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Marca-páginas temáticos fazem as histórias saltarem dos livros

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Marcadores-de-página-20-mil-léguas-submarinas

Publicado no Somente Coisas Legais

Você pode fazer um marca-página de origami, pode usar um desses que ganha em livrarias ou até usar qualquer pedaço de papel para não se perder na leitura. Mas pode também usar um marca-página que tenha a ver com a história dos livros!

Esse foi o conceito utilizado pelo grupo turco Fikr’et para criar seus marcadores. Eles fizeram uma câmera de vigilância para 1984 – de George Orwell, um tentáculo para O Chamado de Cthulhu – de H. P. Lovecraft, a cauda de uma baleia para Moby Dick – de Herman Melville e um periscópio para Vinte mil léguas submarinas – de Júlio Verne.

Infelizmente os criadores dos marca-páginas não disponibilizaram os modelos para download, mas com um pouquinho de capricho é possível fazê-los em casa – inclusive para outras obras. Isso pode servir como um belo estímulo à leitura para os mais novos. Que os exemplos abaixo sirvam de modelo:

Marcadores-de-página-1984

Marcadores-de-página-Moby-Dick

Marcadores-de-página-O-Chamado-de-Cthulhu

 

Marcadores-de-página

 

Reino Unido lança rede de apoio no Brasil para empregar ex-bolsistas

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Reino Unido vai criar rede de apoio aos brasileiros que estudarem lá.
Empresas serão convidadas a oferecer vagas e financiar bolsas.

Ana Carolina Moreno, no G1

William Hague, ministro das Relações Exteriores do Reino Unido (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

William Hague, ministro das Relações Exteriores do
Reino Unido (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)

O governo britânico vai lançar uma rede de apoio aos brasileiros que estudem no Reino Unido com bolsas para ajudá-los a conseguir emprego no retorno ao Brasil. O anúncio foi feito na noite de terça-feira (18) pelo secretário de Estado do país, William Hague, em São Paulo.

Hague, que tem cargo semelhante ao de ministro das Relações Exteriores, afirmou que a parceria de negócios e educação entre o Reino Unido e o Brasil tem como objetivo “ajudar mais jovens brasileiros a estudar e ter experiência de trabalho no Reino Unido”. Segundo ele, uma das consequências esperadas é aumentar as conexões de longo prazo entre os dois países.

“O Reino Unido é um dos três principais destinos dos estudantes brasileiros no exterior”, explicou Hague. Os dois principais programas de intercâmbio entre as duas nações são o Chevening, que em 30 anos já ofereceu 1.400 bolsas de mestrado para brasileiros, e o Ciência sem Fronteiras, que já selecionou mais de 6 mil alunos brasileiros para graduação-sanduíche, doutorado-sanduíche ou doutorado pleno, que estudam em 80 instituições britânicas, e pretende chegar à marca de 10 mil bolsas de estudo até o fim de 2014, sendo 7 mil bolsas de nível de graduação e 3 mil de pós-graduação.

A nova parceria pretende expandir esses números com o apoio do financiamento de empresas, além de criar mecanismos para absorver os ex-bolsistas no mercado de trabalho de suas áreas. De 2013 a 2014, o número de bolsas Chevening subiu de 21 para 30, o que, de acordo com o Consulado Britânico em São Paulo, representa um investimento de 500 mil libras, ou quase R$ 2 milhões.

Segundo Hague, empresas britânicas como a montadora Rolls Royce, o banco HSBC e a farmacêutica AstraZeneca já participam do programa –um dos pressupostos é que os candidatos retornem ao Brasil após o fim da bolsa. No caso dos bolsistas do Ciência sem Fronteiras, todos os estudantes de graduação enviados ao Reino Unido participaram, durante as férias de verão, de estágios em empresas e projetos de pesquisa supervisionados em universidades.

“Ambos os nossos países tiram imensos benefícios do conhecimento e das ideias compartilhadas, da compreensão mútua construída e das amizades e laços profissionais estabelecidos por esses estudantes”, disse o ministro britânico.

O escritor que adotou órfãs para criar mulher ‘perfeita’

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Este é o sonho de muitos homens: encontrar a esposa ideal. Mas e se, apesar de muito procurar, você não consegue encontrá-la?

Thomas Day inspirou-se em obra de Rousseau e saiu em busca da mulher perfeita

Thomas Day inspirou-se em obra de Rousseau e saiu em busca da mulher perfeita

Dalia Ventura, na BBC

Foi essa difícil situação que enfrentou o escritor inglês Thomas Day em meados do século 18.

Desde muito jovem, ele sabia o que queria: uma mulher inteligente e educada, mas submissa; fisicamente atraente, mas que desprezasse moda, música e dança.

Ela também tinha que ser forte para cuidar da casa.

As exigências afastavam as jovens de sua classe social.

“Thomas Day leu a carta de sua noiva na Irlanda com descrença. Margaret Edgeworth lhe tinha dito adeus no ano anterior com toda a expectativa de que eles se casariam no verão ( … ) Agora, Margaret tinha escrito para dizer a ele que queria quebrar o compromisso e Day ficou mortificado”.

Assim descreve em seu livro Como criar a esposa perfeita, a autora Wendy Moore, que deu a vida à história deste caso particular, desenterrando tudo o que pôde para melhor explicar um experimento feito por Day logo depois.

A solução para o problema

Margaret Edgeworth não foi a única a rejeitar Thomas Day.

Mas ele não se deu por vencido, como conta Moore à BBC Mundo.

“Quando completou 21 anos, recebeu sua fortuna e conquistou a independência. E partiu em busca de uma
mulher”.

Day arquitetou um plano bizarro: já que não conseguia encontrar a mulher ideal no mundo real, criaria uma.

Filósofo iluminista, Jean jeacques Rousseau é autor de 'Emile'

Filósofo iluminista, Jean jeacques Rousseau é autor de ‘Emile’

A saga o levou a um orfanato na fronteira entre a Inglaterra e País de Gales, onde, perdido entre tantas opções, pediu ao amigo que o acompanhava, John Bricknell, que escolhesse uma menina.

“Era uma menina de 12 anos com cabelos e olhos castanhos. Disseram aos funcionários do orfanato que ela trabalharia como empregada doméstica para um outro amigo”, diz Moore.

Mas Day não ficou convencido com a escolha e, depois de voltar a Londres, foi à sede principal do orfanato e escolheu uma outra menina, loira e de olhos azuis, com 11 anos de idade. Duas meninas completamente diferentes, de modo que, se uma não fosse qualificada, a outra seria.
E logo começou a educá-las.

As ideias de Thomas Day foram profundamente influenciadas pelo filósofo francês Jean-Jacques Rousseau, que acreditava que os seres humanos nascem livres e virtuosos, mas que a sociedade corrói essas qualidades.

Em seu romance Emile: ou Da Educação (de Rousseau), o personagem principal tem o que o autor considerava ser a educação perfeita: liberdade para explorar a natureza. E à medida que se expunha aos elementos, tornava-se cada vez mais forte.

E, como Day, Emile também se propôs a criar sua esposa perfeita, a quem chamou de Sofia.

Embora o próprio Rousseau sempre tivesse insistido que a história se tratasse de uma obra de ficção e não de um manual, o livro provocou uma moda de experimentos semelhantes aos que foram submetidos as duas meninas agora sob controle de Day.

A primeira coisa que fez foi dar-lhes novos nomes: Sabrina e Lucretia.

“Ele as ensinou a escrever, lhes deu boas noções de conceitos científicos gerais e lhes fizeram adotar suas opiniões e filosofia de vida.”

“Day não lhes contou qual era o propósito daquela educação e as levou para a França a fim de que ficassem imunes a qualquer influência externa, porque, como não falavam francês, não conseguiam se comunicar e, assim, ele (Thomas) seria seu único ponto de referência.”

Lá, durante um ano turbulento, Day as submeteu a inúmeros testes de resistência e a uma educação rigorosa.

Certa vez, elas quase se afogaram em um rio durante uma prova de resistência ao frio.

Ao final deste período, Lucretia foi rejeitada por ser “invencivelmente estúpida e extremamente teimosa.”

Sabrina

Sabrina foi levada para uma casa em Lichfield, no centro da Inglaterra, onde morou com Day. “Foi terrível para a reputação da menina”, conta Moore.

Mas isso não foi o pior. O regime educativo se intensificava.

Seguindo as ideias de Rousseau, o método de educar era “bastante liberal e supunha-se que ela deveria aprender sobre a natureza por meio da exploração. Mas para que se tornasse forte, teria de ser exposta a condições extremas de temperatura, fome e dor”.

Isso resultava em espetá-la com alfinetes, jogar cera quente em seus braços e ombros até que ela parasse de reagir a dor. Day também disparava contra ela tiros de mentira (ela sabia que não eram reais ) no pé ou do lado da orelha, a jogava de roupas em um lago congelado e depois a obrigava a deitar na grama para se secar.

Todos os amigos sabiam da conduta de Day. Muitos, inclusive, eram membros do Clube Lunar, uma sociedade de pensadores do Iluminismo, ou seja, pessoas ilustres, como o físico e escritor Erasmus Darwin, avô de Charles Darwin, Francis Galton e seu melhor amigo, o inventor Richard Lovell Edgeworth.

Mas por que ninguém interveio? De acordo com Moore, os amigos de Day estavam convencidos de sua “virtude” e de sua “moralidade” e eram confiantes de que ele nunca corromperia as meninas.

De fato, Day fez um contrato em que se comprometia em não ter relações sexuais com elas e a dar-lhes um dote caso não se casasse com elas.

Além disso, achava que, fosse como fosse, elas estariam melhor com ele do que em um orfanato.

Lenço mal arrumado

Após um ano de “educação” , Day decidiu que Sabrina era um pouco preguiçosa e discutia demais. Ele então decidiu enviar a menina à escola por três anos e começou a procurar uma mulher de forma mais tradicional.

No entanto, falhou novamente e decidiu que Sabrina talvez fosse a mulher certa.

“O que aconteceu depois não é muito claro. Seus amigos dizem que ele estava prestes a se casar com Sabrina quando encontrou um lenço arrumado de forma diferente do que achava certo – e que esta teria sido a causa da separação” , disse Moore à BBC.

“Mas acho que o que realmente aconteceu foi que Sabrina, que até então acreditava estar nas mãos de um benfeitor generoso, porém rigoroso e exigente, e que estaria lhe treinando para ser uma dona de casa ou secretária, finalmente entendeu qual era seu o plano e ficou indignada.”

A história de Thomas Day é retratada na obra de Wendy Moore

A história de Thomas Day é retratada na obra de Wendy Moore

Sua relação com Sabrina ficou retratada em uma carta que Day lhe escreveu quando da descoberta de suas intenções. Na mensagem, o inglês se justifica, mas continua “com postura arrogante e a critica por não obedecer suas ordens”.

Eventualmente, Sabrina acabou se casando com John Bricknell, o amigo de Day que estava com ele no dia em que ela foi retirada do orfanato.

Day também encontrou uma esposa, Esther Milnes, “uma herdeira bem-educada e talentosa, que escrevia poesia, tocava música e o adorava. Mas embora ela fosse totalmente dedicada a ele, quem os rodeava dizia que Day a criticava” .

Milnes teve que deixar a poesia e a música, enquanto Day escrevia livros infantis e participava de reuniões políticas. Nada lhe agradava nela, mas ainda assim, ele viveu com a esposa até sua morte, aos 41 anos.

Escravos e escravas

Essa história, quando foi revelada, inspirou vários escritores que, por sua vez, inspiraram outros, incluindo George Bernard Shaw que em 1912 escreveu Pygmalion, tido como a base para o musical/filme My Fair Lady (Minha Bela Dama) (nota do editor: e para a telenovela Pigmalião 70, produzida pela TV Globo em 1970).

Mas isso não é surpreendente.

O mais assombroso é que o mesmo homem que parecia não perceber o quão imoral era usar um ser humano como meio para um fim, que fez de tudo para encontrar uma esposa que fizesse sua vontade e concordasse em ser inferior, foi também um conhecido defensor dos direitos dos animais e dos direitos humanos e um dos primeiros a defender a independência dos Estados Unidos.

Foi também um abolicionista notável, admirado na época e depois.

De fato, Day foi coautor do primeiro poema importante contra a escravidão, The Dying Negro, cujos últimos versos são:

“Oh, leve-me para aquele lugar, aquela terra sagrada,
Onde as almas são livres e os homens não oprimem mais!”

Pequenas ideias para criar um país de leitores

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Um evento distribuiu mais de mil livros em meia hora em São Paulo – e pode se repetir em qualquer lugar

Danilo Venticinque, na Época

Para quem duvida que o Brasil possa se tornar um país de leitores, o último sábado foi um bom dia para começar a acreditar. Como disse na coluna anterior, 25 de janeiro foi o dia escolhido pela campanha Esqueça Um Livro para promover o desapego literário em São Paulo e outras cidades do Brasil. Peço licença para voltar ao assunto. Sempre me incomodou a maneira como a imprensa anuncia eventos desse tipo alguns dias antes da realização e, em seguida, esquece o assunto até a próxima edição – quando há próxima edição. Tão importante quanto divulgar a campanha é mostrar seus resultados. E o resultado da Esqueça Um Livro foi um grande sucesso.

Disse aqui que o organizador da campanha, Felipe Brandão, levaria 600 livros para distribuir na Avenida Paulista. Errei. Nos dias que antecederam o evento, algumas editoras fizeram grandes doações e o número final superou os mil exemplares. Pouco antes das 14h, os livros foram deixados em frente ao Conjunto Nacional. O prédio é um velho conhecido dos amantes da leitura, por abrigar uma das livrarias mais tradicionais da cidade. Agora temos outro motivo para lembrar dele. Em poucos minutos, a calçada estava lotada de leitores. A aglomeração era tanta que vez ou outra um policial ou segurança entrava na multidão para conferir o que estava acontecendo. Imagino que esperavam ver qualquer coisa no meio daquele burburinho – menos uma pilha de livros.

Em menos de meia hora, todos os livros arrecadados pela campanha tinham encontrado novos donos. A distribuição de livros continuou por mais uma hora, com a ajuda de outras pessoas que trouxeram doações.

A equipe de ÉPOCA estava lá para acompanhar o evento e fazer o vídeo (assista abaixo) que acompanha a coluna de hoje. Também levamos oito livros que decidi esquecer. Era o que cabia na mochila. Quero levar mais na próxima vez. Já falei aqui sobre o quanto é difícil praticar o desapego quando gostamos muito de algum livro. Na prática, não dói tanto. Tirar um livro da estante não é a melhor das sensações, mas ver que ele pode fazer a alegria de outro leitor é muito gratificante.
Seis dos livros que levamos ficaram com um grupo de adolescentes que se reúne no Facebook para combinar eventos culturais. Vão a livrarias, bibliotecas e teatros. Depois que todos tiverem lido os livros, eles prometem repassá-los para outros adolescentes que também sejam fãs de leitura. Um universitário, admirador de Nietzsche, levou Além do bem e do mal. Mrs Dalloway ficou com Raiane Rezende, de 16 anos. Ela começou a ler em 2012, com a série Harry Potter, e não parou mais. Diz ter lido mais de 40 livros em 2013. Depois de ler o clássico da Virginia Woolf, quer deixá-lo num lugar público novamente. Não na Paulista, mas em Itaquera, bairro onde mora, e onde faltam atividades culturais para jovens.

O que aconteceu em São Paulo pôde ser visto, em menor escala, em outras cidades do país. Participantes abandonavam os livros em lugares públicos e enviavam fotos para o site do Esqueça Um Livro. Um dos grandes trunfos da campanha é que ela não é centralizada. Qualquer um pode participar. Felipe afirmou que organizará mais eventos do tipo em 2014, mas a comoção causada pelos livros na Paulista pode se repetir em qualquer outra cidade, sem dia ou hora marcada. Basta que algum leitor ou grupo de leitores reúna algumas dezenas (ou centenas) de livros e decida distribuí-los. Seria ótimo se isso se tornasse uma prática corriqueira.

O acesso aos livros é apenas um pequeno passo para melhorar os índices de leitura no Brasil. Há obstáculos educacionais, culturais e sociais que precisam ser superados. O caminho é longo e difícil. Mas é preciso comemorar as boas ideias.

Assista ao vídeo da campanha Esqueça Um Livro na Avenida Paulista:

J.K. Rowling vai criar nova série baseada em mundo de Harry Potter

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Escritora confirmou parceria com a Warner Bros para produzir os filmes da nova série

Escritora confirmou parceria com a Warner Bros para produzir os filmes da nova série

Escritora anunciou que a história do bruxinho vai ganhar spin-off baseada nos seres fantásticos da saga

Publicado no Divirta-se

Os fãs de Harry Potter já podem comemorar. A escritora J. K. Rowling confirmou que uma nova trilogia baseada na história do bruxinho está sendo escrita. De acordo com a autora de uma das histórias mais famosas do mundo, uma produção para os filmes também está a caminho.

A nova trilogia vai ganhar o nome de ‘Animais fantásticos e onde habitam’. A história vai retratar a vida de Newt Scamander, o autor do livro didático usado na escola de Hogwarts. O livro cataloga cerca de 75 espécies de criaturas mágicas.

Ainda segundo a escritora, a história também vai parar no cinemas e será produzido pela Warner, distribuidora dos oito filmes de Harry Potter. O roteiro será produzido pela própria escritora.

Sobre a gravação do primeiro filme, a autora comentou: “Ainda estou finalizando o primeiro livro e tenho mais dois para começar a escrever. Apesar de ter a história definida, existe uma trama enorme de detalhes que precisa ser meticulosamente tecida, não podem haver furos na nossa mitologia”, comentou. “Apenas depois de publicados os livros é que pensaremos na possibilidade de novos filmes, até porque acabei de anunciar uma parceria com a Warner onde filmaremos uma outra trilogia que também faz parte da mitologia de Harry Potter. Peço calma a todos”.

O primeiro filme da saga tem lançamento previsto para 2016, e retratará 70 anos antes do começo da história de Harry Potter.

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