Contando e Cantando (Volume 2)

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Com prova considerada “difícil”, Fuvest aborda crise hídrica de SP

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Lucas Rodrigues, no UOL

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Segundo os candidatos que fizeram a primeira fase da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) 2015 no prédio da Escola Politécnica de Engenharia Civil, na Cidade Universitária, o exame estava “difícil” e abordou a crise hídrica do Estado de São Paulo em uma das questões.

Teodoro Bava, de 16 anos, é treineiro de humanas e pretende fazer o curso de publicidade no futuro. O estudante achou o vestibular da Fuvest mais difícil do que pensava. “É meu primeiro vestibular. Antes só fiz o Enem”, conta. “Achei complicado. Sabia do nível da Fuvest, mas superou as minhas expectativas de dificuldade.”

Bava se lembra de uma charge na prova de geografia, na qual estavam dois vasos, um com as folhas mortas, representando a União Europeia, e outro ilustrava a China. “Mostrava um vaso grande com plantas enormes, que era a China, e o pequeno com uma mulher regando. E eles tinham uma ligação por baixo da terra”, diz. “Era como se a União Europeia alimentasse a economia da China. Foi a que mais me chamou a atenção.”

Em literatura, o jovem afirma que foram abordados os livros indicados para a prova de literatura e que os enunciados não estavam tão grandes quanto no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Em uma das questões, era perguntado qual o motivo da seca no Estado de São Paulo. “As alternativas falavam um pouco sobre a questão política, administrativa, social e demográfica.”

Mariana Ribeiro tem 17 anos e quer prestar nutrição. Ela também se recorda da questão envolvendo a represa da Cantareira. “Eles queriam saber quais eram os motivos de ter acontecido a seca em São Paulo”, conta.

No geral, a estudante achou a prova difícil, com destaque para a área de exatas. “As partes maiores eram falando sobre os livros. Caiu bastante e pedia para comparar um com o outro”, acrescenta.

Giovana Piovan, de 16, também é treineira de humanas e pretende fazer arquitetura. Ela também afirma que boa parte das questões de português abordavam os livros obrigatórios da Fuvest. “Noventa por cento da prova eram os livros Cortiço, Memórias Póstumas, Vidas Secas e Til”, diz. “Tinha um trecho de livro e perguntava com qual outro ele se assemelhava.”

A estudante teve dificuldades na parte de exatas. “Muita matéria eu ainda não tinha visto na escola. A parte de física tive que chutar, mesmo eles dando alguns dados na prova”, conta. “Como eu sou treineira, não estava muito preocupada.” Ela se recorda ainda de muitos mapas e uma questão sobre placas tectônicas na prova de geografia e um exercício misturando física e história envolvendo termodinâmica.

Abstenção

A primeira fase do vestibular da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) 2015 registrou abstenção de 10,2%, segundo informações instituição.

Neste domingo (30), 14.457 inscritos faltaram à prova de seleção da USP (Universidade de São Paulo) e da faculdade de medicina da Santa Casa. Em comparação ao ano passado, o índice de faltosos diminuiu 1,3%. Em 2013, estavam inscritos na prova da Fuvest 172.027 candidatos, faltaram 19.867 (abstenção de 11,5%).

Para economizar água, escolas proíbem alunos de escovar os dentes em SP

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Fabiana Marchezi, no UOL

A crise hídrica que assola o Estado de São Paulo mudou a rotina nas escolas municipais de Mairinque (a 71 km de São Paulo). Nas 20 unidades da rede infantil, cerca de 2.000 alunos foram proibidos de escovar os dentes por cinco dias. Em outras quatro escolas, as aulas chegaram a ser suspensas por causa da falta de água.

De acordo com a secretária de Educação e Cultura de Mairique, Michele Palma, a suspensão da escovação fez parte de um pacote de medidas emergenciais adotadas nas escolas municipais para evitar o desperdício.

“Muitas vezes, as crianças acabam usando a atividade para brincar, o que causa desperdício. Além da higiene bucal, que ficou suspensa por cinco dias, mas já voltou ao normal, também proibimos a lavagem dos pátios e orientamos o pessoal da cozinha para que economizasse ao máximo”, explicou.

A Escola Municipal Thereza Cristina Whitaker Ribeiro de Lima, que fica no bairro Cruzeiro, foi uma das que proibiram seus 170 alunos de escovar os dentes. A diretoria da instituição, que atende crianças desde o maternal até a pré-escola, enviou uma carta aos pais comunicando a suspensão da atividade, que faz parte do dia a dia das crianças.

Na mensagem enviada aos responsáveis, a unidade informou que estava devolvendo os kits para escovação — canecas e escovas – por causa do problema no abastecimento, e pediu para que os pais realizassem o “procedimento de escovação em casa”.

A prefeitura informou que a medida foi emergencial e que com a melhora no abastecimento após as chuvas, a escovação já voltou ao normal.

Em nota, informou ainda que a interrupção da escovação, ocorrida na semana passada, foi avaliada como “excesso de zelo” pela própria Secretaria Municipal de Educação, que cancelou a determinação. A escovação foi retomada nesta segunda-feira (10).

A suspensão da medida levou em conta os argumentos dos pais dos alunos, que imediatamente procuraram os diretores de escola para manifestar seu descontentamento com a interrupção da higienização bucal.

Ainda segundo a prefeitura, os níveis dos reservatórios que abastecem a cidade estão muito baixos e, enquanto o abastecimento de água não for normalizado plenamente, campanhas de conscientização continuarão a ser realizadas na cidade.

A concessionária Saneaqua está notificando moradores flagrados lavando calçadas, carros e ruas com a utilização de mangueiras abertas, diz o Executivo. “Caso as notificações não inibam o desperdício, a prefeitura pode utilizar um novo decreto, desta vez com força de multar o cidadão que esbanjar o precioso líquido”.

Cinco temas para treinar a redação do Enem 2014

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Crise hídrica e protestos de junho estão entre sugestões de professores

Redação Enem (Foto: Thinkstock/VEJA)

Redação Enem (Foto: Thinkstock/VEJA)

Luana Massuella, na Veja on-line

A redação do Enem difere das provas de outros vestibulares porque cobra explicitamente uma “intervenção”. Em outras palavras, os examinadores querem que o participante apresente uma solução inovadora ao problema apresentado.

“Os temas propostos para redação no Enem sempre têm caráter social”, diz Francisco Platão Savioli, supervisor de português do Anglo Vestibulares. “Na maioria das vezes, o Enem propõe um tema que aborda a relação do homem com a sociedade, com o meio biofísico ou consigo mesmo, sendo o último menos recorrente.”

VEJA.com ouviu professores especialisas na prova. Eles apresentam cinco temas que servem como preparação para a prova marcada para os dias 8 e 9 de outubro. Confira as orientações e boa preparação!

Crise hídrica

Segundo agências das Nações Unidas, cerca de 1,8 bilhão de pessoas em todo o mundo vão ficar sem água até 2025. Atualmente, o problema já afeta mais de 1 bilhão, castigando especialmente regiões do Oriente Médio e do norte da África.

O Brasil possui 16% das reservas de água doce do planeta e também o maior aquífero subterrâneo do mundo. Contudo, não está livre do problema. A região da Grande São Paulo, por exemplo, enfrenta neste ano a mais severa crise hídrica já registrada, fruto da escassez de chuvas.

O Sistema Cantareira, responsável pelo abastecimento de 6,5 milhões de habitantes da região, vem perdendo capacidade dia a dia. O complexo de represas já atingiu seu pior nível em toda histórica, por volta dos 5% da capacidade.

Desde fevereiro, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) tem adotado ações para reduzir a retirada de água dos reservatórios. É o caso do desconto na conta para residências que reduzam o consumo, o remanejo dos recursos hídricos de outros sistemas e a redução da pressão da água no fornecimento noturno. Além disso, a companhia passou a utilizar a água do chamado “volume morto”, reserva que fica abaixo das comportas da Sabesp e que antes não era utilizado.

Quem vai participar do Enem deve estar atento a alguns conhecimentos adquiridos no ensino médio relacionados ao assunto. “É o caso de conceitos geográficos como clima, índice pluviométrico e relevo, que podem enriquecer a discussão da questão da crise hídrica”, diz Sérgio Paganim, professor de redação, gramática e língua portuguesa do Anglo Vestibulares. “Outras informações ligadas ao gerenciamento dos recursos hídricos, como investimentos no sistema, também são úteis para reflexão e elaboração da redação.” (mais…)

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