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País precisa colocar 2,8 milhões de crianças na escola, diz relatório

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Movimento Todos Pela Educação acompanha 5 metas no setor.
Estudo considera dados oficiais divulgados entre 2014 e 2015.

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Publicado no G1

Relatório do movimento Todos Pela Educação (TPE) divulgado nesta quinta-feira (2) aponta que o Brasil ainda precisa incluir cerca de 2,8 milhões de crianças e adolescentes na Educação Básica.

Além disso, precisa garantir que os já matriculados concluam os estudos dentro da faixa etária recomendada e com melhores índices de aproveitamento das disciplinas.

As deficiências foram apontadas em detalhes no relatório “De Olho Nas Metas 2013-14”. Elas foram constatadas principalmente através do monitoramento de dados oficiais (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) 2013 e na Prova Brasil/Saeb (MEC/Inep) 2013 divulgados entre o final de 2014 e início de 2015).

O estudo publicado tem o objetivo de acompanhar o cumprimento de cinco metas estabelecidas pelo movimento para serem alcançadas até 2022 no país. Veja abaixo detalhes das metas e o que foi constatado pelos especialistas:

 

METAS DO TODOS PELA EDUCAÇÃO

META 1 – Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola – Até 2022, 98% ou mais das crianças e jovens de 4 a 17 anos deverão estar matriculados e frequentando a escola, ou ter concluído o Ensino Médio.

DIAGNÓSTICO
O Todos Pela Educação aponta que 2.863.850 crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos estão fora da Educação Básica (680 mil crianças de 4 e 5 anos e 1,6 milhão de jovens de 15 a 17 anos).

Em 2013, o Brasil registrou 93,6% da população de 4 a 17 anos matriculada na  Educação Básica, abaixo da meta intermediária proposta pelo TPE para o ano, que era 95,4%.

O movimento aponta que há diferença regionais e de aspectos socioeconômicos. “Entre os 25% da população com maior renda, 95,8% das crianças de 4 e 5 anos frequentam a escola, enquanto a taxa de atendimento dessa faixa etária entre os 25% com menor renda é de 85%”, aponta o relatório

Se consideradas questões regionais, Acre, Amazonas e Amapá apresentam as menores taxas no atendimento escolar dessa população em 2012 e 2013: 89,6%, 90,1% e 90,3%, respectivamente.

META 2 – Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos  – Até 2010, 80% ou mais, e até 2022, 100% das crianças deverão apresentar as habilidades básicas de leitura, escrita e matemática até o final do 3º ano do Ensino Fundamental

DIAGNÓSTICO
O TPE diz que o exame que permitiria avaliar a meta ainda não teve os resultados divulgados de forma consolidada pelo Inep. Sem os dados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), voltada para 3º ano do Ensino Fundamental, o movimento ainda tem como parâmetro os resultados da Prova ABC de 2012. Ela revelou que 44,5% dos alunos do 3º ano do Ensino Fundamental apresentaram proficiência desejável em leitura, 30,1% em escrita e 33,3% em matemática.

META 3 – Todo aluno com aprendizado adequado ao seu ano – Até 2022, 70% ou mais dos alunos terão aprendido o que é adequado para seu ano.

DIAGNÓSTICO
Segundo dados de 2013 referentes à Prova Brasil e ao Saeb, apenas 9,3% dos estudantes que deixam a Educação Básica apresentaram proficiência esperada em Matemática e 27,2% em Português)

Os números da Região Norte são os mais alarmantes do País: em 2013, apenas 3,6% concluíram o Ensino Médio sabendo o que deveriam em matemática, e 16,2%, em língua portuguesa.

“É urgente que o país promova ações imediatas e mais efetivas para que os jovens que estão hoje no sistema tenham garantido o seu direito ao aprendizado. Para isso, é fundamental repensar Ensino Médio, que ficou por anos estagnado e agora apresenta retrocesso de seus indicadores,  e também ter políticas focadas nos anos finais do Ensino Fundamental, que já demonstram estagnação em patamares muito baixos de proficiência”, analisa a diretora-executiva do TPE, Priscila Cruz.

META 4 – Todo jovem de 19 anos com Ensino Médio concluído – Até 2022, 95% ou mais dos jovens brasileiros de 16 anos deverão ter completado o Ensino Fundamental, e 90% ou mais dos jovens brasileiros de 19 anos deverão ter completado o Ensino Médio.

DIAGNÓSTICO
A taxa de conclusão aos 19 anos em 2013 foi de 54,3%, quase 10 pontos percentuais abaixo da meta de 63,7%, segundo o estudo. Atrasados em relação à série correta, 19,6% dos jovens nessa idade ainda se encontram no Ensino Fundamental, enquanto 1,7% cursam Educação de Jovens e Adultos (EJA).

As desigualdades de raça também aparecem evidentes nesta meta, segundo o TPE. “Há uma diferença de aproximadamente 20 pontos percentuais (pp) entre as taxas de jovens declarados brancos que concluíram o EF aos 16 anos e o EM aos 19, que são respectivamente 81% e 65,2%, e aqueles que se declaram negros – 60% e 45%”, conclui o estudo.

A influência do fator socioeconômico também foi constatada. “No Ensino Fundamental, por exemplo, o quartil mais pobre apresenta taxa de conclusão igual a 59,6%, enquanto entre os 25% mais ricos, esse percentual é de 94%. No Ensino Médio, esses valores são, respectivamente, 32,4% e 83,3%”, afirma o estudo.

META 5 – Investimento em Educação ampliado e bem gerido – Até 2010, mantendo-se até 2022, o investimento público em Educação Básica obrigatória deverá ser de 5% ou mais do PIB.

DIAGNÓSTICO
Hoje, o percentual do investimento público direto na área em relação ao PIB é de apenas 5,6%, segundo dado de 2013 divulgado pela Diretoria de Estatísticas Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (DEED/Inep).

Em Educação Básica, há uma tendência de crescimento desde 2000, quando era de somente 3,2%. Atualmente, está no patamar de 4,7%.

O Brasil continua a figurar entre os países que menos investem em Educação. O dado mais recente disponível, de 2011, é o relatório Education at a Glance, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

“A Suíça é o país que mais investe por aluno anualmente: US$ 16.090. É seguida de perto por Estados Unidos e Noruega, que investem, respectivamente, US$ 15.345 e US$ 14.288.
Além dos três, outros 12 países aplicam mais de 10 mil dólares por aluno: Áustria, Suécia, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Finlândia, Alemanha, Irlanda, Austrália, Japão, França e Reino Unido”, aponta o estudo.

“O Brasil aparece em penúltimo lugar na lista, com US$ 3.066, à frente apenas da Indonésia (US$ 625) e atrás de outros países latino-americanos como Chile e México. Além disso, está bem abaixo da média da OCDE, que é de US$ 9.252.”

Unesco: 34 milhões de crianças não vão à escola em países com conflitos

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Publicado em UOL

Trinta e quatro milhões de crianças e adolescentes não frequentam a escola em países afetados por conflitos, mostra hoje (29) a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), adiantando que são necessários 2,3 milhões de dólares (2 milhões de euros) para educação. Os dados integram um novo texto, divulgado hoje do relatório de acompanhamento da iniciativa Educação para Todos (EPT) da UNESCO.

O último relatório sobre a EPT, divulgado em abril, mostrava que apenas um terço dos 164 países que há 15 anos lançaram a iniciativa atingiram os objetivos fixados e identificava os conflitos como um dos maiores obstáculos ao progresso.

O novo texto indica que “as crianças em países afetados por conflitos têm mais probabilidades de estarem fora da escola que as dos países não afetados,” enquanto para os adolescentes a probabilidade é dois terços maior.

A organização das Nações Unidas refere que uma das “principais razões” para o problema “é a falta de financiamento”. “Em 2014, a educação recebeu apenas 2% de ajuda humanitária.”

Os 2,3 milhões de dólares que a UNESCO considera necessários para fazer regressar à escola as 34 milhões de crianças e adolescentes nos países em conflito correspondem a dez vezes o valor da ajuda disponibilizada para a educação atualmente.

A agência da ONU explica que “mais de metade da ajuda humanitária disponível para educação foi atribuída a apenas 15 dos 342 pedidos feitos entre 2000 e 2014”.

Em 2013, foram identificados nos países em conflitos necessidades de apoio na área de educação as 21 milhões de pessoas. No entanto, apenas 8 milhões foram incluídas nos apelos e destes só 3 milhões receberam ajuda.

“Voltar à escola pode ser a única centelha de esperança e de normalidade para muitas crianças e jovens em países mergulhados em crises”, acrescenta a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova, citada no comunicado.

Cerca de 58 milhões de menores estão fora da escola em todo o mundo e 100 milhões não conseguem completar o ensino primário.

Municípios terão aplicativo para coletar dado sobre crianças fora da escola

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Publicado em UOL

Um aplicativo ajudará a coletar dados sobre crianças e adolescentes fora da escola. O projeto é uma parceria do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com o Instituto TIM. Com os dados, os gestores terão acesso aos motivos pelos quais as crianças e jovens não estão frequentando as salas de aula e poderão criar políticas para chegar até elas.

Com base nos dados do Censo do IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística), o Unicef traçou um perfil das crianças que estão fora da escola no Brasil. São 3,8 milhões, de 4 a 17 anos. A maioria é do sexo masculino, negra, vive na zona rural, de famílias de baixa renda e filhos de pais de baixa escolaridade, além de indígenas e quilombolas.

“Temos de acelerar e muito [a inclusão]. Eles são o futuro do Brasil. Os últimos incluídos são muito mais difíceis que os primeiros. Os primeiros 80% dão menos trabalho que os últimos 20%”, informou o representante do Unicef no Brasil, Gary Stahl.

A partir de setembro, o dispositivo será testado inicialmente em São Bernardo do Campo (SP). Posteriormente, chegará a outros 19 municípios com altos índices de crianças e adolescentes fora da escola. A tecnologia é livre. Serão coletados, entre outros dados, informações sobre a família da criança e as condições em que vive.

“É uma tecnologia móvel, que pode ser usada em tablets e celulares, o que dá uma mobilidade enorme para buscar as informações junto às crianças, de modo a saber por que elas não estão na escola. Temos estatística de todo tipo, mas não sabemos por que elas não têm acesso à educação”, explicou o presidente do Instituto TIM, Manoel Horácio.

O aplicativo poderá ser usado por profissionais de diversas áreas, entre elas saúde, educação, assistência social, além de ONGs e outras instituições. Na atuação na comundiade, poderão informar casos de crianças fora da escola. Municípios, estados e MEC (Ministério da Educação) terão acesso aos dados coletados.

O aplicativo foi lançado no 15º Fórum Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, iniciado na terça-feira (16) e que será encerrado amanhã (19), no município Mata de São João (BA). Participam do encontro 1.687 representantes de 1.067 municípios.

Mais de 12 milhões de crianças do Oriente Médio estão fora da escola

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Número representa 15% do total de crianças da região.
Relatório da Unicef não inclui alunos da Síria e Iraque.

meninolibano

Publicado no G1

Mais de 12 milhões de crianças no Oriente Médio não frequenta a escola, apesar dos avanços do trabalho para ampliar a escolarização, anunciou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O número não inclui as crianças que abandonaram a escola em consequência dos conflitos na Síria e no Iraque, o que elevaria o total a 15 milhões, segundo um relatório do Unicef divulgado em Beirute.

O documento, publicado em conjunto pelo Unicef e o instituto de estatísticas da Unesco, elogia os “consideráveis recursos e o capital político” dedicados a expandir a educação no Oriente Médio na última década.

O texto destaca que “o número de crianças não matriculadas no ensino básico caiu em alguns casos pela metade”, mas o documento também recorda que “nos últimos anos não foi registrado nenhum avanço”.

No total, 4,3 milhões de crianças não frequentam a escola do ensino fundamental; 2,9 milhões o ensino médio; e 5,1 milhões a educação infantil; somando 12,3 milhões de menores idade não escolarizados.

O número representa quase 15% das crianças do Oriente Médio em idade de frequentar o ensino infantil, fundamental e médio.

A pobreza é a principal causa do fenômeno, segundo o documento.

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