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Filtro d’água com caroço de açaí ganha o prêmio Jovem Cientista na categoria Ensino Médio

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Aluno de escola pública de Moju (PA) vendeu coxinhas para arrecadar recursos para criar o projeto vencedor

Catarina Alencastro em O Globo

BRASÍLIA – O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) divulgou nesta terça-feira os vencedores da 27ª edição do Prêmio Jovem Cientista, cujo tema este ano foi “Água: desafios da sociedade”. Aos 17 anos, Edivan Nascimento Pereira, da Escola Estadual Professora Ernestina Pereira Maia, venceu a primeira colocação do prêmio na categoria Ensino Médio. Morador de Moju (PA), o jovem pesquisador desenvolveu um filtro de purificação de água a partir de caroços de açaí.

– A pesquisa partiu de dois problemas comuns na minha cidade: o consumo de água sem tratamento e a destinação dos caroços de açaí depois de retirada a polpa. O caroço do açaí é rico em carbono e por isso pôde ser transformado em carvão ativado – explicou Edivan, que teve de vender coxinhas em frente ao clube de ciências da cidade para arrecadar dinheiro para finalizar suas análises.

Na categoria Ensino Superior quem ganhou foi o José Leôncio de Almeida Silva, da Universidade Federal Rural do Semiárido, com a invenção de uma mistura de água salgada que pode ser usada na irrigação de forragem para gado. Segundo Leôncio, a iniciativa gera uma economia de 85% de água, bastante escassa na região.

Já na categoria Mestre e Doutor, Gustavo Meirelles Lima foi o vencedor do prêmio por ter desenvolvido um sistema de microgeração de energia em redes de abastecimento de água. A ideia dele foi usar bombas para funcionar como turbinas e aproveitar a gravidade e a pressão da água para gerar eletricidade, o que, segundo o pesquisador, pode resultar numa economia de até 15% na conta de energia.

Também foram premiados o pesquisador Eugenio Foresti, na categoria Mérito Científico; a Universidade de São Paulo (USP), na categoria Mérito Institucional Ensino Superior, e a Escola Técnica Estadual Monte Mor, no interior de São Paulo, na categoria Mérito Institucional Ensino Médio.

O Prêmio Jovem Cientista contou este ano com 3.226 inscrições. Ao todo serão distribuídos mais de R$ 700 mil em prêmios. O vencedor do primeiro lugar na categoria Mestre e Doutor ganhará R$ 30 mil e o da categoria Ensino Médio, um laptop. Para o presidente do CNPQ, Glaucius Oliva, a premiação é um incentivo para a juventude, uma sinalização de que vale a pena seguir a carreira científica no Brasil.

– Você ser reconhecido pelo que faz é uma das coisas mais motivantes para o seu sucesso como pessoa. Com o Prêmio Jovem Cientista queremos sinalizar pros jovens que vale a pena ser cientista, vale a pena participar dessa grande aventura que é trilhar um conhecimento novo, andar por uma floresta que ninguém andou antes – afirmou.

A premiação será realizada em dezembro, em uma cerimônia do Palácio do Planalto, que deverá contar com a presença da presidente Dilma Rousseff.

Rede social para professores quer compartilhar conhecimento

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Na Polinize, professores podem criar cursos gratuitos e disponibilizar materiais de apoio e artigos de pesquisa

Vinicius Bopprê no Terra

A rede social está disponível desde outubro e conta com 5 mil usuários Foto: Reprodução

A rede social está disponível desde outubro e conta com 5 mil usuários Foto: Reprodução

Polinizar é o ato de transferir os pólens de uma flor para outra, fazendo com que elas se reproduzam e se multipliquem. É isso que a Polinize, plataforma que funciona como uma rede social, quer fazer com a educação, conectando estudantes, professores, artigos científicos e de opinião, cursos gratuitos e fóruns de debates num só espaço. No ar desde outubro, a rede já conta com mais de 5 mil usuários e 12 cursos disponíveis.

Um dos maiores cuidados tomados no desenvolvimento da plataforma, segundo Pedro Teberga, um dos fundadores do site, foi justamente o de facilitar a vida dos educadores que querem usar a rede. “Eles não são obrigados a entender e gostar de tecnologia. Tem muito professor com textos bons, materiais opinativos, pesquisas e que não sabe o que fazer com eles, não dominam a estrutura dos blogs ou não usam Facebook”, diz Teberga.

Na plataforma, todos os perfis dos usuários – sejam professores ou estudantes – possuem uma aba chamada Conteúdo, que funciona como uma espécie de blog simplificado. Nela, os professores podem adicionar seus textos e artigos opinativos, além de arquivos em PDF com pesquisas mais aprofundadas, como artigos científicos, dissertações e teses. “As páginas dos professores nas universidades, em escolas, são quase sempre uma bagunça, cada uma num formato, difícil de entender, coisa da ‘idade da pedra’ mesmo. A ideia é facilitar o uso para todo mundo”,  diz Leonardo Avelino, responsável pela engenharia da plataforma.

Além desse espaço para a distribuição de conteúdo, os professores que desejam mostrar ainda mais o seu trabalho, podem criar seus próprios cursos, de maneira bem prática. Ao se cadastrar, basta acessar o link Meus Cursos – clicando no chapéu de formatura na parte superior da tela –,  ir até a aba Ensinando, selecionar a opção Criar um Curso e acrescentar as informações como o Nome, a Descrição e as Seções em que ele será dividido. Esse material pode ser disponibilizado por meio de vídeos, slides de power point, arquivos de áudio ou qualquer outra plataforma que o professor se sinta mais seguro.

Ainda em fase de desenvolvimento está também uma ferramenta que vai possibilitar que professores criem cursos pagos na plataforma, desde que tenham publicado, em contrapartida, um gratuito. “Pensamos nisso para que as pessoas possam ter um primeiro contato com o trabalho do educador, saber se ele é bom, se tem uma boa didática e optar por pagar um curso com ele. E, claro, também porque a ideia não é só ganhar dinheiro com a plataforma, mas ajudar os outros também, compartilhar conhecimento. É esse o conceito de polinizar”, explica Teberga.

Segundo ele, esses cursos poderão passar pela avalição dos próprios usuários – selecionados de acordo com interesse ou proximidade com o tema. Se o professor cria, por exemplo, um curso sobre literatura, o site vai buscar outros usuários que já assistiram ou buscaram por temas relacionados a esse para avaliar e dizer se o material tem qualidade suficiente para ser veiculado. Para isso, será necessário desenvolver algoritmos que saibam identificar essas características, de proximidade e interesse, por exemplo.

Algoritmos que, no futuro, podem ser ainda mais poderosos. Segundo Teberga, quando a plataforma tiver um número grande de pessoas, será possível ter uma tecnologia capaz de entender o que o usuário deseja aprender, com qual tipo de professor ele se identifica e como ele gosta de estudar, a partir daquilo que o sistema entende como necessidades individuais do usuário, nos modelos de plataforma adaptativa que conhecemos.

“Podemos pensar nisso como um subproduto. Quando a gente alcançar uma massa crítica grande, dá para ter uma base de dados que diga, por exemplo, que os alunos de Porto Alegre, do segundo grau, aprendem melhor matemática por meio de textos do que arquivos de áudio. Lá na frente, isso pode ser uma coisa muito poderosa para ajudar muita gente, não só estudantes, mas professores, gestores e até a política pública”, afirma Franquela.

Escreva simples

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Imagem Google

Alessandro Martins, no Livros e Afins

Se você quer uma comunicação direta e eficiente em seu blog, precisa simplificar o modo como escreve.

Note que não falo de um estilo artístico. O objetivo da literatura não é ser direta nem eficiente. Embora, muitas vezes, seja.

Escrever de maneira simples, no entanto, exige muita arte e treino.

Eis o que você pode fazer para desenvolver textos mais simples:

  • Uma frase longa sempre pode ser dividida em duas curtas.
  • A vírgula é de prata. Sempre cabe uma em uma grande sentença.
  • O ponto é de ouro. Se puder usar um no lugar da vírgula, tanto melhor.
  • Aprenda a organizar seu raciocínio em parágrafos. Se seu texto está desorganizado, seu raciocínio também está. O do leitor ficará ainda pior.
  • O discurso direto deve ser usado por você. Use o discurso direto. Percebeu a diferença entre a primeira frase e a segunda?
  • Procure escrever coloquialmente como você fala. Mas sem as repetições, idas e voltas, hesitações e os erros aceitáveis no cotidiano dia-a-dia.
  • Sempre há um termo mais simples. Tenha um bom vocabulário e sempre consulte um dicionário.
  • A frase ficou complicada? Apague-a e comece tudo de novo.
  • Não sabe como começar um texto? Imagine-se dizendo-o para alguém.
  • Um substantivo adequado muitas vezes confere mais qualidades que um adjetivo. Adjetivos e advérbios quase sempre podem ser cortados a fim de reduzir uma frase.
  • Tente fazer um resumo de seu próprio texto. É possível que seu texto ideal esteja na meia-medida entre o resumo e o texto inicial.
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