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Posts tagged criatividade

Escola deve priorizar lado criativo da matemática, diz ‘Nobel’ brasileiro

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Publicado no UOL

O ensino fundamental deveria destacar o lado criativo da matemática, na opinião do pesquisador brasileiro Artur Avila, ganhador de uma Medalha Fields – prêmio que é frequentemente chamado de “Nobel da matemática”.

O prêmio foi considerado a mais importante distinção científica já conquistada por um brasileiro.

Em entrevista à BBC Brasil, Avila afirmou que a matéria é apresentada de forma pouco interessante, o que pode afastar crianças talentosas da carreira científica.

“Na atividade real, fazer matemática é uma coisa extremamente criativa”, disse.

O pesquisador, que divide o seu tempo entre o Rio de Janeiro e Paris, afirmou que ele mesmo só se deu conta do apelo da profissão ao participar de uma Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM).

O evento abriu as portas de uma carreira vertiginosa, que o levou a completar um doutorado no Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada – o Impa, com sede no Rio – aos 21 anos.

Impulso à matemática
“Eu tinha outras coisas que me interessavam, mesmo em ciências. Foi só quando eu compreendi que tinha tanta criatividade em matemática que eu escolhi de fato esta direção”, disse, por telefone, de Seul, na Coreia do Sul, onde participa do Congresso Internacional de Matemática (CIM).

Para ele, além do orgulho pela conquista do prêmio mais prestigioso do planeta em matemática, o Brasil vive um momento importante para o seu campo.

Em 2017, o país sediará a Olimpíada Internacional de Matemática pela primeira vez.

No ano seguinte, acontecerá no Rio o próximo CIM, o maior evento da área, em que são anunciados os vencedores da Medalha Fields.

Avila, vencedor de diversos outros prêmios internacionais – entre eles, uma medalha de ouro na OBM e distinções das sociedades Europeia e Brasileira de Matemática – admitiu ter ficado surpreso com a honraria.

A medalha é dada apenas a pesquisadores com menos de 40 anos, cujos trabalhos sejam considerados fundamentais para o avanço da matemática, e por isso, é mais comum que os laureados estejam próximos da idade limite.

No entanto, Avila tem apenas 35 anos, e ainda poderia ser escolhido para o prêmio de 2018.

“Fiquei surpreso”, disse.

Na entrevista à BBC, o matemático se mostrou ligeiramente incomodado com a frequente comparação da Fields com o Nobel.

“A medalha Fields é difícil, não se pode usar isso como parâmetro. Para se ter uma ideia, a Alemanha tem só uma. Ou seja, não tem 10 ou 20 medalhas Fields por país”, disse.

Por isso mesmo, para ele é “bem mais estranho que não exista um Nobel nas outras áreas do que não ter existido uma medalha Fields para o Brasil até agora”.

Oportunidades
Uma possível razão para isso, segundo Avila, seria a escassez de recursos para ciência no Brasil.

Pelo menos no campo dele, os próximos anos apresentarão grandes oportunidades para o governo.

“E mesmo em outros níveis e talvez estimular pessoas a considerarem a carreira”, completou.

Para isso, o governo deveria refletir sobre a “maneira certa” de incentivar a ciência.

“Não é muito caro, creio, fazer ciência, dentro de todo o orçamento que têm”, afirmou. “Embora o Brasil já faça matemática em um nível elevado em certos campos, ainda há muito para ser feito em questão de estender as áreas de atuação neste nível e também levar a produção matemática a outras áreas do país.”

Para isso, evidentemente, o Brasil precisará de novos matemáticos. Mas essa é realmente uma carreira é viável para quem também busca segurança?

“É uma carreira de classe média, de bom nível no Brasil, talvez mais que na França”, disse.

Avila acrescentou que há diversas compensações adicionais, além é claro da satisfação de se fazer aquilo que se gosta.

Ele diz que a matemática garante bastante liberdade e é uma carreira pouco hierarquizada.

“Não tem que lidar com chefe, você decide no que vai trabalhar e como vai obter resultados. Você pode adaptar o modo de trabalhar às próprias características.”

Trata-se de pontos positivos para o carioca, que gosta de pensar nas soluções de complexos problemas abstratos andando de bermuda na praia.

Toda semana 2 alunos anônimos entram de fininho na sala de aula para explodir a mente de todos

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Will, no Awebic

Na Faculdade de Arte e Design de Columbus dois estudantes estão dando o que falar com suas artes… mas não do jeito normal. Eles estão causando uma verdadeiro caos criativo.

A dupla, que mantém o anonimato sob o codinome Dangerdust, entra escondida nas salas de aulas vazias para criar obras primas nas lousas usando apenas giz.

Os trabalhos têm um tom inspirador, pois muitas das mensagens que Dangerdust deixa para os outros alunos não só instiga a criatividade artística como também fazer as coisas que te dão prazer.

Nas noites do fim de semana a mágica começa

Fonte: reddit.com

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“Nada é realmente trabalho a menos que você prefira estar fazendo outra coisa” – J. M. Barrie

A dupla procura uma sala vazia…

Fonte: reddit.com

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… então o trabalho pode começar.

Fonte: reddit.com

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“O universo não tem nenhuma obrigação de fazer sentido para você” – Neil Degrasse Tyson

Toda obra é feita de uma vez, sem interrupções

Fonte: reddit.com

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Sendo que uma obra pode demorar 11 horas para ser feita

Fonte: reddit.com

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“O único jeito de fazer um excelente trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não encontrou, continue procurando. Não se acomode. Tal como acontece com todos os assuntos do coração, você saberá quando encontrar.” – Steve Jobs

Eles geralmente escolhem alguma citação famosa e inspiradora, fazem alguns rascunhos no papel e estão prontos para fazer a arte na lousa de giz (mais…)

“O sistema educacional não funciona mais”, diz sociólogo francês Michel Maffesoli

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Na semana que passou, o provocador e original sociólogo Michel Maffesoli abriu um ciclo de conferências na Unisinos Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

Na semana que passou, o provocador e original sociólogo Michel Maffesoli abriu um ciclo de conferências na Unisinos Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS

O sociólogo francês conversou com Zero Hora durante sua visita à Unisinos, em São Leopoldo

Publicado no Zero Hora

Pesquisador titular da Sorbonne, na França, Michel Maffesoli se debruça sobre as controversas questões da pós-modernidade com visível apaixonamento. Seus estudos e livros sobre tribalização, sociedade e educação fazem dele uma referência nos temas que circundam os novos tempos – com especial olhar para a juventude. Mas não se engane: ainda que a gravata borboleta e as meias coloridas  deem ao sociólogo uma aparência amistosa, há muito de provocador e polêmico no que diz. Ele também é encantado com o Brasil, que diz ser o laboratório da pós-modernidade, onde se pode observar as nuanças de um mundo em transformação. Maffesoli recebeu ZH no café da biblioteca da Unisinos, em São Leopoldo, onde falou, na última terça-feira.

Zero Hora – Um ano depois da eclosão das manifestações no Brasil, assistimos a um esfriamento dos protestos nas ruas. Como o senhor analisa o fenômeno da participação popular nesses eventos?

Michel Maffesoli – Não acho que as pessoas participam para mudar o mundo. Me parece que elas estão juntas para estarem juntas. Eu falo especificamente das manifestações. Não são mais preocupações políticas, uma busca de uma sociedade perfeita, mas essa ideia de tribo, de estar junto em busca de algo. Na ação política, há uma motivação racional, mas o estar junto tem uma motivação emocional. É uma dicotomia entre racional e emocional.

ZH – O senhor acredita que essas ações perderam a força política?

MM – Há uma diferença fundamental entre a ação política, com uma finalidade, e a explosão, como vimos, que é momentânea. Por um momento, há a marcha e seus efeitos. Isso tem uma finalidade, é pontual e tem consequências. Mas há uma diferença entre as mobilizações que tínhamos antes e as de hoje. Na pós-modernidade, elas são muito intensas e diferentes entre si, mas, ao mesmo tempo, são muito efêmeras.

ZH – Aqui no Brasil se comentou muito a questão do vandalismo nas manifestações. Na sua opinião, qual é o sentido dessas ações violentas?

MM – Chamar essas ações de vandalismo é uma estigmatização. Toda manifestação tem essa característica de quebrar, romper algo. Romper as vitrines, quebrar coisas. Na França também é assim, como no Brasil, na Espanha também é. Na Europa, as manifestações também têm esse caráter de violência e há uma ligação entre esses eventos, que é justamente esse caráter emocional. Há uma grande importância nesse ato que rompe a sociedade de consumo, porque você quebra os objetos que representam essa sociedade de consumo. Há uma diferença entre destruir as coisas e quebrar as coisas. Não enxergamos a vontade de fazer com que essa sociedade não exista mais. Quando você quebra algo, a coisa ainda está lá, é uma ruptura, um demantelamento. Em particular, isso é representativo para as gerações mais jovens, que não se enxergam mais representadas e têm um sentimento forte de não-pertencimento a essa sociedade de consumo.

“Chamar essas ações de vandalismo é estigmatização”
Foto: Carlos Macedo/Agência RBS

ZH – Nas ruas, há grupos com visões de mundo muito diferentes. Ainda assim, a agenda é comum. Por quê?

MM – Essa é a diferença essencial entre a modernidade e a pós-modernidade. Na modernidade, as organizações políticas eram mais cartesianas, em torno de programas. Hoje, nessas manifestações, não é importante um programa, mas uma questão de sentimento. O estar junto. Não é mais a razão, é o sentimento.

ZH – Então a pessoa que está ao lado, defendendo a mesma bandeira, pode pensar completamente diferente?

MM – Sim. Porque não é o que você racionaliza que é importante, mas o que você sente.

ZH – E é por isso que é tão difícil entender esses eventos?

MM – Sim. Esse é o problema da desconexão, da defasagem, entre as elites e as gerações jovens. Não posso falar pelo Brasil, mas na França, onde publiquei recentemente um livro que se chama Les Nouveaux Bien-pensants, em que converso com jornalistas, universitários e políticos, mostro que as elites não compreendem as gerações mais jovens. Elas, as elites, têm um pensamento muito programático.

ZH – O que mudou no conceito de opinião pública com o aumento de relevância de fóruns e das redes sociais na internet?

MM – Eu penso que não há mais uma única opinião pública, mas um mosaico de opiniões públicas. E isso pode ser visto por toda a internet, em blogs, em fóruns, nas redes, é um mosaico, uma variedade de opiniões públicas. Então, há uma diferença entre a opinião publicada e a opinião pública. Antes, as opiniões publicadas eram apenas as opiniões das elites, e isso fazia delas “a opinião pública”. Hoje, há uma fragmentação que é contemplada pela internet. Esse mosaico permite que essas opiniões sejam publicadas, ainda que não sejam vistas pela sociedade como a opinião pública.

“Não se quer mais perder a vida para ganhar a vida”
Foto: Carlos Macedo/Agência RBS

ZH – No Brasil, temos uma discrepância entre o modo de agir e pensar desses jovens e o sistema educacional. Na sua visão, é preciso fazer uma grande ruptura nesse sistema?

MM – Eu hesito em responder, prefiro responder de uma maneira provocadora. Eu penso que o sistema educacional é um sistema totalmente apodrecido, que não funciona mais. Acontece que a educação está baseada na pedagogia, e eu entendo que a pedagogia, e por isso eu disse que responderia de uma maneira provocadora, quando ela não é mais pertinente, ela se transforma em pedofilia. Por isso é um sistema apodrecido. Eu não acho que haja uma reforma possível para a educação, mesmo as progressivas. Eu diria que a educação moderna, que havia antes, não é baseada em iniciação, e há uma diferença entre educação e iniciação. A educação, que vemos em universidades e instituições e funcionou bem durante a modernidade, é verticalizada. Enquanto que a iniciação é horizontalizada. A iniciação tem uma ideia de acompanhamento e encontra um ponto de ajuda justamente na internet. É um paradoxo pós-moderno. A iniciação encontra paralelo antropológico na ideia das tribos antigas, quando as pessoas eram iniciadas. Na pós-modernidade se volta para a iniciação, mas com a utilização da internet. As instituições educacionais estão coladas a uma ideia de verticalização: eu sei algo que você não sabe e eu estou passando conhecimento para você. Na iniciação, há uma horizontalização, como na wikipédia. A internet mostra que é assim que as coisas vão funcionar na pós-modernidade, com a ideia de compartilhamento.

ZH – No mundo do trabalho há também essa dificuldade de adequar jovens aos sistemas verticais?

MM – A hora-trabalho é uma ideia vertical e moderna, ao passo que hoje os jovens têm mais apego a questões ligadas à criatividade. É uma mudança de valores, uma questão da qualidade de existência. Não se quer mais perder a vida para ganhar a vida. Há uma dicotomia. Não querem mais perder a vida para ganhar a vida, não querem mais desperdiçar a vida para ganhar algo. Os jovens têm a ideia de transformar a sua vida em uma obra de arte. Esse é um dos cernes da diferença entre a modernidade e a pós-modernidade.

ZH – E como ficam as profissões mais tradicionais, em campos como Medicina, Direito e Engenharia? Há um risco de os jovens perderem o interesse nesse tipo de profissão?

MM – Numa perspectiva a longo prazo, passaremos a ver as pessoas tendo mais vidas dentro de uma mesma vida. A pessoa não terá mais uma profissão fechada. Dentro dessa ideia, existirá um alongamento da vida e, por isso, as pessoas poderão ter não só uma profissão, como advogado ou professor, mas transitarão mais. As pessoas não terão uma função, mas sim um papel. São questões pré-modernas que eu acredito que vão voltar. O sujeito não tinha uma função, mas um papel dentro do grupo.

ZH – Isso também pode se refletir na família?

MM – Sim, passa pela família. Não teremos mais famílias mononucleares, com um pai, uma mãe e as crianças. Isso se espalha também pela formação da família, pelas possibilidades de sexualidade. Serão novos modelos de família e, ainda dentro dessas famílias, novas maneiras de exercitar esses núcleos.

ZH – Como se preparar para lidar com duas visões tão diferentes de mundo, entre os jovens e os mais velhos? Não são visões de mundo conflitantes?

MM – Não acredito que vá haver um conflito tão intenso. Eu não penso que há um choque. Simplesmente, os mais velhos irão desaparecer progressivamente (risos). Eles vão morrer, e os jovens vão dominar a sociedade e carregarão esses novos valores. As próximas gerações serão as constituintes e as mais velhas irão caducar e desaparecer.

ZH – Então, não há caminho de volta?

(risos) Não, não há. Assim é a vida.

Imagina na Copa #16 – Projeto Bibliocicleta

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Mariana Ribeiro, no POP News

Bibliocicleta? Bicicloteca? Biblioteca? Bicicleta? Toin! É, confesso que no começo eu me enrolei um pouco também. E o correto é Bibliocicleta mesmo, segundo o Augusto e seu orientador de TCC…

Foi em Simões Filho, município da região metropolitana de Salvador, que fica a cerca de 25km da capital baiana, que esta história nasceu e se desenvolveu.

A Bibliocicleta é uma tecnologia social desenvolvida a partir de um trabalho de conclusão de curso de Design, na Universidade Federal da Bahia. O Augusto é o responsável por tanta criatividade! Esta história começa com dois pepinos: o primeiro deles, um problema com o primeiro tema escolhido para elaboração do TCC; o segundo, com um contratempo que cancelou os planos que ele tinha para montar uma biblioteca popular em uma casa no Centro da Cidade.

O Augusto sempre foi do tipo de pessoa que quis construir alguma alternativa para tudo aquilo que de certa forma o incomoda. E a história do Augusto é muito ligada com a vivência na cidade e com a carência de experiências culturais. Ele e um grupo de amigos, sempre com esta característica de se incomodar e se mexer para modificar o que poderia ser melhor, estavam pensando em construir algum equipamento cultural em sua cidade. As primeiras ideias estavam ligadas a ter uma sede para amigos artistas se reunirem em um espaço pensado para ser ambiente de criação de novos projetos. De cara eles pensaram em construir um Cinema ou Teatro, mas quando foram colocar o projeto no papel, perceberam que não era o momento e que o investimento financeiro ia além do que eles estavam preparados. Foi daí que surgiu a ideia de se criar uma biblioteca comunitária!

A primeira biblioteca pensada por eles teve o apoio dos amigos na arrecadação de livros. Eles fizeram um chamado para os amigos tirarem os livros empoeirados das prateleiras e doarem para que eles pudessem disponibilizar estes materiais pra mais gente. Eles tinham acabado de conseguir o empréstimo de uma casa (uma casa grande, no centro da cidade, um sonho – como o próprio Augusto nos disse). Mas aí, com cerca de duas ou três semanas que tudo estava caminhando bem, eles precisaram devolver o espaço, a pedido do dono do estabelecimento, que teve um problema pessoal.

Obviamente, eles não desistiram! Com os livros já em mãos, e agora pegando poeira em um outro lugar que não era mais as prateleiras de seus antigos donos, os meninos correram para criar uma solução para aquele problema.

Foi em um processo de criação pelo Design que eles chegaram na solução mágica e itinerante da Bibliocicleta! Depois de muita pesquisa e de encontrar referências incríveis de bibliotecas intinerantes espalhadas pelo mundo, o projeto foi pensado com algumas premissas: ser facilmente replicável; usar recursos humanos disponíveis; reutilizar ou reciclar materiais disponíveis; ser de baixíssimo custo de implementação.

No primeiro modelo da Bibliocicleta foi desenvolvido um carrinho para ser conectado na parte traseira da bicicleta, assim eles não precisariam de fazer adaptações na bike. O material escolhido para fazer o carrinho foi o PVC, por uma série de motivos: ele é super flexível e tem os mais diversos tipos de conectores disponíveis no mercado, assim é possível desenhar quase todo tipo de formas geométricas com ele, sem muita dificuldade; é super barato e facilmente encontrado em sobras de obras e reformas; é leve e não requer grandes ferramentas ou habilidades para manusear etc.

Bicicleta adaptada e livros arrecadados? “Bora” pras ruas! Chegou a hora de levar os livros para ganharem novos donos. A galera sempre escolhe locais públicos para levarem os livros. Normalmente, praça, escolas ou campos de futebol. Regiões onde há mais crianças e adolescentes costumam fazer mais sucesso, mas o público do projeto não é só este, eles atendem a todas as faixas etárias e enchem a cabeça de crianças e adultos com histórias incríveis! O Augusto estava nos contando que chega a doar 150 livros por saída (e, olha, você acha que ele passa o dia todo embaixo do sol? É nada! A gente presenciou. No dia em que estávamos com ele, foram doados cerca de 100 livros em menos de uma hora!).

Depois de implantado, o projeto começou a ter um reconhecimento orgânico incrível. Uma série de pessoas procurou o Augusto para saber mais do projeto e ele acabou ganhando voz para falar do projeto em espaços como TEDx e na Bienal Brasileira de Design! Foi aí que eles enxergaram uma boa oportunidade de replicar o projeto e foi com recurso de um edital do Ministério da Cultura, que estava buscando projeto de incentivo à leitura, que eles desenvolveram a Metodologia e promoveram Oficinas para replicação do projeto. Hoje, o projeto já ganhou muito mais regiões e por ser muito bem pensado para ser facilmente replicado vem evoluindo super rápido!

Se liguem em mais informações:

> Algumas Bibliocicletas replicadas:

> Jequié

> Coroa da Lagoa

> Algumas referências utilizadas no processo de construção da Bibliocicleta baiana:

> Bibliobus

> Bibliomula

> Biblioburro

Galeria de fotos:

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O uso da bicicleta pelo mundo:

 

 

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dica do Jarbas Aragão

Para quem deseja ser escritor

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Paula Pimenta, na Veja

Na semana passada, falei pra vocês sobre a Bienal do Livro do Rio de Janeiro e até dei dicas de livros que gostei, para quem fosse passear lá e estivesse sem ideias. Porém, agora, a pedido dos meus leitores que encontrei na Bienal no fim de semana passado, vou dar outras dicas. Dessa vez para quem quer ser… escritor!

Ler

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Conheço gente que diz que adora escrever, mas não gosta de ler… Acho isso tão estranho que é como se um dentista me contasse que não gosta de dentes! O escritor tem que ler muito, inclusive mais do que a maioria das pessoas. Quem lê estimula a imaginação, aumenta a criatividade, aumenta o vocabulário e adquire conhecimento. Tudo isso é muito importante para o trabalho do escritor.

Não tenha preguiça de reler seu texto

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Essa está ligada à dica anterior. O escritor precisa ler não apenas os livros de outros autores, mas o dele mesmo também. Inúmeras vezes. Eu, por exemplo, releio cada capítulo ou crônica que termino umas 20 vezes antes de considerá-los realmente finalizados. A cada leitura, descubro palavras repetidas ou desnecessárias, troco parágrafos inteiros de lugar, monto um verdadeiro quebra-cabeças até que tudo se encaixe. E só então mostro para alguém.

Tenha leitores críticos

Cada escritor acha que o seu livro é o melhor do mundo e o trata como um filho. Eu, por exemplo, se falam mal dos meus livros, tenho vontade de pular no pescoço da pessoa, assim como uma mãe que defende sua cria. Mas é importante ouvir a opinião de outras pessoas, que vão ler o seu texto sem tanto apego e dizer imparcialmente se ele é realmente bom. Por isso aconselho que quando terminar de escrever, mostre o livro para alguém antes de mandar para uma editora. Pode ser uma professora, uma amiga que goste de ler, ou até mesmo um parente. Mas é preciso pedir para essa pessoa ser sincera e apontar possíveis defeitos. E então você vai ter que passar para uma fase difícil, que é inclusive a próxima dica.

Aceite as críticas

Tem gente que odeia receber críticas. Confesso que sou uma delas, mas as críticas construtivas nos ajudam a crescer, então é fundamental escutá-las (e aceitá-las), senão ficamos parados no mesmo lugar. Claro que cada pessoa pensa diferente, o que você acha perfeito, a sua amiga pode achar desprezível. Mas quando várias pessoas criticam ou elogiam algo, é sinal de que aquilo merece uma certa atenção. Eu uso isso como termômetro. Quando escuto vários leitores elogiando alguma parte dos meus livros, sinto que acertei. Já quando recebo críticas de pessoas diferentes a respeito de um mesmo ponto da história, percebo que no próximo livro será melhor se eu não escrever nada parecido…

Desapegue

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O escritor precisa escrever e reescrever várias vezes até considerar o texto bom. Se você acha que aquele capítulo que passou a madrugada escrevendo não ficou legal, é porque provavelmente não ficou mesmo. Então apesar do trabalhão que você teve, o melhor é desapegar e começar novamente. Porque se nem você gostar do seu trabalho, pode ter certeza que as outras pessoas também não vão.

Escreva sobre o que você gosta

O escritor passa muito tempo com seu livro. Então, se ele não gostar do tema, aquilo vai se tornar uma tortura! Escrever sobre o que gostamos é prazeroso, não dá vontade de parar, sentimos vontade de morar naquelas páginas. E o leitor sente isso. Quando o escritor cria o livro com paixão, esse sentimento ultrapassa o papel e toca as outras pessoas também.

Escreva sobre o que você conhece

É preciso convencer o leitor. Quando abrimos um livro e temos a impressão de que o escritor não sabe do que estava falando, dá vontade de fechá-lo na mesma hora. Por isso é preciso ter muita segurança. Eu sempre recomendo contextualizar a história em um local que você conheça, assim você vai saber descrever muito bem os cenários e vai poder imaginar melhor as situações que vai colocar no papel.

Mantenha um bloco de anotações sempre por perto

As ideias podem aparecer nas horas mais estranhas, como de madrugada ou no meio do banho. E da mesma forma que elas aparecem, elas também vão embora… De repente. Por isso é importante ter sempre onde anotar, para que não tenha perigo de você esquecer até que possa colocá-las em prática (em uma hora mais propícia).

Tenha (muita) paciência

Infelizmente as editoras não são muito abertas para autores iniciantes. Mas isso é compreensível, afinal, é o trabalho delas, o livro precisa ter muito potencial de venda para compensar sua publicação. A editora tem muitos gastos para produzir um livro, então o retorno precisa ser garantido. Dessa forma, é muito mais seguro publicar autores que já tenham um público, que sejam garantia de vendas. Mas, apesar disso, não é impossível. Cada vez mais autores brasileiros têm aparecido e as pessoas têm percebido que os livros produzidos aqui são tão bons quanto os de fora ou até melhores. Por isso não vale desistir depois do primeiro “não”. Se você acredita que seu livro é bom, siga em frente! Antes de conseguir uma editora para o meu primeiro romance, passei por duas que nem quiseram ler o meu livro. Dizem que a J.K. Rowling passou por SETE! Imagina só o quanto essas editoras devem se arrepender hoje em dia?

Não fique de braços cruzados

Um erro de muitos autores é achar que depois que o livro é publicado, basta esperar os leitores aparecerem. Vai ter que esperar por muito tempo… O autor tem que ser o primeiro divulgador de sua obra. Lembro que quando comecei, peguei meus livros e os levei em várias escolas, pedi para as professoras lerem, perguntei se não gostariam de fazer algum trabalho com eles em sala de aula… Eu também divulguei muito em blogs literários e nas redes sociais, e faço isso tudo até hoje! Uma outra coisa que eu fazia no começo (momento confissão constrangedora) era pegar os meus livros que ficavam nas prateleiras mais escondidas das livrarias e colocá-los em destaque, para que pudessem ser vistos! Hoje eu acho graça, mas tenho certeza que algumas das minhas primeiras leitoras compraram meu livro por terem ficado encantadas com a “capa linda”, que eu estrategicamente deixei à vista! Ah, sim, e essa é a penúltima dica…

Se apaixone pelo seu livro

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Você tem que ser o primeiro a gostar dele. Desde a capa até o último ponto final. Já expliquei lá em cima… O seu livro é o seu filho! Ele veio de você e vai ter uma parte sua nele para sempre. Então, se encante por ele. Defenda-o, divulgue-o e faça o possível para que ele cresça cada vez mais. Assim, você vai ver como é gostoso o orgulho que dá quando o nosso “bebê” é elogiado.

Sorria

Quando vários leitores tiverem seu livro em mãos, você vai ter que dar muitos autógrafos e tirar várias fotos! Então, pode ir treinando o sorriso! 🙂

A Bienal do Livro vai até o dia 8 de setembro, no Riocentro. Ainda vou estar lá nos dias 6 e 7. Espero vocês!

Até a próxima!

 

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