Canal Pavablog no Youtube

Posts tagged Cuba

Enrique Cirules, autor cubano de livros sobre Hemingway, morre aos 78 anos

0
Enrique Cirules. Foto: Lázaro David Najarro Pujol

Enrique Cirules. Foto: Lázaro David Najarro Pujol

 

Publicado no UOL

Havana, 19 dez (EFE).- O escritor cubano Enrique Cirules, autor de vários ensaios sobre a vida e a obra do escritor americano Ernest Hemingway, morreu aos 78 anos em Havana (Cuba), informaram nesta segunda-feira os veículos de imprensa locais.

Cirules, considerado um dos mais importantes autores e contadores contemporâneos cubanos, conta entre seus livros “Hemingway em Cuba” e “Ernest Hemingway en la cayeria de Romano”, onde aborda espaços pouco estudados do célebre intelectual americano que viveu longas temporadas em Cuba.

Também figuram entre seus títulos os livros testemunhais “O Império de Havana”, vencedor Prêmio Literário Casa das Américas e Prêmio da Crítica Literária em 1994, e “A vida secreta de Meyer Lansky em Havana”, ambos baseados em suas pesquisas sobre a presença da máfia americana em Cuba até o ano de 1959.

Ele publicou vários contos, entre eles os cadernos “Os perseguidos” e “A outra guerra”, assim como os romances “Conversa com o último americano”, “Bluefields”, “A saga da Gloria City”, “Estranha chuva na tempestade” e “Santa Clara Santa”.

Durante vários anos ele atuou como professor de História e Espanhol, e seus livros foram traduzidos para o russo, francês, inglês, alemão e português.

Cuba é único latino-americano a atingir metas de educação, diz Unesco

1

Brasil cumpre apenas 2 de 6 metas mundiais para a educação, diz Unesco.
Apenas um a cada três países do mundo atingiu a totalidade dos objetivos.

Unesco diz que Brasil atingiu objetivos no acesso de alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. (Foto: Reprodução / TV Globo)

Unesco diz que Brasil atingiu objetivos no acesso de alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. (Foto: Reprodução / TV Globo)

Publicado no G1

Na América Latina e no Caribe, apenas Cuba atingiu os seis objetivos de Educação no período 2000-2015, informou nesta quinta-feira (9) a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura. (Unesco)

Quinze anos após o lançamento, em Dakar, da iniciativa “Educação para Todos”, a missão fixada pela Unesco não foi cumprida, apesar de alguns progressos.

“Apenas um a cada três países do mundo atingiu a totalidade dos objetivos mensuráveis da Educação para Todos (EPT) estabelecidos no ano 2000”, destaca o relatório de acompanhamento do programa, assinalando que “na América Latina e no Caribe, Cuba foi a única nação a cumprir estes objetivos”. O Brasil cumpriu apenas duas de seis metas mundiais para a educação, de acordo com a organização.

O principal objetivo – a escolarização universal de todas as crianças em idade de cursar o ensino fundamental – foi atingido por apenas a metade dos países, tanto na América Latina como em todo o mundo, destacou a Unesco, um mês antes do Fórum Mundial de Educação em Incheon, na Coreia do Sul.

“Mas em todo o mundo foram registrados progressos impressionantes”, destacou a diretora-geral da Unesco, Irina Bokova. “Conseguimos o ingresso no ensino fundamental de milhões de crianças que não estariam lá se persistissem as tendências predominantes na década de 90”.

“Para que a universalização da educação chegue a ser uma realidade, é necessário adotar estratégias específicas e financiá-las adequadamente para dar prioridade às crianças mais pobres, especialmente às meninas, visando melhorar a qualidade do ensino e reduzir as diferenças no grau de alfabetização”, acrescentou Bokova.

O relatório assinala que serão necessários US$ 22 bilhões anuais para completar as contribuições previstas pelos governos visando garantir o sucesso dos novos objetivos em matéria de educação para o período 2015-2030.

Persistem evasão escolar e analfabetismo na América Latina

Segundo o relatório, mais da metade dos países da região conseguiram a universalização do ensino fundamental, “mas ainda há 3,7 milhões de crianças sem escolarização”.

“Mais de um quinto dos alunos do ensino fundamental da região abandonam a escola antes de terminar este ciclo de aprendizado” e esta situação “não sofreu qualquer mudança desde 1999”.

“Os índices de analfabetismo caíram em 26% em toda a região, um percentual muito distante dos 50% previstos neste objetivo”, assinala a Unesco, que estima que apenas Bolívia, Peru e Suriname “vão atingir a meta estabelecida”.

A Unesco estima em 33 milhões o número de adultos “que carecem de conhecimentos básicos de leitura e escrita” na América Latina, “sendo 55% mulheres”.

O relatório emite uma série de recomendações, entre elas a obrigação de se “cursar um ano de ensino pré-escolar no mínimo”, uma “educação gratuita que deve abranger cadernos, livros, uniformes e transporte escolar”, a aplicação dos “convênios internacionais sobre idade mínima” para o trabalho, a adequação das políticas de alfabetização às “necessidades das comunidades” e a redução das “disparidades de gênero em todos os níveis”.

40 anos após produção do livro brasileiro “A Ilha”, veja o que mudou em Cuba

0

Armando Pereira Filho, no UOL

Faz 40 anos que o jornalista e escritor Fernando Morais realizou sua primeira viagem a Cuba. Ele foi lá no começo de 1975 atrás de informações para escrever um livro que se tornou clássico e referência da esquerda: “A Ilha – Um Repórter Brasileiro no País de Fidel Castro”, publicado no ano seguinte, 1976.

Ganhador de três prêmios Esso (distinção máxima do jornalismo) e autor de best-sellers como “Olga” e “Chatô, o Rei do Brasil”, Morais fez um relato sobre a situação do país, mostrando aspectos como embargo econômico dos EUA, sistema de saúde e educação, mortalidade infantil, alimentação, educação, prostituição e drogas.

Muita coisa mudou nessas quatro décadas no mundo. Cuba esteve no noticiário recente com o anúncio de reaproximação diplomática com os EUA.

Lembrando os 40 anos da viagem que deu origem ao livro, o UOL esteve na ilha e fez uma comparação entre o relato de Fernando Morais e os dias atuais. Veja a seguir os principais pontos:

Salários

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1426630107788_615x300
Em 1975, a média salarial em Cuba era de 180 pesos mensais, o que equivalia a US$ 219, segundo “A Ilha”, de Fernando Morais. Hoje o salário médio é de 471 pesos cubanos (CUP), o que dá só US$ 18. Em pesos, o salário subiu 162%. Mas, em dólares, a perda foi de 92%. Trabalhadores em turismo (como táxi e hotéis) ganham mais, incluindo gorjetas, mas não há estimativas oficiais.

Cuba tem duas moedas: o peso cubano (CUP), usado para pagar os salários dos habitantes do país e comprar os produtos subsidiados pelo Estado, e o peso conversível (CUC), usado por estrangeiros e cubanos para comprar produtos no mercado livre. O CUC é a moeda forte. 1 CUP vale US$ 0,04, enquanto 1 CUC vale US$ 1.

Racionamento

caderneta-de-racionamento-em-cuba-1427242659180_615x300

Cuba tem uma “caderneta de abastecimento”, como chama o governo, ou de “racionamento”, como dizem os críticos. Garante comida subsidiada a preços simbólicos a todos os 11,2 milhões de cubanos (1 kg de arroz custa R$ 0,05). Tem itens como arroz, feijão, leite, café e papinha para crianças, em quantidades limitadas.

Quando Fernando Morais visitou Cuba, em 1975, esperava-se o fim breve da caderneta. “Acredito que, em um ano, o racionamento tenha acabado”, dizia a cubana Eliana, citada no livro.

Em outro ponto, Morais registra: “O racionamento, segundo dizem os cubanos, já está chegando ao fim”. A previsão não se confirmou. A caderneta já dura mais de 50 anos. Foi implantada em 1963.

Veja alguns itens que a caderneta permite a cada cubano comprar por mês, a preços subsidiados:

2,4 kg de arroz
280 gramas de feijão
5 ovos
1 kg de frango
30 pães (1 por dia)
3 kg de leite em pó (só para crianças até 7 anos)
13 potes de papinha para bebês (até 3 anos de idade),
1 pacote de café
1,8 kg de açúcar
230 gramas de óleo

A quantidade é pequena e os itens não dão para um mês inteiro, duram de 12 a 15 dias, reclamam os críticos do regime. O governo de Cuba argumenta que não se trata de racionamento, mas de garantia de um mínimo básico a toda a população.

Opções à caderneta

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1426549464682_615x300

Os cubanos podem comprar mais do que é definido na caderneta de abastecimento ou racionamento, mas aí pagam o preço de mercado, muito mais alto (de 70 a 150 vezes mais).

1 kg de leite em pó subsidiado: 2,50 pesos cubanos (US$ 0,09)
1 kg de leite em pó no mercado livre: 6,60 pesos conversíveis (US$ 6,60, 70 vezes mais).
1 kg de arroz subsidiado: 0,5 peso cubano (US$ 0,02)
1 kg de arroz no mercado livre: 2,50 a 3 pesos conversíveis, 150 vezes mais (US$ 2,50 a US$ 3 o quilo)

A caderneta de abastecimento ou racionamento já teve mais itens, como ervilhas, batatas, sabonetes, pasta de dentes e até cigarros, mas Raúl Castro, irmão de Fidel, vem cortando a oferta desde 2010. O governo gasta mais US$ 1 bilhão por ano com o subsídio. O Estado paga 88% dos custos, e as pessoas arcam com 12%.

Comida para estudantes e trabalhadores

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1426783169051_615x300

Fernando Morais observou em seu livro que havia um atenuante ao racionamento: locais de trabalho serviam almoço e jantar subsidiados, e as escolas, em todos os níveis, davam café da manhã, almoço e jantar grátis aos alunos. Isso ajudava a complementar a caderneta de abastecimento ou racionamento.

Hoje parte dos estudante paga pela alimentação ou leva comida de casa.

As crianças de 1 ano a 5 anos ficam nas creches das 8h às 17h, e isso custa 40 pesos cubanos mensais (US$ 1,50, 8,5% do salário médio cubano). Café da manhã e almoço estão incluídos.
No ensino fundamental, de 5 anos a 12 anos, também em horário integral, alunos ganham lanche e almoço grátis.
No ensino médio, de 13 a 15 anos, em período integral, é servido um lanche. Muitos alunos levam comida de casa.
No ensino pré-universitário ou universitário, há cafeterias com lanches que custam de 1,5 a 3 pesos cubanos (de US$ 0,06 a US$ 0,12). Também é comum levar comida de casa.

Em 2012, houve corte de refeições nos locais de trabalho. Almoços continuam sendo servidos em áreas estratégicas, como hospitais, escolas e instalações no campo (onde não há restaurantes). Para compensar o corte de comida, os funcionários tiveram aumento de 300 pesos cubanos por mês.

Desnutrição infantil

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1426783170289_615x300

Em 1975, crianças de até 7 anos e idosos de mais de 65 anos ganhavam 1 litro de leite por dia em Cuba, relatou Fernando Morais. Hoje o leite não é mais distribuído a idosos e também não é grátis para crianças.

Tem um valor muito subsidiado no esquema da “caderneta de abastecimento” ou de “racionamento”, em que cada cubano pode comprar uma quantidade limitada por mês. Nessas condições, o quilo custa 2,50 pesos cubanos (US$ 0,09 ou R$ 0,27). O limite é 3 kg de leite em pó por mês para cada criança de até 7 anos.

O governo de Cuba diz que a FAO (órgão da ONU para agricultura) reconhece que o país é o que tem mais avanços na América Latina contra a desnutrição.

Segundo os dados mais recentes disponíveis, de 2006, do Unicef, Cuba é um dos três melhores países da América Latina e Caribe em relação à desnutrição infantil, com 4% das crianças de até 5 anos abaixo do peso. O Chile liderava a região com 1%. O Brasil tinha 6%, e a Etiópia (África), 47%.

Mortalidade infantil

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1426790844800_615x300

Fernando Morais relata que, na Cuba de 1975, a taxa de mortalidade infantil havia sido reduzida a 27,4 por mil nascimentos (a mais baixa da América Latina e inferior à de algumas regiões dos EUA, segundo a ONU). O número mais recente (2013) é melhor ainda, e o país está à frente de EUA e Brasil: 5,4 crianças mortas por mil nascidos vivos, segundo o Unicef. No Brasil, é mais que o dobro disso (12,1 por mil nascidos). Nos EUA, são 6,2 mortos por mil nascidos.

Saúde e educação grátis

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1426620803896_615x300

 

A saúde e educação são dois orgulhos de Cuba. Fernando Morais relatava em 1975: “São gratuitos quase todos os serviços básicos: educação, alimentação escolar, roupas de estudantes, livros e cadernos, assistência médica e remédios. Não pagam impostos e sofrem desconto de 6% no salário (pagamento de aluguel para quem não tinha casa antes da revolução)”. “Em Havana ou em qualquer outro ponto do interior do país”, assegurou [um médico], “o tempo gasto por um paciente para ser atendido é o que ele leva de sua casa a um posto médico ou hospital”.

Hoje os serviços sociais continuam gratuitos, entre eles educação e saúde. Mas moradores reclamam que as farmácias populares, onde se distribuem remédios, faltam muitos itens. Já nas farmácias em hotéis para turistas (com preços em dólares) não falta nada, diz um morador de Havana Vieja. Ele também afirma que operações que não sejam de emergência têm muita espera.

O governo cubano admite “deficiências organizacionais e de gestão nos serviços farmacêuticos”, mas diz que faltam apenas 5% dos remédios (41 de um total de 888).

Médicos

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1426620798295_615x300

Segundo Morais, Cuba tinha, em 1975, 7.200 médicos (7,69 médicos por 10 mil habitantes). Agora saltou quase nove vezes: são 67,2 médicos por 10 mil habitantes. É mais que o triplo da média nas Américas (20,8) e bem maior que nos EUA (24,5) e no Brasil (18,9 médicos por 10 mil habitantes). Os dados são da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Casas e terras

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1424879480243_615x300

Em 1975, Fernando Morais descreveu que Cuba era o único país da América Latina que não tinha favelas. Hoje o país continua sem favelas, mas há cortiços e prédios em más condições. No centro de Havana, é fácil encontrar problemas. Uma senhora reclamou do elevador de um prédio quebrado há meses em Havana Vieja. O governo cubano já reconheceu deficit habitacional. Em 2005, era estimado em mais de 500 mil moradias.

O governo cubano vem ampliando o direito à propriedade – primeiro permitindo a permuta de imóveis e depois a compra e a venda. O Estado também transferiu boa parte de suas terras para pequenos agricultores, permitindo a venda do excedente da produção pelas cooperativas por preços livres (em pesos nacionais), depois de uma longa crise de desabastecimento.

Prostituição e drogas

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1426612358087_615x300

Fernando Morais relata que procurou testar a informação de que prostituição e drogas haviam sido eliminadas pela revolução. Falou com taxistas, universitários e frequentadores de clubes noturnos. “Manifestei minha incredulidade… [e] resolvi tirar a limpo a questão… procurando drogas e prostitutas como se estivesse pessoalmente interessado. Uma noite tomei um táxi e fui direto no assunto com o motorista. Ele respondeu: ‘Não, compañero. Aqui não temos mais essas coisas'”, descreve o autor em “A Ilha”. Todos os entrevistados por ele no livro confirmaram a ausência desses delitos.

Hoje há prostituição e drogas no Malecón (passeio na orla de Havana) e em clubes noturnos. Em resorts de Varadero, é possível encontrar turistas mais velhos acompanhados por uma ou mais cubanas jovens. O aumento de estrangeiros esperado com a retomada das relações com os EUA pode estimular o turismo sexual.

Cuba afirma que ampliou as penas em caso de proxenetismo [exploração de prostituição], chegando a 30 anos de prisão.

Propaganda

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1426551331668_615x300

Fernando Morais viu em 1975 muitos cartazes e outdoors de propaganda política, como era comum em países socialistas. “Os outdoors onde antigamente eram colados cartazes de publicidade foram multiplicados no país e transformados em veículos só de propaganda política e estímulo à produção agrícola e industrial… Viajando pela carretera central, que atravessa o país de ponta a ponta, pode-se ver, de um lado e de outro, os cartazes coloridos: ‘Os homens morrem, o Partido é imortal'”.

Hoje em dia há pouca propaganda política, com alguns cartazes dos líderes revolucionários Che Guevara e Camilo Cienfuegos. E são encontradas propagandas de multinacionais como a Puma, no estatal Palácio de Artesania (centro de artesanato), em Havana.

Discursos políticos nos feriados nacionais também não são mais comuns, como nos tempos de Fidel. A Praça da Revolução e a Tribuna Anti-imperialista estavam vazias durante 1º de janeiro, dia do “Triunfo da Revolução”. Não houve discursos ou manifestações durante o dia, apenas festas com shows à noite.

Segundo uma vendedora de uma loja no Palácio de Artesania, nos últimos anos o 1º de janeiro tem sido apenas um “feriado, um dia tranquilo”, sem discursos.

Coca-Cola e McDonald’s

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1426783174196_615x300

A indústria de refrigerante e cerveja era modesta na visita de Morais. “A cerveja Atuey e os refrigerantes Som, de cinco sabores, produzidos no país, não têm rótulo nem chapinha impressa: são identificados pelo formato da garrafa ou pela cor do líquido”, escreveu o autor.

Hoje a cervejaria Bucanero produz bebidas com rótulo comercial normal (Cristal, Bucanero, Mayabe). Depois do anúncio de reaproximação entre EUA e Cuba, em 17 de dezembro de 2014, um dos filhos de Fidel, Alex Castro, disse que Coca-Cola e McDonald’s são bem-vindos em Cuba, se quiserem se instalar lá.

Cassinos

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1426790811379_615x300

Nos primeiros tempos da revolução, foram fechados os cassinos, eliminando-se os jogos de azar, relata Morais.

Mas hoje sobrevive uma loteria clandestina, chamada de “bolita” ou “charada”. Moradores trabalham como anotadores das apostas, numa função parecida com a do pessoal que opera no jogo do bicho no Brasil. David, de Havana Vieja, é um desses “funcionários”. Também há rinhas de galo, igualmente proibidas.

Turismo

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1424881703732_615x300

A presença de turistas causava desconfiança em 1975, relata Fernando Morais. “O governo fazia sérias restrições à entrada de ianques no país mesmo antes do bloqueio: afirmava-se que os grupos de turistas poderiam ocultar ‘contrarrevolucionários e agentes da CIA’.”

A cidade praiana de Varadero tinha colônia de férias exclusivamente para cosmonautas russos e suas famílias e um edifício para filhos de operários do mundo inteiro.

Hoje, embora americanos sejam raros, há turistas de vários pontos do mundo. Varadero concentra resorts internacionais no esquema “all inclusive”. O filho de Che Guevara oferece a turistas viagens de motocicleta por Cuba. O restabelecimento das relações diplomáticas com os EUA promete incrementar o turismo. A empresa aérea norte-americana Jet Blue já anunciou que fará aumento de voos entre os dois países.

Gorjetas

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1426606284580_615x300

No livro, Morais relata a ausência de gorjetas no país e diz que o carregador do hotel Nacional, o mais famoso no país, não aceitou nenhuma recompensa.

Hoje trabalhadores de todas as áreas, como garçons, carregadores de malas, barmen em hotéis e restaurantes e faxineiras de banheiro esperam por gorjetas.

Esporte

cuba-antes-e-depois-do-livro-brasileiro-a-ilha-1426612352176_615x300

Em 1975, na visita de Fernando Morais, o esporte nacional era o beisebol, e o país se destacava, sendo campeão mundial por anos sucessivos.

O beisebol está perdendo espaço hoje em dia, trocado pelo futebol. A transmissão pela TV de jogos do Campeonato Espanhol atrai os mais jovens. Cristiano Ronaldo e Messi são ídolos. Pelas ruas, encontram-se cubanos vestindo camisas de futebol e crianças jogando bola na rua. Cuba não é mais a campeã de beisebol há vários anos.

A educação cubana em 18 imagens

0

Separamos 18 imagens que mostram como a educação é usada como propaganda ideológica no país mais fechado do continente americano.

1

Publicado por Spotniks

A educação cubana é um dos trunfos que vira e mexe rondam a retórica dos defensores do seu modelo econômico como uma das melhores do planeta.

Mas não é nossa intenção aqui apontar o fato de que não há uma mísera universidade cubana entre as 500 melhores do mundo. Ou então dizer que no Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, no quesito educação, o país apareça apenas numa posição mediana, empatado com o Panamá – e atrás, entre outros, de países como Uruguai, Argentina, Barbados e Chile, o líder do continente latino americano, duramente criticado pelo seu modelo privado de educação. Ou elogiar as informações oficiais de que a taxa de analfabetismo no país esteja próxima do zero – assim como países como Letônia, Antígua e Barbuda, Armênia, Andorra e Tajiquistão; isso para não citar os países desenvolvidos. Também não precisamos abordar o fato de que não há um mísero Nobel, uma Medalha Fields e uma Medalha Copley na história de Cuba, citar que a produção acadêmica no país é menor que a de Bangladesh e dizer que no ranking da World Intellectual Property Organization, o país apareça na lista com apenas 10 patentes registradas em 12 meses.

Cuba é uma ditadura e seus dados oficiais não são confiáveis – como os dados de qualquer ditadura. Não há como avaliar a educação do país simplesmente pelo fato dele não possuir indicadores globais especializados em educação – não há dados sobre Cuba no ranking do PISA e de outros exames internacionais respeitados. Mas apesar da muralha, há claros indícios de que ela seja utilizada no país para propagar seus governantes no poder (e você pode conferir em vídeo aqui, aqui e aqui).

Nessa série especial, separamos 18 imagens que mostram como a educação é usada como propaganda ideológica no país mais fechado do continente americano – a terra dos Castros.

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

Livro “50 Tons de Cinza” é o preferido entre os presos de Guantánamo

0

Entre os presos, alguns acusados de ajudar a planejar os atentados de 11 de setembro de 2001

Publicado no Zero Hora

Livro "50 Tons de Cinza" é o preferido entre os presos de Guantánamo Reprodução/Intrínseca

A trilogia de romances eróticos 50 Tons de Cinza, de E.L. James, é a leitura favorita entre presos da CIA detidos no centro de Guantánamo, segundo informou um congressista norte-americano ao jornal Huffington Post, após uma visita ao local.

A prisão de segurança máxima detém mais de uma dezena de presos de alta periculosidade, inclusive cinco homens acusados de terem ajudado a planejar os ataques de 11 de setembro de 2001, contra as Torres Gêmeas, nos Estados Unidos.

— Em vez do Alcorão, o livro que é mais requisitado pela maioria (dos detidos) é 50 Tons de Cinza — disse Moran, segundo o jornal.

Moran, que é a favor do fechamento do centro de detenção na Baía de Guantánamo na Base Naval dos EUA em Cuba, disse que soube da popularidade do livro enquanto andava pelo Campo 7 acompanhado do comandante da base e do vice-comandante, do chefe médico e do oficial responsável por aquele campo.

Um porta-voz militar, por sua vez, disse que não podia discutir os detalhes do Campo 7, cujos detentos estiveram em prisões secretas da CIA antes de serem enviados para Guantánamo em 2006.

— Não falamos sobre nossos detentos de alto valor a não ser nos termos mais genéricos. Além disso, não falamos sobre as declarações feitas por membros do Congresso — disse o tenente-coronel Samuel House, porta-voz do campo de presos.

 

Go to Top