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Posts tagged Crepúsculo

Escritora faz sucesso ao misturar “Crepúsculo”, “50 Tons” e One Direction

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Mariane Zendron, no UOL

A americana Anna Todd era uma das milhões de adolescentes apaixonadas pelo casal Edward e Bella, da saga “Crepúsculo”. Curtia cada detalhe do relacionamento dos personagens, mas se perguntava por que uma parte importante era deixada de fora: o sexo. “Quando li ‘Crepúsculo’, fiquei obcecada pelos personagens e comecei imaginar as cenas de sexo. Se você é adulto ou até adolescente, você sabe sobre sexo. Então por que deixar essa parte tão importante do relacionamento de fora?”

Todd, que completou 26 anos na última quinta (19), conquistou leitores do mundo inteiro após começar a escrever, meio na brincadeira, sobre um casal universitário que passa junto por diversas descobertas sexuais. As primeiras linhas foram escritas no Wattpad, uma rede social de livros, contos e poesias, onde a história já teve mais de 1 bilhão de acessos. Seus textos acabaram dando origem à série de livros “After”, cujo segundo volume, “Depois da Verdade”, chegou na última semana às livrarias brasileiras.

Sem perspectiva profissional, Anna começou a escrever em 2013 para afastar o tédio do trabalho de atendente que exercia no Texas. A mocinha da história, Tessa, é virgem e toda certinha, até conhecer Hardin, um dos alunos mais malcriados do campus –mas também o mais sexy. Cheio de tatuagens, piercings e dono de um corpo sarado, o personagem é inspirado em Harry Styles, um dos integrantes mais desejados do grupo britânico One Direction. O personagem até nasceu com o nome Harry, mas depois foi rebatizado para evitar problemas jurídicos.

Fãs do One Direction chateados 

Com essa junção de “Crepúsculo”, One Direction e pornô soft no estilo “Cinquenta Tons de Cinza”, a primeira edição também fez sucesso no Brasil, onde já vendeu mais de 20 mil exemplares. No entanto, a história despertou a ira de alguns fãs da boy band, que chegaram a abrir uma petição contra a autora e seus livros. Para a criadora do abaixo-assinado, a  história é desrespeitosa com as mulheres ao criar um protagonista emocionalmente abusivo. A iniciativa, no entanto, conseguiu apenas 43 assinaturas.

“Eu acho que, se as pessoas lessem o livro e não ficassem apenas com os comentários do Twitter, veriam que Hardin é bem mais fraco que Tessa. É uma relação que não é saudável, mas acho que as pessoas deveriam estar aptas a ler sobre todo tipo de relacionamento, não apenas os felizes e românticos”, disse ela.

O muso que inspirou o personagem nunca se pronunciou sobre os livros. Todd, por sua vez, diz fazer ideia do que Styles pensa sobre a série, mas prefere não dizer. “Eu sou fã em primeiro lugar e não acho que seria uma boa ideia contar isso para alguém. Acho que algumas coisas têm que permanecer privadas.”

Comparações com “Cinquenta Tons”
Mesmo sem os chicotes e algemas de “Cinquenta Tons de Cinza”, a série é frequentemente comparada à saga de sucesso escrita por E.L James, que tem o milionário Christian Grey e Anastasia Steele, também virgem no início, como protagonistas. Todd diz que a leitura da série adulta a ajudou a expandir seu universo literário, que por muito tempo se limitou a séries juvenis. “Na época que me apresentaram a esses livros, eu só estava lendo coisas para jovens adultos. Eu adoro os livros dela, mas a comparação é muito intimidadora.”

Assim como o sucesso de James, “After” também deve virar filme em breve. Em outubro de 2014, os direitos do livro foram comprados pelos estúdios Paramount. Diferentemente de James, Todd diz que não tem nenhuma experiência com a artes cinematográficas, mas que fará de tudo  para que a história do filme fique bem próxima da que vendeu tantos livros pelo mundo inteiro.

10 bolos de aniversário inspirados nos seus livros favoritos!

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Publicado no Purebreak

Já pensou ter no seu aniversário essas delícias que além de serem gostosas de comer, representam seus vícios favoritos como “Divergente”, “Cinquenta Tons de Cinza”, “Crepúsculo”, “Harry Potter” e muitos outros? Vem ver e ficar com água na boca!

Aniversário é sempre uma data especial, né? E nada melhor do que ter tudo do jeito que você sonhou nesse dia tão lindo, como por exemplo um bolo incrível baseado em seu livro favorito! Já pensou em ter a galera de “Divergente”, “Jogos Vorazes”, “Cinquenta Tons de Cinza” e outras bem representadas na hora do parabéns?

Tem uma galera sortuda que já teve essa felicidade de ganhar essas obras de arte na mesa da festa e com certeza elas tiraram a maior onda! Por isso, depois de se inspirar com os desenhos animados, o Purebreak resolveu separar aqui os bolos mais legais que tiveram como base os livros mais badalados das prateleiras! Confira!

Um mundo de açúcar e muuuitos doces!

A Tris sofre muito nos livros e até mesmo do filme de “Divergente”, mas você não precisa passar pelo mesmo que ela enquanto comemora, porque um bolo melhora o humor de qualquer um! Igualmente para a situação de Katniss e companhia em “Jogos Vorazes”, já que açúcar torna o dia mais feliz e deixa todo mundo com menos vontade de brigar.

A Kristen Stewart já está em outra há bastante tempo, mas você ainda pode fazer seu bolo baseado em “Crepúsculo” e postar no Instagram um clique dele com a legenda: “Um beijo pras invejosas”. E pode ter certeza que o Christian Grey de “Cinquenta Tons de Cinza” ia te levar pro quarto vermelho quando visse esse bolo incrível!

Qual desses você escolheria para o seu aniversário? Conta pra gente!

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Ninguém vai querer saber de treinar depois de provar esse bolo de “Como Treinar Seu Dragão”!

 

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Imagina um bolo de “Divergente” todo colorido?

 

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Você até pode não achar Nárnia, mas com um bolo desse, quem precisa né?

 

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E esse bolo mega emblemático de “Cinquenta Tons de Cinza”?

 

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Até a Paula Pimenta foi homenageada com um bolo à altura da série “Fazendo Meu Filme”

 

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Ou então um bolo que represente todos os livros da “Saga Crepúsculo”?

 

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E que tal ter a Escola de Hogwarts, de “Harry Potter”, como um bolo?

 

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“Jogos Vorazes” nunca foi tão bem representado como nesse bolo

 

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Será que esse bolo de “Alice no País das Maravilhas” te leva até o buraco do coelho?

 

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“A Culpa é das Estrelas” é fofo até no bolo, né?

 

A Jornada da Heroína

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Douglas Pereira, no Cafeína Literária

Comentei outrora sobre o livro O herói de mil faces, de Joseph Campbell. Trata-se de um estudo que aponta um padrão estrutural em todo mito ou lenda da cultura humana possibilitando sempre identificar os mesmos arquétipos de personagens (herói, mentor, vilão, etc).

Baseado nisso, o roteirista Christopher Vogler escreveu o teorema “A jornada do herói”, utilizando a forma do mito proposto por Campbell no contexto da elaboração do roteiro de cinema, indicando uma estrutura cognata às lendas e mitos, concluindo que toda história a ser contada enquadra-se neste formato.

o heroi de mil faces - a jornada do escritor

Este tipo de padrão já havia sido estudado em diversas oportunidades, como o fez Vladmir Propp, numa esperança de esquematizar o gênero ‘conto’. Sua análise aproxima-se muito do que Campbell propôs e, caso ele tivesse expandido seus horizontes para o universo mitológico humano, não apenas no núcleo do conto, teria logrado êxito muito maior.

Todo este padrão foi se moldando, subdividindo, ganhando variações de silhueta. Hoje podemos identificar um sem fim de filamentos, cada qual com seu mote específico.

Recentemente, tenho observado este fenômeno dentro do que o mercado chama de chic-lit, ou no coloquial, literatura para meninas. Apelidei este de “padrão crepúsculo”, epíteto que dispensa explicações. Visualize o seguinte:

  1. A protagonista é sempre uma adolescente ou mulher jovem e bonita; inteligente de forma peculiar ou com um dom especial.
  2. Por sua beleza e inteligência ou dom especial, a moça sempre é uma espécie de pária em seu meio. Ou é a menina perseguida na escola, ou pela família, ou órfã, ou que está passando por um processo de luto ou perda – nota-se que inclusive as(os) amigas(os), quando existem na narrativa, são explicitamente inferiores em inteligência e, quase sempre, em beleza, além de comumente superficiais, deixando a intelectualidade da protagonista ainda mais evidente.
  3. Ela se envolve ou já está envolvida num problema. Eis o drama ou ponto de conflito. Quando se trata de uma história de realismo fantástico, o problema é o risco de morte ou aprisionamento. Quando é apenas uma novela do estilo romântico, o problema é uma relação amorosa proibida ou o processo de luto pelo fim da relação anterior.
  4. Aparecerá um salvador misterioso. Sempre — SEMPRE — um homem fisicamente atraente, dentro do estereótipo padrão de beleza: “tórax definido e braços volumosos”. Não raro ele entra na vida da protagonista de modo abrupto, por um acidente do acaso.
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  5. Ele será sempre admirado por todos à sua volta. Despertará a paixão de todas as outras mulheres da narrativa. Porém só se interessará por ela. Mesmo que esteja num outro relacionamento, este perderá toda a importância ou se tornará ilegítimo.
  6. Ele tem um mistério a esconder que causará um conflito secundário em dado momento da história. Pode estar diretamente ligado ao conflito principal ou não, mas invariavelmente servirá para estremecer a relação da protagonista com seu salvador.
  7. O vilão, quando há, tem pouca relevância. Visto que o núcleo do conflito é a relação do casal.
  8. Haverá uma entidade de sabedoria (um pai, uma mãe, uma avó, uma amiga, uma criatura mágica – fada madrinha) que servirá para ajudar a resolver os conflitos entre a protagonista e seu salvador.
  9. A heroína invariavelmente ficará com o salvador no final. Mesmo que este morra, terá marcado a protagonista de forma tão indelével que qualquer relação que ela venha a ter depois será apenas de caráter perfunctório.

Notem, por favor, que isso não é uma crítica ao gênero ou à estrutura. É apenas uma identificação. Cabe dizer, entretanto, que quanto mais evidente a estrutura está na história, mais inverossímil e fraco é o enredo da narrativa.

O motivo de identificar estas formas nas narrativas é justamente para que seja possível recriá-la, sem, todavia, transparecer que é “mais do mesmo”.

O próprio Vogler sugere que, em caráter de exercício, o escritor utilize fichas para escrever cada fase da narrativa e depois embaralhe-as, desenvolvendo os encaixes. O que é apenas uma das formas modelar a narrativa de forma não óbvia.

A função do escritor é ludibriar o leitor para imergi-lo na ficção, fazê-lo comprar a ideia e se divertir ao se surpreender com o que lê. Quando o esqueleto da obra se destaca e torna fácil enquadrá-la num padrão, sua leitura será monótona e previsível.

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Jovem se fantasia de personagem de ‘Instrumentos Mortais’ para ir à Bienal; veja vídeo

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Carolina Dantas, na Folha de S.Paulo

Na sexta-feira (22), primeiro dia da 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, Raphael Bianco Silva, 22, resgatou do guarda-roupa uma fivela antiga e pintou com tinta branca. Esperou secar e escreveu em preto: “magic”. Ele é um jovem aficionado por literatura, entre outros milhares que lotaram o Pavilhão de Exposições do Anhembi.

O cinto é parte de um traje inspirado no personagem favorito de Raphael: Magnus, da série “Os Instrumentos Mortais”, da escritora norte-americana Cassandra Clare. O feiticeiro imortal está em todos os livros da série, tem personalidade complexa e desvendada ao longo da trama.

“Adoro tudo que lembra o mundo mágico, as criaturas do submundo e as histórias que escutávamos quando criança e sentíamos medo”, contou Raphael, que é estudante do último ano de enfermagem.

Rapahel Bianco caracterizado como personagem Magnus, da saga literária 'Os Instrumentos Mortais'  / Raquel Cunha/Folhapress

Rapahel Bianco caracterizado como personagem Magnus, da saga literária ‘Os Instrumentos Mortais’
/ Raquel Cunha/Folhapress

Ele decidiu vestir-se de Magnus para encontrar Cassandra no sábado (23), na Bienal. Colocou uma calça branca, um mocassim azul, uma camiseta preta, acrescentou mangas verde-musgo. Comprou lentes com olho-de-gato por R$ 90, pintou os cabelos com tinta spray rosa e azul, usou purpurina ao redor dos olhos.

“Imagina se encontro outra pessoa fantasiada de Alec na Bienal? Pode ser o amor da minha vida!”, falou Raphael no metrô, vestido de Magnus.

Nos livros, Alec, ao contrário de Magnus, é mortal. Os dois personagens vivem uma história de amor impossível devido à natureza de cada um.

No quarto de Raphael, outros livros estão na estande. “Li O Pequeno Príncipe quando ainda era criança.” Ele também leu “Harry Potter” e a série “Crepúsculo”, precursores das atuais sagas infantojuvenis.

Cassandra Clare e Kiera Cass atraíram 150 mil pessoas apenas no primeiro final de semana da 23ª Bienal Internacional do Livro.

“Além de ser uma escritora que resgata histórias antigas, cada personagem dos livros de Cassandra parece real, com os seus dilemas e defeitos. A personalidade deles muda ao longo da história, sem o leitor nunca saber o que vai acontecer”, diz Raphael.

‘Paulo Coelho narra magia da vida’, diz a fã Cassandra Clare

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A escritora Cassandra Clare (Foto: Kevin Winter/Getty Images)

A escritora Cassandra Clare (Foto: Kevin Winter/Getty Images)

Meire Kusumoto, na Veja on-line

Conhecida por escrever sobre anjos e demônios em sua série Os Instrumentos Mortais (Galera Record), Cassandra Clare foi conquistada por um “mago”, e do Brasil. Em entrevista ao blog VEJA Meus Livros, a escritora afirma que adora os livros de Paulo Coelho, o autor brasileiro mais vendido no exterior. No país pela primeira vez para participar da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, onde autografa livros na tarde deste sábado, Cassandra conta que adora O Alquimista, um livro de fantasia, gênero que acredita ter o poder de se renovar e de vender.

Prova disso é a obra da própria escritora, cujo primeiro livro, Os Instrumentos Mortais — Cidade dos Ossos, lançado em 2007 nos Estados Unidos, enfrentou o turbilhão Crepúsculo, então comemorando dois anos de sucesso nas livrarias. Cassandra, assim como Stephenie, retrata vampiros em seus livros, mas vai além. Seu universo é habitado por quase toda criatura mítica de que já seu ouviu falar. Anjos, demônios, lobisomens: estão todos lá. Logo no começo da história, a protagonista dos três primeiros livros da saga, Clary, descobre que pertence à raça dos nephilim, um povo metade humano e metade anjo.

Cassandra ainda não chegou perto dos 100 milhões de cópias que Stephenie vendeu. Os seis livros de Os Instrumentos Mortais e os três da série As Peças Infernais, um prelúdio da história principal, ultrapassaram a marca de 26 milhões de volumes vendidos, número que deve crescer nos próximos anos. Cassandra planeja lançar ainda duas séries, Dark Artifices, a sequência de Os Instrumentos Mortais, e The Magisterium, em parceria com a autora Holly Black (As Crônicas de Spiderwick), além de esperar pela estreia do segundo filme baseado em sua obra, Cidade das Cinzas.

Cassandra Clare vai estar na Bienal do Livro de São Paulo neste sábado, às 14h, na Arena Cultural, e concede autógrafos a partir das 15h30 no espaço para autógrafos do evento. No domingo, ela repete a programação.

Você encontrou inspiração para a série Os instrumentos Mortais quando estava em um estúdio de tatuagem, certo? Como isso aconteceu? Eu havia lido sobre os Nephilim, uma raça metade humana e metade anjo, e queria escrever um livro sobre o assunto, mas não sabia como a magia deles funcionaria na minha narrativa. Uma amiga tatuadora então me contou a origem das tatuagens e como pessoas de diferentes culturas acreditam que marcar a pele dá algum tipo de poder. Foi dessa situação que tirei a história dos meus personagens.

Dando um spoiler do terceiro livro da série Os Instrumentos Mortais, Clary e Jace acreditam que são irmãos até os últimos desdobramentos. Você foi criticada por abordar o tema do incesto? Certamente sim, porque você é criticado por quase tudo nesse mundo. Mas recebi muitas cartas de pessoas que reclamavam do fato de eles serem irmãos, ou de pensarem que eram, porque queriam que os personagens ficassem juntos. As pessoas estavam mais ansiosas para descobrir se eles eram de fato irmãos do que para me criticar.

No seu site, você diz que acompanhou algumas aulas sobre escrita criativa, mas não gostou delas. Você tentou assistir a aulas sobre o assunto de novo? Não voltei às aulas como aluna, mas sim como professora. Tento deixar de fora os elementos que achei desagradáveis na faculdade, que eram basicamente argumentos contra os gêneros de fantasia, mistério e ficção científica. Mas são gêneros tão importantes quanto quaisquer outros e é necessário aprender a escrevê-los, também. Para mim, Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez, é fantasia, assim como os livros de Jorge Luis Borges e de Paulo Coelho, que são obviamente ótima literatura. São livros sobre a mágica do dia a dia.

Então, você conhece Paulo Coelho. Qual seu livro preferido? Gosto muito de O Alquimista.

Você fala abertamente sobre homossexualidade em seus livros. Li que eles foram banidos de algumas bibliotecas por causa disso. Qual sua resposta a essa recusa? Banir livros nunca é a solução. Mesmo o livro mais maligno deveria ser lido para que as pessoas pudessem debater sobre ele. Tivemos uma onda de suicídios de adolescentes gays nos Estados Unidos recentemente. Penso em todas as cartas que recebi nos últimos anos de jovens gays que falavam que meus livros foram os primeiros que eles leram a retratar pessoas como eles e de outros que diziam que deixaram de se matar porque haviam lido minha série. Para mim, isso compensa qualquer crítica. Quando proíbem livros como os meus, fico triste ao pensar que estão tirando essas obras do alcance de pessoas que podem precisar delas.

Você nasceu e morou por dois anos no Irã. Hoje os seus livros são vendidos no país? Não. Isso é muito triste, não é? Eles são vendidos na Mongólia, mas não no Irã. A censura lá é muito pesada, então o fato de haver nos meus livros um grupo de adolescentes que não estão casados, mas ficam se beijando não é muito apreciado.

Você nasceu em Teerã, mas seus pais são americanos. Por que eles moravam lá quando você nasceu?
Meu pai é professor de negócios internacionais e foi enviado para dar aulas em diferentes universidades espalhadas pelo mundo. Ele e minha mãe foram para o Irã antes da revolução de 1979, quando as universidades do país estavam à procura de professores ocidentais. Ele foi convidado a ficar lá por cinco anos, período em que eu nasci. Fiquei lá por cerca de dois anos e a primeira língua que aprendi foi farsi. Depois disso, moramos em outros países, como França e Inglaterra.

Nos últimos anos, vimos séries como Harry Potter, Crepúsculo e Percy Jackson. Acredita que o gênero fantasia vai conseguir se renovar? A popularidade dos gêneros literários vem em ciclos. Houve uma época em que eu não conseguia encontrar muitos livros de fantasia, mas isso mudou e vimos uma ascensão do gênero a partir de Harry Potter. Jovens que cresceram lendo a saga estão naturalmente abertos à fantasia.

Por que você escolheu escrever fantasia? Meu pai é um grande fã do gênero. Quando viajávamos para um lugar novo e eu não conhecia ninguém nem falava a língua do lugar, recorria aos livros, que geralmente eram de fantasia. Me sentia confortável ao lê-los.

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