Posts tagged criou

Artista cria prateleiras inspiradas em super-heróis

0

superhero-bookshelves-burak-dogan-9

Humberto Abdo na Galileu

Na Turquia, o designer industrialBurak Doğan criou prateleiras para livros que devem deixar sua sala ou quarto menos monótonos e mais gloriosos. Estantes e prateleiras com várias divisões criam o desenho dos brasões de super-heróis famosos, como Capitão América, Superman e Mulher Maravilha. As fotos do projeto são publicadas no site Behance. Veja algumas:

 

superhero-bookshelves-burak-dogan-13

superhero-bookshelves-burak-dogan-15

superhero-bookshelves-burak-dogan-3

superhero-bookshelves-burak-dogan-16

superhero-bookshelves-burak-dogan-1

superhero-bookshelves-burak-dogan-9

(Fotos: Burak Doğan (Reprodução))

Maioria dos institutos federais não faz pesquisa tecnológica, diz estudo

0

pesquisa_800x533

Publicado em UOL

A maioria dos campi dos institutos federais não faz pesquisa tecnológica e os poucos que realizam não levam em conta a realidade das regiões em que estão inseridos. Isso é o que mostra uma pesquisa inédita divulgada pela Fundaj (Fundação Joaquim Nabuco), ligada ao MEC (Ministério da Educação).

De acordo com os responsáveis pela pesquisa, os institutos não promovem a inovação nem contribuem para a redução das disparidades regionais e sociais. “Quando faz pesquisa, ela não está relacionada ao contexto da região e, às vezes não, é pesquisa tecnológica. Mas aí por que isso? Tem vários motivos”, diz Adriano Baptista Dias, coordenador da pesquisa.

Para Dias, o levantamento mostra o descumprimento dos objetivos propostos pela lei 11.892, que criou em 2008 os institutos federais. “De fato, o estudo mostra, pelo que os entrevistados colocaram, que a pesquisa [realizada pelos institutos federais] está fora do que interessa à população, fora daquilo que diz a lei que criou os institutos federais, que eles deveriam desenvolver tecnologicamente a área dele”.

Entre as principais causas para essa baixa produção tecnológica, diz o estudo, estão a concentração da dedicação do tempo dos professores em atividades voltadas ao ensino –em detrimento da pesquisa e da extensão — e a restrição das pesquisas à existência de pós-graduação no campus.

“Por que não faz pesquisa? Porque a carga docente é muito grande, com a complicação de que o instituto é a única instituição que tem ensino básico, superior e profissional, cada um com uma linguagem distinta, e termina não sobrando nada [de tempo] para a pesquisa”, diz o coordenador da pesquisa.

Além disso, ele diz que o modelo de avaliação dos institutos também dificulta o desenvolvimento de pesquisas tecnológicas e contribui para a reprodução do modelo de produção da universidade.

“Os institutos tendem a imitar as universidades, que estão ali perto e são uma referência natural. Depois, os novos que vão entrando, vêm da universidade e tentam reproduzir aquilo. Mas tem um outro motivo mais sério: a lei que criou os institutos coloca a avaliação deles no mesmo sistema que avalia as universidades. Então você cria um instituto para ter desenvolvimento tecnológico e depois você amarra ele a uma instituição que não faz desenvolvimento tecnológico. Isso tende a desvirtuar os objetivos e finalidades para que o instituto foi criado”, afirma o coordenador.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores levaram em conta relatórios de gestão, informações disponíveis nos sites dos institutos e realizaram entrevistas com 120 pessoas das esferas acadêmica, governamental e do setor produtivo. A análise qualitativa foi realizada em 12 dos 38 institutos federais criados desde 2008. Um dos critérios utilizados foi a existência de programa de pós-graduação, já que eles normalmente estão relacionados à pesquisa.

Propostas de intervenção

Além de apontar as deficiências nos sistemas dos institutos federais, o estudo também faz recomendações para que de fato eles consigam contribuir com a inovação. Para os pesquisadores, é importante que o sistema de avaliação dos IFs, que hoje é o mesmo das universidades, priorize o conhecimento aplicável e que os incentivos sejam voltados às pesquisas que apresentem altas chances de absorção pelos agentes e pela produção local.

O estudo também recomenda que seja estabelecida uma carga horária máxima em sala de aula e que haja uma regulamentação das atividades de pesquisa e extensão dentro da carga horária docente. Ainda de acordo com os pesquisadores, é importante que haja um estímulo à criatividade, dentro de estruturas curriculares flexíveis e interdisciplinares.

Academia Brasileira de História em Quadrinhos é inaugurada no Rio com 60 mil exemplares

0
Entre os exemplares históricos, estão as revistas de “Jerônimo, o Herói do Sertão”, desenhadas por Edmundo Rodrigues, idealizador da Academia morto em 2012 - Guilherme Leporace

Entre os exemplares históricos, estão as revistas de “Jerônimo, o Herói do Sertão”, desenhadas por Edmundo Rodrigues, idealizador da Academia morto em 2012 – Guilherme Leporace

A entidade em Botafogo empossou quadrinistas e cartunistas. Arquivo tem edições raras

Clarissa Pains, em O Globo

RIO — A cena parece de cinema — ou de uma tirinha de HQ das mais dramáticas. No leito de morte, o gênio dos gibis Edmundo Rodrigues, então com 79 anos, chama aquela que foi sua produtora por mais de cinco décadas, Ágata Desmond, e sussurra a ela um pedido, seco, firme: “não deixe minha obra morrer”. Autor de revistas em quadrinhos desde a década de 50, sendo chamado de “mestre” até pelos contemporâneos, o paraense chegou ao fim da vida, em setembro de 2012, com medo de não deixar sua marca para a posteridade e frustrado por não conseguir ajudar os amigos de profissão que mal conseguiam sobreviver depois da época de ouro das HQs, entre os anos 60 e 80. No último dia 30 de janeiro, no entanto, Ágata deu um grande passo para cumprir a velha promessa: ela lançou a Academia Brasileira de História em Quadrinhos (Abrahq), empossando 20 artistas que passarão a ocupar cadeiras em homenagem a desenhistas já falecidos, entre eles o próprio Rodrigues.

— Quando eu prometi ao mestre que faria de tudo para manter viva a história dos quadrinhos, na verdade não sabia no que estava me metendo. É preciso muito esforço para tocar um projeto como o da Academia, porque não temos apoio financeiro. Mas, agora, o que eu mais quero é vê-la crescer e dar frutos — afirma Ágata.

O acervo da Academia conta com 60 mil gibis, hoje armazenados no virtual Museu do Gibi, em Niterói. Inclui também um sem-número de doações dos hoje “imortais”, além dos trabalhos de Edmundo Rodrigues e do também guru dos quadrinhos Flavio Colin, já que Ágata é curadora da obra de ambos. Grande parte desses desenhos ainda tem seus originais preservados, em folhas no mínimo duas vezes maiores do que o A4. A coleção é repleta de raridades: “O Tico-tico”, tira nacional da década de 1940; “João Charuto”, do mesmo período; “Irina, a bruxa”, um clássico do gênero de terror em quadrinhos, criado por Rodrigues duas décadas depois; “Jerônimo, o Herói do Serão”, de mesma autoria; até os primeiros exemplares de “Popeye” a desembarcarem no Brasil, por volta de 1975.

Falta, entretanto, uma sede para a recém-criada instituição. Para não adiar ainda mais o sonho da fundação da Abrahq, Ágata, agora presidente da entidade, resolveu começar o projeto ainda que fosse numa sede provisória, onde os artistas pudessem se encontrar mensalmente. A casa temporária é o espaço de coworking Colmeia Carioca, em Botafogo, alugado pelo grupo para cada dia de reunião.

— Nosso principal objetivo é conseguir uma sede definitiva, onde possamos armazenar a coleção e deixar os principais exemplares expostos. Queremos ter um espaço físico dedicado aos quadrinhos, e não ter que levá-los de um lado para o outro — diz ela, que vive em trânsito com os trabalhos de Copacabana, onde mora, até Botafogo, e vice-versa. — A maior preocupação é o desgaste das obras mais antigas.

No início do mês, ela foi convidada para uma reunião com funcionários da Secretaria estadual de Cultura, mas o saldo do encontro não foi dos mais otimistas: não haveria verba suficiente para o governo do estado montar uma sede para a Abrahq, pelo menos por enquanto. Ágata retrucou que uma sala dentro de uma escola estadual já seria de bom tamanho, mas não teve ainda proposta concreta.

Da esquerda para direita, Francisco Ferreth, Lincoln Nery, Walmir Amaral e Ágata Desmond, a presidente da Abrahq - Felipe Hanower / Agência O Globo

Da esquerda para direita, Francisco Ferreth, Lincoln Nery, Walmir Amaral e Ágata Desmond, a presidente da Abrahq – Felipe Hanower / Agência O Globo

De qualquer forma, uma das metas da instituição é levar exposições, sempre de graça, a escolas e centros culturais. Para isso, o Sindicato dos Professores, por exemplo, já deu seu apoio. Outro intento, não menos importante, é viabilizar meios de os artistas se manterem na carreira, e de novos profissionais entrarem no mercado. Para tanto, os integrantes querem trocar experiências, fazer uma rede de contatos e promover cursos de capacitação.

Com o avanço da computação e o fim das grandes editoras cariocas que investiam em HQs autorais, como a GEP, a Bloch e a Rio Gráfica (que depois viria a se tornar Editora Globo), o mercado se encolheu. Foram extintas, por exemplo, as profissões de capista, colorista e letrista, todas envolvidas na produção de tirinhas. Os artistas que chegaram depois da década de 90 precisaram, portanto, brigar de foice, lápis e pincel em riste por um espacinho no mercado.

— Hoje, a quantidade de quadrinhos à venda é mínima, e quase não há espaço para produtos nacionais — lamenta o quadrinista da nova geração Lincoln Nery, que, aos 31, trabalha como publicitário. — A melhor maneira para conseguir viver disso é apostar em produtos a partir dos desenhos, como bonecos e games.

Nery criou seu primeiro personagem aos 6 anos, início de “carreira” precoce e parecido com o da maioria dos artistas do ramo. O herói Jou Ventania é, até hoje, sua principal criação, tendo sido divulgado pela primeira vez em uma fanzine de 1997. O rapaz é um dos mais jovens membros da Academia.

Ídolo do moço e, grosso modo, de todos os fiéis leitores das histórias de Fantasma, Mandrake e Cavaleiro Negro, o desenhista Walmir Amaral, hoje aos 76, aposentou-se em 1990. Hoje, faz desenhos para camisetas de blocos de carnaval e livros de cursos de idiomas. Na década de 60, no entanto, era reconhecido como um dos grandes dos quadrinhos nacionais, alcunha que, mesmo já fora do mercado, ele ostenta até hoje. Chegou a ser eleito pela Associação dos Quadrinistas e Cartunistas, de São Paulo, como um dos cinco profissionais mais importantes do Brasil.

Hoje conselheiro da Academia, Amaral recebeu da entidade uma menção honrosa pelo conjunto da obra — ao lado do paulista Júlio Shimamoto, de 75 anos. Eles são os únicos membros hors concours, que não ocupam cadeiras.

Amaral tornou-se um dos poucos autores de HQs da América do Sul a ter permissão para desenhar e criar argumentos para as histórias do Fantasma e do Mandrake, dois personagens antológicos de Lee Falk. Pouco mais tarde, criou o Vingador Mascarado, sucesso de vendas da Rio Gráfica Editora. Os anos dourados dos quadrinhos o permitiram, aos 17 anos, comprar uma lambreta com seu primeiro salário de 10 mil — a moeda ele já não se lembra mais.

O veterano Walmir Amaral foi um dos poucos quadrinistas da América do Sul a ter autorização para desenhar e criar argumentos para as histórias do Fantasma - Felipe Hanower / Agência O Globo

O veterano Walmir Amaral foi um dos poucos quadrinistas da América do Sul a ter autorização para desenhar e criar argumentos para as histórias do Fantasma – Felipe Hanower / Agência O Globo

— Eu comecei a trabalhar em 1957, mas já desenhava desde criança. Na escola, eu trocava os desenhos por merenda — relembra Amaral, aos risos. — Quando cheguei à Rio Gráfica, bastou eu desenhar de forma improvisada numa folha qualquer e me disseram: “está contratado!”. Naquela época, o mercado estava de portas abertas, a produção era toda manual.

Além de desenhistas de quadrinhos, participam da Abrahq cartunistas renomados. Entre eles, o potiguar Francisco Ferreth, que trabalhou por muitos anos na equipe de Ziraldo, produzindo histórias de personagens icônicos como o Menino Maluquinho. No início da década de 90, ele criou o Dimenor, inspirado em meninos de rua.

— Eu ficava sentado no Amarelinho, da Cinelândia, vendo os garotos sem casa que circulavam por lá e sempre me suscitavam ideias para tirinhas — recorda ele.

Num mercado tradicionalmente dominado pelo sexo masculino, Ágata Desmond — que, além de produzir HQs, é radialista e diretora de teatro, porém nunca foi hábil com lápis e pincéis — é a única mulher integrante da Academia. Os homens que a cercam são, em ordem alfabética, Amorim, André Aurnheimer, Bira Dantas, Carlos Alberto de Carvalho, Carlos Eugênio Baptista, Fabio Moraes, Fernando Jorge Silva, Fernando Resky, Flavio Colin Filho, Francisco Ferreth, Helio Guerra, Johnny Fonseca, Lipe Diaz, Lincoln Nery, Marcus Moraes, Ranieri Andrade, Rod Gonzalez, Sérgio Pereira Lima e Wladimir Weltman.

Segundo Ágata, quem quiser colaborar com a Abrahq pode entrar em contato por meio dos e-mails: [email protected] e [email protected]

P.D. James, autora de livros policiais, morre aos 94 anos

0

Best-seller britânica era conhecida como ‘a baronesa do crime’.
Criadora do inspetor Adam Dalgliesh foi adaptada para cinema e TV.

A escritora britânica P.D. James em foto de 27 de novembro de 32005 (Foto: Henny Ray Abrams/AP)

A escritora britânica P.D. James em foto de 27 de novembro de 32005 (Foto: Henny Ray Abrams/AP)

Publicado no G1

A escritora inglesa P.D. James, um dos maiores nomes da literatura policial e criadora do inspetor Adam Dalgliesh, morreu nesta quinta-feira (27) aos 94 anos. “Com grande tristeza, a família da escritora P.D. James, baronesa James de Holland Park, anuncia que ela morreu pacificamente em sua residência de Oxford’, diz um comunicado da editora Faber & Faber. A causa não foi divulgada.

Nascida Phyllis Dorothy James em 3 de agosto de 1920 e estreou na literatura aos 42 anos de idade, com “O enigma de Sally” (1962). Editada no Brasil pela Companhia das Letras, a obra já trazia o inspetor Dalgliesh. A mesma editora publicou outros 15 volumes da autora. O selo Três Estrelas editou em 2012 o ensaio “Segredos do romance policial”.

P.D. James escreveu 20 obras e vendeu milhões ao redor do mundo. Boa parte de seus livros foram adaptados para a TV e o cinema. Um deles é o longa “Filhos da esperança” (2006), dirigido por Alfonso Cuarón e estrelado por Julianne Moore, Clive Owen, Michael Caine e Chiwetel Ejiofor.

O perfil de P.D. James no site da editora Faber & Faber informa que, entre 1949 e 1968, ela trabalhou no National Health Service, o serviço saúde da Grã-Bretanha. Depois, foi funcionária do departamento de polícia do ministério do Interior. James usou essa experiência em seus livros.

Ao longo da carreira, ela venceu alguns dos principais prêmios do seu gênero literário. Dentre os destaques, estão o Diamond Dagger from British Crime Writers em 1987 e o Grand Master Award from Mystery Writers of America em 1999. Em 2008, James entrou no International Crime Writing Hall of Fame. Além disso, em 1991 recebeu o título de baronesa.

Seu livro mais recente é “Death comes to Pemberley” (2011) e virou série de TV da BBC. A trama é uma continuação do clássico “Orgulho e preconceito”, de Jane Austen. Em 2000, para celebrar seus 80 anos, P.D. James lançou a autobiografia “Time to be in earnest”.

 

Go to Top