Contando e Cantando (Volume 2)

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Confira 10 costumes que você deve ter para fazer com que seu dia seja mais produtivo

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escolar

Publicado no Amo Direito

Ser produtivo nem sempre é uma missão fácil: isto requer que você adquira hábitos não inatos, mas importantes pra seu sucesso. Pensando nisso, preparamos uma lista com 10 costumes que pessoas produtivas têm – e que você deve adquirir.

1. Saia da sua zona de conforto
Quando você está acostumado com uma situação e permanece na sua zona de conforto dificilmente aprende novas coisas, já que tende a não correr grandes riscos. Muitas vezes, ainda que seja uma decisão difícil, é necessário explorar novas possibilidades, pois assim você amadurece, desenvolve novas habilidades e expande seus horizontes.

2. Não faça antes de aprender
Pessoas produtivas não correm o risco de “refazer” algo. Primeiro elas aprendem e depois fazem. Assim, você não desperdiça seu tempo com algo que não sabe como executar. Está é uma oportunidade para desenvolver um outro bom hábito: pergunte sempre. Quando você pergunta, demonstra interesse e ainda aprende novas coisas. Além disso, você perceberá que toda forma de conhecimento será útil e expandirá sua mente.

3. Peça conselhos
Conselho é uma das melhores formas de aprendizagem. Pessoas que já passaram pela mesma situação que você ou que têm mais experiência em uma determinada área podem te guiar em decisões difíceis. Embora você se senta inseguro ou dependente, não tenha medo de pedir conselhos aos outros.

4. Não se perca em pequenos detalhes

Algumas vezes, quando muito envolvido em algum projeto, tendemos a nos prender em pequenos detalhes e gastamos horas tentando resolver uma questão irrelevante. Contudo, muitas vezes, é possível deixar esses problemas para “mais tarde” e continuar progredindo em outras áreas. Mas atenção: não acumule pequenos problemas, pois eles podem se tornar um grande.

5. Não queira resolver tudo de uma vez
Tentar fazer mais de uma atividade ao mesmo tempo pode diminuir sua produtividade e limitar suas habilidades, portanto, focar em uma única atividade e explorar seu melhor pode ser o mais recomendado para você.

6. Não minta para você mesmo
Mentir para si próprio e criar desculpas para problemas mal resolvidos é muito mais fácil do buscar uma solução para uma situação. Contudo, isso não aumentará sua produtividade. Aceite as situações difíceis e lide com elas da melhor maneira possível. Assim, você se verá crescendo e evoluindo através de seus erros e dificuldades.

7. Peça opinião
Saber o que os outros pensam sobre um projeto, por exemplo, te ajudará a desenvolvê-lo ainda mais, já que diferentes pessoas têm diferentes pontos de vista e visões de mundo. Uma nova perspectiva pode indicar erros que você não tinha notado, além de apontar possíveis melhorias. Não tenha medo nem hesite ao pedir um feedback.

8. Não siga, lidere
Pessoas bem-sucedidas tendem a se tornar lideres pois têm mais facilidade para lidar com situações difíceis, por este motivo, para ser mais produtivo, busque pensar em pequenas e grandes atitudes que podem ser tomadas em equipe.

9. Não deixe o passado afetar seu futuro
O que aconteceu no passado, fica no passado. Aprenda com seus erros, mas siga em frente. Você nunca conseguirá mudar o que já fez, mas pode, em atitudes futuras, transformar seus erros em conquistas e vitórias.

10. Não conviva com pessoas negativas
Assim como pensamentos positivos atraem coisas positivas, estar próximo a pessoas negativas também trará coisas ruins para você. Por isso, conviva com pessoas que vejam sempre o lado bom das coisas – e seja assim também.

13 frases inesquecíveis de Nelson Rodrigues

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Bruno Vaiano, na Galileu

Já virou piada faz tempo o número de frases atribuídas erroneamente a Clarice Lispector, Caio Fernando de Abreu ou Albert Einstein nas redes sociais. Difícil mesmo seria inventar uma frase que Nelson Rodrigues já não tenha dito de um jeito duas vezes melhor. O dramaturgo e cronista pernambucano, quefaria 104 anos hoje se estivesse vivo, tinha um comentário curto e grosso sobre quase qualquer assunto que você possa imaginar. Morreu em 21 de dezembro de 1980, aos 68 anos.

(Foto: Acervo Editora Globo / Editora Globo)

(Foto: Acervo Editora Globo / Editora Globo)

 

Se algumas de suas frases são de um machismo e conservadorismo impensável nos dias atuais – o autor se declarava reacionário e apoiou a ditadura militar –, outras são tão atuais e verdadeiras hoje quanto eram no século passado. Nelson era um homem de mais faces que o estigma que atribuiu a si mesmo, e retratou o Brasil de uma maneira insuperável, para o terror da moral e dos bons costumes. A GALILEU selecionou algumas frases inesquecíveis, ácidas e verdadeiras do jornalista sobre os temas mais variados.

1 – Sobre o crush:

“A beleza interessa nos primeiros quinze dias; e morre, em seguida, num insuportável tédio visual.”

2 – Sobre os políticos:

“Eu me nego a acreditar que um político, mesmo o mais doce político, tenha senso moral.”

3 – Sobre ser malandro:

“Falta ao virtuoso a feérica, a irisada, a multicolorida variedade do vigarista.”

4 – Sobre censura:

“Não admito censura nem de Jesus Cristo.”

5 – Sobre síndrome de vira-lata:

“O Brasil é muito impopular no Brasil.”

6 – Sobre a dignidade no transporte público às seis da tarde:

“O ônibus apinhado é o túmulo do pudor.”

7 – Sobre o subdesenvolvimento:

“Subdesenvolvimento não se improvisa; é obra de séculos.”

8 – Sobre sexo:

“Tarado é toda pessoa normal pega em flagrante.”

9 – Sobre a psicanálise:

“Entre o psicanalista e o doente, o mais perigoso é o psicanalista.”

10 – Sobre a própria voz:

“Não gosto de minha voz. Eu a tenho sob protesto. Há, entre mim e minha voz, uma incompatibilidade irreversível”.

11 – Sobre o silêncio:

A maioria das pessoas imagina que o importante, no diálogo, é a palavra. Engano, e repito: o importante é a pausa. É na pausa que duas pessoas se entendem e entram em comunhão.

12 – Sobre muita gente pensar a mesma coisa:

“Toda unanimidade é burra.”

13 – Sobre a valorização do indivíduo:

“Qualquer indivíduo é mais importante que toda a Via Láctea.”

Essas e outras 1000 estão disponíveis na coletânea Flor de obsessão: As 1000 melhores frases de Nelson Rodrigues, organizada por Ruy Castro, também autor da biografia do autor, O Anjo Pornográfico.

*Com supervisão de Isabela Moreira

Leitura e conhecimento

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Luiz Carlos Amorim, na Gazeta de São João Del Rei

Ensinar Literatura nas escolas no Ensino Fundamental implica levar o aluno a ter prazer em ler – não significa obrigá-lo a ler. Se ali não conseguirmos incutir-lhes o gosto pela leitura, o problema será muito maior quando estiverem no Ensino Médio: lerão, quando muito – e por obrigação – apenas resumos e orelhas dos livros.

A Literatura é o registro da realidade, de costumes, espaço e tempo de um povo, ainda que visto por ângulos diferentes. E aí reside a sua riqueza. Ela sempre estará associada a alguma realidade: são realidades verdadeiras, possíveis ou apenas imagináveis, dependendo do que o leitor conseguir recriar.

Isso porque sabemos que a obra literária existe enquanto lida, enquanto está sendo recriada pelo leitor. E cada leitor pode recriá-la com nuances diferentes, pessoais. Essa é a característica mais marcante da literatura ficcional. A emoção do autor, ao produzir seu texto, não será, necessariamente, a mesma do leitor ao recriá-la.

Então a leitura nos provoca emoções, nos dá referência, faz-nos refletir, pode mudar nossa maneira de pensar e até de agir. Ela é viagem pelo desconhecido, é aquisição de conhecimento, é aprendizado e exercício de criatividade, é experiência adquirida. Isso é Literatura e é isso que os nossos leitores em formação precisam buscar nas páginas de um livro. Ou de vários. O ensino da Literatura dividindo-a em “escolas”, acaba fazendo-a parecer, para o estudante, uma coisa velha, ultrapassada, sem utilidade imediata. Faz a produção literária parecer algo feito a partir de receitas, como se fosse um bolo, sem originalidade, sem criatividade.

Literatura é arte, por isso não pode ser tratada como uma disciplina estanque. Precisa ser explorada como algo dinâmico e estimulante, que alarga os horizontes de quem lê, algo que vai acrescentar subsídios para o crescimento do leitor.

Inveja de Eça de Queiroz teria motivado criação de ‘Memórias Póstumas de Brás Cubas’

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Marco Rodrigo Almeida, na Folha de S.Paulo

Uma certa mulher de olhos oblíquos e dissimulados não é o único mistério da obra de Machado de Assis (1839-1908).

Muita página já foi gasta com a dúvida torturante: Capitu traiu ou não Bentinho, o ciumento narrador de “Dom Casmurro” (1899)?

Mas um outro dilema, ainda mais antigo e, aparentemente, tão insolúvel quanto, atormenta alguns professores e pesquisadores: o que explica o salto abissal de qualidade de Machado a partir de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, em 1880?

João Cezar de Castro Rocha, crítico e professor de literatura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, dedicou-se a essa questão, com lupas de detetive, na última década. O resultado está no livro “Machado de Assis: Por Uma Poética da Emulação”.

O professor argumenta que o pulo do gato que propiciou a passagem do “Machadinho” do início da carreira ao “Machadão”, nome maior da literatura brasileira, teve origem na rivalidade com o português Eça de Queiroz (1845-1900).

Eça de Queiroz (à esq.) e Machado de Assis / Lézio Junior

Eça de Queiroz (à esq.) e Machado de Assis / Lézio Junior

Tudo teria começado em fevereiro de 1878, quando “O Primo Basílio”, de Eça, foi publicado no Brasil. A relação adúltera de Luísa com o primo e as críticas demolidoras aos costumes da burguesia de Lisboa escandalizaram leitores dos dois continentes.

Machado, em dois artigos publicados em abril do mesmo ano, fez severas restrições à trama. Apontou falhas estruturais, condenou a inconsistência psicológica de Luísa e descreveu a relação entre os primos como “um incidente erótico, sem relevo, repugnante, vulgar”.

“A análise de Machado foi considerada um dos pontos altos de seu exercício crítico, mas é esteticamente tradicional e moralmente conservadora”, diz Castro Rocha.

Quando publicou os dois ensaios sobre Eça, Machado era autor de quatro romances (“Ressurreição”, “A Mão e a Luva”, “Helena” e “Iaiá Garcia”), “corretos, regulares e medíocres”, na visão do professor. “São histórias de corte tradicional, em que todos os elementos são esclarecidos pelo narrador.”

Mas o furação Eça apareceu no meio do caminho do comedido escritor brasileiro. Para Castro Rocha, a consagração de um escritor mais moço e que também escrevia em português agudizou a insatisfação de Machado com seus próprios romances e o levou a uma reformulação radical.

Em dezembro de 1878, seriamente enfermo, o “bruxo do Cosme Velho” partiu para uma temporada em Nova Friburgo. Voltou de lá, três meses depois, com o primeiro esboço de “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, furacão ainda mais avassalador que o de Eça.

A narrativa do “defunto autor”, irônica, fragmentária, inventiva, foi um divisor de águas na literatura nacional e inaugurou a grande fase do autor nos contos e romances (“Quincas Borba”, “Dom Casmurro”).

A chave para essa reinvenção, defende Castro Rocha, está na “poética da emulação” do título de seu estudo. Machado abasteceu-se do cânone literário (em “Brás Cubas”, o caldeirão inclui a Bíblia, Xavier de Maistre, Sterne, Shakespeare e muito mais) de forma despudorada, criando a partir disso uma obra inovadora.

Teria Machado, então, escrito sua primeira obra-prima com a pena da galhofa, a tinta da melancolia e os papiros da inveja? “Inveja no sentido de produzir algo tão bom quanto. Trata-se de uma rivalidade estética com Eça que o levou a se arriscar. A tese é controversa, e não tenho a pretensão de que seja a única explicação. Machado é complexo demais para ser resumido”, diz.

dica do João Marcos

Alunos do Colégio Bandeirantes (SP) vestem saias durante protesto

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Publicado por Folha de S.Paulo

Mais de 50 alunos e alunas do colégio Bandeirantes, na zona sul de São Paulo, foram à escola vestindo saia na manhã desta segunda-feira (10).

Foi um protesto pelo fato de o colégio ter censurado o comportamento de dois alunos que usaram saia, um na quinta-feira (6), durante uma festa junina, e outro na sexta (7).

Batizado de “saiaço”, o ato foi articulado na sexta, depois que um aluno do terceiro ano do ensino médio, de 17 anos, foi mandado de volta para casa por usar saia.

Ele, por sua vez, havia se vestido assim em apoio a um colega censurado no dia anterior por ir de menina em uma festa junina. Esse aluno não foi punido, mas a diretoria pediu que ele colocasse roupas “mais adequadas”.

O estudante diz que foi retirado da sala e levado à coordenadoria do colégio, na penúltima aula do dia. Ouviu que o traje ia contra os “costumes”.

Cerca de 50 estudantes resolveram usar saia durante o protesto ocorrido na manhã de segunda-feira no colégio

Cerca de 50 estudantes resolveram usar saia durante o protesto ocorrido na manhã de segunda-feira no colégio

Mauro de Salles Aguiar, diretor-presidente da instituição, que cobra mensalidade média de R$ 2.400 e tem entre seus ex-alunos o prefeito Fernando Haddad (PT-SP), disse que ficou surpreso ao ver o aluno de saia.

“Confesso que inicialmente interpretei como atitude de confronto contra a escola”, disse o diretor. “Tenho mais de 60 anos. Um rapaz vestido de saia não é uma coisa que você espera ver na Vila Mariana [bairro de classe média] às 10h e pouco da manhã. Ele não está numa galeria de arte, está numa escola.”

“Me perguntaram se não estava preocupado com o que meus amigos iriam dizer”, afirmou o jovem. “Respondi que não via problema algum, porque acho algo normal.”

SEGURANÇA

O diretor do colégio disse à Folha que a proibição do uso de saia pelo estudante durante as aulas foi feita para protegê-lo. No Bandeirantes, os estudantes podem sair para a rua nos intervalos das aulas.

“É altamente irresponsável e leviano por parte dos pais expor o filho a esse laboratório de experiências sociais. Se eles não têm preocupação com a segurança, o colégio tem que ter”, diz ele.

“Se estavam tão preocupados com sua segurança, não teriam mandado ele embora para casa”, rebate a mãe, que foi buscá-lo antes do término das aulas. O garoto pediu para esperá-la na rua, e o colégio deu a autorização.

“Não vejo como uma saia longa, até os pés, poderia ofender alguém. A atitude do meu filho é um reflexo do movimento que discute a indumentária por gênero.”

O diretor diz haver um grupo de trabalho no colégio estudando a questão da diversidade. “A instituição não é isenta de preconceitos, porque ninguém é, mas está procurando entender e se adaptar às mudanças.”

O colégio enviará carta com recomendação de que os alunos não adotem o vestuário, mas permitindo o uso de saias, desde que a responsabilidade jurídica pela segurança do adolescente seja transmitida aos pais, por meio de termo de compromisso.

USP

No dia 24 de abril, Vitor Pereira, 20, calouro do curso de têxtil e moda da USP (Universidade de São Paulo), vestiu uma saia e foi à aula, no campus da zona leste de São Paulo. Por isso, foi alvo de críticas, e chegou a receber ofensas no Facebook.

Pereira, então, decidiu criar uma página na rede social –chamada “Homens de saia”– para defender o uso da peça por ambos os gêneros e ganhou vários adeptos na universidade.

Em manifestação contra as ofensas à Pereira, estudantes da USP organizaram o protesto “USP de saia!”, e decidiram ir às aulas e passar o dia de saia.

No dia 16 de maio, alunos se reuniram em campi da USP vestindo a peça de roupa para apoiar a causa.

Carta divulgada por estudantes durante o protesto ocorrido no Colégio Bandeirantes contra o uso de saias para alunos (Divulgação)

Carta divulgada por estudantes durante o protesto ocorrido no Colégio Bandeirantes contra o uso de saias para alunos (Divulgação)

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