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Aulas de música melhoram aprendizado de leitura para crianças com dificuldades, diz estudo

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Pesquisadores também acompanharam o desenvolvimento cerebral dos alunos

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Por O GLOBO

RIO – Aulas de música na escola podem melhorar as notas em leitura de alunos com baixo desempenho. Essa é a principal conclusão de uma pesquisa que foi apresentada à Associação Americana de Psicologia. Entendida como uma forma de linguagem, aulas de canto ou de instrumentos musicais podem aumentar o rendimento em habilidades como escrita e compreensão de texto em qualquer idioma.

Estudos anteriores já haviam destacado que a aprendizagem da música pode melhorar a concentração, memória e concentração das crianças na sala de aula, melhorando as suas funções neurais. No entanto, esta foi a primeira pesquisa a se concentrar em crianças com baixos desempenhos acadêmicos.

Os pesquisadores acompanharam grupos de estudantes ao longo de dois anos, sendo um deles com aulas de música. Ao todo, foram mais de 100 crianças de regiões pobres de Chicago e Los Angeles. Todas as crianças tinham QIs semelhantes e capacidade de leitura no início do estudo.

Ao comparar os resultados após dois anos, descobriu-se que dar aulas regulares de música por cinco ou mais horas por semana impediu qualquer declínio em habilidades de leitura, o que seria normalmente esperado em áreas mais pobres.

Outro grupo de alunos adolescentes participou de ensaios de bandas ou aulas de canto diariamente na escola, enquanto os pesquisadores registravam suas ondas cerebrais para avaliar como eles responderam a sons da fala.

Após dois anos de formação musical, os resultados mostraram que o grupo musical foi mais rápido e mais preciso para distinguir um som do outro, principalmente quando havia o ruído de fundo, em comparação a um grupo que não participou de nenhuma atividade musical.

Tecnologia permite que alunos com doenças graves tenham aula fora da escola

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 Alanna Anders foi diagnosticada com câncer, mas continuou a estudar usando a plataforma do colégio Porto Seguro (Foto: Arquivo pessoal)

Alanna Anders foi diagnosticada com câncer, mas continuou a estudar usando a plataforma do colégio Porto Seguro (Foto: Arquivo pessoal)

Mariana Queen Nwabasili, no R7

Quando estava no 6º ano do ensino fundamental, o estudante Ricardo (nome usado para preservar identidade da criança) foi diagnosticado com leucemia. O tratamento da doença exigia transplante de medula e, consequentemente, o afastamento do ambiente escolar por um período de, no mínimo, sete meses.

Meses depois, na mesma escola em que ele estudava outra aluna teve uma doença grave. Alanna Anders, que cursava o 1º ano do ensino fundamental, foi diagnosticada com um câncer raro que afeta os rins.

A escola resolveu então tomar uma providência: utilizar meios tecnológicos para garantir a participação dos alunos nas aulas, estando eles em casa ou no hospital.

Roberto, que usou a tecnologia primeiro, tinha um tablet e acessava o espaço virtual de estudos disponibilizado pela escola nos momentos em que estava se sentindo melhor, conta Renata Pastore, diretora-geral de tecnologia educacional do Colégio Porto Seguro.

— Pensamos em montar uma sala de aula online no Moodle [plataforma de compartilhamento de conteúdos online] da escola. A ideia era fazer uma ponte entre a escola e o aluno.

A plataforma traz exercícios de fixação que dão apoio ao conteúdo aprendido na sala de aula. A instituição montou um ambiente online de estudos só para os alunos que passavam por tratamento médico, mas, normalmente, cada classe da escola tem uma sala de aula online no ambiente virtual.

Utilizando um tablet emprestado pela escola, Alanna teve acesso a exercícios no Moodle direcionados à continuidade da alfabetização.Também eram transmitidas a ela as mesmas atividades que estavam sendo feitas em sala de aula pelos seus colegas de turma.

— A gente sabia que não ter acesso a nenhum tipo de conteúdo durante o tratamento iria dificultar a passagem dela para o segundo ano. Achávamos que a parte emocional também ficaria prejudicada, porque ela perderia todo o contato com os amigos, diz Renata.

Além de ter acesso ao Moodle, algumas vezes, por semana Alanna se correspondia com os seus amigos de classe por meio de videoconferências feitas durante as aulas.

— Usar a plataforma em casa foi muito legal, porque eu via meus amigos, podia estudar e brincar com eles novamente. As matérias que mais gostei foram matemática e ciência, com os jogos e atividades, mas o mais legal mesmo foi rever meus amigos, diz a aluna.

Segundo Juliana Ortiz, professora de Alanna, a experiência transformou todos os envolvidos.

“No início foi até engraçado, porque na rotina das crianças sempre pergunto ‘quem faltou’? E os alunos falavam ‘faltou a Alanna’. Com o passar dos dias, eles já não falavam mais isso, porque ela estaria presente [via videoconferência]. A turma se modificou muito ao longo desse período, foi um movimento muito cativante”, conta.

Além do conteúdo 

As ações de inclusão com os alunos trouxeram resultados para além da compreensão do conteúdo. Sendo avaliados pelos professores por meio do Moddle, Ricardo e Alanna puderam passar de ano e retomar os estudos presenciais no colégio, ainda respeitando as necessidades dos tratamentos médicos.

Mas, acima de tudo, como comenta Telma Vinha, professora de psicologia educacional da Faculdade de Educação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), os alunos foram amparados em um período de dificuldade e necessidade de recuperação.

— Para o estudante que está afastado, o mais importante não será adquirir conteúdo, mas sim continuar a se sentir pertencente a esse grupo de alunos, perceber que os amigos e os professores se importam, estão preocupados e interagindo com ele. O amigo é sempre um fator de proteção para as crianças.

Segundo Telma, quando a escola demonstra uma preocupação sobre como é possível incluir a distância, ela está ensinando para os seus alunos a ideia da generosidade e acessibilidade.

Considerando instituições que não possuem um Moodle, César Nunes, assessor de informática educativa na rede municipal de educação de São Paulo, fala sobre experiências em escolas públicas.

— Nas escolas municipais de São Paulo, utilizamos o Edmodo, um ambiente de colaboração, e também o EducaPX, que é um espaço para alunos e professores publicarem sites.

— A Secretaria Municipal de Educação adota esses e outros softwares para facilitar a inclusão dos alunos. Eles são distribuídos para as escolas e ajudam a suprir diferentes necessidades.

Ensino fundamental a distância 

Desde 1969 no Brasil, o decreto Lei nº 1.044 garante tratamento excepcional para os alunos que passam por doenças graves. O artigo 2º da lei possibilita a esses estudantes compensação da ausência às aulas e execução de exercícios em casa por meio do acompanhamento da escola. Os chamados exercícios domiciliares devem ser compatíveis com o estado de saúde do aluno e o local em que ele está se tratando.

Segundo Renata Pastore, as iniciativas desenvolvidas com Ricardo e Alanna no colégio Porto Seguro têm base nessa lei. A diretora  acredita que o uso da tecnologia pode ser feito em atividades educacionais nos anos iniciais do ensino fundamental. Porém, faz uma avaliação específica sobre a educação a distância nessa fase do ensino.

— É importantíssimo que o aluno frequente a escola, porque um dos principais objetivos da escola é trabalhar o convívio social da criança. Então, as crianças devem conviver com amigos e professores.

Brasil decepciona e perde para Bulgária na decisão da Copa do Mundo de Quadribol

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Placar da final da Copa do Mundo de Quadribol; Brasil terminou com o vice

Placar da final da Copa do Mundo de Quadribol; Brasil terminou com o vice

Publicado no ESPN

No futebol, decepção na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo – derrota por 3 a 0 para a Holanda, em Brasília. No quadribol, mais uma noite triste para o esporte brasileiro. A Bulgária derrotou o esquadrão nacional na decisão da Copa do Mundo de Quadribol por 170 a 60, disputada no Deserto da Patagônia, na Argentina.

Este foi o resultado final da competição esportiva mais popular no ‘Mundo bruxo’ de Harry Potter, franquia de livros de sucesso da autora J.K. Rowling, que decidiu aproveitar a repercussão do torneio de futebol para promover uma série de textos sobre a competição de quadribol.

A britânica, desde o início da Copa do Mundo no Brasil, publicou uma série de contos sobre o Mundial de Quadribol sob o codinome da personagem Rita Skeeter, repórter-sensacionalista dos livros.

Parte do relato sobre a decisão mostra a popularidade dos búlgaros, do ‘herói’ Viktor Krum – personagem presente no quarto livro da saga – e jogador experiente de quadribol; ele pegou o pomo de ouro que deu 150 pontos e decidiu o jogo para os búlgaros, e de como o Brasil teve um desempenho surpreendente na competição.

No relato, disponível no site insider.pottermore.com, Rita Skeeter e Gina Weasley, esposa de Harry Potter e jornalista, contam sobre o ambiente da final e até resumem a participação dos jogadores até a decisão.

Rita Skeeter, repórter-sensacionalista, escreve isso:

“Os camarotes estão cheios. O presidente da Federação Internacional de Quadribol, Mentor Metaxas, conversa com a presidente do Conselho de Magia da Argentina, Valentina Vázquez. Mas todos os olhares estão voltados para o camarote que abriga a “Armada de Dumbledore”, sentada sob forte esquema de segurança, para evitar um possível assédio da multidão exaltada. A família Potter – menos a mãe, Ginny Potter, que é claro, está aqui na sala de imprensa comigo – recebeu os melhores assentos. Todos estão vestindo o vermelho da Bulgária, exceto o filho do meio Albus, que usa o verde brasileiro.

O fato, sem dúvida, vai gerar muita fofoca. Que mensagem o jovem Albus quer passar para nós escolhendo torcer por um time diferente de seu pai? Estamos testemunhando uma exibição pública e extremamente feia de rivalidade entre pai e filho? Minha colega, Ginny Potter, que está sentada perto o suficiente para ler tudo que minha pena de repetição escreve, acaba de me informar que Albus é fã do jogador brasileiro Gonçalo Flores. Isso, claro, seria uma das possíveis explicações para esta estranha demonstração pública da discórdia familiar”

Já Gina Weasley:

“O estádio está cheio e o barulho é ensurdecedor. Aguardamos a chegada dos dois mascotes das equipes, que farão um show antes do jogo. Os búlgaros, claro, trazem sua célebre trupe de dançarinas ‘Veelas’, que é uma das principais razões da popularidade da equipe, pelo menos entre os homens. Os “curupiras” do Brasil, por sua vez, já pregaram um número inacreditável de peças durante o torneio, mas são igualmente populares, principalmente com as crianças.”

“Análise: Raul Almeida, goleiro do Brasil

Depois de um início lento no torneio, Almeida se tornou uma estrela na semi-final contra os EUA e é uma das principais razões para a presença de sua equipe na final. No entanto, muitos ainda se preocupam por conta fraca atuação diante do Haiti, ocorrida no primeiro jogo do Brasil; ele também sofreu um ferimento na cabeça desagradável nas quartas de final contra País de Gales.”

Ler ou não ler: 20 livros estranhos que você leria só pelo título, ou não

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Luísa G. Ferreira, no Homo Literatus

O papel de um bom título em um livro é inegável. Pensando nisso, alguns escritores extrapolam o que é considerado normal para elevar (ou rebaixar) a literatura em um patamar bizarro. Buscando um maior número de leitores, algumas editoras investem nestas obras, digamos, bastante curiosas. Aqui, substituindo o famoso: “julgando pela capa” por “julgando pelo título”, é possível descobrir o que há de mais inusitado no mundo literário. Nesta seleção, o que é broxante se torna algo atraente, despertando a curiosidade do leitor e levantando questões não muito úteis para a maioria das pessoas.

Fica lançado o desafio de encarar estas obras só pelo título.

Mais uma noite besta na cidade de merda, de Nick Flynn.

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Como ser feliz embora casado, de Tim LaHaye.

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Como assaltar bancos sem violência, de Roderic Knowles.

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A síndrome da princesa com cara de bunda, de Michael Carr-Gregg.

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Como defecar na floresta, de Kathleen Meyer.

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Como se tornar esquizofrênico, de Jhon Modrow.

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Todo mundo pode ser legal…Mas ser incrível precisa de prática, de Lorraine Peterson.

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Índio e deficiente são os que menos terminam ensino médio entre latinos

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Na América Latina, mais de 40% da população indígena entre 12 e 17 anos está fora da escola

Alfabetizão de índios

Em quase todos os países da América Latina os estudantes indígenas e com deficiência são os grupos mais propensos a não terminar o ensino médio.

Em média, na região, mais de 40% da população indígena entre 12 e 17 anos está fora da escola. Além disso, estima-se que apenas 20% ou 30% das crianças latino-americanas com deficiência frequentam a escola.

É provável que dos 50 milhões de jovens portadores de necessidades especiais no continente, cerca de 12,5 milhões não vão obter diploma do ensino médio.

Os dados fazem parte de uma análise do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) intitulada “Vamos lá, Brasil! Por uma nação de jovens formados”.

A partir de oito pesquisas domiciliares em países da América Latina, o órgão identificou que a maioria dos estudantes entre 13 e 15 anos que não frequentam a escola.

Diagnósticos

Numa leitura mais apurada, identifica-se que, na América Latina, os grupos de população mais vulneráveis à evasão escolar no ensino médio incluí jovens de famílias de baixa renda, alunos com deficiência, indígenas e estudantes que vivem em áreas rurais.

Segundo o estudo, as taxas de frequência escolar, conclusão de ano letivo e média de anos de estudos são significativamente mais baixas entre indígenas e deficientes, quando são comparadas às taxas do resto da população.

Fonte: R7

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