional de Educação

Sancionado em 2014, o Plano Nacional de Educação tem, entre suas metas, a valorização da carreira docente. O objetivo é que até 2020 os professores da educação básica no Brasil tenham um salário equivalente ao de outros profissionais com mesma escolaridade.

O piso nacional do professor no País é de R$ 1.917,78 para 40 horas semanais. De acordo com o sistema de monitoramento das metas no MEC, o valor é equivalente a 72,7% dos ganhos de profissionais com mesma escolaridade.

Famosos na internet, professores ficam milionários na Coreia do Sul

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Publicado no UOL

Eles aparecem na TV, são um sucesso na internet e alguns possuem até estilista. Não são astros do esporte nem atores de cinema. Na Coreia do Sul, professores de cursinhos pré-vestibulares ganham milhões com aulas online.

Um desses astros é o professor de matemática Cha Kil-yong de um cursinho chamado SevenEdu. Ele prepara estudantes para o vestibular e, ao jornal americano “The Washington Post”, disse ter ganhado 8 milhões de dólares no ano passado (mais de R$ 20 milhões).

“Eu sou apaixonado por matemática”, afirmou o professor ao diário. Seu escritório fica em Gangnam (região rica de Seul, que ficou mundialmente conhecida pela música “Gangnam Style”, do Psy).

Nos vídeos, o professor descolado e bem vestido dá dicas para fazer exercícios cronometrados e macetes para que os estudantes resolvam os problemas mais rápido.

Questionado sobre o que o faz se destacar, Cha disse ao jornal americano: “Suponha que você dê os mesmos ingredientes para 100 chefs diferentes. Eles iriam fazer pratos diferentes, mesmo que estejam trabalhando com os mesmos ingredientes. É a mesma coisa com uma aula de matemática. Mesmo que seja tudo matemática e tudo em coreano, você pode usar os ingredientes para chegar a resultados diferentes.”

Ele tem cerca de 300 mil alunos pela internet e cada um paga 39 dólares por um curso de 20 horas (cerca de R$ 100) – os cursinhos tradicionais cobram até 600 dólares pelas aulas presenciais. Além das aulas, o professor também é garoto-propaganda de produtos em anúncios na TV, como de uma bebida que promete melhorar o raciocínio durante a prova.

Milhões por ano

Outro professor famoso é Kwon Kyu-ho, que dá aulas de literatura pela internet e disse ao “The Washington Post” que ganha “vários milhões por ano”. Ele conta que alguns professores têm estilistas para ficar bem nos vídeos na internet.

“Eu sempre quis ser professor, mas sinto que o ensino escolar regular tem seus limites”, afirma. Pela internet, ele diz que os professores podem ensinar de maneira diferente. “Nós temos dinheiro. Podemos investir em maneiras que os professores normais não podem”. “E, claro, eu estou fazendo muito mais dinheiro dessa forma.”, disse Kwon ao jornal americano.

Inovações na educação ‘servem de estímulo a professor’, diz OCDE

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Estudo vê ‘indícios’ de benefícios trazidos por inovações na sala de aula; relação não é ‘facilmente comprovável’.

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Inovações – de filosofia, estilo e até de recursos tecnológicos – nas escolas podem ter impacto positivo na valorização de professores e, em alguns casos, nas notas dos alunos em algumas disciplinas.

É o que sugere um estudo-piloto divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o relatório Mensurando Inovação na Educação.

A análise se debruçou sobre 28 sistemas educacionais (entre países, estados americanos e territórios canadenses, Brasil não incluído) no mundo.

Segundo os especialistas da OCDE, ainda que não haja uma relação facilmente comprovável entre inovação e melhorias na educação, “em geral, países com maiores níveis de inovação veem aumento em alguns resultados educacionais, incluindo melhor performance em matemática na oitava série (13 e 14 anos), resultados de aprendizado mais igualitários e professores mais satisfeitos”.

Entre as inovações analisadas estão materiais didáticos, recursos educacionais, estilo de ensino, aplicação de conhecimento na vida real, interpretação de dados e textos, disponibilidade de computadores e sistemas de e-learning nas aulas, novas formas de organizar atividades curriculares e uso de tecnologia na comunicação com pais e alunos, entre outros.

Porém, os investimentos em tecnologia e inovação não são unanimidade entre estudiosos de educação, já que nem sempre esses investimentos se traduzem em melhor desempenho ou em benefícios mensuráveis – e muitas vezes incorrem em aumento de gastos.

Questão de confiança
O autor do relatório, Stephan Vicent-Lancrin, explica à BBC Brasil que de fato não é possível verificar com certeza a relação direta entre inovação e benefícios. Mas há “indícios” de que aquela tenham efeitos positivos na igualdade de oportunidades entre alunos, no desempenho em disciplinas como matemática e, sobretudo, no estímulo a professores.

“Não podemos afirmar com certeza que as notas melhoram graças a inovações na sala de aula. Mas vemos que inovações trazem confiança para (que agentes participantes da educação) promovam outras mudanças”, diz Vincent-Lancrin.

“A relação mais forte que observamos foi em relação à satisfação de professores. Mais inovações trouxeram mais motivação.”

As práticas foram estudadas pela OCDE entre 2000 e 2011, no ensino primário e secundário, e o país estudado que mais adotou inovações no período foi a Dinamarca (com 37 pontos no índice calculado pelo órgão), seguido por Indonésia (36), Coreia do Sul (32) e Holanda (30).

Entre as mudanças observadas na Dinamarca estão, por exemplo, aumento no uso de testes-padrão elaborados por professores, e mais intercâmbio de conhecimento entre o corpo docente.

Segundo o relatório, “os sistemas educacionais que mais inovaram são também os mais igualitários em termos de desempenho dos estudantes”. Por exemplo, os da Indonésia e da Coreia do Sul.

Sendo assim, o estudo aponta que há uma “presunção” de que mais inovação desencadeie mais igualdade de oportunidades e aprendizado entre alunos, ainda que isso não possa ser efetivamente provado.

Debate
Mas se a adoção de novas práticas na ciência e na economia produtiva é apontada como um fator importante para a competividade global, na educação essa correlação não é tão simples. O próprio estudo aponta que existem também sistemas educacionais com baixa inovação e alto desempenho.

Ao mesmo tempo, argumentos pró-inovação na educação incluem maximizar o retorno do investimento público, buscar avanços no desempenho de alunos e reduzir a desigualdade de oportunidades entre estudantes, aponta a OCDE.

O relatório diz que, “ao contrário do que se costuma pensar, há um nível razoável de inovação no setor educacional, tanto em relação a outros setores da sociedade como em termos absolutos. Setenta por cento dos formandos empregados no setor educacional consideram seus estabelecimentos como altamente inovadores, índice similar ao da média (do restante) da economia (69%)”.

Segundo Stephan Vincent-Lancrin, o setor educacional apresentou índices de inovação mais elevados do que o restante do setor público, mas são necessários mais estudos para entender exatamente seus desdobramentos no ambiente escolar.

“Estamos tentando colocar o assunto no mapa para entender seu impacto”, diz.

Fonte: G1

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