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Posts tagged crime

Roubava para ler: Jovem é detido com quase 400 livros no interior de SP

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Gustavo Zucchi, no UOL

jovem-furtou-cerca-de-400-livros-de-biblioteca-e-escola-no-interior-de-sp-1500398563964_300x300Um jovem foi detido em Itápolis (cerca de 365 quilômetros de São Paulo) após ter roubado cerca de 400 livros da biblioteca municipal e de seis escolas da cidade. O rapaz de 18 anos foi detido na última segunda-feira (17) e disse que roubava para poder ler, mas não explicou por que não devolvia os livros.

No momento da abordagem, ele estava com seis livros furtados. Segundo o delegado da Polícia Civil de Itápolis, Dr. Daniel do Prado Gonçalves, o rapaz tinha cadastro na biblioteca. Enquanto alguns dos livro eram tirados de forma regular, outros eram colocados de forma furtiva dentro da mochila. Ele já cometia o crime há alguns anos, ainda segundo a polícia.

A prisão pode ser efetuada graças aos funcionários da biblioteca, que suspeitaram do jovem e sentiram falta de alguns exemplares. Com auxílio das câmaras de segurança, os furtos conseguiram ser identificados e a prisão foi efetuada.

Segundo a prefeitura, a polícia recuperou 379 livros do acervo, que serão devolvidos a biblioteca. Os exemplares encontrados eram de temática variada, ainda de acordo com o delegado da cidade. Foram encontrados desde livros escolares até contos e romances de todos os tipos.

O jovem, que não teve seu nome revelado e não tem passagem pela polícia, deverá ser enquadrado pelo crime de furto, com punição de um a quatro anos de prisão. Como não foi feito o flagrante, o jovem prestou depoimento, foi liberado e responderá em liberdade.

UFRJ sofre o maior furto de livros raros do Brasil

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Biblioteca Pedro Calmon

Biblioteca Pedro Calmon

 

Ray Santos, no Jornal Dia Dia

A antiga Biblioteca Central da Universidade do Brasil – atual Biblioteca Pedro Calmon, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que abriga raridades do tempo do Império – foi furtada no ano passado, e agora, terminado o levantamento do que sumiu das prateleiras, o que se descobriu é um espanto: o maior furto de livros raros já registrado no País.

Desapareceram 303 obras raras, entre elas os 16 volumes da primeira edição dos Sermões de padre Antônio Vieira (1610) e quase toda a Coleção Brasiliana do acervo, composta por livros de viajantes europeus que registraram flora, fauna e costumes do País dos séculos 17 ao 19. Sumiram preciosidades como Expédition dans les parties centrales de l’Amérique du Sud (1850-1859), do naturalista inglês Francis de Castelnau, com centenas de litografias pintadas à mão; e um livro do etnógrafo alemão Thomas Koch-Grümberg, pioneiro da fotografia antropológica, com 141 fotos de indígenas da região do Rio Japurá, na Amazônia, retratados entre 1903 e 1905. O principal alvo foram obras com gravuras, que costumam ser cortadas a navalha e vendidas separadas.

A suspeita é de que o furto tenha se desenrolado durante os meses de uma reforma no prédio, em 2016. As estantes foram fechadas com bolsas de plástico preto – e foi dentro delas que os ladrões trabalharam.

A princípio, o crime parecia pequeno. Dois criminosos – Laéssio Rodrigues de Oliveira, de 44 anos, ex-estudante de Biblioteconomia envolvido em furtos de livros desde 1998, e Valnique Bueno, seu comparsa – foram presos pela polícia paulista em novembro, por furtar obras das Faculdades de Arquitetura e Direito da Universidade de São Paulo (USP). Como havia com eles cinco raridades da UFRJ, deu-se o alarme na Praia Vermelha. Hoje, seis meses depois, entende-se a dimensão do crime, bem maior do que a dezena de exemplares. No mercado, pode-se ter ideia de valores: apenas os 27 livros apontados como “mais raros” entre os furtados valem entre R$ 380 mil e R$ 500 mil, segundo um avaliador.

“O ladrão sabia o que roubar, não pegou a esmo”, diz o delegado Marcelo Gondim, da Delegacia de Atendimento ao Turista de São Paulo, que prendeu Laéssio e o comparsa em novembro. “Câmeras de segurança mostram a dupla furtando a USP. Na UFRJ não há imagens, mas o prendemos por receptação. A ligação ao furto no Rio são os próprios livros encontrados com Laéssio e ex-libris da UFRJ jogados em uma lixeira na casa dele.” Em março, três livros da Pedro Calmon foram recuperados pela Receita – seguiam para Europa e tinham como remetente o CPF de Laéssio. Atualmente, a Polícia Federal apura o crime.

Velho conhecido

Ainda sem saber do estrago na instituição carioca, quem trabalha na área comemorou a prisão de Laéssio. Ele é velho conhecido da classe – foi condenado pelo menos três vezes por furto de livros raros e indiciado pela mesma razão “inúmeras vezes”, como indica uma decisão judicial. Os maiores acervos do País já foram suas vítimas, como Biblioteca Mário de Andrade, Museu Nacional, Biblioteca Nacional, Palácio do Itamaraty e Fundação Oswaldo Cruz, entre outros.

A maior parte dos livros nunca foi encontrada – o índice de recuperação é 40%, segundo Raphael Greenhalgh, da Universidade de Brasília (UnB), autor de uma tese de doutorado sobre os maiores furtos no País, nenhum tão numeroso quanto o da Pedro Calmon. Quando os livros retornam, é comum virem adulterados. Num crime pelo qual Laéssio foi condenado, o furto no Museu Nacional, 14 obras raras tiveram as ilustrações navalhadas.

Com o novo crime, o pessoal das bibliotecas voltou a analisar Laéssio – e o que descobriram causou revolta. A vida do criminoso vai virar filme, financiado com dinheiro público. Confissões de um Ladrão de Livros é o título do projeto, apresentado à Agência Nacional do Cinema (Ancine) pela Boutique Filmes. A agência autorizou captação de patrocínio de R$ 771 mil por meio da Lei do Audiovisual. Até aqui a produtora recebeu R$ 600 mil, da Globo Filmes e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O fato de um notório ladrão de acervos públicos receber apoio do governo para ter a vida retratada em filme levou as vítimas a se unirem para protestar. A Câmara Técnica de Segurança de Acervos do Arquivo Nacional, ligada ao Ministério da Justiça, prepara um documento de repúdio à produção. “Parece um escárnio. Nada contra filme sobre crimes, mas, ao autorizar patrocínio, a Ancine chancela os danos ao patrimônio público”, afirma Marcelo Lima, da Câmara Técnica.

A sinopse do filme também causa descontentamento. Alguns trechos: “O melhor de tudo é que Laéssio é real, de carne e osso, e sua escalada no crime pode ser atestada por matérias jornalísticas(…)” e “ao longo de sua caminhada, Laéssio compôs um portfólio incalculável(…)”.

Para as vítimas, são sinais de que o filme pode glamourizar o ladrão. “Falta só colocar nariz de palhaço nos servidores. É o fim da picada”, diz Maria José da Silva Fernandes, diretora do centro de coleções da Biblioteca Nacional. “Não é um Robin Hood dos livros. Ele os retira de uma instituição pública e vende a um particular”, afirma o ex-diretor da Biblioteca Mário de Andrade Luiz Armando Bagolin. “Tentei muitas vezes leis de incentivo para conservar o acervo, e nada. Agora um ladrão da cultura nacional consegue?”, indaga José Tavares Filho, bibliotecário responsável pelo acervo da Pedro Calmon.

A Boutique Filmes diz que a sinopse foi feita antes de a produção começar de fato. E o resultado não será a glamourização da vida de Laéssio (mais informações nesta pág.).

Após o furto, a UFRJ reforçou as trancas na biblioteca e está instalando novas câmeras. Quanto a Laéssio, apareceu outra novidade no início do mês: ele já respondia em liberdade aos casos da USP e UFRJ, mas foi preso de novo, no Rio, condenado pela Justiça Federal pelo furto ao Museu Nacional, em 2004. A pena é de dez anos de cadeia, por furto qualificado com agravantes como “sério menosprezo à memória nacional”.

Os que cuidam dessa memória celebraram um pouco, mas continuam céticos: a sensação geral entre os bibliotecários é de que, como um deles escreveu, “roubar livros não dá cana no Brasil”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Homem mata vendedor de livros para roubar 1.ª edição de famosa obra infantil

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Vítima foi encontrada um dia depois.

Vítima foi encontrada um dia depois.

Andrea Pinto, no Noticias ao Minuto

Michael Danaher foi condenado a prisão perpétua por ter esfaqueado, até à morte, um vendedor de livros, para lhe roubar a primeira edição do livro infantil ‘Wind in the willows’.

O suspeito, de 50 anos, terá esfaqueado mais de 30 vezes Adrian Greewood na garganta e no peito para lhe roubar um livro com 180 anos e cujo valor atinge os 56 mil euros.

A polícia encontrou a arma do crime e umas botas ensanguentadas na casa de Michael. Posteriormente, este havia colocado o livro à venda no eBay.

O suspeito teria uma dívida no valor de 14.500 euros e continha no seu computador um documento com vários figuras que poderiam ser alvo de assaltos, refere o Metro UK.

Crime, de Irvine Welsh, será adaptada para televisão

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Obra fala sobre as investigações de um detetive escocês em Miami. Transpotting 2 deve estrear no Brasil em fevereiro de 2017

Caio Soares, no Omelete

Irvine Welsh, autor do clássico Trainspotting, terá mais um de seus livros adaptado. Crime, que tem como protagonista um detetive escocês alcóolatra e viciado em cocaína, ganhará uma adaptação para a televisão feita pelo próprio Welsh. Ainda não existem informações sobre qual emissora irá comprar os direitos da série de seis episódios com duração de uma hora cada. No Brasil, o livro foi publicado pela Rocco.

No livro, o detetive Ray Lennox vai passar férias em Miami e assim que chega na Flórida se vê envolvido em uma rede de corrupção e pedofilia. Crime é reconhecida como um dos melhores trabalhos de Welsh. “A história é uma jornada clássica de autodescoberta do protagonista, que sai da escuridão em direção à luz. Apesar da temária complicada, Crime fala sobre esperança”, comentou Welsh durante evento em Cannes neste fim de semana.

A produção ficará por conta da Buccanner Media, responsável pela série dramática Marcella, da Netflix. “Irvine Welsh é um dos grandes nomes da literatura contemporânea, e seu trabalho define nossa geração. Estamos muito felizes por poder adaptar um autor deste calibre para a televisão”, disse Tony Wood, presidente da produtora.

As filmagens de Trainspotting 2, sequência do icônico filme de 1996, estão em andamento e reúne os protagonistas Ewan McGregor, Ewen Bremner, Johnny Lee Miller e Robert Carlyle. Danny Boyle dirige o lançamento da sequência, e o lançamento no Brasil é previsto para 16 de fevereiro de 2017.

Mais de mil livros didáticos foram descartados em terreno baldio de MG

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Livros jogados fora eram de matérias como química e geografia.
Material seria destinado às escolas públicas, para alunos do Ensino Médio.

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Publicado no G1

Mais de mil livros didáticos, alguns ainda embalados, foram jogados em um terreno baldio em Minas Gerais. O material seria destinado às escolas públicas, para alunos do Ensino Médio.

Os livros foram abandonados em dois terrenos na zona rural de Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Nos locais havia livros de matérias como química e geografia. Eram mais mil unidades novas e embaladas. Em um adesivo foi possível ver que a verba foi do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do Programa Nacional do Livro Didático, e os livros seriam enviados para cidades da região metropolitana, como Nova Lima.

Os policiais tiveram trabalho para descarregar o material apreendido. As viaturas ficaram lotadas. Um homem que passava pela região no momento em que a polícia recolhia os livros se ofereceu para ajudar.

Os livros foram comprados para serem distribuídos em escolas públicas e deveriam ser usados nos anos letivos de 2015, 2016 e 2017. A entrega deveria ter sido feita entre outubro de 2014 e fevereiro deste ano e depois de recebidos pelas escolas, eles deveriam ser guardados em local apropriado até a entrega aos alunos.

As pilhas dos volumes levados para um distrito da Polícia Militar serão encaminhadas a Polícia Civil, que irá apurar se o material foi roubado ou se houve algum tipo de fraude. O Ministério da Educação recebeu a denúncia e disse que irá apurar os fatos.

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