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Por que o novo Mary Poppins vai contra o que a criadora da personagem queria?

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Emily Blunt em “O Retorno de Mary Poppins” Imagem: Divulgação

Caio Coletti, no UOL

A nostalgia está em alta nos cinemas brasileiros desde quinta-feira (20), com a estreia de “O Retorno de Mary Poppins”, continuação do clássico filme de 1964 que, para muitos, é a “joia da coroa” da Disney e de seu fundador, Walt.

Na trama do novo longa, dirigido por Rob Marshall (“Chicago”), a mágica babá Mary Poppins (Emily Blunt, no papel que foi de Julie Andrews no clássico) retorna à casa da família Banks em um momento difícil, para ajudar as crianças do filme original, agora crescidas e vividas por Ben Whishaw e Emily Mortimer, a cuidar de seus próprios filhos.

A volta aos cinemas da personagem, mais de 50 anos depois do sucesso estonteante do primeiro filme, vem a despeito dos desejos de P.L. Travers, que criou Poppins em sua série de oito livros, publicada a partir de 1934.

Travers, que morreu em 1996, aos 96 anos de idade, odiava o filme da Disney. A história de sua relação complicada com Walt durante a produção do longa está por trás da relutância da autora em autorizar uma continuação enquanto estava viva.

Versão “açucarada”

Para Travers, que nasceu na Austrália, mas viveu quase toda a sua vida na Inglaterra, “Mary Poppins” era tanto sobre disciplina e obediência quanto sobre imaginação e diversão. Por isso, a “magia Disney” do filme, e a suavização da personalidade da personagem título, não lhe caíram bem.

Walt, que lia “Mary Poppins” para suas próprias filhas, tentou por vinte anos comprar os direitos dos livros de Travers, fazendo visitas regulares a ela na Inglaterra. Quando ela finalmente concordou, no começo da década de 1960, foi apenas com a condição de servir como consultora na roteirização do filme.

Travers desgostava das músicas originais compostas pelos irmãos Sherman, e brigou com Disney pela exclusão das cenas que misturavam desenho animado e live-action. O chefe do estúdio, no entanto, tinha a palavra final, e a versão de Walt Disney foi a que chegou aos cinemas, para o desgosto da autora.

A escritora P.L. Travers Imagem: Divulgação

O desentendimento entre ela e Disney, inclusive, foi o motivo pelo qual Travers não foi inicialmente convidada para a première de “Mary Poppins” em Los Angeles. A escritora, que não era de levar desaforo para casa, teve que insistir ao telefone com funcionários do estúdio e acabou por conseguir um convite.

Mágoa duradoura

A relação de Travers e Disney foi parar no filme “Walt nos Bastidores de Mary Poppins”, lançado em 2013. Com Emma Thompson no papel da autora e Tom Hanks na pele de Disney, o filme tem suas próprias virtudes, mas se desvia da história real ao mostrar a escritora emocionada com o filme durante a estreia.

Emma Thompson vive Travers em “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (2013) Imagem: Divulgação/IMDb

Se Travers chorou durante sua sessão de “Mary Poppins” em 1964, tudo indica que foi de desgosto. A melhor coisa que a escritora disse em vida sobre o filme foi em uma entrevista de 1977, onde contou que tinha “aprendido a viver com ele, mas que não tinha nada a ver com suas obras”.

Nos anos 1990, o produtor teatral Cameron Mackintosh contatou a escritora para a montagem de um musical inspirado em sua criação. Travers concordou, desde que ninguém do filme original estivesse envolvido na produção, especialmente os irmãos Sherman.

Estes mesmos termos foram parar em seu testamento, como condições para qualquer adaptação de sua obra. “O Retorno de Mary Poppins” contorna isso ao não adaptar nenhum dos livros diretamente, usando a personagem (da qual a Disney tem os direitos) para criar uma nova história.

C.B. Strike: Série de detetive da criadora de Harry Potter finalmente será exibida no Brasil

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Marcel Plasse, no Pipoca Moderna

A série “C.B. Strike”, baseada nos livros policiais de J.K. Rowling (a autora de “Harry Potter”), finalmente vai chegar no Brasil. O canal pago Max, da rede HBO, agendou a estreia da produção para a próxima terça-feira (7/8), às 22h.

 

“C.B. Strike” acompanha o personagem-título Cormoran Strike, vivido por Tom Burke (o Athos da série “The Musketeers”), um veterano de guerra que, após ser ferido em combate, decide se tornar um detetive particular, tendo como QG uma sala minúscula em Londres. Ele usa seu instinto e sua experiência como ex-membro do Departamento de Investigações Especiais do Exército para resolver casos complexos, não esclarecidos pela polícia.

Além de Tom Burke, o elenco da produção televisiva também destaca Holliday Grainger (a Lucrécia da série “Os Bórgias”) no papel de Robin Venetia Ellacott, a assistente e secretária de Strike.

Rowling já lançou três livros com as histórias do detetive, usando o pseudônimo de Robert Galbraith para diferenciar o tom dessas obras das aventuras juvenis de seu personagem mais famoso, Harry Potter.

A BBC adaptou os três livros, cada um como uma minissérie distinta e completa. São eles “O Chamado do Cuco” (The Cuckoo’s Calling), “O Bicho da Seda” (The Silkworm) e “Vocação para o Mal” (Career Of Evil). A primeira minissérie tem três episódios, enquanto as duas últimas contam com apenas dois capítulos cada.

O Max vai exibir todos, juntando os sete episódios, que foram escritos por Ben Richards (criador da série “The Tunnel”) e Tom Edge (série “Lovesick”), e dirigidos por Michael Keillor (série “Line of Duty”), Kieron Hawkes (série “Fortitude”) e Charles Sturridge (série “Marcella”). Cada diretor assinou uma minissérie completa.

Um quarto livro, “Lethal White”, será lançado em setembro e pode render mais uma minissérie.

Conheça a história de superação de J.K.Rowling, criadora da série Harry Potter

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A escritora, que passou por desemprego e dificuldades, tornou-se a primeira pessoa a ficar bilionária vendendo livros.

Debora Carvalho, no Blasting News

Joanne Rowling, atualmente conhecida pelo pseudônimo #J.K.Rowling, nasceu em 31 de julho de 1965, em Chipping Sodbury, nas proximidades de Bristol, na Inglaterra. Talvez por um capricho da autora, ou por considerá-lo uma espécie de alter ego, o bruxinho #Harry Potter, sua maior criação, e o principal responsável pela fama de Rowling, também nasceu em um dia 31 de julho.

J.K. Rowling conta que sempre teve muita imaginação e que gostava de escrever desde criança. Ela e sua irmã, Di, costumavam brincar de fazer mágicas e encenavam peças de teatro. Rowling se lembra da primeira história que escreveu: ”era sobre um coelho. Eu tinha 6 anos.”, conta.

Na mesma rua em que Joanne morava com sua família, morava uma família de sobrenome Potter. Na casa, viviam Ian e Vicky Potter, que costumavam brincar com Joanne e sua irmã. Apenas muitos anos depois, Joanne viria a se lembrar dos vizinhos da infância, quando, durante uma viagem de trem, a ideia mais incrível de sua vida lhe veio à mente – a história de um menino, de sobrenome Potter.

Joanne se formou em língua francesa pela Universidade de Exeter; seus pais desejavam que a filha fosse secretária bilíngue. Joanne, no entanto, percebeu logo que não levava jeito para a profissão, e frequentemente, deixava de fazer as atas das reuniões para rabiscar histórias nos papéis.

Foi em 1990, durante uma viagem de trem de Manchester até Londres, que a ideia mais incrível de J.K.Rowling veio à tona. Seu trem estava quatro horas atrasado, e foi durante este tempo que ela desenvolveu a história de Harry Potter, um menino órfão aparentemente comum, que aos 11 anos, descobre que é um bruxo. Joanne conta que passou todo o tempo da viagem apenas pensando em como a história se desenvolveria, pois não tinha nem caneta e nem papel para anotá-la.

Em dezembro de 1990, um triste acontecimento se abateu sobre Rowling. Sua mãe, portadora de esclerose múltipla, veio a falecer. Após o acontecimento, Joanne ficou muito abalada e resolveu passar um tempo vivendo na cidade do Porto, em Portugal, onde passou a ministrar aulas de inglês. Nessa época, ela elaborou seu plano inicial para a história de Harry Potter: seriam sete #Livros, que corresponderiam aos sete anos de Harry na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.

Em Portugal Joanne se casou e teve uma filha, Jéssica; porém seu casamento com o jornalista Jorge Arantes foi bastante conturbado, e eles se separaram quando Jéssica ainda era bebê. Joanne se mudou com Jéssica para Edimburgo, na Escócia, em 1994. Chegou a desenvolver depressão, pois não tinha perspectiva de carreira e nem dinheiro, já que dependia inteiramente do seguro-desemprego oferecido pelo governo britânico, mas estava determinada a terminar seu primeiro livro. Joanne cuidava da filha durante a maior parte do dia, e quando a menina dormia, colocava-a em um carrinho de bebê e sentava-se para escrever em um café próximo à seu apartamento. Foi neste café, que enfim, Rowling terminou de escrever o primeiro volume da série Harry Potter.

Rowling enviou o manuscrito a um agente literário, que enviou o texto de volta à Joanne com uma carta educada de recusa. A autora, no entanto, não desistiu e enviou o manuscrito a Christopher Little, agente literário que encaminhou a obra à editora Bloomsbury. A editora sugeriu que a escritora usasse suas iniciais em vez de seu nome, para evitar que os leitores meninos tivessem algum tipo de preconceito com um livro escrito por uma mulher. Joanne, então, pegou emprestada a letra ‘K’ do nome de sua avó favorita, Kathleen. E assim nascia J.K.Rowling.

A revista Forbes nomeou Rowling como a primeira pessoa a se tornar bilionária escrevendo livros. A autora, no entanto, doou tanto dinheiro à caridade que hoje já não faz mais parte da lista de bilionários da Forbes. Mesmo assim, Joanne ainda possui uma fortuna estimada em US$ 840 milhões, além de uma história inspiradora de superação.

P.D. James, autora de livros policiais, morre aos 94 anos

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Best-seller britânica era conhecida como ‘a baronesa do crime’.
Criadora do inspetor Adam Dalgliesh foi adaptada para cinema e TV.

A escritora britânica P.D. James em foto de 27 de novembro de 32005 (Foto: Henny Ray Abrams/AP)

A escritora britânica P.D. James em foto de 27 de novembro de 32005 (Foto: Henny Ray Abrams/AP)

Publicado no G1

A escritora inglesa P.D. James, um dos maiores nomes da literatura policial e criadora do inspetor Adam Dalgliesh, morreu nesta quinta-feira (27) aos 94 anos. “Com grande tristeza, a família da escritora P.D. James, baronesa James de Holland Park, anuncia que ela morreu pacificamente em sua residência de Oxford’, diz um comunicado da editora Faber & Faber. A causa não foi divulgada.

Nascida Phyllis Dorothy James em 3 de agosto de 1920 e estreou na literatura aos 42 anos de idade, com “O enigma de Sally” (1962). Editada no Brasil pela Companhia das Letras, a obra já trazia o inspetor Dalgliesh. A mesma editora publicou outros 15 volumes da autora. O selo Três Estrelas editou em 2012 o ensaio “Segredos do romance policial”.

P.D. James escreveu 20 obras e vendeu milhões ao redor do mundo. Boa parte de seus livros foram adaptados para a TV e o cinema. Um deles é o longa “Filhos da esperança” (2006), dirigido por Alfonso Cuarón e estrelado por Julianne Moore, Clive Owen, Michael Caine e Chiwetel Ejiofor.

O perfil de P.D. James no site da editora Faber & Faber informa que, entre 1949 e 1968, ela trabalhou no National Health Service, o serviço saúde da Grã-Bretanha. Depois, foi funcionária do departamento de polícia do ministério do Interior. James usou essa experiência em seus livros.

Ao longo da carreira, ela venceu alguns dos principais prêmios do seu gênero literário. Dentre os destaques, estão o Diamond Dagger from British Crime Writers em 1987 e o Grand Master Award from Mystery Writers of America em 1999. Em 2008, James entrou no International Crime Writing Hall of Fame. Além disso, em 1991 recebeu o título de baronesa.

Seu livro mais recente é “Death comes to Pemberley” (2011) e virou série de TV da BBC. A trama é uma continuação do clássico “Orgulho e preconceito”, de Jane Austen. Em 2000, para celebrar seus 80 anos, P.D. James lançou a autobiografia “Time to be in earnest”.

 

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