Contando e Cantando (Volume 2)

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Concurso Cultural Literário (115)

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apostafatal

LEIA UM TRECHO

 

Em 1761, o jovem Nicolas Le Floch, vindo da Bretanha, chega a Paris e é contratado pelo Sr. de Sartine, superintendente-geral da polícia do rei Louis XV. Como investigador, Nicolas logo descobrirá a crueldade dos homens e a brutalidade das conspirações no mundo do crime parisiense, onde tudo gira em torno do jogo, da devassidão e do roubo, que se interligam por incontáveis
labirintos.

O primeiro assassinato irá mergulhá-lo no cerne da podridão e de perversidades que envolvem um delegado corrupto, uma esposa saída de uma casa de prostituição, um cadáver no porão de uma residência na Rua dos Blancs-Manteaux, um carrasco, espiões, masmorras e necrotérios. E tudo isso pode acabar conduzindo-o à presença do rei e de sua favorita, Madame de Pompadour.

Uma investigação cheia de reviravoltas e revelações surpreendentes, que faz reviver a atmosfera, as ruas, os nobres e os mendigos, os ritos, os crimes e os mistérios da Paris do século XVIII.

Vamos sortear 3 exemplares de “Aposta fatal“, outro lançamento empolgante da Vestígio.

Para concorrer, envie para o e-mail [email protected] a resposta à pergunta: Como era conhecido o rei Louis XV (ou Luís XV)?

Atenção: respostas na área de comentários serão apagadas.

Aproveite a oportunidade para curtir as páginas dos envolvidos nesta edição:

O resultado será divulgado dia 27/1 neste post.

Boa sorte! :-)

***

Parabéns: Erondina Maria, Carlos Tourinho e Italo B.

Por gentileza enviar seus dados completos para [email protected] em até 48 horas.

Crítica: Nova série de J. K. Rowling segue cartilha de uma Agatha Christie

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A escritora J.K. Rowling em foto de 2012, no lançamento do livro 'Morte Súbita'

A escritora J.K. Rowling em foto de 2012, no lançamento do livro ‘Morte Súbita’. Dan Hallman/Associated Press

Cadão Volpato, na Folha de S.Paulo
Agora que a primeira parte do mistério já foi desvendada —a autora da série “Harry Potter” escreveu um romance policial sob pseudônimo em 2013, “O Chamado do Cuco” —, resta saber se o novo livro de J. K. Rowling (ou Robert Galbraith, como aparece na capa) será capaz de manter o suspense. Chama-se “O Bicho-da-Seda”, e retoma as aventuras do detetive Cormoran Strike.

Rowling é uma dessas escritoras com uma história pessoal das mais inacreditáveis: quando estava na pior, comendo o pão que o diabo amassou, conseguiu a muito custo emplacar a saga de um jovem bruxo com uma cicatriz na testa, composta de volumes caudalosos que se multiplicaram por sete livros.

O mesmo está programado para acontecer com essas novas aventuras do detetive Strike, um tipo grandalhão de uma perna e meia (a outra parte foi perdida na guerra do Afeganistão), assessorado por uma jovem assistente, Robin Ellacott.

Parte do fascínio desses dois livros se escora nas figuras dos detetives. Strike é filho ilegítimo de um roqueiro. Robin é a voz feminina transitando no mundo do crime. Ao entrar num pub, por exemplo, nota o que os homens não percebem mais: o cheiro de urina que domina o ambiente.

O Bicho-da-Seda Robert Galbraith (J. K. Rowling)

O Bicho-da-Seda
Robert Galbraith (J. K. Rowling)

Enquanto “O Chamado do Cuco” falava do mundo das celebridades, “O Bicho-da-Seda” investe no universo das publicações. O crime em questão envolve um autor excêntrico que acaba de escrever um manuscrito demolidor, no qual destrói a reputação do seu círculo de amigos.

O que acontece a seguir é a via-crúcis natural de um detetive dentro da tradição inglesa de suspense: ouvir a fila de suspeitos, levantar evidências que pareciam invisíveis, deixar escapar aqui e ali alguma excentricidade técnica, agir com cautela e sagacidade e enfrentar a violenta conclusão da história.

Assim como havia feito com a saga de Harry Potter, trilhando os caminhos de autores clássicos como J.R.R. Tolkien, de “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”, Rowling, na pele de Galbraith, segue muito bem a cartilha de uma Agatha Christie.

Mas, assim como nas histórias do jovem bruxo, ela acrescenta detalhes contemporâneos que fazem a diferença. Há um sabor de vingança no ar, pela forma como a autora retrata o universo literário, que em “O Bicho-da-Seda” é um reino de seres cruéis, chegados a uma patifaria.

O crime que compensa: literatura policial se mantém viva

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Gabriel Serravalle, no Portal A Tarde

literatura policial

Apesar da estrutura repetitiva, literatura policial ainda é atraente para o público.Bruno Aziz / Editoria de Arte A TARDE

Aconteceu um crime. O caso é envolto em mistérios que só um detetive cheio de peculiaridades pode desvendar. Muitos são os suspeitos, mas, no fim da história, só um será revelado como o verdadeiro criminoso. Pronto. Está aí uma trama clássica da literatura policial.

A fórmula, que surgiu nos escritos folhetinescos do americano Edgar Allan Poe, publicados nos periódicos do início dos anos 1840, ganhou força e, ao longo dos anos, deu origem ao gênero que revelou nomes como Agatha Christie, Arthur Conan Doyle, Georges Simenon e Raymond Chandler, além de personagens históricos como Sherlock Holmes e Jules Maigret.

Apesar da estrutura narrativa básica se repetir até hoje, a literatura policial permanece viva, nunca sai de moda e continua atraindo cada vez mais leitores. “É um tipo de romance que açula tanto a curiosidade quanto a inteligência do leitor. Então existe esse prazer especial que você não encontra necessariamente em outros gêneros. Todo aquele quebra-cabeça do romance policial nos instiga”, justifica o premiado escritor paulista Bernardo Kucinski, que lançou recentemente o romance policial “Alice”.

Para o escritor e professor de Teoria da Literatura, o baiano Mayrant Gallo, que neste ano lançou o livro de contos “As Aventuras de Nicolau & Ricardo: detetives, o gênero policial” também faz sucesso porque “trabalha com o cotidiano. Muitos romances surgiram de coisas reais. E isso faz com que as pessoas se identifiquem”.

Outro fator importante é o personagem. Com um charme característico das histórias policiais, muitas vezes eles são a razão da leitura. “Um leitor, que gosta de um determinado detetive, compra o livro mais pelo prazer de reencontrar o personagem. Isso pode ser mais importante para ele do que a história que se conta”, opina o escritor (e guitarrista dos Titãs) Tony Bellotto, que traz de volta o investigador Remo Bellini no novo “Bellini e o Labirinto”.

Formato moderno

A estrutura clássica da literatura policial, com foco nos enigmas, apesar de ainda ser usada por muitos autores, não é a única opção. Gallo explica que existe o chamado “relato policial de ação”.

“Há autores modernos que não mais se interessam pelo esclarecimento do crime e sim pelo próprio fazer criminoso. O foco é o passo a passo do malfeitor e não descobrir quem é ele”, explica o escritor. Autores como o norte-americano Dashiell Hammett e o francês Léo Malet são alguns exemplos desta linha narrativa.

“A definição clássica da literatura policial, do cadáver na primeira página e o culpado na última, é um pouco redutora. O interessante é a obra que faz a diferença na forma da escrita”, acrescenta Bellotto.

Entretenimento ou arte?

A popularidade do gênero está muito ligada à facilidade que ele tem de entreter o leitor. Mas nem por isso toda a literatura policial deve ser vista como inferior em relação à chamada “alta literatura”. “Eu não acho que todos os romances policiais são puro entretenimento. Muitos são, o que também não os desmerece, até porque mesmo a leitura de alto nível tem que ser, não no sentido banal, uma coisa gostosa de ler”, diz Kucinski.

Obras de alguns escritores aumentam o conceito e o valor literário do gênero. “Autores como Georges Simenon, Dashiell Hammett, Raymond Chandler não são só entretenimento. São obras que refletem sobre a própria estrutura do romance. É uma literatura de primeiro time mesmo”, argumenta Mayrant Gallo.

Fãs do gênero

Além dos escritores, leitores ávidos por literatura policial ajudam a manter a popularidade do gênero. Fã de Agatha Christie desde os 19 anos, o trabalhador da construção civil Alexsandro Santana, que hoje está com 37, explica por que não conseguiu mais se desprender da leitura. “Aquela coisa da investigação e do mistério é o que me fascina. O livro te prende e você quer ler sempre mais”, conta o leitor, que batizou a única filha com o nome de Agatha inspirado na escritora.

Já o jornalista João Paulo Barreto, leitor de romances policiais, destaca sua atração pelas diferentes maneiras de cada autor tratar o crime. “Gosto do modo sutil como Agatha Christie lida com a violência. Já Chandler atrai de um modo inverso. Seu universo violento é mais pesado, sem aquele toque aristocrático”, comenta.

Agora, os fãs comemoram a chegada de novos títulos (além dos já citados) ao mercado, como “A Loura de Olhos Negros”, de Benjamin Black, e “Fogo-Fátuo”, de Patricia Melo.

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