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Livro sobre dois pinguins machos que criam filhote recebe reclamações nas bibliotecas dos EUA

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Obra foi criticada por incentivar "agenda homossexual" para crianças

Capa do livro ‘And tango makes three’: pinguins machos chocam ovo – Reprodução

Publicação ilustrada baseada em história real foi acusada de promover ‘agenda homossexual’

Publicado em O Globo

RIO – Um livro infantil de ilustrações sobre dois pinguins machos que criam um filhote entrou mais uma vez para a lista de livros com maiores números de reclamações de usuários de bibliotecas nos Estados Unidos.

A obra “And tango makes three”, de Peter Parnell e Justin Richardson, apareceu em terceiro lugar na lista de títulos da Associação Americana de Bibliotecas, que diz ter recebido a maior parte das críticas de pais e professores. A trama, baseada na história real de dois pinguins machos que chocaram um ovo no jardim zoológico de Nova York, foi acusado de promover uma “agenda homossexual”.

“The absolutely true diary of a part-time indian” (“O diário absolutamente verdadeiro de um indígena de meio período”, em tradução livre) veio topo da lista anual. Escrito em primeira pessoa, o livro narra a história de Arnold Spirit Junior, um adolescente americano nativo de 14 anos que pretende ser cartunista. O conto autobiográfico de Sherman Alexie foi publicado pela primeira vez em 2007 e ganhou quatro prêmios de literatura. Ele expõe a rotina de um adolescente nativo em uma escola majoritariamente branca. A ficção, no entanto, é recheada de polêmicas por trazer temas como alcoolismo, pobreza, bullying e referências à masturbação, além de apresentar mortes trágicas de alguns personagens.

Na lista também estão o romance de estreia de Toni Morrison, “O olho mais azul”, o best-seller de Khaled Hosseini, “O caçador de pipas”, e o livro de memórias de Jaycee Dugard sobre seu sequestro, “Vida roubada”.

Muitos dos autores listados não são de etnia caucasiana – mesmo que apenas uma pequena parte dos livros lançados a cada ano nos Estados Unidos seja de autores não-brancos – ou são escritores de livros que tratam sobre homossexualidade ou pessoas transgênero. De acordo com um estudo elaborado no ano passado pelo site “Diversity in YA”, que defende a diversidade na literatura para jovens, 20% dos livros que aparecem na lista da Associação Americana de Bibliotecas desde 2000 são de autores não-caucasianos. Mais da metade dos livros incluídos no ranking falam sobre personagens não-brancos, homossexuais ou pessoas com deficiência.

Uma dúzia de livros que ninguém leu, mas mentem que sim

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Ademir Luiz, na Revista Bula

Faz parte das regras de etiqueta da alta sociedade PIMBA (Pseudo-intelectuais metidos a besta) exaltar efusivamente ou criticar severamente livros que não leu, que leu apenas a orelha, leu trechos ou breves comentários na internet. O importante é posar de especialista, seja para elogiar ou criticar. Na condição de Mister M da comunidade PIMBA, revelo aqui uma dúzia de livros que, considerando a margem de erro, provavelmente aquele seu amigo descolado, reluzente em sua fina camada de verniz cultural, não leu, mas diz com todas as letras (menos as letras do livro) que sim.

1 — Finnegans Wake, de James Joyce

“Finnegans Wake” é o Clovis Bornay dessa lista. É “hors-concours”. Praticamente ninguém leu, mas todo mundo exalta seu magnífico experimentalismo linguístico. Se seu amigo PIMBA comentar com ares de inteligência que acha “Finnegans Wake” melhor que “Ulisses” é xeque-mate. Essa é a prova de que não leu mesmo.

2 — O Capital, de Karl Marx

Sabe aquele seu conhecido comunistinha de sandália de dedo? Sim, aquele com a tatuagem do Che, que bate ponto em passeatas em geral e na marcha das vadias em particular (para ver peitinhos com consciência social!). Não, ele não leu “O Capital”. Esse é um fato inapelável da teoria materialista dialética histórica.

3 — Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust

Quase todo mundo leu “O Caminho de Swann”. O problema é que os PIMBA de plantão costumam tomar a parte pelo todo e, convenientemente, se esquecem que existem mais seis volumes no romance catedral de Proust. O quê? Sete livros? Sete não é o número do infinito? Infinito é muita coisa para ler!

4 — A Nervura do Real, de Marilena Chauí

Só o Olavo de Carvalho leu, como estratégia de guerra.

5 — O Jogo da Amarelinha, de Julio Cortázar

Experimente pedir para um pretenso leitor de “O Jogo da Amarelinha” que explique o livro. Provavelmente vai se confundir, tropeçar, cair de uma casa para outra, ir para frente e para trás; mas sair do inferno para o céu, nada!

6 — A Origem das Espécies, de Charles Darwin

A seleção natural existente nos encontros sociais de gente inteligente e descolada exige a defesa do Evolucionismo como regra básica para garantir a preservação da espécie (ou pelo menos a transa no final da noite). Do contrário o indivíduo será rotulado como o “amigo crente” e motorista da rodada.

7 — Minha Luta, de Adolf Hitler

Tem mais de meio século que só malucos (e alguns poucos pesquisadores) leem “Minha Luta”. Por que então é tão importante socialmente afirmar (mentir) que leu? Dois motivos. Primeiro para poder dizer que “li, não gostei e reprovo veementemente”. Em segundo lugar para dar a si mesmo certo ar de “bad boy” misterioso e envolvido com leituras não ortodoxas. Infelizmente, para o antinazista de Facebook, alguns milhões de pessoas tiveram a mesma ideia.

8 — A Divina Comédia, de Dante Alighieri

Uma viagem que vai do Inferno, passa pelo Purgatório e chega ao Paraíso. Acredite, se bem explorada, essa sinopse dura uma festa inteira. E, com sorte, no final ainda rende uma Beatriz de óculos escuros e cabelos pintados de verde.

9 — Os Sertões, de Euclides da Cunha

O livro em seu conjunto é genial. Contudo, a primeira parte, a Terra, é meio monótona, mas as outras duas, o Homem e a Luta, são muito estimulantes. Quem nunca usou esse clichê atire a primeira pedra cabralina.

10 — Por que Ler os Clássicos, de Italo Calvino

Uma frase célebre dessa obra é “os clássicos são livros que sempre se costuma ouvir dizer ‘estou a reler’ e nunca ‘estou a ler’”, incluindo o “Porquê Ler os Clássicos”, de Italo Calvino.

11 — O Corão, de Deus

Todo PIMBA politicamente engajado tem a obrigação moral (ou social?) de afirmar categoricamente que leu todo “O Corão” e não encontrou nenhuma passagem sequer que incite a violência.

12 — A Bíblia, de Deus

Todo PIMBA é um leitor crítico da “Bíblia”. Falam que acima de tudo é alta literatura da antiguidade, que é um importante documento histórico, que o Evangelho de João é uma sublime peça gnóstica, que o “Cântico dos Cânticos” é uma obra-prima do erotismo e por aí vai. Como mentir é pecado, vamos dar um desconto e considerar que no Ocidente Cristão a leitura completa da “Bíblia” pode mesmo ser feita por osmose.

Bogotá lamenta que arquivo de García Márquez vá para os EUA

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Publicado na Folha de S.Paulo

O governo da Colômbia se defendeu das críticas por não ter adquirido os arquivos do escritor Nobel da Literatura Gabriel García Márquez informando que esta não se tratou de uma decisão de Bogotá, mas da família do autor. Os documentos irão para a Universidade do Texas, que possui uma das maiores coleções literárias dos EUA.

A ministra da Cultura, Mariana Garcés, disse que o país considerava uma honra obter o acervo, mas que a decisão não dependeu do governo e que “nós respeitamos as decisões feitas” pela família de Gabo, como era conhecido.

A notícia da venda dos arquivos do escritor à Universidade do Texas surpreendeu não somente a ministra, como todo o país, que acordou com a notícia de que 2 mil cartas, um livro inacabado e materiais de seus romances foram adquiridos pelo centro acadêmico.

Ainda segunda Garcés, o governo ofereceu à viúva do Nobel, Mercedes, a compra de, não somente o arquivo, mas todo o legado do escritor de “Cem Anos de Solidão”, mas sem fazer uma oferta formal.

O escritor colombiano morreu no dia 17 de abril aos 87 anos na Cidade do México, onde residia há anos.

Biógrafo de Clarice Lispector vai doar renda de novo livro para Movimento Ocupe Estelita

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Ao divulgar e-book com críticas ao urbanismo brasileiro e a Niemeyer, Benjamin Moser diz que projeto imobiliário Novo Recife é ‘declaração de ódio’ ao Brasil

Benjamin Moser: Em defesa dos opositores ao projeto imobiliário Novo Recife - Divulgação/Luiz Maximiano

Benjamin Moser: Em defesa dos opositores ao projeto imobiliário Novo Recife – Divulgação/Luiz Maximiano

Maurício Meireles em O Globo

RIO – Benjamin Moser vem ao Brasil com frequência há 20 anos. Quando chegou aqui pela primeira vez, o país dava os primeiros passos para fugir da espiral inflacionária em que se metera. De lá para cá, o escritor e historiador americano viu o país crescer, crescer, crescer — e ficar mais feio, segundo sua concepção. Os culpados, diz ele, são os espigões, shoppings e prédios monumentais, frutos de uma noção de modernidade surgida nos anos 1920 e, mais tarde, encarnada na construção de Brasília.

Por isso, Moser — conhecido no Brasil como biógrafo de Clarice Lispector — se solidarizou com o Ocupe Estelita. O movimento de ativistas pernambucanos se opõe à construção de 12 torres residenciais no Cais José Estelita, o chamado projeto Novo Recife, na capital do estado. O escritor lança, depois de amanhã, pela editora recifense Cesárea, por R$ 3, o e-book “Cemitério da esperança”. O dinheiro arrecadado com o livro, que pode ser comprado no site www.cesarea.com.br, será revertido para o grupo de ativistas, que desde junho, após a reintegração de posse do terreno, organiza uma série de eventos e manifestações na cidade.

— Eles, como eu, querem um país que se respeite mais. Quando vejo esse projeto Novo Recife, enxergo um país que se odeia. Se as pessoas se levantarem, muito se pode fazer. As construtoras contam com a preguiça e a desmoralização do povo. O Ocupe Estelita mostra que os cidadãos querem ter voz — afirma Moser.

“Cemitério da esperança” é um ensaio sobre o imaginário brasileiro do progresso e sua relação com as reformas urbanas que aconteceram no país. Para Moser, os Estados Unidos são um país com o imaginário marcado pelo medo do declínio; já o Brasil, pelo desejo de encontrar um futuro prometido e abandonar um atraso histórico.

— Usaram esse conceito de modernidade, que data dos anos 1920, em várias cidades do mundo, mas ele falhou, porque era uma coisa horrível, que destruía as comunidades. No Brasil, porém, continuou. É uma história de ataque às cidades, mesmo as mais lindas, como Rio ou Recife — diz o escritor. — Falo no meu livrinho que a arquitetura monumental sempre trai seus propósitos. Projetos como o Novo Recife tentam ser símbolos de riqueza, mas são monumentos à pobreza, ao mau gosto espantoso que impera no urbanismo.

Embora fale principalmente da construção de Brasília, Moser parte do desejo de progresso brasileiro para analisar as principais reformas urbanas do país, desde a construção da Avenida Presidente Vargas, no Rio. Para o intelectual americano, esse tipo de reforma tentou, historicamente, apagar o passado, excluindo as pessoas, que eram removidas para dar lugar a tais empreendimentos.

— Não é um desejo de acabar com a pobreza. É um desejo de deixá-la menos visível. Um sonho utópico de um país que possa renascer. Lembra alguém que, no réveillon, jura que nunca mais vai mentir ou beber ou transar mas que, no dia 3 de janeiro, se dá conta de que continua a mesma coisa.

Críticas a Brasília

No “livrinho”, as críticas sobram para o principal nome da arquitetura brasileira — Oscar Niemeyer — e são fruto da decepção do escritor com Brasília. Para ele, a construção da capital encarna o mesmo desejo de reverter o atraso brasileiro de outras reformas urbanas.

— A arquitetura dele (Niemeyer) é uma ofensa ao Brasil. Só ele poderia ter feito um parque sem nenhuma árvore, como fez no Recife. O concreto de Brasília, ou do Recife, é uma declaração de ódio ao país — afirma.

O escritor americano vê na ânsia pela arquitetura monumental o desejo de poder dos políticos — daí sua relação próxima com regimes autoritários, diz.

— O poderoso no Brasil tem medo da senzala, da multidão. Essas obras são a exaltação do Estado. Assim, a Avenida Presidente Vargas representa o fascismo brasileiro. As construções em Brasília refletem a visão de um poder ditatorial. Tanto que os militares achavam a cidade linda.

dica do Rodrigo Leonardo Correa

Marcelo Mirisola: ‘A literatura brasileira virou um sofá da Hebe Camargo’

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Luciano Trigo, no Máquina de Escrevermirisola

Em “Hosana na sarjeta” (Editora 34, 144 pgs. R$32), o novo romance do sempre polêmico Marcelo Mirisola, um certo MM se divide entre duas mulheres numa São Paulo decadente: Paulinha Denise, uma “Capitu mareada, loira descolorida, com problemas de identidade”; e Ariela, “Lolita casada, verdadeira mentira ambulante”. Além das peripécias amorosas do narrador, a trama envolve o contrabando de um diamante, uma festa muito louca de réveillon no Rio de Janeiro e a maldição lançada por uma cigana: “Você nunca vai amar ninguém nessa vida”. Nesta entrevista, Mirisola fala sobre o seu processo criativo e ataca o clima de bajulação que, segundo afirma, domina o meio literário no Brasil hoje, contra o qual dispara: “Não sou da alcovitagem, do despacho, do puxa-saquismo.”

Algum tempo atrás ficou na moda falar em “autoficção”. Você se considera um precursor desse (sub)gênero? O que é autoficção para você? O que acha da teorização sobre a autoficção?
Marcelo Mirisola – Acredito em livros bons e livros ruins. A partir daí todos os gêneros têm potencial para ser “sub” ou “super”. Depende do uso que se faz. Mesma coisa que dizer que o romantismo é (sub)gênero porque Franklin Távora é uma lagartixa perto de Manuel Antonio de Almeida. Só de farra, quando começaram a teorizar sobre “autoficção”, me autoproclamei o Pedro Álvares Cabral desse treco aqui no Brasil. Pior que é verdade. Com relação às teorizações, a autoficção é apenas uma gota num oceano de picaretagens. Ontem mesmo recebi um livro aqui em casa cujo título é, pasme, “A estética funk carioca – Criação e conectividade em mister Catra”.  Aí eu lhe pergunto e lhe respondo: como é que pode? Pode porque você e eu pagamos impostos, e esse dinheiro é jogado no lixo das CNPq, CAPES, Faperj e similares, verba pros doutores(as) se masturbarem em teses esdrúxulas sobre Popozuda, “pegging” – sabe o que é isso? Tem tese na  PUC-RJ, dá uma googada – Mister Catra, autoficção etc etc etc.

Evidentemente todo leitor vai identificar o protagonista MM com Marcelo Mirisola. Ele é mesmo inteiramente você, sem tirar nem pôr?
Marcelo Mirisola – Claro que não. Claro que sim.

Fale sobre a composição das personagens femininas. A inspiração das personagens Paulinha Denise e Ariela também vem de mulheres e experiências reais?
Marcelo Mirisola – No caso de Paula Denise e Ariela sou obrigado a dizer que sim. Mas geralmente as mulheres dos meus livros, sobretudo nos contos, são todas Frankensteins. No caso de “Joana a Contragosto”, o arrivismo dela que eu transformei em literatura – que é uma forma mais elevada de arrivismo – foi tão real que a biscate em questão acabou casando com um editor famosinho, e virou “escritora de verdade” publicada pela Cosac. Em outras palavras: pus na roda. Aí você vê como é que as coisas se compõem, e como o sexo é um instrumento demoníaco de poder e transformação. Né?

Você considera que existe uma linha evolutiva em sua obra ou desde o começo já está tudo lá? Que diferenças enxerga entre “O azul do filho morto” e “Hosana na sarjeta”, por exemplo?
Marcelo Mirisola – Existe uma evolução construída. Por exemplo: “Bangalô”. Escrevi esse livro porque estava com o saco cheio de ser chamado de Bukowski brasileiro, apesar de ser um admirador da obra do cara. Depois disso, graças a Deus, perdi o controle: dei uma derrapada na tal da linha evolutiva, fui devorado pelo ego, pelo ódio, pela ambição. Me arrebentei todo. Retomei com muito sangue, suor e lágrimas, e agora cheguei muito melhor na sarjeta que acabou virando minha Hosana. Hermes Trimegisto na veia.

hosanaAlguém já disse que só o tempo vai mostrar que veio pra ficar. Você se preocupa com a posteridade? Considera que sua obra ficará? Que outros autores em atividade você acha que vão ficar, o que serão esquecidos?
Marcelo Mirisola – Eu gostaria de ser lembrado, e melhor remunerado, pela posteridade, aqui e agora. Quem fica? Quem vai ser esquecido? Tô nem aí.

Você já falou mal de muita gente e coleciona inimigos e desafetos. Como lida com isso?
Marcelo Mirisola – O que eu faço é gritar “pega ladrão”. Não é isso o que todo mundo faz quando é roubado? Acho normal. Não lembro de “falar mal de alguém” gratuitamente.

Que avaliação você faz do meio literário hoje? Você acha que a literatura brasileira está contaminada pelo marketing?
Marcelo Mirisola – A literatura brasileira virou um sofazão da Hebe Camargo, escrevi isso hoje no ‘feicibuque’. Tal de fofo pra cá, queridão pra lá, gracinha, talentosíssimo, lindo etc, etc. Um sofá fantasma porque nem a Hebe não existe mais.

Aliás, há pouco tempo você compartilhou no Facebook posts relativos a sua saúde. Esse problema fez você mudar a forma de se relacionar com o mundo e/ou com a literatura?
Marcelo Mirisola – Quase morri. E não mudei nada. Situação-limite é pros fracos.

A profissionalização do escritor está avançando? Você vive do que escreve? Quantos livros em média cada título seu vende?
Marcelo Mirisola – Vivo das crônicas que escrevo pro Yahoo, não dos livros que vendo. E também tenho um apartamento de um dormitório no Bixiga, que está alugado. Queria ganhar dinheiro na moleza como os fofos e fofas ganham, problema é que uso minha alma podre apenas pra fazer literatura, não sou da alcovitagem, do despacho, do puxa-saquismo.

 

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